terça-feira, novembro 14, 2006
crescer a morte sobre um corpo
é como uma infância
de que se desconhecem os modos
ou o lento estalar de um vidro
são como imagens as imagens
partidas esse abandono de partir
o que em água viram os olhos
por esse lençol subido de silêncio
sobe nu de tempo um homem
com mãos devagar de luz
a morte cresce com ele
é o seu corpo que poderá ser
a palavra
Pedro Sena-Lino
Descobre mais em Os Meus Livros, nº 45 ou AQUI
sexta-feira, novembro 03, 2006
ANATHEMA
5, 6, 7 e 8 de novembro de 2006
21h30 · Palco do Grande Auditório da Culturgest· Duração 1h15 · 12 Euros (Jovens até aos 30 anos: 5 Euros. Preço único)
Em 2000, José Luís Peixoto publicou o seu primeiro romance, Nenhum Olhar. No ano seguinte ganhou o prémio José Saramago. Depois a obra foi traduzida em várias línguas. É hoje considerado um dos mais importantes jovens autores europeus.Os STAN convidaram Peixoto a escrever ANATHEMA, o seu primeiro texto dramático, para Jolente De Keersmaeker e Tiago Rodrigues, que tem colaborado frequentemente com a companhia.
Desta vez, não foi às narrativas da infância que o autor foi buscar a sua matéria. O nó da peça é a questão do terrorismo, do medo e da violência abordada de certa forma do lado de dentro. Até onde se pode ir em defesa de um ideal? Que meios podem ser postos ao serviço de uma causa? Como responder à violência que é exercida sobre nós? São perguntas como estas que motivam os criadores deste espectáculo. Os STAN consideram ainda que não se devem contentar em montar textos do repertório, e que é essencial associarem-se, como é aqui o caso, a processos de escrita com autores contemporâneos.
tg STAN foi fundada por Jolente De Keersmaeker, Damiaan De Schrijver, Waas Gramser e Frank Vercruyssen. “tg” quer dizer “toneelspelersgezelschap” (companhia de actores) e “STAN” “Stop Thinking About Names”. Com mais de dez anos de existência, a companhia tem como princípio fundamental a responsabilidade do actor num contexto de criação colectiva. Em Portugal, desde 1997, já foram apresentados os espectáculos The Last Ones, Yesterday We Will, JDX, Point Blank, Les Antigones, Tout est calme, Questionism e Berenice (este último integrado na programação da Culturgest de 2005).
Ficha Técnica
Um espectáculo de Jolente De Keersmaeker, Tiago Rodrigues e Thomas Walgrave
Com Jolente De Keersmaeker e Tiago Rodrigues
Luz e Imagem Thomas Walgrave
Figurinos An D’Huys
Cenário Jolente De Keersmaeker, Tiago Rodrigues e Thomas Walgrave
Tradução Carlos Batista
Assistente para a versão francesa Laurence d’Hondt
Agradecimentos Martine Bom e Sien Van den Hoof
Produção tg STAN
Uma co-produção Théâtre de la Bastille, Festival de Outono em Paris, Culturgest
Agradecimento especial a Martine Bom e Sien Van den Hoof
quarta-feira, outubro 25, 2006
Colóquio
A Morte e a Origem
A Secção de Filosofia da Universidade de Évora, o Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e o Projecto de Investigação "Heidegger em Português" (Poci/Fil/60600/2004) organizam, nos próximos dias 16 e 17 de Novembro, no Auditório do Fórum Eugénio de Almeida, um colóquio intitulado “A Morte e a Origem”.
O evento destina-se a homenagear Heidegger e Freud e integra-se na celebração do Dia da Mundial Filosofia, instituído pela UNESCO, cuja Comissão Nacional se une à Fundação para a Ciência e a Tecnologia e à Fundação Calouste Gulbenkian no patrocínio do colóquio.
Para consultar o programa e conteúdos das diferentes participações, bem como para descarregar o folheto informativo, ou para obter quaisquer outras informações mais detalhadas, deve consultar-se a seguinte página: http://www.filosofia.uevora.pt/morte-origem.htm
domingo, outubro 22, 2006

A Fundação Cultursintra apresenta
Ronda das Fadas
texto de Luísa Barreto
encenação de Rui Mário
música Pedro Hilário
pelo Teatro TapaFuros
Um teatro mágico, um teatro que ofereça a todos os que dele usufruam um novo olhar, um ritual ancestral revificado, colorido e inesquecível, eis o que queremos oferecer ao público (pequeno e graúdo) que se junte a esta Ronda das Fadas… E que melhor lugar para que tal aconteça que um bosque? Verde e sombra, fresco e cheiro, árvores que contam segredos muito antigos!
