sábado, março 31, 2007

Projecto 52: Cenas Invisíveis (Município do Porto)

Teatro


Data: Todas as quintas-feiras às 20h30
Local: Centro Comercial Parque Nascente; Rio Tinto; Gondomar


No âmbito da programação idealizada pelo Parque Nascente intitulada ´365 dias de animação´, o primeiro projecto mundial de um centro comercial com animações diárias, o TEATRO ART´IMAGEM apresenta todas as quintas-feiras de 2007, pelas 20h30, na praça da alimentação do centro comercial Parque Nascente uma animação teatral.
Este ´projecto 52: cenas invisíveis´ é composto por um conjunto de oito novas criações:
SAFARI EXTRATERRESTRES CONSULTÓRIO MÓVEL UM QUARTO DE MEIA MARATONA MÚMIAS HOMO HABILIS A MENINA, O BALÃO E O VILÃO MAX, AGENTE SECRETO.
que, em rotatividade, são apresentadas semanalmente naquele dia.
Trata-se de um formato in door que utiliza as mais variadas técnicas teatrais que vão do teatro físico, à pantomima passando pelo teatro invisível ou pelo teatro móvel, aliadas às técnicas de clown ou ainda à performance e instalação. Com esta palete de linguagens e estéticas pretende-se cativar, surpreender e divertir desde os mais novos até aos mais velhos ou o mais distraído dos espectadores, apostando no inesperado e no insólito, no cómico ou no dramático, no belo e no grotesco, no real e no imaginário. Este projecto teve início em Janeiro de 2006 a convite do centro comercial Parque Nascente e repete pelo segundo ano consecutivo. Nele participam artistas de diversas áreas (actores, músicos, artistas plásticos e designers).
FICHA ARTÍSTICA: Concepção e direcção: Pedro de Carvalho Criativos e interpretes: Carlos Adolfo; Cláudia Silva; Joana Céu; Fátima Silva; Cristina Machado; Pedro Carvalho; Jorge Mendo; Nuno Preto; Micaela Barbosa; Valdemar Santos; Inácio Barroso; Paulo Martins. Execução plástica: Sandra Neves e José Lopes Fotografia e vídeo: Paulo Martins e Inácio Barroso Produção: Teatro Art´Imagem.

Grazie. Honrarei o convite!

quinta-feira, março 29, 2007

Nunca se Escreve para Si Mesmo

O escritor não prevê nem conjectura: projecta. Acontece por vezes que espera por si mesmo, que espera pela inspiração, como se diz. Mas não se espera por si mesmo como se espera pelos outros; se hesita, sabe que o futuro não está feito, que é ele próprio que o vai fazer, e, se não sabe ainda o que acontecerá ao herói, isto quer simplesmente dizer que não pensou nisso, que não decidiu nada; então, o futuro é uma página branca, ao passo que o futuro do leitor são as duzentas páginas sobrecarregadas de palavras que o separam do fim.


Assim, o escritor só encontra por toda a parte o seu saber, a sua vontade, os seus projectos, em resumo, ele mesmo; atinge apenas a sua própria subjectividade; o objecto que cria está fora de alcance; não o cria para ele. Se relê o que escreveu, já é demasiado tarde; a sua frase nunca será a seus olhos exactamente uma coisa. Vai até aos limites do subjectivo, mas sem o transpor; aprecia o efeito dum traço, duma máxima, dum adjectivo bem colocado; mas é o efeito que produzirão nos outros; pode avaliá-lo, mas não senti-lo. Proust nunca descobriu a homossexualidade de Charlus, uma vez que a decidiu antes de ter começado o livro. E se a obra adquire um dia para o autor o aspecto de objectividade, é porque os anos passaram, porque a esqueceu, porque já não entra nela, e seria, sem dúvida, incapaz de a escrever. Aconteceu isto com Rousseau ao reler o Contrato Social no fim da vida.

Não é portanto verdade que se escreva para si mesmo: seria o pior fracasso; ao projectar as emoções no papel, a custo se conseguiria dar-lhes um prolongamento langoroso. O acto criador é apenas um momento incompleto e abstracto da produção duma obra; se o autor existisse sozinho, poderia escrever tanto quanto quisesse; nem a obra nem o objecto veriam o dia, e seria preciso que pousasse a caneta ou que desesperasse.
Mas a operação de escrever implica a de ler como seu correlativo dialético, e estes dois actos conexos precisam de dois agentes distintos. É o esforço conjugado do autor e do leitor que fará surgir o objecto concreto e imaginário que é a obra do espírito. Só há arte para os outros e pelos outros.

