domingo, dezembro 03, 2006
A espreitar na Gulbenkian
Outros Eventos
De 28/11/2006 a 22/12/2006
Domingo a quinta-feira: 12.00h às 22.00h ¦ Sexta-feira, sábado e feriados: 12.00h às 24.00h
Piso 02 da Sede Da Fundação
A realização da Festa dos Livros Gulbenkian 2006, surge enquadrada na estratégia de promoção e divulgação das publicações editadas pela Fundação e dá continuidade ao projecto Feira iniciado em Abril de 2005. Este ano a época escolhida, o Natal, servirá de incentivo adicional às compras pois além das aquisições para consumo próprio poderemos dar lugar às aquisições para a família e amigos.
Este evento tem como objectivo potenciar a divulgação das edições editadas pela Fundação e promover a aproximação a diferentes tipos de públicos, uma vez que a ampla e diversificada actividade editorial prosseguida pelos vários Serviços permite atingir públicos restritos bem como públicos mais vastos.
A Feira tem também como objectivo reunir todos os Serviços à volta de um só evento, fazendo dele um acontecimento transversal e que espelha a multiplicidade de assuntos e temas que a Fundação aborda, promove e apoia. As publicações são um instrumento de comunicação por excelência e por isso, um veículo de angariação de novos públicos e de fidelização dos já existentes.
Associada à venda de publicações e enquadrada na época de Natal gostaríamos ainda de promover a venda de objectos que divulguem as colecções da Fundação, nomeadamente as linhas de produtos: Institucional, Museu, CAMJAP e Jardim.
A realização deste evento durante o ano do cinquentenário da Fundação fará ainda um elogio às edições editadas ao longo de todos estes anos de actividade, contribuindo deste modo para as comemorações.
A Saída da Casa dos Papás
Tudo isto por causa do estudo que saiu no mercado esta semana. Quis manifestar-me ainda que não saiba escrever nada de jeito.
Adolescência é realmente um tempo tumultuado na vida de qualquer um. Fora as mudanças que acontecem no nosso corpinho, são muitas as mudanças que acontecem nas nossas vidas. Muitos entram na Universidade e dão o primeiro passinho: sair de casa para outra cidade, correr os riscos, saltar nas alturas com a rede da segurança do papá por debaixo do corpinho mas a vida avança. Depois do curso, depois das loucuras!!!!!!!!!!!!! muitos voltam para casa dos pais. Ou por falta de dinheiro, logo, emprego, por necessidade ou mesmo por segurança. É MAIS SEGURO E MAIS CÓMODO. Mas muitos de vocês que estão a ler estas minhas linhas sabem como é complicado voltar para casa depois de tudo o que se vive sozinho numa outra cidade. Somos diferentes e custa. MUITO.
Deixar de novo a casa dos pais é uma ou a MAIS importante decisão das nossas vidas e pode ocorrer por vários motivos: por vontade própria, por necessidade, por amor louco e desvairado, por orgulho... seja qual for a motivação, sei que é preciso ter a certeza sobre o que isso representa e tudo o que está em jogo. E o dinheiro, nestes casos, costuma ser fundamental. Acaba-se a segurança da rede. Acabam-se as pancadinhas nas costas e os beijos de "meu anjo" da mamã. É viver a vida com TODAS as suas dificuldades. É saltar com ambos os pés para um mundo que está ali para ver o que sabemos fazer do nosso futuro. Saltamos para a jaula do tigre que se chama mundo e esquecemos a protecção dos pais. Há os valentes e os loucos. Os cobardes e os resignados. Valentes quando o fazem mas com algumas garantias de sucesso. Loucos quando saem de casa sem pensar nas consequências. Cobardes quando nem sequer pensam nessa hipótese pois é mais cómodo viver debaixo das asas dos papás. Resignados os que queriam sair e não têm ou não querem fazê-lo.
Mas é para aqueles que por maiores dificuldades que a vida lhes provoque se recusam a voltar ao ninho e serem cobertos pelas peninhas da segurança que falo. A esses é preciso "tirar" o chapéu e admirar. Sei do que falo por conhecer uns quantos que escolheram muito cedo a vida fora de casa. Principalmente aqueles que o fazem sozinhos e escolhem fazê-lo ainda da forma mais difícil: comprar casa em vez de alugar. É a compra da liberdade a amarras de amor por um grande objecto. Compreendo e admiro quem o faz mas considero-os, ás vezes, uns loucos desvairados. Eu continuo no sai e entra, entra e sai porque ainda não terminei o curso e faço-o de propósito. Mas um dia terei de sair.