São os bosques da Regaleira, amavelmente criados e cuidados, são eles que vão desvelar seres de espantar… Gnomos e Fadas, Ondinas e Duendes, todos nos vão incríveis estórias contar!
Oficina das Artes
Quinta da Regaleira
De 11 de Novembro a 17 Dezembro
Sábados 16h | Domingos 11h30
* espectáculo disponível para escolas mediante marcação *
A magia da escrita de Luísa Barreto, que se constrói em estórias em verso, não poderia encontrar melhor cenário… tudo rima afinal: ao ouvido da criança uma Fada sussurra… dança! Nos dedos brincalhões escreve o Duende as suas canções!
E assim nasce um espectáculo dedicado a pequenos (mas também para os maiorzitos!...) pleno de magia, em suave aventura, onde canções e danças brincam misteriosamente com a luz e as brumas da floresta!
Telefones de Contacto: 912 178 878 | 918 743 494 | 21 921 21 17
Texto: Luísa Barreto; Encenação: Rui Mário; Música Original: Pedro Hilário; Interpretação: Ana Penitência, Rute Lizardo, Samuel Saraiva; Figurinos/Cenografia: Flávio Tomé; Design: Pedro Marques; Promoção: Marco Martin; Secretariado: Cláudia Gomes;
Produção: Teatro TapaFuros
Organização: Fundação Cultursintra, Teatro TapaFuros
Apoios: Câmara Municipal de Sintra |
terça-feira, outubro 17, 2006

21 outubro 2006, às 21h30m
Porto
Há uma questão filosófica muito geral em Borbotom que pergunta, com base na carência ou deficiência de auto-controle dos seres humanos, se eles podem alguma vez ter boas razões para perfilharem intenções e juízos incondicionais sólidos? Será possível a coerência que gera correspondência, ou melhor, a interconexão racional (a implicatura conversacional) de que precisamos?
Parque humano
Não há já nada que possamos esperar do “parque humano” (como assinalou o filósofo alemão Peter Sloterdijk). Assim, pois, já por natureza o teatro reflecte ou tentar expressar o homem como ser de linguagem: o grotesco e o sublime. Que significa colocar em cena vozes – e incorporar o diálogo – que não é apenas confronto do eu-tú, mas também aquele interno “de mim para mim mesmo” - e o dialogismo? De personagens únicos e avassaladores em confronto - nos seus códigos entremeados – e que, por assim dizer, oscilam entre o dito, o entre-dito e inter-dito? Seres insólitos, neuróticos, divididos entre o corpo e o pensamento, entregues à palava viva, aos fantasmas, o luto por detrás da negação do luto?
A palavra transviada
Borbotom de Alberto Augusto Miranda acaba por se apresentar como a “experiência radical da linguagem”, para usar uma expressão de Raymond Roussel, independentemente dos sujeitos que ali falam: dezenas de personagens, homens e mulheres, celebrando a palavra transviada e as suas obsessões. Estas vozes-falas - algo tumultosas e despudoradas - são uma contínua fonte de inspiração. É verdade que, no centro destas vozes-falas, ou ambas as coisas, podemos ouvir o eco do pós-modernismo que fracturou a coerência dos discursos (tudo o que alude a uma significação permanente e inequívoca). Podemos falar de um teatro que carrega as marcas da “desconstrução”? Indesvendável? Um teatro de vozes e da verbalização? Na polifonia dos seus registros? Do mais concreto ao mais abstracto, do mais emocional ao mais intelectual? Um teatro da alma e da lama? Do distúrbio humano em que a morte perde significância? O suicídio?
A palavra inconciliável
Neste texto compulsivo/incisivo – situado na órbita do colapso pós-moderno das maneiras convencionais da dramaturgia - assiste-se à fragmentação da coesão e da continuidade tão queridas pela “arte elevada”.