Jean-Paul Sartre, in 'Situações II'

Fonte: Citador

terça-feira, março 27, 2007

No Jardim Público

30 DE MARÇO » 22H
THE GIFT

31 DE MARÇO » 22H
LÓTUS MECÂNICA
SIGMA
HOUDINI BLUES


A magia da música.

Agradeço a apresentação, C.

Daniel Blaufuks

Exposição de Fotografia de Daniel Blaufuks
Daniel Blaufuks tem trabalhado na relação entre fotografia e literatura, através de obras como My Tangier com o escritor Paul Bowles. Mais recentemente, Collected Short Stories apresentou vários dípticos fotográficos numa espécie de "prosa de instantâneos", um discurso baseado em fragmentos visuais, que insinuam histórias privadas a caminho de se tornarem públicas. A relação entre o público e o privado tem sido, aliás, uma das constantes interrogações no seu trabalho. Utiliza principalmente a fotografia e o vídeo, apresentando o resultado através
de livros, instalações e filmes. O seu documentário "Sob Céus Estranhos" foi recentemente apresentado no Lincoln Center em Nova Iorque. Algumas das suas últimas exposições aconteceram no Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Palazzo delle Papesse, Siena, LisboaPhoto, Centro Cultural de Belém, Lisboa, Elga Wimmer Gallery, New York, Photoespaña, Madrid.

Fonte: CCB

terça-feira, março 20, 2007

segunda-feira, março 19, 2007

Convite
quarta-feira, 21 Março | 20h | Palácio D. Manuel


No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia, a Livraria Casa dos Livros e a ARTx organizam um jantar/tertúlia com a presença do escritor José Luís Peixoto.
Durante o jantar haverá leitura/declamação de poesia assim como música ao vivo.
O custo é de 10 €uros e a inscrição prévia é necessária.

Data: 21 de Março
Hora: 20h
Local: Palácio D.Manuel
Inscrições:
Livraria Casa dos Livros - 266785265 - lcasadoslivros@sapo.pt
ou no Palácio D. Manuel

quarta-feira, março 07, 2007

Jean Baudrillard (1929 - 2007)



"Jean Baudrillard, o sociólogo e filósofo francês que tocou várias disciplinas do pensamento e da arte, morreu ontem em Paris aos 77 anos, depois de uma doença prolongada. Autor de mais de 50 obras, debruçou-se sobre a sociedade de consumo, o terrorismo, os média ou a arte contemporânea com a mesma ferocidade e capacidade de gerar polémica.

O pensador francês é classificado como inclassificável, apenas um dos paradoxos ou contradições que perfizeram a sua obra e as reacções que ela suscitou. Jean Baudrillard é “inclassificável porque não é muito fácil arrumá-lo em nenhuma escola, nem como pensador clássico”, comenta Paulo Varela Gomes, professor de Arquitectura e conhecedor do trabalho do filósofo francês. Era “sobretudo um pensador da vida quotidiana moderna” e um nome incontornável do pensamento pós-moderno.

Nascido a 29 de Julho em Reims, no norte de França, viveu o movimento do Maio de 1968 e começou a sua carreira como tradutor do trabalho de Karl Marx e Bertolt Brecht. Leccionou Sociologia na Universidade de Nanterre, em França, desde 1966, depois de uma formação em germânicas. Em 1968, próximo dos situacionistas de Guy Debord, publicou Le Système des objects, uma machadada num retrato já de si pouco favorável que desenhara da sociedade moderna de consumo, consumada com La société de consommation (1970).

Jean Baudrillard escrevia com algum humor, negro, e acompanhava a ironia com aforismos, por vezes herméticos, que eram sua imagem de marca, escreveu ontem a edição on-line do diário francês Libération. Atento à actualidade, escreveu O Espírito do Terrorismo (Campo das Letras, 2002) e Requiem pour les Twins Towers (2002) sobre os atentados de 11 de Setembro. Neles tece o argumento de que há uma lógica subsequente ao terrorismo e descreve o ataque às Torres Gémeas como “a mãe de todos os acontecimentos”.

