domingo, agosto 27, 2006
sábado, agosto 26, 2006
Vincent Gallo
sexta-feira, agosto 25, 2006
Um aviso...

Avançamos todos os dias mais um passo na direcção do inferno, sem horror, através de trevas infames.
(Charles Baudelaire)
Aquele a quem a Bíblia chama Satanás,
quer dizer, o Adversário.
(Emmanuel Varrère)
O meu nome é Legião
Porque somos muitos.
(Marcos: 5,9)
Vim até aqui para vos desejar um bom fim-de-semana e para avisar que Ele está quase a chegar. Que Ele já vem muito perto. Ou falando desde já a verdade, que Ele (já) está entre nós. E está com um enraizamento muito grande. E, pelo que se vê e se sente, é para durar...
Mas se tiverem a coragem suficiente para O confrontarem sem disfarces, venham até aqui na Terça-feira. Ele estará de cara descoberta para vos receber.
Até lá!
(Fotografia de William Ropp)
quinta-feira, agosto 24, 2006
Sugestão - Festival Medieval Islâmico/Cristão
quarta-feira, agosto 23, 2006
Buddha-bar Nature

No âmbito das compilações musicais que vai somando, uma, que faz a diferença: buddha-bar Nature. Faz a diferença na medida em que, para além das músicas e das canções que nos transportam para uma dimensão diferente daquela onde nos encontramos ou... pelo menos, para um espaço e talvez tempos diferentes, agrega um dvd com imagems belíssimas. Imagens do mundo natural e animal, ambos com riscos sérios causados pela intervenção do Homem. Aliás, a compilação (música + imagem) concebida e organizada por Allain Bougrain Dubourg e Arno Elias objectiva chamar a atenção para esta mesma problemática: a Natureza em perigo e, nesta, para um mundo animal com espécies em vias de extinção.
Um trabalho com uma qualidade muito particular. Um trabalho que proporciona o visualizar de realidades belíssimas e a audição de sonoridades que permitem uma evasão que se passa a tornar necessária (ou mesmo urgente).
Quanto às músicas e canções:
01- Pandora
02- El Corazon
03- The Dance of the Flames
04- Deep Believe
05- Guide Me
06- Osmyo
07- Walking Man
08- La Forêt Inconnue
09- Alanis Sunrise
10- Star of Hirma
11- Epic and Dream
12- New Day
Quanto à mensagem do dvd:
Desfrutem o mais profundamente que conseguirem. E reflictam...
terça-feira, agosto 22, 2006
A boda mexicana

