
Apesar de doente tinha de arranjar um "tempinho" para vir deixar as BOAS FESTAS aos leitores do Cultura e aos seus contribuidores também
[usei a mesma imagem do ano passado... ;)]
TEATRO
Na Sexta, dia 15 de Dezembro pelas 19 horas, terá lugar o lançamento do livro "Recantos da Lua", no El Corte Inglés, em Lisboa.
O autor, João Jacinto, nasceu a 22 de Junho de 1959, o primeiro dia do signo Caranguejo, no Montijo.
Pelo seu percurso profissional podemos afirmar que é um homem de todas as artes, pois de quase todas exprimentou um pouco, mas foi a poesia quem o tocou em primeiro lugar. Desde muito cedo que a poesia faz parte da sua vida. A sonoridade e o ritmo das palavras harmonizam a sua vida desde sempre, impelindo-o no percurso que seguiu. Juntamente com a poesia surgiu a astrologia, também por um acaso, também pela harmonia. E as duas artes mantêm-se lado a lado. Cresceram juntamente com João Jacinto, sendo fruto de uma criação prazerosa e pensada lentamente.
Em cada palavra deste livro há um novo paladar a descobrir, um aroma desconhecido que provoca um arrepio sibilante, libertando a nossa imaginação. É uma poesia de recantos, nos quais o autor se escondeu, para furtivamente atacar a nossa sensibilidade com uma linguagem voraz e lancinante, estimulando intensamente qualquer leitor. Quem, através deste livro, olhar a Lua por este prisma, por este recanto e com este encanto, não poderá deixar de sentir o desafio de sentir-se, de se envolver com a sua sensibilidade, e com a do autor também, entrando assim, repentinamente, num Universo místico, mas que nos toca de forma bem real.
Na próxima semana realizam-se os seguintes lançamentos:

O projecto Memória integra-se no CICE – Centro de Interpretação do Concelho de Évora, constituindo também um contributo da CME para o projecto EDD - Évora Distrito Digital.
Através deste projecto pretende-se atingir o seguinte objectivo:
digitalização de um banco de imagens de Évora, pertencentes ao acervo do Arquivo Fotográfico Municipal, tendo em vista a sua disponibilização pública, em baixa resolução, via internet.
As imagens disponibilizadas cobrem um leque variado de temas - urbanismo, arte e património, etnografia, desporto, equipamentos e actividades económicas e retratos -, datando as mais antigas a meados do séc. XIX. Por outro lado, este conjunto contempla imagens de vários fotógrafos profissionais e amadores de Évora, ou aqui residentes, nomeadamente Maria Eugénia Reya Campos, Pereira & Prostes, José Pedro Braga Passaporte, Inácio Caldeira, José António Barbosa, José Monteiro Serra, António Passaporte, Gama Freixo, Eduardo Nogueira, David Freitas, entre outros.
Tal objectivo pressupôs a limpeza, tratamento e restauro prévio das espécies originais e a criação de uma base de dados, que permitisse efectuar a pesquisa livre e cruzada de diversos campos: autor, categoria, data e legenda.
Neste momento estão já disponíveis 700 imagens, estimando-se que, até final do projecto Évora Distrito Digital, esteja introduzido um total de 2000 espécies que, em finais de 2007, poderão ser adquiridas via internet (Loja Municipal).

No passado Domingo, dia 2 de Dezembro, foi inaugurada em Madrid a revista electrónica "Psicoanalisis en el Sur".
Tudo isto por causa do estudo que saiu no mercado esta semana. Quis manifestar-me ainda que não saiba escrever nada de jeito.
Adolescência é realmente um tempo tumultuado na vida de qualquer um. Fora as mudanças que acontecem no nosso corpinho, são muitas as mudanças que acontecem nas nossas vidas. Muitos entram na Universidade e dão o primeiro passinho: sair de casa para outra cidade, correr os riscos, saltar nas alturas com a rede da segurança do papá por debaixo do corpinho mas a vida avança. Depois do curso, depois das loucuras!!!!!!!!!!!!! muitos voltam para casa dos pais. Ou por falta de dinheiro, logo, emprego, por necessidade ou mesmo por segurança. É MAIS SEGURO E MAIS CÓMODO. Mas muitos de vocês que estão a ler estas minhas linhas sabem como é complicado voltar para casa depois de tudo o que se vive sozinho numa outra cidade. Somos diferentes e custa. MUITO.
Deixar de novo a casa dos pais é uma ou a MAIS importante decisão das nossas vidas e pode ocorrer por vários motivos: por vontade própria, por necessidade, por amor louco e desvairado, por orgulho... seja qual for a motivação, sei que é preciso ter a certeza sobre o que isso representa e tudo o que está em jogo. E o dinheiro, nestes casos, costuma ser fundamental. Acaba-se a segurança da rede. Acabam-se as pancadinhas nas costas e os beijos de "meu anjo" da mamã. É viver a vida com TODAS as suas dificuldades. É saltar com ambos os pés para um mundo que está ali para ver o que sabemos fazer do nosso futuro. Saltamos para a jaula do tigre que se chama mundo e esquecemos a protecção dos pais. Há os valentes e os loucos. Os cobardes e os resignados. Valentes quando o fazem mas com algumas garantias de sucesso. Loucos quando saem de casa sem pensar nas consequências. Cobardes quando nem sequer pensam nessa hipótese pois é mais cómodo viver debaixo das asas dos papás. Resignados os que queriam sair e não têm ou não querem fazê-lo.
Mas é para aqueles que por maiores dificuldades que a vida lhes provoque se recusam a voltar ao ninho e serem cobertos pelas peninhas da segurança que falo. A esses é preciso "tirar" o chapéu e admirar. Sei do que falo por conhecer uns quantos que escolheram muito cedo a vida fora de casa. Principalmente aqueles que o fazem sozinhos e escolhem fazê-lo ainda da forma mais difícil: comprar casa em vez de alugar. É a compra da liberdade a amarras de amor por um grande objecto. Compreendo e admiro quem o faz mas considero-os, ás vezes, uns loucos desvairados. Eu continuo no sai e entra, entra e sai porque ainda não terminei o curso e faço-o de propósito. Mas um dia terei de sair.
Mas responsabilidade e independência não são qualidades que surgem no momento em que se coloca o pé fora da casa dos pais. Essas e todas as outras facetas da nossa personalidade são moldadas por nós mesmos a cada momento. Portanto, muita atenção nesta hora! Mesmo que tenhamos a ajuda dos nossos pais (financeira ou de qualquer outro tipo) - e parece-me que seria em poucos casos -, teremos que levar a nossa vida sozinhos, fazendo as nossas escolhas, tomando as nossas decisões e definindo o nosso grupo de amigos e actividades. É deixarmos de ser lagartas para sermos borboletas mesmo que nos partam as patas e as antenas... tentaremos sempre voar. E é nestas alturas que crescemos.
Admiro todos vocês que se aventuram no mundo estranho e verdadeiro que temos e sofrem cedo a corda da forca da chamada "liberdade" financeira, sem emprego ou com empregos precários, sem estabilidade emocional, familiar e até económica. É preciso ter coragem e força para passar sozinho pela tábua de pregos dos primeiros anos após a compra dessa "pseudo-liberdade" mas que parece saber-vos tão bem. Ter o vosso cantinho ainda que "forrado a sangue e lágrimas" (desculpa S... pelo roubo de expressão) é ter um pouco de felicidade. Pois eu acrescento que isso sim é crescer à pressão, dizer sim à responsabilidade à força, ter muito e pouco, sorrir e chorar, e saber o que é a independência que dói.