terça-feira, outubro 10, 2006

LANÇAMENTO DE LIVRO - Magna Editora


No Sábado, dia 14 de Outubro de 2006, pelas 18.30 horas, terá lugar o lançamento do livro “Canela e Erva Doce”, no Bar Onda Jazz, no Campo das Cebolas.

A autora, Paula Raposo nasceu em Lisboa, decorria o ano de 1954. Chegou a frequentar a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mas não passou do primeiro ano. Interrompidos os estudos, foi trabalhar para um banco; trabalho que deixou em 1987, para trabalhar num escritório de contabilidade. Hoje em dia, concilia a sua carreira de escritora e poetisa com actividade que continua a desenvolver nesse escritório. O seu primeiro livro, num registo marcadamente autobiográfico, foi editado em 2001, sob o título “Incoerências“. Com este segundo livro, “Canela e erva doce”, Paula Raposo estreia-se na edição de poesia. A sua poesia é livre, sem deslumbramentos formais no que respeita à métrica e rima, contendo em si uma contemplação constante, um encanto místico, onde o amor está sempre presente.

A autora (in)define-se numa só frase: "Não sou definível, sou apenas uma mulher como as outras".

http://www.magna-editora.com/

segunda-feira, outubro 09, 2006

Gastar Palavras (Partilha Literária)



“Pergunto, simplesmente: que tens? Encolhes os ombros, respondes: estou cansado. Insisto, estupidamente: cansado de quê? Dizes, distraído: de tudo. Pergunto, contrariada, já arrependida: de tudo, o quê? [...]; aproximas-te um pouco, olhas-me; e com uma energia inesperada, quase com entusiasmo, responde: sei lá, de tudo; desta casa e do que me custa pagá-la, do patrão, do cansaço, do choro do bebé, dos horários, deste calor, de comer batatas fritas a todas as refeições, da rotina; de ser tão novo e sentir-me tão velho, de não puder fazer o que gosto, de nem saber bem do que gosto, de não ter um verdadeiro futuro pela frente, de não ser respeitado, apreciado, louvado, amado; de me sentir uma inconsequência, uma banalidade total, de não me sentir especial, de ser apenas mais um número, mais uma estatística, alguém que nunca fará a diferença, que não acrescentará nada ao mundo; de estar aprisionado a esta vida monótona, incolor, aborrecida, sofredora, uma vida patética como a de toda a gente, e não a vida encantadora que sempre julguei merecer; de ler jornais desportivos, de beber cerveja e arrotar, de ir ao café e ficar a olhar de boca aberta para as mulheres dos outros, de ver tanta gente estúpida na televisão, de ver gente estúpida fora da televisão, de viver rodeado por gente estúpida, de me sentir parte da gente estúpida; de ter medo, de não confiar em mim, de não ser capaz de mudar, de não tentar, de não acreditar, de não fugir. Calas-te de repente, como se escutasses a pergunta que anseio e temo faze-la, a pergunta que tu adivinhas no meu silêncio: e de mim? Dizes, em voz baixa, cansada: e de ti. E acrescentas, muito mais tarde: por vezes, desejo tanto acordar com uma amnésia, esquecido de tudo, pronto para recomeçar.”

in “Gastar Palavras” de Paulo Kellerman [Deriva Editores]

Nesta partilha literária, irei falar-vos de um dos livros que li numa das últimas noites de insónia. Escolhi-o, simplesmente, porque fiquei fascinado com a sua escrita...
No livro “Gastar Palavras”, Paulo Kellerman reúne alguns pequenos contos, em que cada história surge de um pequeno gesto, de um sentimento, de um olhar, de uma palavra...

Ps- se gostaste deste excerto, podes sempre dar um salto ao blog de Paulo Kellerman, para ler mais contos...CARREGAR AQUI

We are pleased to inform that the Centro Cultural John Dos Passos is organising the

1st John Dos Passos International Conference, to be held from October 12 th to 14th , 2006. The venue will be Centro Cultural John Dos Passos, Villa Passos, Rua Príncipe D. Luís, nr. 3, Ponta do Sol, Madeira.

The Conference aims at the study and disclosing of the life and works of John Dos Passos, a renowned American writer of Madeiran descent. It further aims at promoting the Centre amongst scholars and National and International Universities and research institutions. Specialists in this literary field will be participating in the event.

It is our pleasure to invite you for participation.