Assinou obras incontornáveis do pós-modernismo como Simulacros e Simulação (Relógio D’Água, 1981), Le Mirroir de la Production (1977), em que rompe com as suas bases marxistas, Pataphysique (2002)ou Amérique (1986), onde descreve os Estados Unidos como “a versão original da modernidade” e “utopia realizada”. Teve tempo de redigir as suas memórias em cinco actos, Cool Memories (desde 1987 a 2005)."

(excertos do artigo de Joana Amaral Cardoso no Público de 7/03/07)

"Partindo do princípio de uma realidade construída (hiper-realidade), o autor discute a estrutura do processo em que a cultura de massa produz esta realidade virtual.

Suas teorias, contradizem o discurso da "verdade absoluta" e contribuem para o questionamento da situação de dominação imposta pelos complexos e contemporâneos sistemas de signos. Os impactos do desenvolvimento da tecnologia e a abstração das representações dos discursos são outros fenómenos que servem de objecto para os seus estudos. Sua postura profética e apocalíptica é fundamentada através de teorias irónicas que têm como objectivo o desenvolvimento de hipóteses e polémicas sobre questões actuais e que refletem sobre a definição do papel que o homem ocupa neste ambiente.

Para Baudrillard, o sistema tecnológico desenvolvido deve estar inserido num plano capaz de suportar esta expansão contínua. Ressalta que as redes geram uma quantidade de informações que ultrapassam limites a ponto de influenciar na definição da massa crítica. Todo o ambiente está contaminado pela intoxicação midiática que sustenta este sistema. A dependência deste “feudalismo tecnológico” faz-se necessária para que a relação com dinheiro, os produtos e as idéias se estabeleça de forma plena. Esta é a servidão voluntária resultante de um sistema que se movimenta num processo espiral contínuo de auto-sustentação.

A interactividade permite a integração de elementos que antes se encontravam separados. Este fenómeno cria distúrbios na percepção da distância e na definição de um juízo de valor. As partes envolvidas encontram-se tão ligadas que inibem a representação das diferenças transmitida por elas. A máquina representa o homem que se torna um elemento virtual deste sistema. As representações são simuladas num ambiente de redes que fornecem uma ilusão de informações e descobertas. Tudo é previamente estabelecido: “O sistema gira deste modo, sem fim e sem finalidade”, diz o autor."

(excertos da Wikiédia)

Um homem do seu tempo. Esperemos que inspire os que se seguem.

sábado, março 03, 2007

Jason Moran and The Bandwagon
6 de Março de 2007
21h00 | Grande Auditório
Duração:1H30 (s/ intervalo)

Jason Moran nasceu em Houston e vive actualmente em Nova Iorque. Desde o seu fulgurante aparecimento na cena musical, no final dos anos noventa, tornou-se um artista de culto no panorama do jazz moderno. Em praticamente todas as categorias de referência – improvisação, composição, conceito de grupo, repertório, técnica e experimentação tecnológica –, Moran e a sua banda, The Bandwagon (composta pelo baixista Tarus Mateen, pelo baterista Nasheet Waits e pelo recente guitarrista Marvin Sewell) têm vindo a desafiar constantemente os cânones do jazz.
Como líder do grupo The Bandwagon e como solista, Moran recebeu elogios dos principais críticos de música pelas suas actuações nos mais importantes clubes e festivais de jazz de todo o mundo.

O Washington Post considerou The Bandwagon como o grupo composto pelos “três melhores músicos de jazz da geração dos sub-35”, enquanto o The New York Times afirmou que Moran “provou ser um conceptualista hábil, encontrando inspiração no ritmo e na tonalidade da linguagem falada no cinema, na música jazz e pop, e no hip-hop”.

Fonte: CCB

Os escolhidos...


terça-feira, fevereiro 27, 2007

“As Cozinheiras” de Carlo Goldoni

27 de Fevereiro a 3 de Março

Este espectáculo é realizado no âmbito das celebrações dos 300 Anos de nascimento de Carlo Goldoni.

