quinta-feira, abril 20, 2006

Joan Miró




Este é um dos meus pintores preferidos, Joan Miró, nascido a 20 de abril de 1893. Faria hoje 106 anos.

Para ver mais obras clique
aqui.

segunda-feira, abril 17, 2006

A Ignorância (Partilha Literária)



“A vida do homem dura em média oitenta anos. É contando com esta duração que cada um imagina e organiza a sua vida. O que acabo de dizer é uma coisa que toda a gente sabe, mas raramente nos damos conta de que o número de anos que nos é atribuído não é um simples dado quantitativo, [...], mas faz parte da própria definição do homem. Alguém que pudesse viver, com toda a sua força, duas vezes mais, portanto, digamos, cento e sessenta anos, não pertenceria à mesma espécie que nós. Já nada seria semelhante na sua vida, nem o amor, nem as ambições, nem os sentimentos, nem a nostalgia, nada. Se um emigrado, depois de vinte anos vividos no estrangeiro, regressasse ao seu país natal com cem anos de vida ainda à sua frente, pouco experimentaria da emoção de um Grande Regresso, provavelmente para ele isso nada teria de regresso, não passando de mais de uma das voltas do longo percurso da sua existência.
Porque a própria noção de pátria, no sentido nobre e sentimental da palavra, liga-se à relativa brevidade da nossa vida, que nos proporciona muito pouco tempo para que nos apeguemos a outro país, a outros países, a outras línguas.”


in “A Ignorância” de Milan Kundera [Edições Asa]

Sempre que se fala do escritor Milan Kundera, é inevitável não se falar no livro “A Insustentável Leveza do Ser”, a sua obra mais popular. Talvez o faça num próximo post, não hoje. Hoje quero falar-vos do livro “A Ignorância”, em que Kundera volta usar o mesmo estilo de “A Insustentável Leveza do Ser”: um retrato histórico-social, quase autobiográfico, recheado de uma reflexão filosófica.
No livro “A Ignorância” Milan Kundera conta a história de Irena e Josef, dois emigrantes checos, que se encontram por acaso durante a viagem de regresso ao país natal, e tentam (re)viver uma estranha história de amor, iniciada anos antes de emigração. Mas distância e o tempo distorceram e apagaram as lembranças que cada um tem do passado, o que vai tornar aquele amor mais difícil...

quarta-feira, abril 12, 2006

Festival Internacional de Cinema do Porto de 21 a 29 de Abril em Lisboa - Cinema Quarteto

Programação:

Sexta 21 - Frostbitten - Grande Prémio Fantasporto 2006
Sábado 22 - Offscreen - Melhor Realizador 2006
Domingo 23 - Sword in the Moon - Selecção Oficial 2006
Segunda 24 - Fausto 5.0 - Grande Prémio 2002
Terça 25 - Hair High - Selecção Oficial 2006
Quarta 26 - FAQ - Selecção Oficial 2006 antecedido de "Cicatriz"
Quinta 27 - Johanna - Prémio Especial do Júri antecedido de "Com uma sombra na alma"
Sexta 28 - O Bordel do Lago - Prémio Especial do Júri 2001
Sábado 29 - A Quiet Love - Prémio da Crítica 2006

Todas as sessões têm início às 21h30.
Bilhetes à venda no Cinema Quarteto a partir de 6 de Abril - Rua Flores de Lima, 16
Telf - 217 971 378
Preços - 3€ , Associados - 2,5€, Passe 9 bilhetes - 15€
Informações - Telf - 210 027 150
E-mail - inatel@inatel.pt


Mais informações em: www.inatel.pt/cultura/fantas.html

segunda-feira, abril 10, 2006

Dia Mundial do Livro em Évora


Actividades de 21 a 23 de Abril de 2006

Universidade de Évora
1ªs Conferências no Alentejo sobre Literatura Infantil e Juvenil (CAL)
Dias 21 e 22
Ver programa pormenorizado em:
www.cidehus.uevora.pt


Praça do Giraldo
Praça dos Livros
Dia 22
11h00 -19h00

Biblioteca Pública
Dia 22
17h30
Maratona de Leitura (1ª etapa)
22hoo
Roda de Leitura - Série de "O Bairro" de Gonçalo M. Tavares
24hoo
Sessão de Meia-Noite - Uma tertúlia com poesia, teatro, marionetas, música e contos populares