México do século XIX e até finais do século XX. México essencialmente rural, mas também urbano. México onde 4 gerações de mulheres permitem ter presente os principais traços de cada uma no âmbito, também, daquela que pode ser a relação estabelecida com a sociedade do seu tempo: Maria, Loreto, Maria Dolores e Esperanza, esta última que nos surge simultaneamente como a narradora que recorda. Que recorda a partir do dia do seu casamento. Que recorda, percorrendo um fio de tempo pesadamente doloroso em particular para a sua mãe, Maria Dolores. Mas um fio de tempo que, da mesma forma reforça, em crescendo, a referência das mulheres (de três mulheres em particular) na sua vida. Pelo que a sociedade lhes permitiu ser, pelo que elas tiveram ou não coragem de ser, pelo que transmitiram e deixaram de herança às suas descendentes, dentro daquelas que foram as suas possibilidades... ou impossibilidades.
A boda mexicana de Sandra Sabanero (n. 1954, México) é um romance que nos mostra, pois, um tipo de sociedade fortemente patriarcal que, aprofundada ao nível do que isso implica de pior, nos faz sentir absolutamente incomodados (e aqui sublinho, falando principalmente por mim: absolutamente incomodada) naquilo que pode mostrar no que concerne ao nível das relações entre casais e no papel atribuído à Mulher, sobretudo, à mulher rural do século XIX e grande parte do século XX. A problemática da violência física e psicológica é muitíssimo bem destacada naquele que se pode caracterizar como um tratamento com emotividade contida, pela sobriedade e inteligência na transmissão das mensagens. E paralelamente a essa violência... e paralelamente, também, ao cenário da impotência e da resignação, a possibilidade da mudança. A esperança em como isso pode acontecer. A esperança personificada em Esperanza. O grito para o futuro. As saudades e o desejo ardente do que poderá ser.
Estamos, indiscutivelmente, perante uma obra emblemática. Uma obra da qual vale a pena deixar aqui uma pequena ideia, através da apresentação de dois excertos:
Excerto 1:
Fez-se um longo silêncio. Recostei-me na cama e continuei a observar as fotografias. Enquanto via aqueles retratos envelhecidos, pensava no que provocara o fracasso do casamento dos meus pais.
- Como foi a sua lua-de-mel, mãe?
Ao evocar essas recordações, a minha mãe corou e tentou fugir ao meu olhar, como se temesse que eu as adivinhasse. Levantou-se e começou a folhear um livro de orações. Uma gardénia seca escorregou de entre as suas páginas, enquanto uma ténue fragrância dos anos passados invadia o ambiente.
A pé, e carregando a volumosa bagagem de María Dolores, puseram-se a caminho da estação de caminho-de-ferro. Partiram rumo a Comanja no comboio das onze da noite, muito juntos, de mão dada e rindo como duas crianças. Ela começou por fazer-lhe perguntas de pouca relevância, só para evitar o silêncio, que a assustava, mas instantes depois ficaram calados. (...) Dentro de poucas horas chegariam ao seu destino. Interrogou-se sobre o que se passaria então e como deveria comportar-se. (...)
A mente do noivo ia ocupada com a mesma questão, pois toda a sua paixão e pensamentos se concentravam em María Dolores. Depois de tantos anos de espera, em que se conformara com carícias furtivas e inocentes, poderia, por fim, gozar, dia a dia, e a cada instante, aquele amor e aquela paixão enormes, que com dificuldade conseguia conter. Era capaz de qualquer proeza para desfrutar do amor.
Na primeira noite, Francisco teve de fazer um esforço para reprimir o riso, ao vê-la metida naquela camisa de noite de avozinha, que a cobria do pescoço à ponta dos pés. Graças à sua grande experiência com mulheres, percebeu que necessitaria de muita paciência para vencer a timidez de María Dolores que, a tremer como gelatina, se metera debaixo dos lençóis, deixando apenas a descoberto o rosto e as mãos. Francisco deitou-se a seu lado com suavidade. Aqueles olhos enormes e assustados provocaram-lhe uma enorme excitação. Com os dedos, desenhou o contorno dos seus carnudos lábios virginais, beijou-lhe ternamente os cabelos sedosos, as faces e a boca, deslizando devagar até ao pescoço. Agarrou-lhe nas mãos, frias e húmidas, e entrelaçou-as nas suas. Passados uns momentos, deslizou as mãos por debaixo do lençol e, através do tecido grosso da camisa de noite, sentiu aquele corpo de formas escassas e delicadas. Segredou-lhe ao ouvido frases ternas, que nunca pronunciara. Contudo, apesar da sabedoria das suas carícias, o corpo assustado e passivo de María Dolores não reagiu.
Aquela frieza cortou-lhe momentaneamente o desejo, mas, sem desanimar, abordou-a da mesma forma nas noites seguintes. Porém, o resultado foi sempre o mesmo. Ao quarto dia, incapaz de esperar mais, arrancou-lhe a camisa de noite à força e pôde, por fim, tocar na sua pele suave como a seda e branca como as nuvens. Pressionado pela paixão que o consumia, introduziu-se naquela estátua dura e fria como porcelana, possuiu-a com movimentos rápidos e selvagens, que a ele produziram insatisfação e a ela dor e vergonha.
María Dolores nunca imaginara que no casamento tivesse que acontecer uma coisa assim. Agora sabia que aquilo fazia parte dos seus deveres de mulher casada. (...)
A sua mente atormentava-se com imagens angustiantes e os seus pensamentos não davam trégua àquelas severas reflexões. A proximidade do esposo inspirava-lhe um desejo insuportável de se refugiar no seu peito, aspirar o seu cheiro a limão e suor, contemplar e acariciar todo aquele corpo firme que também lhe pertencia, mas, ao mesmo tempo, aquela necessidade fazia-a sentir uma vergonha imensa. Tais pensamentos iam contra os seus princípios morais que, no entanto, também não lhe indicavam que caminho seguir. Quando perguntou à bisavó como deveria comportar-se enquanto mulher casada, ela respondeu-lhe:
- Deves obedecer ao teu esposo e servi-lo. Nada de andar na conversa de casa em casa nem pelas ruas. E, acima de tudo, deves ser sempre uma mulher honesta, trabalhadora e recatada.