Carlo Goldoni é considerado um dos maiores autores europeus de teatro e um dos escritores italianos mais conhecidos fora da Itália. Provavelmente, suas obras, junto com as de Pirandello, constituem o principal veículo de difusão da arte dramaturgica italiana através do mundo.

Encenação: José Manuel Peixoto

Teatro Municipal “Garcia de Resende” | Praça Joaquim António de Aguiar

Horário: 21h30

Informações e marcações prévias através do Tel.: 266 703 112

Email: cendrev@mail.evora.net | Site: www.evora.net/cendrev

Org.: Co-produção Centro Dramático de Évora | Teatro dos Aloés | Teatro Nacional D. Maria II


segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Prémio Vergílio Ferreira atribuído a Vasco Graça Moura

O Prémio Vergílio Ferreira, criado pela Universidade de Évora em 1997, para galardoar ensaístas e/ou romancistas de língua portuguesa, foi atribuído este ano a Vasco Graça Moura.

Ensaísta, crítico, tradutor, poeta e ficcionista, Vasco Graça Moura é um dos nomes maiores da cultura portuguesa contemporânea. O seu nome vem juntar-se, na lista dos detentores do Prémio Vergílio Ferreira, a Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Mia Couto, Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vítor M. Aguiar e Silva, Agustina Bessa Luís, Manuel Gusmão e Fernando Guimarães.

O júri, presidido pelo Prof. José Alberto Gomes Machado (por delegação do Reitor da Universidade de Évora), integrou os Professores Isabel Allegro de Magalhães (Universidade Nova Lisboa), José Carlos Seabra Pereira (Universidade de Coimbra), Ana Clara Birrento (Universidade de Évora) e a crítica literária Dr.ª Clara Ferreira Alves.

O galardão pretende dar projecção e visibilidade às obras de ficção ou ensaio dos autores escolhidos e inclui uma componente pecuniária de cinco mil euros.

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa em 1966, Vasco Graça Moura ainda chegou a exercer a profissão, para além de se ter dedicado também à política.

Publicou a sua primeira obra, "Modo Mudando", em 1963, a que se seguiram vários outros livros de poesia, ensaio, ficção, assim como uma peça de teatro ("Ronda dos Meninos Expostos", 1987), um diário ("As Circunstâncias Vividas", 1995) e as crónicas de "Papéis de Jornal" (1995).

As suas traduções de "Vita Nuova" e da "Divina Comédia", de Dante, valeram-lhe o Prémio Pessoa, em 1995.

Como é da tradição, o Prémio será entregue em cerimónia pública a realizar no dia 1 de Março, aniversário da morte de Vergílio Ferreira.

Fonte: Universidade de Évora

domingo, fevereiro 25, 2007

Óscares 2007

É esta noite e os nomeados são:

Melhor Filme

Babel (2006)

The Departed (2006)

Letters from Iwo Jima (2006)

Little Miss Sunshine (2006)

The Queen (2006)


Melhor Actor

Leonardo DiCaprio em Blood Diamond (2006)

Ryan Gosling em Half Nelson (2006)

Peter O’Toole em Venus (2006/I)

Will Smith em The Pursuit of Happyness (2006)

Forest Whitaker em The Last King of Scotland (2006)

Melhor Actriz

Penélope Cruz em Volver (2006/I)

Judi Dench em Notes on a Scandal (2006)

Helen Mirren em The Queen (2006)

Meryl Streep em The Devil Wears Prada (2006)

Kate Winslet em Little Children (2006)

Melhor Actor Secundário

Alan Arkin em Little Miss Sunshine (2006)

Jackie Earle Haley em Little Children (2006)

Djimon Hounsou em Blood Diamond (2006)

Eddie Murphy em Dreamgirls (2006)

Mark Wahlberg em The Departed (2006)

Melhor Actriz Secundária

Adriana Barraza em Babel (2006)

Cate Blanchett em Notes on a Scandal (2006)

Abigail Breslin em Little Miss Sunshine (2006)

Jennifer Hudson em Dreamgirls (2006)

Rinko Kikuchi em Babel (2006)

Melhor Realizador

Clint Eastwood por Letters from Iwo Jima (2006)

Stephen Frears por The Queen (2006)

Paul Greengrass por United 93 (2006)