Dia 23
11hoo - 18h00
Maratona de Leitura (2ª etapa)
18h30
Estreia de "O Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente, pelo Grupo ERA UMA VEZ - Teatro de Marionetas.
Ver programa pormenorizado em:
www.evora.net/bpe

Pintura: James Rosenquist (Grand Forkes, North Dakota, 1933)

The Glass Wishes
"I think we have a free society, and the action that goes on in this free society allows encroachments, as a commercial society. So I geared myself, like an advertiser or a large company, to this visual inflation - in commercial advertising which is one of the foundations of our society" - James Rosenquist
Um dos nomes da Pop-Art. Tal como Lichtenstein, Rosenquist desenvolveu uma forma de pintura baseada em imagens de anúncios mas, ao contrário do seu colega, usava técnicas de ilustração de cartazes.
Convido-vos à [re]descoberta.

domingo, abril 09, 2006

Quiz

Em que filme uma personagem feminina diz a frase: “Só um pode vaguear, dois vão a algum lado.”

Opções:
“Rain Man”, de Barry Levinson
“O Paciente Inglês”, de Anthony Minghella
“Vertigo”, de Alfred Hitchcock


Há 3 filmes que apesar de nos E.U.A. terem obtido a categoria “para maiores de 18” conseguiram arrecadar a nomeação para o Oscar© de melhor filme. “O Cowboy da Meia-Noite” e “O Último Tango em Paris” são dois. Qual foi o outro?

Opções:


“Taxi Driver”
“A Laranja Mecânica”
“Touro Enraivecido”

Para descontrair

Caros leitores deste digníssimo Blog tão sério. Hoje quero fazer-vos rir:

Vão ao Google - www.google.pt - e Insiram "Failure" e carreguem em "Sinto-me com Sorte"

:-)))))))))))))))

sexta-feira, abril 07, 2006

Mário Viegas (n.10 Nov.1948, Santarém- m.01 Abril 1996, Lisboa) "A minha vida é o Teatro e o Teatro é a minha vida"

No 10º aniversário da sua morte, lembramos aqui Mário Viegas que morreu a 1 de Abril 1996, aos 47 anos. António Mário Lopes Pereira Viegas, actor, argumentista e declamador, popularizou-se pela sua potente voz e atitude crítica e pelo seu característico estilo de humor, através das principais dramaturgias contemporâneas e da televisão em programas de divulgação de poesia, como “Palavras Ditas”, “Palavras Vivas”, Marginalidades na RTP2
Foi também foi um dos fundadores da Companhia Teatral do Chiado e um dos fundadores do Novo Grupo e do Grupo 4.
Foram vários os prémios que recebeu. A Casa da Imprensa distinguiu-o com dois galardões e a Associação Portuguesa de Críticos de Teatro premiou-o quatro vezes. Recebeu ainda o Prémio Garrett, o Prémio de Honra do Festival de Teatro de Sitges e o Prémio de Melhor Actor no Festival Europeu de Cinema da Corunha (ambos em Espanha).
Em 1993, a Câmara Municipal de Santarém atribuiu-lhe a Medalha de Mérito e, em 1994, tornou-se comendador da Ordem do Infante D.Henrique.
Da sua passagem pelo cinema registam-se os seguintes títulos:
Agora para lembrar este «génio artístico» poderemos ver uma exposição que estará patente na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), em Lisboa, constituída por fotografias do actor, de cena, em ensaios ou de promoção, e que foi apresentada no Museu Nacional do Teatro em 2001, além dos textos originais, manuscritos e dactilografados, de sua autoria em exposição pela primeira vez.
Ainda da responsabilidade do jornal Público e apresentada por Júlio Isidro, no Centro Cultural e Regional de Santarém - Fórum Actor Mário Viegas, é a colecção de 12 CDs que homenageia Mário Viegas com design gráfico de José Santa- Bárbara. A colecção integra a reedição digital dos dez álbuns de poesia editados pelo actor e inclui ainda dois inéditos compostos por "gravações em cassetes" que José Niza, autor dos livros que acompanham cada CD com a poesia declamada e uma biografia de partes da vida do actor, desde a sua infância e adolescência em Santarém até à sua morte, encontrou na casa de Mário Viegas, na residência da mãe e na Companhia Teatral do Chiado, em Lisboa, por ele fundada.