O que significava ser recatada e decente? Para a minha bisavó, os limites entre a decência e a indecência eram muito vagos.
- No mundo existem dois tipos de mulheres: as que vivem para o lar, obedecem ao marido, têm os filhos que Deus achar por bem mandar-lhes e tratam bem deles, e as "mulheres da rua", que se exibem descaradamente para provocar os maus instintos e fazer todo o tipo de porcarias com os homens só por dinheiro. São mulheres que não temem a Deus.
Nessa definição de mulher não estavam incluídas as palavras "desejo" e "prazer". Por isso, o facto de os sentir provocava-lhe uma vergonha e um sentimento de culpa avassaladores. (...)
Quando Francisco a possuiu pela segunda vez, María Dolores sentiu, por uns instantes, que a sua pele se eriçava, que os seus seios endureciam e que o sangue lhe corria nas veia com ardor, invadida por uma excitação desconhecida que a fez agonizar de prazer; mas, de imediato, sentiu asco, ao escutar a respiração ofegante de Francisco, semelhante à de um animal. "Isto é sujo! É um pecado!", pensou. Quis escapar, sair a correr do quarto, mas o corpo dele esmagava-a. O marido continuava a suspirar e a deslizar os lábios pelos seus seios diminutos. Com um movimento brusco da mão empurrou-lhe a cara. Ele ergueu o olhar e o que viu nos olhos da mulher penetrou como um relâmpago pela sua mente entorpecida, fazendo-o saltar da cama. Aproveitando aquele momento, María Dolores fugiu para a casa de banho. Encheu a bacia de água fria e mergulhou a cara, como se desejasse apagar as marcas daquele instante vergonhoso. Pouco depois regressou à cama, com o corpo escondido por uma bata e, sem pronunciar palavra, deitou-se, de rosto virado para a parede.
Excerto 2:
No dia seguinte, Francisco despertou de excelente humor e tomou banho assobiando Luna de octubre. Aspirou o odor a sumo de laranja e chilaquiles picantes. Sorridente, entrou na cozinha, saboreando de antemão o almoço, e quis beijá-la, mas ela esquivou-se.
- O que se passa agora? - perguntou, enquanto se sentava e começava a comer uma tortilha. Parecia não se lembrar do que ocorrera na noite anterior.
Em contrapartida, María Dolores, pálida e séria, deu rédea solta à dor e à frustração, que se transformaram em palavras críticas:
- Embebedas-te, chegas de madrugada, insultas-me, trazes manchas de batom na camisa, bates-me e ainda tens o cinismo de me perguntar o que se passa - disse com voz dorida e depois começou a chorar com desespero.
- O quê? Estou a ver que bebi de mais, não me lembro de nada. Tu és a rainha da minha vida, a minha esposa legítima. Como é que eu podia fazer-te uma coisa dessas? Vá, deixa de chorar e vem comer. Esquece isso, por favor - disse beijando-lhe o cabelo.
Ao princípio continuou receosa e repetiu as queixas, mas depois de mais algumas palavras meigas agarrou-se-lhe ao peito e a reconciliação não se fez esperar. Infelizmente, aquele tipo de situação passou a repetir-se com frequência, e com o passar do tempo, María Dolores acabou por se resignar a viver em silêncio o seu mundo secreto de dor e frustração.
Nos primeiros tempos tinha vergonha de admitir os seus problemas conjugais perante a família do marido, mas as marcas das pancadas no rosto denunciavam-nos. Acabou por lhes contar a verdade.
Ao escutar as queixas, o meu avô Francisco olhou-a com frieza.
- Ah! - exclamou, e em seguida acrescentou: - Se não está bem, volte para casa, que mulheres é coisa que não falta neste mundo.
Aquelas palavras desdenhosas, reforçadas pelo tom glacial em que foram ditas, fizeram-na estremecer e tomar a decisão de não voltar a queixar-se.
Desesperada, procurou a ajuda e os conselhos do pai, mas também não teve sucesso. O pai escutou-a com atenção e quando ela concluiu o relato encolheu os ombros e semicerrou os olhos.
- As coisas nem sempre são o que nós queremos - comentou. É assim a vontade de Deus. Quem podia adivinhar uma coisa dessas! Parecia um bom rapaz, mas sendo filho de Dom Francisco, o que se havia de esperar? Quem sai aos seus não degenera... Bem dizia a comadre Fina que essa gente não prestava. Mas nós, acreditando na boa-fé do teu marido, com o coração nas mãos, abrimos-lhe a porta de casa. Agora só te resta aguentar e fazer os possíveis por não o aborrecer. Molda-te a ele e obedece-lhe. Tenta conquistá-lo de algum modo! Lembra-te de que o casamento é uma cruz, e é nossa obrigação carregá-la - concluiu.
- Que terei feito para pagar tão caro? - perguntou-me a minha mãe.
Permaneci em silêncio. Não tinha resposta. Observei-a cuidadosamente e descobri-lhe no rosto as marcas de uma vida cheia de dor. A sua tez de porcelana de outros tempos assemelhavam-se agora a marfim envelhecido, os seus olhos tinham perdido o brilho e as suas mãos estavam cobertas por uma apertada rede de rugas. A sua cintura esbelta deformara-se com o passar dos anos e na sequência das inúmeras gravidezes e abortos. Não havia quase nenhuma parte do seu corpo por estragar. Apesar disso, ainda conservava um certo ar de elegância discreta, oculta pela máscara da velhice.
Tentei evitar que as suas recordações amargas me contagiassem, mas ao agarrar aquele lenço da minha mãe, onde estavam embrulhados o terço e o livro de orações da minha avó Loreto, foi impossível. Aquele lenço, testemunho mudo de uma longa existência de lágrimas, risos, dissabores e impulsos reprimidos, estava impregnado das nossas vidas e era de uma familiaridade sufocante, como o próprio odor do meu corpo. A nostalgia abateu-se sobre mim em torrentes, provocando-me uma tristeza indescritível, que não consegui deter.
(Sandra Sabanero- A boda mexicana. Edição: Difel, 2005)
Sublinho: estes excertos apenas dão uma pálida imagem do que está em jogo. Assim sendo, e depois de tudo o que referi e apresentei, uma obra que recomendo absolutamente.
Até muito breve!
segunda-feira, agosto 21, 2006
História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar (Partilha Literária)