Please confirm your acceptance at your earliest convenience.

Looking forward for your reply, we are

Yours Truly

Congress Coordinator

Maria do Carmo da Cunha Santos


(cortesia da Bri)


sábado, outubro 07, 2006

EME - Encontros de Música Experimental

Informação AQUI

Relógios Antigos viajam até Évora

De 27 a 29 de Outubro realiza-se no Palácio D. Manuel, em Évora, a exposição "200 Anos de Relógios no Alentejo". Durante estes dias é possível conhecer melhor a história dos nossos antepassados e as peças que eles usaram.

Fonte: Diário do Sul de 7 de Outubro de 2006.

Um Inimigo do Povo - uma comédia de Henrik Ibsen
























De 12 de OUTUBRO até 04 de NOVEMBRO de 2006


Teatro Garcia de Resende, Évora 21h30
(Excepto Domingos e Segundas)

com
Álvaro Corte Real
Figueira Cid
Guilherme Russo
João Corte Real
Jorge Baião
José Russo
Maria Marrafa
Rosário Gonzaga
Rui Nuno
Victor Zambujo

participação especial
Mário Barradas
Ana Meira

Cenografia
José Dias

Iluminação
João Carlos Marques
António Mercado

Encenação
António Mercado

sexta-feira, outubro 06, 2006

quarta-feira, outubro 04, 2006

Festival Temps D'Images

sexta-feira, setembro 29, 2006

World Press Photo 2006 e Prémio Visão Fotojornalismo 2006

O júri internacional do 49.º concurso anual da World Press Photo elegeu uma fotografia a cores do fotógrafo canadiano Finbarr O Reilly, da Agência Reuters, como a imagem World Press Photo do ano 2005.

A fotografia foi tirada em Tahoua, no noroeste do Níger, em 1 de Agosto de 2005.

O presidente do júri, James Colton, descreve assim a imagem vencedora: Esta fotografia persegue-me desde que a vi pela primeira vez. Permaneceu na minha cabeça, constante, mesmo após ter visto os milhares de outras fotografias a concurso. Esta imagem tem tudo – beleza, horror e desespero. É simples, elegante e comovente.

6.º Prémio Fotojornalismo VISÃO Banco Espírito Santo
O Grande Prémio desta sexta edição foi atribuído a Pedro Correia do Jornal de Notícias. O Prémio Fotojornalismo VISÃOBanco Espírito Santo, o maior galardão nacional destinado a distinguir o que de melhor se faz em fotografia para imprensa, associa-se mais uma vez à World Press Photo. O resultado é uma exposição com dezenas de imagens, um retrato dos momentos mais marcantes de 2005

Informações Úteis:

Centro Cultural de Belém
29 de Setembro a 22 de Outubro de 2006
De terça a domingo, das 10:00 às 19:00. Última entrada às 18:15
Galeria 2/ Piso 1 do Centro de Exposições

terça-feira, setembro 26, 2006

DOIS

Companhia Rui Lopes Graça
29 de Setembro - 22h00
C. C. Olga Cadaval - Auditório Jorge Sampaio


Coreografia: Rui Lopes Graça
Selecção Musical: Rui Vieira Nery
Dramaturgia: Joana Craveiro
Intérpretes: Bruno Guillore e Joana Bergano

O projecto “Dois” é um espectáculo para dois intérpretes pensado a partir da ideia de Romeu e Julieta e do fascínio que reside na impossibilidade de dar continuidade ao encontro amoroso dos protagonistas. Se o trágico exerce sobre nós tamanho poder de sedução, é por de alguma maneira já o termos vivido e conhecido. “Dois” passa-se na idade da adolescência. Onde se passam “todas” as descobertas e se vivem os dias, movidos pelo intenso fogo do desejo e da paixão. Onde o medo da diferença leva por vezes ao complexo e auto exclusão, à incomunicabilidade e mutilação.
Atraídos pelo drama que se adivinha, precipitamo-nos na curiosidade do seu desenlace, como que expectantes do desfecho da nossa própria história.