Ver mais em:

http://www.revista.agulha.nom.br/ag34viegas.htm

http://www.companhiateatraldochiado.pt/

ou o Documentário MÁRIO VIEGAS... E TUDO

Portugal, 1997
Betacam SP, cor, 59
´ProduçãoRTP [Fernanda Teixeira]
Realização/Argumento Maria João Rocha
Fotografia Jorge Meireles
Música Luís Cilia
Som José Courinha

quinta-feira, abril 06, 2006

"Downlodar" é crime?

Quem já não ouviu isto nas noticias? As multas poderão ir até aos 5000 euros, quem for "apanhado" a roubar músicas da Internet...

Pois bem, é altura de acalmar o pânico de milhares de pessoas e de pais preocupados com o que os filhos fazem no computador.

1º - Os chamados "processos" vão ser criados pela SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) e/ou pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica). Neste ponto, há uma coisa que deve ser clara: nenhuma destas instituições tem autoridade para passar multas a quem quer que seja. O objectivo (imoral) é assustar os utilizadores de Internet e levá-los a pagar uma indemnização até 5000 euros, ou será levado a tribunal. Isto pode ser visto como chantagem, uma vez que ou pagamos, ou levamos com um processo. Estas empresas que vão enviar as tais cartas, não estão a agir através de um processo judicial (pois seria muito dispendioso processar individualmente milhares de pessoas) mas sim através de um processo civil. Que relevância jurídica tem isto? Nenhuma! Simplesmente ameaçam as pessoas e metem medo. Se alguma pagar, melhor. Se ninguém pagar, encolhem os ombros e passam ao próximo. De facto há leis em Portugal, mas não são estas empresas que as escrevem.

2º - Onde está essa informação, e quem decide que valor é que se vai pagar? Em Portugal só há uma maneira de obrigar as pessoas a pagar multas ou indemnizações: o tribunal! Como o Bill Gates disse: "O nosso computador é tão confidencial como a nossa conta bancária". Sem processo em tribunal, ninguém (nem mesmo estas entidades) podem acusar, vigiar, espiar, exigir, passar multas, pedir indemnização, ter acesso ao vosso computador, ou "consultar" que downloads fazem.

3º - Para os menos entendidos, quem tem ligação à Internet, liga-se através de um IP (ex. 255.255.255.255) e mais nenhuma informação é transmitida (e atenção a isto).
Quem mantém o registo a quem pertence cada IP ligado, é apenas a empresa de Internet a quem contraram o serviço (ex. Netcabo, Cabovisão, Sapo, Clix, etc.). Neste caso, só com um processo judicial é que a vossa informação confidencial é disponibilizada. Ou seja: receberam uma carta a pedir uma indemnização. Muito bem, há processo judicial a decorrer em tribunal? Não? Então a carta não vale nada. E se quiserem ir mais além, contactem o vosso fornecedor de Internet e perguntem como é que a determinada instituição obteve os vossos dados, sem autorização do tribunal. E se ainda quiserem ir mais além, iniciem um processo contra o vosso fornecedor de Internet, ou contra a instituição que vos "ameaçou".

4º - Quem faz download de qualquer tipo de ficheiros da Internet (seja musica, filmes, fotografias) é apelidado de "pirata informático" pela comunicação social. Mas há uma grande diferença entre fazer download e desfrutar desse mesmo download no conforto da vossa casa, e de fazer download de filmes e música e ir vender para a feira da ladra, ou qualquer outro local. Quem lucra com estes negócios de downloads para vender posteriormente, é que deve ser apelidado de pirata informático. Ou será que quando se gravava as telenovelas e os filmes da televisão em cassetes, também era chamado de pirata da televisão? É exactamente a mesma coisa. Em vez de copiarem da televisão, copiam da Internet.

5º - Neste momento, em Portugal não há nenhuma lei relativamente à pirataria informática (pelo menos explícita) e em que base se suporta, ou que diferenças existem entre consumo próprio ou para venda. Da mesma maneira que não há qualquer precedente de tal situação. Todos aqueles anúncios no cinema, nunca deram em nada nem nunca ninguém foi preso. Eram só campanhas!