Mas responsabilidade e independência não são qualidades que surgem no momento em que se coloca o pé fora da casa dos pais. Essas e todas as outras facetas da nossa personalidade são moldadas por nós mesmos a cada momento. Portanto, muita atenção nesta hora! Mesmo que tenhamos a ajuda dos nossos pais (financeira ou de qualquer outro tipo) - e parece-me que seria em poucos casos -, teremos que levar a nossa vida sozinhos, fazendo as nossas escolhas, tomando as nossas decisões e definindo o nosso grupo de amigos e actividades. É deixarmos de ser lagartas para sermos borboletas mesmo que nos partam as patas e as antenas... tentaremos sempre voar. E é nestas alturas que crescemos.
Admiro todos vocês que se aventuram no mundo estranho e verdadeiro que temos e sofrem cedo a corda da forca da chamada "liberdade" financeira, sem emprego ou com empregos precários, sem estabilidade emocional, familiar e até económica. É preciso ter coragem e força para passar sozinho pela tábua de pregos dos primeiros anos após a compra dessa "pseudo-liberdade" mas que parece saber-vos tão bem. Ter o vosso cantinho ainda que "forrado a sangue e lágrimas" (desculpa S... pelo roubo de expressão) é ter um pouco de felicidade. Pois eu acrescento que isso sim é crescer à pressão, dizer sim à responsabilidade à força, ter muito e pouco, sorrir e chorar, e saber o que é a independência que dói.
... :-D
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.
sábado, dezembro 02, 2006
Exposição oficial "Star Wars"

Aí, exibem-se centenas de objectos originais que integram o universo da ficção científica imaginado pelo realizador norte-americano George Lucas, entre os quais a nave Naboo N-1, com dez metros de comprimento, e os fatos de personagens como o felpudo Chewbacca e a rainha Padmé Amidala.
No Museu da Electricidade, será possível assistir a documentários exclusivos sobre a aventura, além de poder ver todos os episódios da "Guerra das Estrelas", desde o primeiro filme, "Uma nova esperança", de 1977, até "A Vingança dos Sith", de 2005.
Aí, exibem-se centenas de objectos originais que integram o universo da ficção científica imaginado pelo realizador norte-americano George Lucas, entre os quais a nave Naboo N-1, com dez metros de comprimento, e os fatos de personagens como o felpudo Chewbacca e a rainha Padmé Amidala.
No Museu da Electricidade, será possível assistir a documentários exclusivos sobre a aventura, além de poder ver todos os episódios da "Guerra das Estrelas", desde o primeiro filme, "Uma nova esperança", de 1977, até "A Vingança dos Sith", de 2005.
Abraço
A sanidade do dia
Algo que consagrar devia
A cabeça grita-me ao ouvido dos olhos
Pede-me que cesse
Que providencie a certeza de mais uma hora
…eu sorrio, como de costume
Não caçoo nem desrespeito gratuitamente
Apenas sorrio a injustiça de uma lógica imposta
Alguém devia sussurrar-me
- Tem juízo rapaz
Na tentativa de alterar qualquer sentido próprio
Num tom encantado, que me pudesse realmente convencer
Talvez… a promessa de um porto de abrigo
Me fizesse apetecer
Mas…
Desde quando é que ainda faz sentido
Esperar algo melhor ou… neste caso, maior?
Ainda ninguém terá reparado
Que me abraço sempre que escrevo
E que escrevo porque a cantar ninguém me alcançaria
Ah… se soubessem
Que me despeço sempre que me abraço
Se sentissem…
As asas que tenho
No homem que já fui
Pouco, é certo
Nada, é quase garantido
E eu pareço destemido
Sou assim…
Este arcano que se avulta
E o meu mundo tem um fim
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Pintura - Rogério Ribeiro
Palavras de José Saramago sobre Rogério Ribeiro in Jornal de Letras Nº 943 (de 22 de Novembro a 5 de Dezembro de 2006)
Um escritor de Olhos Tristes
in Jornal de Letras Nº 943 (de 22 de Novembro a 5 de Dezembro de 2006)
[Tive de "trazer" este excerto ao blog porque as palavras "tocaram-me" e deixaram-me pensativa em relação a diversos aspectos da literatura, da vida e, até, do ser humano.]