“Protegemos-te desde que saíste da casca. Demos-te todo o nosso carinho sem nunca pensarmos em fazer de ti um gato. Queremos-te gaivota. Sentimos que também gostas de nós, que somos teus amigos, a tua família, e é bom que saibas que contigo aprendemos uma coisa que nos enche de orgulho: aprendemos a apreciar, a respeitar e a gostar de um ser diferente. É muito fácil aceitar e gostar dos que são iguais a nós, mas fazê-lo com alguém diferente é muito difícil, e tu ajudaste-nos a consegui-lo. És uma gaivota e tens de seguir o teu destino de gaivota. Tens de voar.”
in “História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar” de Luís Sepúlveda [Edições Asa]
Nesta partilha literária começo por fazer uma confissão: adoro fábulas! É por isso que decidi partilhar convosco mais um livro em que as personagens principais são um gato e uma gaivota.
No livro “História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar”, Luís Sepúlveda conta o encontro de Zorbas, um grande e gordo gato preto que passa os dias a apanhar sol, com uma gaivota moribunda, que se perde depois de ter sido apanhada por uma maré negra e acaba por fazer da varanda de Zorbas o seu último destino. Porém, antes de morrer, põe um ovo e convence Zorbas a fazer três promessas: não comer o ovo, cuidar do ovo até que nasça a gaivota, e ensinar a gaivota a voar. Zorbas, com a ajuda dos seus amigos gatos, consegue cumprir as duas primeiras promessas. Mas, será que conseguirá ensinar a gaivota a voar???...
domingo, agosto 20, 2006
Sugestão - "ciberpresença semanal"