6º - Se estivessem a infringir alguma lei, acham que seriam enviadas cartas para pararem com os downloads e a serem convidados a pagarem de livre vontade? Também ninguém manda cartas a um ladrão para parar de roubar no metro e entregar-se na esquadra mais próxima, ou a um assassino para parar de matar os vizinhos com a caçadeira, e para se dedicar à agricultura. É absurdo! Se neste país nem uma pessoa que viola crianças vai presa, quanto mais nós que nos recusamos a pagar multas! Tirar músicas da Internet dá multa até 5000 euros. E andar a 120km/h dentro de uma localidade dá 500 euros? Passar um sinal vermelho menos que isso? Desencadear um acidente em cadeia na auto-estrada porque se bebeu demais fica-se sem carta? Acham justo? Tirar músicas da Internet é que é mau para a sociedade, e os perigosos somos nós, não?

7º - Recentemente em França foi aberto um processo pelas indústrias e editoras similar a este, e até foi feita uma petição em tribunal para ser criada uma lei que punisse quem fizesse downloads da Internet. No entanto, o Juiz recusou-se alegando que se estaria a violar a divulgação cultural. Temos o direito de experimentar o produto antes de o comprar, ou não?

8º - Quem acham que perde com isto tudo? O terror instala-se, as pessoas começam a parar de fazer downloads, e a Internet em casa passa a ser usada para ver páginas e ler o e-mail. Quem precisa de grandes velocidade para isso? Ninguém...assim os consumidores começam a cancelar a Internet, ou a passar para uma mais barata. E quem sofre? O fornecedor de Internet.

9º - Há vários cantores e grupos de música nacionais que culpam a "pirataria" das baixas vendas que os seus álbuns conseguem no mercado. Esta é a lista de vários artistas que lutam contra a pirataria:

Ágata, Agrupamento Musical Diapasão, Aldina, Alfredo Vieira de Sousa, Ana Moura, António Cunha (Uguru), António Manuel Ribeiro, António Manuel Guimarães (Magic Music), Banda Lusa, Blasted Mechanism, Blind Zero, Bonga, Boss AC, Camané, CantaBahia, Carlos do Carmo, Carlos Maria Trindade, Carlos Tê, Clã, Cristina Branco, Da Weasel, Danae, David Fonseca, Dealema, Delfins, DJ Vibe, Dulce Pontes, Emanuel, Expensive Soul, Fernando Rocha, Filipa Pais, Fingertrips, FNAC, GNR, Gutto, Iran Costa, Íris, Jaguar Band, João Afonso, João Gil, João Monge, João Pedro Pais, João Portugal, Jorge Cruz, Jorge Palma, José Mário Branco, Liliana, Lúcia Moniz, Luís Cília, Luís Represas, Luísa Amaro, Mafalda Veiga, Manuel Faria, Manuel Freire, Manuel Paulo, Mão Morta, Marante, Maria João&Mário Laginha, Mário Fernandes, Mariza, Ménito Ramos, Mesa, Miguel&André, Miguel Guedes (em nome individual), Mind da Gap, Místicos, Mónica Sintra, Paula Teixeira, Paulo Ribeiro, Pedro Abrunhosa, Pedro Ayres Magalhães, Pedro Oliveira, Pedro Osório, Quatro Cantos, Quim Barreiros, Quinta do Bill, Rádio Macau, Rita Guerra, Rodrigo Leão, Rosita, Rui Bandeira, Rui Veloso, Santamaria, Sérgio Godinho, Teresa Tapadas, The Gift, Toranja, Toy, Tozé Brito, UHF, Vitorino, Wraygunn, Xutos e Pntapés, X-Wife e Zé Peixoto.

Por favor, e peço-vos que metam a mão na consciência: Quem é a pessoa com com alguma inteligência que se vai a meter a fazer download de músicas da Ágata? Ou da Rosita? Ou do Agrupamento Musical Diapasão? Ou pior, do Iran Costa?

10º - Ora vejamos:

Fim da Pirataria –> Menos Utilizadores da Internet –> Choque Tecnológico por água abaixo –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria –> Menos Utilizadores da Internet –> Menos lucros dos ISP's –> PT apresenta prejuízo -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria –> Aumento dos Processos que se acumulam nos tribunais –> Justiça mais lenta –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria –> As pessoas não vão comprar Cd's só porque a pirataria "acaba" ou diminui podendo mesmo criar uma certa "revolta" contra as editoras e afins –> O povo começa a cagar para os artistas –> Menos lucros para editoras e artistas –> Mundo da música e não só com dificuldades –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Continuamos...?

11º - Ok, concordo que os direitos de autor têm que ser protegidos. Mas não concordo que um simples CD de música cujo custo de fabrico ronda 1 euro, seja vendido por 15/20 euros, em que apenas cerca de 2 euros vão para os artistas. E ainda têm a lata de chamar piratas a nós?