Não há dúvida de que este teatro de projecções - que emerge dos interstícios da palavra condensando numa pequena “moldura” várias narrativas – tenta dizer tudo: o impossível. A bem dizer o que aqui prevalece é um sub-texto.
Assim, o que na complexidade, mostra o mundo dos egos separados, independentes e concorrentes, e o mundo da humanidade partilhada. Borbotom exibe a face visível da palavra dirigida, incontrolável, profanadora, des-sacralizadora, transfigurada, expressando no limite do possível, ou no extremo limite, uma experiência trágica do mundo e do homem: o descontinuum.
Aqui se esconjura a compulsão-obsessiva comunicada através da fala: dos estados mentais. Sabemos que tudo acontece na mente: ela tem o poder de moldar a realidade. Mas a mente pode ser o nosso pior inimigo.
A polifonia e a voz
Este texto teatral “rizomático” de Alberto Augusto Miranda – uma espécie de melting pot de coloquialismos, discursos minimalistas e sub-estilos filosóficos - permanece profanamente ambivalente e ambíguo até na sua forma abrupta de vozes-aparições – ignorando a consistência e evitando a centralidade em personagens (quase invisíveis) de conivência com os temas limite. Narrativas estilhaçadas vivenciando a intensidade da perda – não procurando reconstituir o que já foi, mas sim rejubilar-se em meios aos escombros dos sonhos. Mais precisamente ainda: os (pseudo) personagens de Borbotom afixam-se supostamente em cenas/situações –numa sequência em perpétua inter-acção - com suas vestimentas transitórias e descartáveis - celebrando, em última instância, a palavra inconciliável – et pour cause – a metáfora da metáfora. Hoje sabemos que a realidade pode não ser tão “real” quanto pensamos, já que construímos boa parte dela.
(In)comunicação
Nesta peça – onde os entre-ditos dos personagens são também (in)comunicação – manifesta-se o amplo espectro das possibilidades discursivas - e em que a palavra transgride os limites da razão. Estamos perante linguagens de des-integração. Vivemos todos sob a ameaça da repressão, da inadequação, da repetição, do mero cumprimento de ser. Confrontados com o devir e o inacabamento em todos nós perpassa a impossibilidade mesma do absolutismo de uma linguagem única e da chamada vida normal. A dificuldade consiste propriamente no tom (no sub-tom melancólico). O que passa pelo tom das diferentes vozes de homens e mulheres que se instalam nesse lugar onde faltam as palavras, e essa falta é também o que as atrai? Em verdade, algo permanece errado/obscuro em nós. Assim é, com efeito, a nossa situação: vivemos num estado de crise e a palavra pronunciada acaba por ser sempre unilateral. Apesar de tudo, subsiste indubitavelmente a questão das “verdades terminais”. Ora é precisamente isto que pode parecer estranho: estamos confrontadas com o deserto do real. Não vemos o mundo como ele é, mas sim como os nossos sentidos o captam: na mente.
Se pensarmos em tudo isto, reconheceremos imediatamente que em Borbotom de Alberto Augusto Miranda – mesclando falas/vozes numa espécie de teatro polifónico - prevalece, por conseguinte, o fenómeno da carnavalização da linguagem: a loucura como linguagem ou a linguagem como espaço próprio da loucura.
Des-encaixado
Acrescentemos que, em todo o caso, Borbotom poderá aparecer como um teatro de densidade, do insolúvel, do a-teológico, da soltura e da viscosa solenidade verbal. Mas a sucessão de episódios, falas e vozes dissonantes até ao final revela-nos a configuração de um teatro des-encaixado.
Compreendem-se, por este facto, as falas anómalas, fantasmagóricas, intermináveis, além da dicção e das cadências do discurso ordinário. Dir-se-á talvez, sem dúvida até, que se assume como registro ou testemunho da perda, do inexprimível e da auto-mutilação. Mas, por agora, o essencial é assinalar as falas de enfermidade, de anamorfoses, em claro-escuro, em fragmentarismo, de dissolução, em dupla-face. Seja as falas díspares que se exteriorizam e se interiorizam, do desespero mais geral e mais edificante.