O último número da edição regular em papel surgiu a 28 de Maio de 1996, encerrando assim uma carreira de 13 anos nesse formato, em que foram publicados cerca de 15 mil trabalhos.
Salvo num período relativamente curto (primeiro ao domingo e, depois, à quinta), saiu sempre à terça-feira.
A estreia do DN Jovem na Internet ocorreu a 18 de Junho de 1996, e desde essa data é editado no ciberespaço semanalmente, às terças-feiras. Para além desta ciberpresença semanal, mantemos o contacto com a edição em papel através de uma página no jornal de sábado.
A selecção dos trabalhos está a cargo de:
TEXTO
Sandra Augusto França e Sónia Duarte;
ILUSTRAÇÃO
Fernando Ribeiro e João Galante.
sábado, agosto 19, 2006
Sugestão Teatral - Pedras nos Bolsos

Pedras nos Bolsos
Marie Jones, autoria
Marta Mendonça, tradução e adaptação
Almeno Gonçalves, encenação
Heitor Lourenço e Alexandre Ferreira, interpretação
de 2006/07/19 até 2006/09/30
Qua a Sáb: 21h45
Informações Úteis: 214 121 797
Preço dos bilhetes: 15,00 €
Dois alentejanos na casa dos trinta anos participam como figurantes num filme brasileiro a ser rodado no Alentejo. O trabalho vem criar reboliço numa aldeia sossegada e entusiasmar Zé Pedro e Carlos Costa, que aqui têm a possibilidade de ganhar 30 euros por dia, comer três refeições diárias e estar perto da «estrela» brasileira que protagoniza o filme. Após o suicídio de um rapaz da aldeia, o grupo vê-se confrontado entre a superficialidade dos ideais da indústria cinematográfica e a realidade representada por essa tragédia. Uma peça de dois actores para 15 personagens.


"A adaptação da peça "Pedras nos Bolsos" foi feita a pensar nos vários filmes estrangeiros que por cá se têm rodado, e naquele que seria o impacto dessas filmagens no dia-a-dia de uma pacata aldeia alentejana; no conflito entre gerações naquela região do país, em que os mais velhos estão resignados à sua condição social e financeira, enquanto os mais novos sonham com oportunidades de trabalho e de uma vida melhor, neste caso concreto, tentando a sua sorte através de uma vertente mais estéril e superficial do mundo cinematográfico. Aliado a isto, está o desafio de criar tudo a partir do nada, valendo-nos a excelente capacidade de interpretação de dois actores que dão vida a 15 personagens, sem recorrer a adereços, apostando em diálogos que têm tanto de divertido como de introspectivo e mordaz, estimulando a capacidade imaginativa do espectador e prestando uma homenagem simples à nossa cultura rural." - Marta Mendonça
E que tal uma ida ao Teatro Mundial? :)
Visitem, também, o cantinho especial da Marta: AQUI
sexta-feira, agosto 18, 2006
Sistema solar «conquista» mais três planetas