sábado, setembro 23, 2006

LANÇAMENTO DE LIVRO - Magna Editora



No Sábado, dia 30 de Setembro de 2006, terá lugar o lançamento do livro “O grito das verdades mudas”, no Museu da Cidade de Lisboa, no Campo Grande.
O autor, Paulo Jorge , nasceu em Braga, ao décimo dia de Janeiro, decorria o ano de 1977, e foi aí que viveu até aos seus 12 anos. Após essa idade deu início à viagem que é a sua vida. E viagem é a palavra certa para descrever essa vida. De Braga foi para o Porto, aos 16 anos seguiu para Lisboa e aos 18 o destino foi a Alemanha. Daí estabeleceu ponte para toda a Europa e alguns países da Ásia, como o Iraque. Dos 18 aos 26 anos conheceu toda a Europa onde teve a possibilidade de conhecer as realidades políticas, sociais e religiosas dos mais diversificados países. Aos 26 anos voltou a Portugal e sentiu a necessidade de intervir, escolhendo a escrita como forma de apaziguar essa necessidade de alertar para as injustiças a que assistia. É dessa necessidade, aliada aos conhecimentos adquiridos através da convivência com povos de dispares culturas, que resulta esta primeira obra do autor. ler mais



MAGNA EDITA FRANCESCA LAMBRUSCCO

A obra de Francesca Lambruscco será editada em Portugal pela Magna Editora. Francesca Lambruscco nasceu no dia 10 de Abril no ano de 1976 na província de Modena, em Itália. Filha de pai italiano e mãe portuguesa. Desde muito nova cultivou o gosto pelas línguas, escrevendo e falando fluentemente italiano, português e francês, tornando-se esta última uma grande paixão. ler mais
Filo-Café: Língua e Literatura Mirandesas
23 Setembro 2006, 21h 30m
Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, 22
Porto
Convidado: Amadeu Ferreira

Emissores:
alberto augusto miranda, alexandre teixeira mendes (porto), amarante abramovici (porto), ana úrsula martins (gaia), amilcar mendes (porto), andré sebastião (gaia), antónio pedro ribeiro (braga), aurelino costa (argivai), bruno ribeiro (póvoa de varzim), célia gonçalves (curia), cruz martinez (vigo), dino fresco almeida (porto), estela guedes (britiande), fernando rocha (porto), filipe santos (porto), henrique dória (gondomar), joana barata (porto), josé meirinhos (porto), luis serguilha (famalicão), manuela gavião (maia), maria josé nunes de sá (matosinhos), marta loureiro (porto), nuno moura brás (porto), nuno rebocho (lisboa), otília costa (maia), patrícia esteves (gaia), pedro marcos (sendim), rosanegra (vigo), rui costa (gaia), salviano ferreira (oliveira do douro), sara jess (compostela), sónia alves (lisboa), susana pestana (porto), teixeira moita (braga), tiago afonso (porto), william gavião (maia)

Embora se saiba, existem em Portugal duas línguas. Ambas dissolvidas, com fenicialidade e arabalidade, do latim.O que é pouco para tanto milhão de habitante. Fica a saber-se que a maioria não tem língua própria. Embora se saiba, dezenas de línguas do crioulo ao árabe, do bretão ao chinês, do
tarahumara ao francês-midi, constituem hoje a melhor música da península.


alberto augusto miranda
http://incomunidade.blogspot.com
Tm: (00351) 965817337

quinta-feira, setembro 21, 2006

Slavoj Zizek


Slavoj Zizek nasceu em 1949 em Liubliana, Juguslávia. É investigador do Instituto de Sociologia na Universidade de Liubliana, professor da New School for Social Research em Nova Iorque e fundador da Sociedade de Psicanálise Teórica de Liubliana, entre outras actividades.

É por muitos considerado o "filósofo do novo", polémico e revolucionário, propõe uma leitura crítica da actualidade social subjacente a uma reformulação do pensamento filosófico (Hegel, Kant, Heidegger, etc) a partir da revolução psicanalítica de Jacques Lacan e do materialismo dialéctico e histórico de Marx.

A sua última obra é "The Parallax View", considerado um dos trabalhos teóricos mais brilhantes da actualidade. A "paralaxe" pode ser definida como um deslocamento ilusório de um objecto provocado por uma mudança na posição de observação. Zizek propõe-se a abordar a actualidade a partir do que ele designou de "parallax gap" (um hiato, uma lacuna de paralaxe), ou seja, um buraco que separa dois pontos entre os quais não existe qualquer mediação possível, mas ligados por um impossível "curto-circuíto" de níveis que nunca se poderão encontrar (como é o caso da consciencia e do inconsciente).