12º - Concluindo, não se deixem vencer pelo medo. Não digo para olharem para o lado caso recebam essas cartas, mas sim que se informem e que pesquisem as maneiras legais de se fazer o correcto. Informem e mantenham-se informados, pois basta haver um decréscimo dos utilizadores deste tipo para essas empresas pensarem que podem fazer tudo e que podem ganhar.
Eu posso considerar-me culpado, mas sou culpado, não por fazer downloads de musicas e filmes mas pelo facto de fazer parte da classe média que mal tem dinheiro para pagar a renda de casa, e ainda faz um sacrifício enorme em pagar 60€ pela Internet, mais não sei quantos euros pela tvcabo, mais não sei quantos euros pelo telefone, mais não sei quantos euros pela assinatura mensal do telefone, e de trabalhar de sol a sol. Mas NÃO SOU CULPADO, pelos roubos de ministros, deputados, e administradores de empresas estatais, pelos buracos financeiros que causaram a empresas estatais. NÃO SOU CULPADO, pelo buraco financeiro em que o pais se encontra, e muito menos pelo valor do défice 6,8.

Agora só vos peço para levarem a vossa vida atrás do computador calmamente, não castiguem os vossos filhos por algo que não estão a fazer, e acima de tudo, divulguem toda esta informação, para que essas empresas que vêm do estrangeiro, não pensem que somos uma cambada de saloios e que nos podem meter medo!

PS: Considerem isto uma opinião pessoal..

Este texto apareceu no meu email, achei interessante para divulgar.

quarta-feira, abril 05, 2006

Os dias da Criação - Convite do Blog "Incomunidade"

A Incomunidade e a Casa da Eira Longa organizam OS DIAS DA CRIAÇÃO nos dias 13 e 14 de Maio de 2006 em Vilar, Boticas (Trás-os-Montes).
Desejam a presença diversificada de criadores galegos e transmontanos, nas distintas áreas da criação: Audiovisual, Escrita, Performance, Música, Pintura,Fotografia, Pensamento, Artesanato, Escultura.
Apesar de se tratar de um encontro de âmbito regional não haverá qualquer segregação relativamente à presença de criadores que fisicamente tenham nascido noutras paragens.
Inscrições e informações: +351. 960238922 +351.965817337
O programa está assim evoluído:
Dia 13:
10h: Mesa sobre as relações entre Galiza e Trás-os-Montes; As trocas artísticas entre criadores; A criação trocada por meio electrónico; Criação de associações de criadores; A arte dos criadores – que Arte?
15h: Inauguração de uma exposição colectiva de artistas visuais da galiza e de trás-os-montes
16h30: Ida aos despovoados circunvizinhos: Percepção corporal da paisagem, o corpo como paisagem, o corpo como uma parte da paisagem
22h – Performances: Poesia, Música, Teatro, Conta-contos, curtas-metragens
Dia 14:
11h – Mesa destinada a desencadear os futuros passos que retirem o carácter efémero a estas iniciativas. Designação material do próximo acontecimento. Críticas ao encontro. Elaboração dos items que constarão da publicação das Actas.
Propostas de publicação de obras de autores presentes em OS DIAS DA CRIAÇÃO
14h – Almoço de encerramento
Alberto Augusto Miranda
Av. D. Carlos I, 61-1º1200-647
Lisboa
Portugal
Tm: +351.965817337

segunda-feira, abril 03, 2006

Grito (Partilha Literária)



“Estou num tempo impensável, cheguei a casa e a casa estava vazia, isto é, os sinais de quem a habitara, permaneciam — os óculos na mesa-de-cabeceira, o livro com a marca de leitura, a mala feita para as férias, o estojo com o pó-de-arroz e o baton — mas estava morta a pessoa desses sinais, ando por esta paragem súbita como um estranho, abro a porta do quarto e chamo: mãe: o som do nome come os resíduos da tua presença, a sombra pesa sobre a palavra, mas não a interrompe, prolonga-a até a tornar insuportável.
Choro a voz desmesurada.
Pela janela, o jardim espreita-me.”


in “Grito” de Rui Nunes [Relógio D’Água Editores]