O número oficial de planetas do sistema solar poderá passar em breve de nove para 12 se a União Astronómica Internacional assim o decidir na próxima semana, obrigando a alterar desde brinquedos a livros escolares. Um projecto de resolução apresentado ontem à assembleia geral da UAI, reunida em Praga até 25 de Agosto, prevê que o sistema solar passe a incluir um asteróide, Ceres, e dois outros planetas inscritos numa nova categoria, a dos "plutões".
Esta categoria deve o seu nome a Plutão, até agora o nono da lista dos planetas "clássicos" e o mais pequeno e mais afastado do sistema solar, que passaria a integrar um grupo à parte com o que tem sido considerado o seu maior satélite, Caronte, e o "objecto" 2003 UB- 313. Foi a descoberta há três anos deste último corpo celeste, um pouco maior que Plutão (2.398 quilómetros de diâmetro, contra 2.228 quilómetros), que suscitou a contestação da definição habitual dos planetas.
No projecto de resolução, que deverá ser votado no próximo dia 24, os peritos propõem uma nova definição da diferença entre "planeta" e "corpo de sistema solar" (cometa, asteróide). Se a "resolução número 5" for aprovada, um planeta será "um corpo celeste rígido com massa suficiente para ter uma gravidade interna que lhe dê uma forma hidrostática equilibrada (quase redonda), em órbita em torno de uma estrela, não sendo nem uma estrela, nem um satélite de um planeta".
No projecto de resolução, que deverá ser votado no próximo dia 24, os peritos propõem uma nova definição da diferença entre "planeta" e "corpo de sistema solar" (cometa, asteróide). Se a "resolução número 5" for aprovada, um planeta será "um corpo celeste rígido com massa suficiente para ter uma gravidade interna que lhe dê uma forma hidrostática equilibrada (quase redonda), em órbita em torno de uma estrela, não sendo nem uma estrela, nem um satélite de um planeta".
Entre os novos planetas estaria o asteróide Ceres, situado a 414 milhões de quilómetros do Sol e descoberto em 1801, Caronte, que está a 6.000 milhões de quilómetros do Sol e o 2003 UB-313, também conhecido por "Xena", situado actualmente a 14.550 milhões de quilómetros da Terra e descoberto em 2003. A nova lista do sistema solar passaria assim a ser, em ordem de proximidade do Sol: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Ceres, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno, Plutão, Caronte e 2003 UB-313.
Apresentação: Magna Editora

Convidamo-lo a descobrir-nos no nosso site ou numa qualquer livraria. Queremos que cada um dos nossos livros seja um desafio para si. O nosso desafio, é merecer que os nossos livros façam parte da sua vida.'
Emanuel Vitorino
(Editor da Magna Editora)
quinta-feira, agosto 17, 2006
Sugestão - Livros Usados
quarta-feira, agosto 16, 2006
Sugestão - "Stellar images bring out the best from a mixed decade" (Variety, USA)

Edição especial da Taschen (claro!)... O editor, Jürgen Müller, estudou arte em Bochum, Paris, Pisa e Amesterdão. Trabalhou como crítico de arte e publicou vários livros e artigos sobre cinema e história da arte.
Este livro apresenta uma selecção dos melhores filmes desde 1990 até 1999. Vários géneros e detalhes deliciosos sobre os filmes. Para todos os amantes de cinema... ;)
Este foi um presente :)
Existem outros volumes, outras surpresas... folheei alguns. Pelo menos este aconselho! ;)
Link: www.taschen.com
Karl Hubbuch (Karlsruhe, 1891 - 1979)