Zizek tem dois livros traduzidos em português: "Bem-Vindo ao Deserto do Real" e o "Elogio da Intolerância", do qual fica uma citação bastante interessante para despertar curiosidades:

"Quando o sistema patriarcal é definitivamente minado, de tal maneira que o sujeito passa a viver-se como livre de todas as coerções tradicionais, desprovido de um Interdito simbólico interiorizado, determinado a fazer as suas próprias experiências e a perseguir o seu projecto de vida pessoal, etc., devemos pôr-nos então a questão capital dos «apegos apaixonados» denegados que subjazem à nova liberdade reflexiva do sujeito desprendido das imposições da Natureza e/ou da Tradição: a desintegração da autoridade simbólica pública («patriarcal») é paga (ou contrabalançada) por um «apego apaixonado» à sujeição, laço denegado que se torna por isso ainda mais forte, como parece indicá-lo, entre outros fenómenos, a multiplicação de casais lésbicos sadomasoquistas em que a relação entre as duas mulheres obedece à estrita, e muito codificada, configuração Senhor/Escravo - a que dá ordens é a «superior», a que obedece «inferior».
(...)
estamos perante o verdadeiro paradoxo da forma de coexistência livremente consentida Senhor/Escravo, que proporciona uma profunda satisfação libidinal, na medida em que, precisamente, liberta os sujeitos da pressão de uma liberdade excessiva e da falta de uma identidade determinada. A situação clássica é, deste modo, invertida: em lugar e em vez da subversão carnavalesca irónica da relação Senhor/Escravo predominante, estamos perante relações sociais entre indivíduos livres e iguais, em que o «apego apaixonado» a uma certa forma extrema de dominação e de submissão estritamente organizada se torna a origem secreta de uma satisfação libidinal, o suplemento obsceno da esfera pública feita de liberdade e de igualdade. Em resumo, a relação Senhor/Escravo estritamente codificada apresenta-se como a própria forma de «transgressão intrínseca» a sujeitos que vivem numa sociedade em que a totalidade das formas de vida é experimentada como uma questão de livre escolha de um modo de vida"

Fórum Alentejo

Convida a participarem, no dia 22 de Setembro de 2006, pelas 18h, no Auditório 1, do Colégio Luís Verney, na Universidade de Évora, à conferência debate: Alentejo na Europa - 20 anos depois.

Este evento conta com os Oradores Convidados: Eng. Armando Sevinate Pinto e Prof. Dr. José Bravo Nico. Participa no debate e contribui com a tua opinião!

quarta-feira, setembro 20, 2006

II LUZBOA Bienal Internacional da Luz

DE 21 A 30 DE SETEMBRO

A Luzboa é uma Bienal Internacional da Luz. E consiste num programa de arte urbana integrada na cidade, que convida os transeuntes a redescobrir Lisboa através da LUZ, percorrendo um "caminho de luz" constituido por diferentes intervenções artísticas no espaço público.

A principal intervenção da Bienal é o Projecto RGB que, a partir da ideia das três cores primárias [Red/Vermelho; Green/Verde e Blue/Azul], altera a Luz Urbana de três circuitos que, do Príncipe Real a Alfama, atravessando a Baixa, celebram três diferentes ‘Lisboas’. O Projecto RGB explicita os três Circuitos da Bienal, interligados e cada um deles correspondendo a um espaço-ambiente urbano característico:

Circuito Red - Lisboa Aristocrática
Do Principe Real ao Largo Camões

Circuito Green - Lisboa Pombalina
Do Chiado a Santa Justa

Circuito Blue - Lisboa Antiga
Da Rua da Madalena ao Largo de Santo António à Sé

Mais informações: www.luzboa.com

terça-feira, setembro 19, 2006

Livraria Livrododia - Apresentação

No próximo sábado, 23 de Setembro, pelas 17 horas, estará presente na Livraria Livrododia, José Afonso Furtado, para apresentar o seu novo livro O Papel e o pixel - do impresso ao digital: continuidades e transformações da editora Escritora do Livro (Florianópolis - Brasil)