Não sei dizer se comprei este livro, ou se me foi oferecido, apenas sei que “redescobri-o” à uns meses atrás, durante umas arrumações, sem que soubesse dizer se já o tinha lido... A verdade é que não o tinha lido mesmo...Já vós conto o porquê...
Rui Nunes parece ser um escritor desconhecido, apesar de este romance ter ganho o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, em 1997, para a maioria dos leitores comuns, como eu. Uma possível explicação para que a obra literária de Rui Nunes permaneça no anonimato prende-se com o estilo da sua escrita... Foi este o motivo, pelo qual eu não li este romance na primeira vez que me veio parar às mãos. Por muito que me custe admiti-lo, tenho de reconhecer que não tinha a maturidade necessária para ler um livro como este: o livro tem uma leitura difícil e complexa, que exige a atenção do leitor. Mesmo assim, creio que alguns de vós que não conhecem o autor, ficarão curiosos o suficiente para lerem o livro...
Esta seria a altura que eu contaria um pouco da história do livro... Não o farei porque este livro é romance de sensações, dolorosas e desagradáveis; psicológicas e físicas, dos seus personagens, e em que a ideia da morte paira do princípio ao fim, algo demasiado complexo para resumir sucintamente. Além disso, correria o risco de deturpar a ideia principal do romance. Espero que compreendam...

segunda-feira, março 27, 2006

Cabeça a prémio



Charlie Finch eating Mary Boone, Elliot Arkin



Talvez Charlie Finch seja actualmente um dos criticos de arte mais conhecidos e polémicos da blogosfera, sobretudo pelo teor dos seus artigos na artnet Magazine e por ser co-autor do livro "Most Art Sucks: Five Years of Coagula".

Homem de Palavra[s] (Partilha Literária)



“A minha unha tem crescido tanto
e entretanto vim morrendo pouco a pouco
temi amei preocupei-me com problemas
fui feliz vivia vida emocionei-me
Venceram-se diversas prestações
A minha poesia é por vezes mínima e mesquinha
Aqui estou eu perdido na contemplação da unha
a unha pequenina a que regresso sempre
Não canto aras nem barões nem mesmo este mar
que desdobradamente aqui vem rebentar
em ondas de água azul em algas e pedrinhas
Afinal tão instrutivo é
perder-me em contemplação do pé
descalço aqui à doce beira-mar
como aprofundar os mistérios deste dia
em que cristo instituiu a eucaristia [...]”


Corpo De Deus in “Homem de Palavra[s]” de Ruy Belo [Editorial Presença]


Escrever sobre um livro de poesia não me é fácil... E torna-se ainda mais complicado quando resolvo escrever sobre um dos meus poetas preferidos: Ruy Belo.
O que posso eu escrever sobre a poesia de Ruy Belo?
O que devo eu escrever sobre a poesia de Ruy Belo?
Bem, posso, devo, aliás, prestar homenagem ao homem (de palavra[s]), ao poeta (esquecido [entristece-me saber que há quem nunca tenha ouvido falar da poesia de Ruy Belo]), por cuja poesia me apaixonei. Gosto da maneira como Ruy Belo pega dos elementos do (seu) quotidiano e consegue criar poesia: a criança, a árvore, o homem, a mulher, o amor, e a morte. Gosto ainda da maneira, corajosa, como escreve sobre Portugal, numa época em a ditadura oprimia tudo e todos.
Bem, acho que me fico por aqui...Porque se escrever mais sobre a poesia de Ruy Belo, poderá soar a exagero, mas perdoem-me, escrever menos seria, para mim, uma leviandade e um desrespeito à sua poesia.

sexta-feira, março 24, 2006

27 Março- Dia Mundial do Teatro



No âmbito do Dia mundial do Teatro, deixo-vos aqui algumas sugestões:
No dia 27 de Março, o Cendrev volta a oferecer-nos duas das suas produções «Farsa chamada Auto da Fama», de Gil Vicente (21:30) e «Pervertimentos», de José Sanchis Finisterra (22:45). Eu já vi as duas peças, mas é de aproveitar (re)vê-las pois, a entrada, à semelhança dos programas de muitos teatros espalhados pelo país, para esse dia, será gratuita. Para isso, os interessados deverão fazer reserva antecipadamente, na bilheteira do Teatro Garcia de Resende, em Évora.
contacto: 266 703 112
fax: 266741181
cendrev@mail.evora.net
No Teatro da SOIR Joaquim António D'Aguiar, poderemos também assistir já amanhã, 25 de Março (21:30) a «Excertos da Casa de bernarda Alba», de Frederico Garcia Lorca, representado pelo grupo TEATRON de Montemor-o-Novo e dia 27 de Março (21:30), na sede da SOIR decorrerá um convívio comemorativo do Dia Mundial do Teatro, com música e poesia.