Será que podemos "ver/sentir" na primeira um desejo de 'fechamento' sobre si mesma, a necessidade de isolamento [pelo estado 'silencioso' e pensativo, pela posição, claro, mas mais...] repara como a pele é branca [faz lembrar um cadáver] repara nos olhos fechados ou "colados" num qualquer ponto do chão... que sentimento [te] transmite esta mulher que vive, respira dentro deste quadro?
Encontramos, depois, a mesma mulher. Posição vertical, diferente apresentação, curiosa colocação de mãos... altiva e, talvez, surpresa por ver algo/alguém. Nota a cor triste da parede, a luz artificial... o sentimento...
Convido-te a encontrar a outra parte do painel. Talvez origine curiosas leituras... sobre quatro leituras de uma mesma mulher, sobre quatro estações, sobre quatro humores... sobre quatro espelhos de uma mesma realidade... tu me dirás ;)
Link: http://www.karl--hubbuch.de/
[Neste dia (triste) em que mais três pessoas foram "retiradas" do Cultura... pediam-no há muito e eu tardava em aceitar mas respeito, claro]. Marta, Gonçalo e Filipe agradeço-vos o tempo, a dedicação, a partilha, a amizade e espero que continuem a visitar-nos... sempre!)
terça-feira, agosto 15, 2006
Literatura - Sugestão
"Hoje fiz o caminho como uma bela palmeira. Fomos a rir e a conversar sem pressas, não quis pensar que teria que vir para aqui, para o meio dos loucos, cair sem amparo entre a corja amorfa e cinzenta. Também isto me soube bem, e olha, a raiva e a náusea e a peste e os vaipes de revolta já são folhas da mesma árvore, já são cores no meu tapete e não tomam conta dos momentos, é que mesmo assim não tiveste razão. Corta-se uma vida ao longo dos anos, sobretudo à sexta-feira, com as facas do desespero. Aqui não se respira o mesmo ar que tu e eu partilhámos. As pessoas são curtas, finas, rasas, e o pavor leva-as a apedrejar os cães que ladram em tons diferentes. É uma casa difícil, esta que me guarda as costelas enquanto ando por aí. Vais gastar um pouco mais do teu sangue, outras quantas certezas, e acabas por acordar numa manhã como esta. As nuvens continuam a ser nuvens, e dos dias confusos só tenho as tuas feridas. Preciso de pouco mais para voltar a pintar esta praia com as cores da paixão."Informações em: http://www.lulu.com/content/343832
Teatro em Évora

ESCOLA DE MARIDOS
de Molière
Representações JULHO E AGOSTO 2006
Terças, Quintas e Sábados às 21.30
no Páteo de S. Miguel, em Évora
Espectáculo para M/12 Anos
Nesta comédia em três actos, Molière, pela palavra de Ariste, insurge-se contra a ausência de liberdade das jovens (tudo leva a crer que ela se destina à sua própria protegida, Armande Béjart, vinte anos mais nova, com quem virá a casar-se) e a uma severa crítica aos costumes da época.
Será curioso reflectir – daí o carácter humanista das peças de Molière – sobre a evolução da personagem Isabel. De facto, seguindo os sábios conselhos de Ariste e tendo em Valério a mola impulsionadora para a sua libertação, cabe-lhe a ela, mais do que ao seu apaixonado, a decisão e acção sobre o seu destino.
Espectáculo Promovido pela Fundação Eugénio de Almeida
Criação e Produção a bruxa TEATRO
CCB - Sugestões

20, 21, 22, 23 DE SETEMBRO (21H00) e 24 DE SETEMBRO (17H00)
e/ ou...