Alejandro González Iñárritu por Babel (2006)

Martin Scorsese por The Departed (2006)

Melhor Argumento Original

Babel (2006): Guillermo Arriaga

Letters from Iwo Jima (2006): Iris Yamashita, Paul Haggis

Little Miss Sunshine (2006): Michael Arndt

Laberinto del Fauno, El (2006): Guillermo del Toro

The Queen (2006): Peter Morgan

Melhor Argumento Adaptado

Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan (2006): Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Peter Baynham, Dan Mazer, Todd Phillips

Children of Men (2006): Alfonso Cuarón, Timothy J. Sexton, David Arata, Mark Fergus, Hawk Ostby

The Departed (2006): William Monahan

Little Children (2006): Todd Field, Tom Perrotta

Notes on a Scandal (2006): Patrick Marber

Melhor Cinematografia

The Black Dahlia (2006): Vilmos Zsigmond

Children of Men (2006): Emmanuel Lubezki

The Illusionist (2006): Dick Pope

Laberinto del Fauno, El (2006): Guillermo Navarro

The Prestige (2006): Wally Pfister

Melhor Edição

Babel (2006): Douglas Crise, Stephen Mirrione

Blood Diamond (2006): Steven Rosenblum

Children of Men (2006): Alfonso Cuarón, Alex Rodríguez

The Departed (2006): Thelma Schoonmaker

United 93 (2006): Clare Douglas, Richard Pearson, Christopher Rouse

Melhor Direcção Artistica

Dreamgirls (2006): John Myhre, Nancy Haigh

The Good Shepherd (2006): Jeannine Claudia Oppewall, Gretchen Rau, Leslie E. Rollins

Laberinto del Fauno, El (2006): Eugenio Caballero, Pilar Revuelta

Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest (2006): Rick Heinrichs, Cheryl Carasik

The Prestige (2006): Nathan Crowley, Julie Ochipinti

Melhor Guarda Roupa

Man cheng jin dai huang jin jia (2006): Chung Man Yee

The Devil Wears Prada (2006): Patricia Field

Dreamgirls (2006): Sharen Davis

Marie Antoinette (2006): Milena Canonero

The Queen (2006): Consolata Boyle

Melhor Banda sonora

Babel (2006): Gustavo Santaolalla

The Good German (2006): Thomas Newman

Notes on a Scandal (2006): Philip Glass

Laberinto del Fauno, El (2006): Javier Navarrete

The Queen (2006): Alexandre Desplat

Melhor Música

An Inconvenient Truth (2006): Melissa Etheridge(”I Need To Wake Up”)

Dreamgirls (2006): Henry Krieger, Scott Cutler, Anne Preven(”Listen”)

Dreamgirls (2006): Henry Krieger, Siedah Garrett(”Love You I Do”)

Cars (2006): Randy Newman(”Our Town”)

Dreamgirls (2006): Henry Krieger, Willie Reale(”Patience”)

Melhor Caracterização

Apocalypto (2006): Aldo Signoretti, Vittorio Sodano

Click (2006/I): Kazuhiro Tsuji, Bill Corso

Laberinto del Fauno, El (2006): David Martí, Montse Ribé

Melhor Sonografia

Apocalypto (2006): Kevin O’Connell, Greg P. Russell, Fernando Cámara

Blood Diamond (2006): Andy Nelson, Anna Behlmer, Ivan Sharrock

Dreamgirls (2006): Michael Minkler, Bob Beemer, Willie D. Burton

Flags of Our Fathers (2006): John T. Reitz, David E. Campbell, Gregg Rudloff, Walt Martin

Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest (2006): Paul Massey, Christopher Boyes, Lee Orloff

Melhor Edição de Som

Apocalypto (2006): Sean McCormack, Kami Asgar

Blood Diamond (2006): Lon Bender

Flags of Our Fathers (2006): Alan Robert Murray, Bub Asman

Letters from Iwo Jima (2006): Alan Robert Murray

Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest (2006): George Watters II, Christopher Boyes

Melhores Efeitos Especiais

Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest (2006): John Knoll, Hal T. Hickel, Charles Gibson, Allen Hall

Poseidon (2006): Boyd Shermis, Kim Libreri, Chas Jarrett, John Frazier

Superman Returns (2006): Mark Stetson, Richard R. Hoover, Neil Corbould, Jon Thum