contacto: 266 703 137
soir.jaa@mail.telepac.pt

terça-feira, março 21, 2006

Dia Mundial da Poesia

Bem, até parecia mal se não colocasse no Blog pelo menos a referência ao dia mundial da poesia... Peço desculpa mas ando sem vontade nem tempo... de qualquer forma aqui fica um poema [escolha minha] - podem deixar, também, as vossas escolhas para este dia e podem ver em: http://www.cnc.pt/Noticias.aspx?ID=408 as duas escolhas do Centro Nacional de Cultura.

O que a mão escreve flui
como se viesse de uma nascente submersa
sem passar pela cabeça intermediária
Não sabemos ao certo qual é essa fonte de transparência apaixonada
como se as palavras pudessem desanuviar o mundo
e revelar os seus contornos ardentes
como se tivesse acabado de surgir dos flancos de um fogo criador
Por isso o poema é sempre mais do que a exacta fotografia
do que na mente já está ordenado ou é um caos vertiginoso
O poema é simétrico porque obedece a uma ordem interna
inscrita no espírito do universo interior
e é essa a liberdade de ser em plenitude aberta.

António Ramos Rosa
27 de Agosto de 1993

segunda-feira, março 20, 2006

Timbuktu (Partilha Literária)



“Até a esse momento, o sonho não diferia minimamente da realidade. Palavra por palavra, gesto por gesto, todos os acontecimentos tinham sido uma exacta e fiel tradução dos eventos, tal e qual acontecem no mundo real. Agora, porém, enquanto a ambulância arrancava e as pessoas regressavam lentamente às suas casas, Mr. Bones sentiu-se dividido em dois. Metade permaneceu na esquina, um cão contemplando o seu triste e incerto futuro, e a outra metade transformou-se numa mosca. Dada a natureza dos sonhos, talvez isso não tivesse nada de invulgar. Todos nós nos transformamos noutras coisas enquanto dormimos, e Mr. Bones não era excepção.”

in “Timbuktu” de Paul Auster [Edições Asa]


Este foi o primeiro livro que li do escritor norte-americano Paul Auster, pelo simples facto de a personagem principal ser um cão...
O livro “Timbuktu” conta a história de um cão, Mr. Bones, que vive desde cachorro com William Gurevitch, um poeta “apaixonado pelo som da sua própria voz, um genuíno e ferrenho legomaniaco que não conseguia parar de falar desde o instante em que abria os olhos de manha até que caía de bêbado à noite”, que ostenta no braço direito uma tatuagem do Pai Natal. E o acompanha no último capricho de William, antes de morrer: encontrar a sua antiga professora de Inglês e confiar-lhe os seus manuscritos. Mas, Mr. Bones tem um sonho, quase real, que acaba por se concretizar
e mudar o rumo dos acontecimentos...

quinta-feira, março 16, 2006

Oficina da Terra, em Évora - a visitar

Relevos 5 - Terracota 48x28cm
"Cada peça tem a sua alma própria e nós não fazemos mais que materializá-la. Com a ideia vaga o Tiago inicia a modelagem e as coisas vão andando ao sabor do momento e da paixão."

Conheci a Oficina da Terra (de Tiago e Magda Ventura) há cerca de 3 anos e foi uma grande descoberta. Hoje e porque é época de celebração para eles (os artistas) aqui fica a lembrança de que este sítio mágico existe... visitem a oficina e deliciem-se com a criatividade...

Tiago Ventura
Frequentou o curso de Artes Plásticas, na Universidade de Évora. Aprendeu em 1999 os segredos da arte do barro com os mestres Orlando Guimarães e António Velho, da Olaria Guimarães/Velho em S. Pedro do Corval - Reguengos de Monsaraz. Esculpe e molda todas as peças da, por si criada com Magda Ventura em 1998, oficina da terra.