"Desde 1992, Furtado é diretor da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, uma das maiores instituições culturais privadas da Europa, com sede em Lisboa, onde vivencia no cotidiano os desafios da gestão de um rico acervo bibliográfico posto à disposição da comunidade de leitores especializados.
[...]A obra que o leitor tem em mãos é um panorama muito atualizado dos desafios que enfrentam a edição, a autoria e a leitura, em todos os seus espaços de produção e realização, desde as condições sociais das práticas de leitura e escrita, as bases socioeconômicas do mundo da edição impressa e digital, as transformações nas formas de preservar, distribuir, acessar conhecimentos na chamada sociedade da informação, quanto às práticas sociais de construção do conhecimento, de novas sociabilidades e das subjetividades, onde também se apontam os problemas, dificuldades e potencialidades que se abrem no contemporâneo, com suas gêneses e perspectivas futuras."
(Aníbal Bragança, no prefácio)

A não perder


O Tigre e a Neve

Dissimuladamente, ao seu jeito satírico e pseudo-inocente, com algumas trapalhadas à mistura, Benigni lá vai expondo ao mundo, o seu ponto de vista sobre questões sociais e polémicas da história e do quotidiano.

Este é mais um excelente filme, de um actor/realizador que se arrisca a que lhe chame "o preferido".

Ficha Técnica
Actores:
Roberto Benigni; Jean Reno; Nicoletta Braschi; Tom WaitsAno: 2005
Idade: M/12
Duração: 114 minutos
Género: Comédia
Distribuidora: Lusomundo
País de Origem: Itália

Sínopse
«O cenário é a guerra do Iraque cada vez mais perigosa. Na cidade de Roma, um poeta, eterno apaixonado, sonha constantemente com o casamento que o uniria à mulher por quem está a morrer de amores. Mas o seu amor não é de todo correspondido. Certo dia, a sua amada, que se encontra em Bagdad a escrever uma biografia de um poeta iraquiano, sofre um atentado. Conduzido pelo seu amor louco este homem parte para ao encontro desta mulher....»

Apresentação
Clique
aqui (Let's look at the trailer!)

Circunstâncias circunstanciais

Festival Música Viva 2006

Intersecções de novas linguagens e estéticas musicais

Metamorfoses da criação musical contemporânea

De 23 de Setembro a 27 de Outubro de 2006 em Lisboa na Fundação Calouste Gulbenkian, no Instituto Franco-Português, no Mosteiro dos Jerónimos, no Centro Cultural de Belém e no Teatro Maria Matos.

Mais informações:http://www.misomusic.com/

segunda-feira, setembro 18, 2006

A Casa Quieta (Partilha Literária)



“Sou assim, como depois há-de constatar, sou muito de dar atenção a pormenores, porque às vezes um detalhe esconde o segredo que procurávamos, às vezes um detalhe pode salvar-nos a vida. E não digo isto apenas num sentido teórico mas num sentido literal. Ou seja, não se trata só de uma metáfora.
Agora fico na dúvida se metáfora se aplica aqui
Não, esqueça a metáfora, palavra desadequada, não quero que comece logo a pensar que sou um iletrado, estou apenas nervoso, desconfortável. Mas continuando, atenção ao pormenor do pormenor, passe o pleonasmo. E vai outra
Pleonasmo não é bem isto
seria dizer qualquer coisa como descer para baixo, bem sei, tome isto como outra atrapalhação, quero causar boa impressão e acontece-me não raras as vezes o contrário, hoje é da circunstância de o conhecer, de saber o que me traz aqui, de ver barquinhos no Tejo e não recordar a última vez que os vi assim. Aqui, neste pormenor, poderá ver que me comovo com pouco, verá que é uma das minhas fraquezas
Fraquezas sim fraquezas
porque não há nada de poético em passarmos a vida de lágrimas nos olhos, a soluçar diante de qualquer cena de um filme, a arrepiar-me quando oiço certa música. É um peso demasiado grande para carregar, garanto-lhe
É um sofrimento”

in
“A Casa Quieta” de Rodrigo Guedes de Carvalho [Publicações D. Quixote]

Nesta partilha literária, irei falar-vos de um dos livros do jornalista da SIC, Rodrigo Guedes de Carvalho. Escolhi-o, não por ter sido um êxito de vendas, mas porque o romance, para além de muito bem escrito, descreve de uma forma fiel a reacção humana perante a morte, a solidão, a loucura, o amor, a traição...
No livro “A Casa Quieta”, Rodrigo Guedes de Carvalho conta o percurso de vida de um casal, Mariana e Salvador, e como a relação de ambos se vai modificando ao longo do tempo, influenciada, ora por factores internos, inerentes à sua condição humano, ora por factores externos, como os familiares...