“Theatrum Mundi”
Aqui se apresentam, porém, discursos em contraposição que expressam a um só tempo diferentes versões do mundo (“modos de fazer mundos”). É pois por ser teatro “quântico” – “vários mundos” e “vários níveis de realidade” - , e por este teatro apontar para o questionamento constante da “verdade” dos nossos pensamentos e de nós mesmos, em suma: é por ele ser também um teatro-écran repleto de personagens e discursos na direcção de uma linguagem louca, absolutamente determinante, que falamos do “Theatrum Mundi”. Ou melhor: a vida como teatro, “sinthoma”. “O mundo inteiro, dizia Shakespeare, é um palco”. Há, em verdade, desde o início, vozes e alucinações nesta peça: tremores do apocalipse e fatalidade. A marca característica deste teatro está no centro de um dispositivo constituído por sujeitos falantes e vozes ruidosas, caóticas e exasperadas que se lançam à dissolução do “sentido”.
Aqui se valoriza a palavra como um modo de representação do mundo e como mundo da representação. Será possível, no entanto, alargar o âmbito dos três modos do acto linguístico: o afirmativo, imperativo e o interrogativo? Em Borbotom re-invertem-se as “regras do jogo” dando voz e vez aos integrantes (personagens) que raramente parecem estar sintonizados. Posto isto, poderíamos, por último, falar de um teatro como traços de um “esboço” trágico e saturnino da vida (onde importa, apenas, ter sempre presente a palavra ou a morte, o retorno do recalcado).
Alexandre Teixeira Mendes
quinta-feira, outubro 12, 2006
18 de novembro 2006, 21h
alberto augusto miranda
http://incomunidade.blogspot
Tm: (00351) 965817337
Orhan Pamuk - Nobel da Literatura 2006

O turco Orhan Pamuk, com 54 anos, foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura 2006.
"Na procura da alma melancólica da sua cidade natal, descobriu novos símbolos para o choque e o cruzamento de culturas", explica a Real Academia Sueca de Ciências.
"Istanbul", o livro mais recente de Pamuk, é uma "obra poética difícil de classificar, que combina as memórias do autor até aos 22 anos, e um ensaio sobre a cidade de Istanbul", explica a biografia do escritor, no seu "site" oficial.
Pamuk tem dois romances publicados em Portugal, ambos pela Editorial Presença: "A Cidadela Branca" e "Os Jardins da Memória".
O Nobel da Literatura, instituído em 1901, foi entregue no ano passado a Harold Pinter.
Os prémios Nobel deste ano, que correspondem a 1,1 milhões de euros, serão entregues a 10 de Dezembro, em Estocolmo. Falta conhecer o Nobel da Paz.
Fonte: Jornalismo Porto Net
quarta-feira, outubro 11, 2006
Festa do Cinema Francês com 32 ante-estreias
Fonte: Público
terça-feira, outubro 10, 2006
Ilustração em exposição na Biblioteca Municipal de Évora
Uma exposição que é também um desafio. Junto aos trabalhos, encontram os visitantes dois puffs e duas mesas com os livros onde aquelas imagens tiveram já publicação. O desafio situa-se entre a identificação das imagens nos livros e o convite à leitura. É que, se os livros exibem, em cada caso, uma das imagens expostas, eles acrescentam-lhe a série de imagens a que pertencem aquelas, ampliando de forma aliciante as possibilidades de sentidos e de histórias. Afinal de contas, estamos numa Biblioteca. Apareça!
Mais informações em www.escritanapaisagem.net
Telem. 933 175 392
info@escritanapaisagem.net
LANÇAMENTO DE LIVRO - Magna Editora

No Sábado, dia 14 de Outubro de 2006, pelas 18.30 horas, terá lugar o lançamento do livro “Canela e Erva Doce”, no Bar Onda Jazz, no Campo das Cebolas.
A autora, Paula Raposo nasceu em Lisboa, decorria o ano de 1954. Chegou a frequentar a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mas não passou do primeiro ano. Interrompidos os estudos, foi trabalhar para um banco; trabalho que deixou em 1987, para trabalhar num escritório de contabilidade. Hoje em dia, concilia a sua carreira de escritora e poetisa com actividade que continua a desenvolver nesse escritório. O seu primeiro livro, num registo marcadamente autobiográfico, foi editado em 2001, sob o título “Incoerências“. Com este segundo livro, “Canela e erva doce”, Paula Raposo estreia-se na edição de poesia. A sua poesia é livre, sem deslumbramentos formais no que respeita à métrica e rima, contendo em si uma contemplação constante, um encanto místico, onde o amor está sempre presente.