quinta-feira, novembro 30, 2006
Lançamento do livro "o poema insone"

O gosto pela escrita foi desenvolvido ainda em criança, sendo sempre um prazer para o autor fazer as composições escolares. No entanto, esse gosto foi-se dissipando conforme foi avançando no seu percurso escolar, surgindo novamente em meados dos anos 90, altura em que escreveu alguns poemas, principalmente influenciado pelas escolhas musicais da época. Mas foi a partir de 2004 que Duarte Temtem começou a escrever assiduamente. Inicialmente preso aos conceitos de forma e rima, mais tarde, à medida que foi conhecendo outros autores, as preocupações formais foram sendo abandonadas.
As suas principais referências literárias são José Agostinho Baptista (principalmente a obra "Agora e na Hora da Nossa Morte"), Al Berto e Herberto Hélder.
O título "o poema insone" prende-se com o facto de Duarte Temtem escrever exclusivamente durante a noite, noites essas que geralmente se arrastam até às sete horas da manhã. A poesia deste livro está impregnada de ambiguidade de sentidos, onde predominam a melancolia e soturnidade. Esta pungência define-se por recorrentes alusões à solidão, a uma dor intensa e a uma finitude que desagua incorrigivelmente na morte.
MAGNA EDITORA (Newsletter)
Para começar trago o site do escritor Fernando Esteves Pinto que sempre me causou alguma estranheza (boa e má) . E agora andam por lá uns textos muito interessantes senão vejam:
entrevista - amante profissional (7)
Já alguma vez te sentiste atraída espiritualmente por um determinado cliente? Se sim, o que te levou a transpor os limites do corpo como objecto de prazer?
O meu limite não é o corpo. O corpo é apenas uma ligação, uma forma de vínculo carnal, uma ponte de ligação entre uma pessoa e outra enquanto são conduzidas a um momento de meditação; porque para mim o sexo é também uma forma de meditação; alguns efeitos do sexo e da meditação são muito parecidos, não estou falando de erecção ou ejaculação, mas sobre aquele efeito que o sexo produz no sentido de nos deixar longe de tudo no momento da relação sexual. Gosto de me sentir à vontade com um cliente antes do sexo, e isso não começa com o corpo, mas com a conversa, o olhar, alguma cumplicidade. O meu corpo, quando muito, é apenas o meu cartão de visitas; o motivo para os clientes voltarem a estar comigo não é apenas o meu corpo. Assim também é a minha relação com eles. Eu não aceito voltar a atender um cliente apenas em função do corpo dele, e nem mesmo aceitaria apenas em função do dinheiro. Espiritualmente já me senti atraída por muitos homens. Tenho afinidades com muitos. Sentimentalmente, ou amorosamente, envolvi-me com muitos quando comecei a prostituir-me, porque me sentia muito carente, além do facto de que queria fugir um pouco da minha realidade, ou seja, eu ia para a cama com vários homens todas as noites porque eles me escolhiam, porque eles pagavam para estarem comigo na cama, e eu precisava de estar com alguém que EU tivesse escolhido, de estar com alguém com quem EU quisesse estar. Com o tempo, deixei de ter tantos relacionamentos, porque passei a estar mais tranquila em relação ao trabalho que fazia, e por isso já não me envolvia tanto com as pessoas, ou pelo menos já não estava tão carente. Quando passei a estar mais segura, deixei de me envolver sentimentalmente com tanta facilidade, afinal eu sabia o que queria, e inclusive o que não queria; eu não queria viver paixões passageiras, por menores que sejam sempre trazem aquele momento triste do fim, da despedida; não começo uma relação pensando em acabá-la, se é assim é melhor nem começar. Eu acredito no amor. Não queria mais apenas alguns momentos, nem usar nem ser usada. Não acredito muito nisso de “tentar gostar de alguém”, ou acontece ou não acontece, por mais que o outro tenha uma lista repleta de qualidades, por mais que a lógica determine ser o mais certo. Envolvi-me com alguns clientes cuja afinidade se transformou em algo mais intenso; é mais fácil envolver-me com clientes porque para eles não preciso omitir a minha profissão, nem ser rejeitada quando contar a verdade. Hoje tenho a sorte de manter uma relação com uma pessoa que nunca foi meu cliente, mas que sabe o que faço pelo facto de termo-nos conhecido numa festa onde os seus amigos eram namorados das minhas amigas e, pelo facto de elas serem também prostitutas, eu não precisava fingir que não era, estava claro e não era necessário nem mesmo falar sobre o assunto.