Magda Ventura
Nasceu em Reguengos de Monsaraz a 16 de Novembro de 1976. Participou em Workshops de pintura sobre olaria tradicional em S. Pedro do Corval - Reguengos de Monsaraz. Frequentou o Curso de Física e Química da Universidade de Évora. Pinta e finaliza todas as peças da, por si também criada, oficina da terra.

segunda-feira, março 13, 2006

Africa Minha (Partilha Literária)



“Quando se sobrevoam os planaltos africanos, desfruta-se de um panorama deslumbrante: extraordinárias combinações e cambiantes de luz e de cor, o arco-íris sobre a terra muito verde banhada de sol, nuvens gigantescas acasteladas e grandes tempestades selvagens e negras giram em nosso redor numa dança ou numa louca corrida. Aguaceiros violentos cortam obliquamente o ar. Não existem palavras para descrever esta experiência e, com o tempo, ter-se-ão de inventar novos vocábulos para a descrever.”

in “Africa Minha” de Karen Blixen [Relógio D’Água]


Quem me conhece, sabe que tenho, já algum tempo, um fascínio especial pelo continente africano, ainda que não saiba explicar bem o porquê... O livro “Africa Minha”, de Karen Blixen, é uma das várias obras que me aguçaram a curiosidade por Africa e os seus povos.
“Africa Minha” é mais que um livro de memórias de Karen Blixen, durante a sua estadia no continente africano, é a homenagem que uma mulher presta ao seu amor: Africa. O livro está organizado em pequenas histórias, que se lêem como contos, pela forma melancólica e apaixonante como a autora as narra. Cada história tem o mérito de revelar uma perspectiva de Africa, desconhecida à maioria dos “não-africanos”, o que faz do livro uma referência literária mundial. Este livro obtém um enorme sucesso, que seria adaptado ao cinema, com o mesmo nome, onde alcançaria também o êxito: o filme “Out of Africa” (“África Minha” na versão portuguesa) receberá 8 Óscares. Pelo que, o visionamento deste filme, deve acompanhar a leitura do livro, ou vice-versa...

domingo, março 12, 2006

Thomas Cole (Lancashire, 1801 - NY, 1848)

Gosto especialmente desta pintura e quis partilhá-la convosco.
Expulsion, Moon and Firelight (1828)
A geração de Cole iniciou um movimento de pintura verdadeiramente americano que se desenvolveu no século XIX e que se "alimentava" de paisagens. Se estiverem interessados em descobrir mais sobre este artista podem visitar os links.
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"Sit thou enthroned where the Poet's mountain
Above the thunder lifts its silent peak,
And roll thy songs down like a gathering fountain,
That all may drink and find the rest they seek.
Sing! there shall silence grow in earth and lower heaven,
A silence of deep awe and wondering;
For listening gladly,
bend the angels even,
To hear a mortal like an angel Sing."
Links:

sábado, março 11, 2006

A fantasia da invenção no Centro Cultural de Belém

SECRET Cirque Ici – Johann le Guillerm
Co-realização: CCB / Fundação Pt. / Fundação BNP-Paris Bas/CIRQUE – ICI/Sem Rede - Rede Nacional de Programação do Novo Circo

Tenda de Circo - situada atrás da Tenda branca
Duração:1h45

Johann Le Guillerm é um verdadeiro feiticeiro da matéria e do tempo, um feiticeiro da alma tranquila que transforma a matéria na forma dos sonhos. No seu espectáculo, estamos perante um encontro entre a ciência e a poesia, dentro de um segredo que só partilha quem a ele assiste.Com o seu olhar profundo, Johann Le Guillerm encontra o coração dos objectos para compreender a mecânica íntima das coisas e torná-la sua. Ele confronta-se com a matéria inanimada, com o seu próprio equilíbrio, pondo em cena a sua vontade e os seus limites. Tudo parece possível e o mundo reinventa-se.“Secret” é um espectáculo que busca uma nova fenomenologia para o circo, partindo de formas geométricas e leis da Física para
desenvolver o próprio processo artístico. No palco, objectos criados com base na ciência inovam o território das artes. O resultado é uma alquimia de uma fulgurante beleza que interroga a nossa relação com o equilíbrio e a beleza. Johann Le Guillerm: um artista de circo inclassificável entre os mais inovadores de hoje. Em “Secret”, o público inexperiente, seja qual for a sua idade, abandona-se nas mãos deste “grande feiticeiro” e começa a sonhar.A Fundação Portugal Telecom apoia o Projecto Attraction pela sua convergência com a nossa política de intervenção cultural, científica e pedagógica.Dias 7, 10,11, 14, 15, 17, 18, 24 a 25 de Março, às 21h; 12, 19 e 26 de Março, às 19h