A autora (in)define-se numa só frase: "Não sou definível, sou apenas uma mulher como as outras".
http://www.magna-editora.com/segunda-feira, outubro 09, 2006
Gastar Palavras (Partilha Literária)

“Pergunto, simplesmente: que tens? Encolhes os ombros, respondes: estou cansado. Insisto, estupidamente: cansado de quê? Dizes, distraído: de tudo. Pergunto, contrariada, já arrependida: de tudo, o quê? [...]; aproximas-te um pouco, olhas-me; e com uma energia inesperada, quase com entusiasmo, responde: sei lá, de tudo; desta casa e do que me custa pagá-la, do patrão, do cansaço, do choro do bebé, dos horários, deste calor, de comer batatas fritas a todas as refeições, da rotina; de ser tão novo e sentir-me tão velho, de não puder fazer o que gosto, de nem saber bem do que gosto, de não ter um verdadeiro futuro pela frente, de não ser respeitado, apreciado, louvado, amado; de me sentir uma inconsequência, uma banalidade total, de não me sentir especial, de ser apenas mais um número, mais uma estatística, alguém que nunca fará a diferença, que não acrescentará nada ao mundo; de estar aprisionado a esta vida monótona, incolor, aborrecida, sofredora, uma vida patética como a de toda a gente, e não a vida encantadora que sempre julguei merecer; de ler jornais desportivos, de beber cerveja e arrotar, de ir ao café e ficar a olhar de boca aberta para as mulheres dos outros, de ver tanta gente estúpida na televisão, de ver gente estúpida fora da televisão, de viver rodeado por gente estúpida, de me sentir parte da gente estúpida; de ter medo, de não confiar em mim, de não ser capaz de mudar, de não tentar, de não acreditar, de não fugir. Calas-te de repente, como se escutasses a pergunta que anseio e temo faze-la, a pergunta que tu adivinhas no meu silêncio: e de mim? Dizes, em voz baixa, cansada: e de ti. E acrescentas, muito mais tarde: por vezes, desejo tanto acordar com uma amnésia, esquecido de tudo, pronto para recomeçar.”
in “Gastar Palavras” de Paulo Kellerman [Deriva Editores]
Nesta partilha literária, irei falar-vos de um dos livros que li numa das últimas noites de insónia. Escolhi-o, simplesmente, porque fiquei fascinado com a sua escrita...
No livro “Gastar Palavras”, Paulo Kellerman reúne alguns pequenos contos, em que cada história surge de um pequeno gesto, de um sentimento, de um olhar, de uma palavra...
Ps- se gostaste deste excerto, podes sempre dar um salto ao blog de Paulo Kellerman, para ler mais contos...CARREGAR AQUI
We are pleased to inform that the Centro Cultural John Dos Passos is organising the
1st John Dos Passos International Conference, to be held from October 12 th to 14th , 2006. The venue will be Centro Cultural John Dos Passos, Villa Passos, Rua Príncipe D. Luís, nr. 3, Ponta do Sol, Madeira.
The Conference aims at the study and disclosing of the life and works of John Dos Passos, a renowned American writer of Madeiran descent. It further aims at promoting the Centre amongst scholars and National and International Universities and research institutions. Specialists in this literary field will be participating in the event.
It is our pleasure to invite you for participation.
Please confirm your acceptance at your earliest convenience.
Looking forward for your reply, we are
Yours Truly
Congress Coordinator
Maria do Carmo da Cunha Santos
(cortesia da Bri)
sábado, outubro 07, 2006
Relógios Antigos viajam até Évora
Fonte: Diário do Sul de 7 de Outubro de 2006.
Um Inimigo do Povo - uma comédia de Henrik Ibsen
De 12 de OUTUBRO até 04 de NOVEMBRO de 2006
Teatro Garcia de Resende, Évora 21h30
(Excepto Domingos e Segundas)
com
Álvaro Corte Real
Figueira Cid
Guilherme Russo
João Corte Real
Jorge Baião
José Russo
Maria Marrafa
Rosário Gonzaga
Rui Nuno
Victor Zambujo
participação especial
Mário Barradas
Ana Meira
Cenografia
José Dias
Iluminação
João Carlos Marques
António Mercado
Encenação
António Mercado