quarta-feira, novembro 29, 2006
Aconselho:
terça-feira, novembro 28, 2006
1ª Entrada
segunda-feira, novembro 27, 2006
Mário Cesariny - o luto

O Presidente da República, Cavaco Silva, lamentou a morte do poeta e pintor surrealista Mário Cesariny, a quem descreve como "um dos nomes cimeiros da cultura portuguesa no século XX".
"No momento da sua morte, rendo a minha homenagem a esse grande artista que foi Mário Cesariny de Vasconcelos", sublinha ainda o Presidente, lembrando o poeta e um pintor "extraordinário".
Cavaco Silva refere que o nome e a obra de Cesariny "ficarão na memória como um testemunho da liberdade que apaixonou a sua geração e que é condição essencial de toda a obra de arte".
Espólio de Cesariny integrará Centro de Estudos do Surrealismo em Famalicão
O espólio do poeta e pintor Mário Cesariny foi doado à Fundação Cupertino de Miranda, em Famalicão, onde a autarquia prepara a construção de um Centro de Estudos do Surrealismo (CES).
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Famalicão, Armindo Costa, explicou que o CES vai ser construído de raiz, sob o projecto do arquitecto Duarte Nuno, numa "zona nobre", entre o parque urbano e o centro da cidade. "A expectativa mais optimista é a de que obra arranque até ao final deste mandato autárquico" em 2009, afirmou.
O autarca – que disse não poder calcular nesta fase o custo global da obra – admitiu que possa integrar um conjunto de equipamentos financiáveis pelo Governo, caso seja aprovada a candidatura do vizinho município de Guimarães a Capital Europeia da Cultura de 2012. Armindo Costa afirmou que o seu homólogo de Guimarães "já referiu o seu desejo de transformar a Capital Europeia da Cultura num projecto congregador das potencialidades culturais da região".
A gestão do futuro centro será feita numa parceria da Câmara Municipal e da Fundação Artur Cupertino de Miranda, à qual Mário Cesariny doou, há alguns meses, um espólio constituído por biblioteca, desenhos e pinturas. O poeta e pintor seguiu o exemplo do amigo Cruzeiro Seixas que em 1999 doara já a totalidade da sua colecção à fundação de Famalicão, com vista à construção do centro de estudos.
Para Armindo Costa, que por inerência do cargo é também dirigente da fundação, ao juntar os dois importantes espólios, Famalicão "será, doravante, incontornável para quem quiser estudar o movimento surrealista português".
O presidente da Câmara esclareceu que Cesariny não tem raízes em Famalicão, mas decidiu confiar-lhe o seu espólio porque "viu que havia na cidade vontade e garantia de que seria preservado e dinamizado".
sexta-feira, novembro 24, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
Magna Editora - Lançamento de Livro
No Sábado, dia 25 de Novembro de 2006, pelas 21.30 horas, terá lugar o lançamento do livro "Ecos", no Bar Onda Jazz, em Lisboa.A autora, Piedade Araújo Sol, publicou os seus trabalhos nas revistas Encontro, Máxima e em vários jornais, abrangendo poesia, prosa, contos e artigos de opinião.
A sua poesia é de índole simplista, mas reflexiva; chegando a ser dramática. Predomina o enternecimento e a tendência para o oculto e para o desconhecido imaginário. É recorrente a abordagem ao tema dos amores não respondidos e traídos. A sua profunda insatisfação leva-a a uma implacável procura de um fio condutor, de uma alma gémea que não existe, a qual tenta obsessivamente encontrar em tempos passados e futuros, sobressaindo uma profunda melancolia.
Editou os seus trabalhos em várias colectâneas literárias. Em 2005 publicou o romance "Mulher misteriosa", sendo agora a sua poesia publicada pela Magna, através do livro "Ecos". ler mais
[Cedido gentilmente pelo editor]