25, 26, 28, 29 e 30 de Setembro 2006
Link: http://www.ccb.pt/ccb/
segunda-feira, agosto 14, 2006
O Retrato de Dorian Gray (Partilha Literária)

“O objectivo da vida é o desenvolvimento próprio, a total percepção da própria natureza, é para isso que cada um de nós vem ao mundo. Hoje em dias as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram o maior de todos os deveres, o dever para consigo mesmos. É verdade que são caridosas. Alimentam os esfomeados e vestem os pobres. Mas as suas próprias almas morrem de fome e estão nuas. A coragem desapareceu da nossa raça e se calhar nunca a tivemos realmente. O temor à sociedade, que é base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião, são duas coisas que nos governam. E todavia... [...] acredito que se um ser humano vivesse a sua vida plenamente, dessa forma a cada sentimento, expressão a cada pensamento, realidade a cada sonho, acredito que mundo beneficiaria de um novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos todas as doenças da época medieval e regressaríamos ao ideal helénico. Mas o mais corajoso homem entre nós tem medo de si próprio.”
in “O Retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde [Relógio D’Água]
Oscar Wilde.
Todos nós, pelo menos, uma vez nas nossas vidas já ouvimos este nome: alguns de nós ficam curiosos o suficiente para investigarem a obra deste escritor, outros nem por isso. Não sei a qual dos grupos pertenço... simplesmente tive a sorte de ter um colega de faculdade que era fã da personalidade excêntrica de Oscar Wilde, bem como da sua obra literária (na versão original), que teve a bondade de me emprestar alguns livros deste autor...
No livro ““O Retrato de Dorian Gray”, Oscar Wilde conta a história de Dorian Gray, um rapaz da alta sociedade possuidor de uma beleza extraordinária. Beleza esta que fascina o pintor Basil Hallward, ao ponto de se propor a fazer um retrato de Dorian. Este obcecado pela sua própria beleza, atende ao pedido e ao ver a beleza excepcional do seu retrato, exprime o desejo de que o quadro pudesse envelhecer, enquanto ele continuasse com o seu rosto eternamente jovem... Mal ele saberia que o seu desejo seria atendido e a sua vida sofreria com isso...
segunda-feira, agosto 07, 2006
1800 acções de divulgação científica em todo o paísCaros Amigos,
Pelo décimo ano consecutivo, de 1 de Agosto a 30 de Setembro , poderá partir à descoberta da Ciência durante as férias de Verão. Na praia, no campo ou na cidade, especialistas de universidades, centros de investigação, escolas e associações científicas organizam acções de divulgação científica de acesso gratuito para toda a população. Espreitar por um telescópio para observar as estrelas, as galáxias ou os planetas, é uma oportunidade que a Astronomia no Verão nos tem vindo a assegurar nos últimos 10 anos. Que rochas guardam as nossas reservas de água? E como se processou o abastecimento de água a cidades como Lisboa e Porto ao longo do tempo? Dos subterrâneos do Porto às mais antigas fontes de Alfama, os especialistas estão lá para lhe explicar. Na Geologia no Verão poderá ainda acompanhar os geólogos em passeios de autocarro, bicicleta e até de canoa para melhor conhecer os acontecimentos que, há milhões de anos, condicionaram a nossa paisagem.Descobrir como os sobreiros ajudam a combater a desertificação ou monitorizar a actividade da vegetação das dunas pela noite dentro, são algumas das iniciativas em que poderá participar na Biologia no Verão. Mas se quiser conhecer os animais que habitam estuários, praias ou montes, acompanhe os biólogos a uma saída de campo para observar golfinhos, aves, borboletas e até lobos.Na Engenharia no Verão , poderá este ano ver de perto o início da nova ponte para a travessia do Tejo, entre o Carregado e Benavente, que deverá estar terminada em 2007. Mas poderá continuar a visitar barragens, a saber como se processa o tratamento de águas ou de resíduos, como se monitoriza o tráfego, que tipo de antenas emitem o sinal de televisão que vemos todos os dias, ou para que serve o cabo submarino amarrado em Sesimbra. Na Ciência Viva com os Faróis, os especialistas da Marinha partilham consigo os seus conhecimentos de engenharia, navegação e história. Ao final do dia, aproveite o entardecer e vá até à costa visitar um farol. A maioria das acções necessita de inscrição prévia. O acesso é gratuito.
Programação completa em: www.cienciaviva.pt/veraocv
Para mais informações: Nº azul 808 200 205
Participe!