Melhor Filme Animado

Cars (2006): John Lasseter

Happy Feet (2006): George Miller

Monster House (2006): Gil Kenan

Melhor Filme de Lingua Estrangeira

Efter brylluppet (2006)(Dinamarca)

Indigènes (2006)(Algeria)

Laberinto del Fauno, El (2006)(Mexico)

Leben der Anderen, Das (2006)(Alemanha)

Water (2005)(Canada)

Melhor Documentário

Deliver Us from Evil (2006): Amy Berg, Frank Donner

An Inconvenient Truth (2006): Davis Guggenheim

Iraq in Fragments (2006): James Longley, Yahya Sinno

Jesus Camp (2006): Heidi Ewing, Rachel Grady

My Country My Country (2006): Laura Poitras, Jocelyn Glatzer

Melhor Documentário Curto

The Blood of Yingzhou District (2006): Ruby Yang, Thomas Lennon

Recycled Life (2006): Leslie Iwerks, Mike Glad

“Rehearsing a Dream”: Karen Goodman, Kirk Simon

“Two Hands”: Nathaniel Kahn, Susan Rose Behr

Melhor Curta Metragem Animada

The Danish Poet (2006): Torill Kove

Lifted (2006): Gary Rydstrom

The Little Matchgirl (2006): Roger Allers, Don Hahn

Maestro (2006): Géza M. Tóth

No Time for Nuts (2006): Chris Renaud, Mike Thurmeier

Melhor Curta Metragem de Acção

Binta y la gran idea (2004): Javier Fesser, Luis Manso

Éramos pocos (2005): Borja Cobeaga

“Helmer & Son”: Søren Pilmark, Kim Magnusson

The Saviour (2005): Peter Templeman, Stuart Parkyn

West Bank Story (2005): Ari Sandel

sábado, fevereiro 24, 2007

O Cineclube da Universidade de Évora e o Páteo do Cinema – SOIR Joaquim
António de Aguiar apresentam:

Março 2007


Quinta-feira 1
O Odor do Sangue
Mario Martone



Terça-feira 6
Ciclo A Montagem no Cinema
O Neo Realismo Italiano
Ladri di Biciclette de Vittorio De Sica



Quinta-feira 8
Escolha Mortal (The Proposition)
John Hillcoat



Terça-feira 13
Ciclo A Montagem no Cinema
A Nouvelle Vague Francesa
Pierrot Le Fou de Jean-Luc Godard



Quinta-feira 15
Os Amantes Regulares
Philippe Garrel


Terça-feira 20
Luís Pacheco - Mais um Dia de Noite
António José de Almeida



Quinta-feira 22
Body Rice
Hugo Vieira da Silva


Terça-feira 27
Waiting For Europe
Christine Ree



Quinta-feira 29
Angel A
Luc Besson



Auditório Soror Mariana | Rua Diogo Cão, 8
Horário: 21h30
Org: Cineclube da Universidade de Évora | Páteo do Cinema - SOIR Joaquim
António d´Aguiar
Apoios: Universidade de Évora | Câmara Municipal de Évora | ICAM/Ministério da
Cultura | Rede Alternativa de Exibição Cinematográfica

http://auditorio.blogspot.com/

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

E SE OS AUTORES UM DIA FIZESSEM GREVE? [Revista Autores]

Ganhou timbre de lugar-comum a afirmação segundo a qual nunca foi tão difícil como hoje ser autor, em Portugal e no estrangeiro, indepentemente da área de criação em que se intervenha. Porém, a afirmação não pode nem deve ser banalizada, sobretudo por aqueles que fizeram a opção de viver dos direitos de autor gerados pelas obras de que são titulares.

Durante décadas, as tecnologias foram o principal aliado dos autores na sempre desejada difusão das suas obras. Hoje, porém, se não tiverem o necessário enquadramento jurídico podem transformar-se, como de resto já largamente acontece, na principal fonte de atropelo dos direitos de quem cria, já que colocam nas mãos dos consumidores instrumentos que, pela sua agilidade e operacionalidade, praticamente suprimem o espaço de intervenção das estruturas que têm a seu cargo a cobrança, a gestão e a distribuição dos direitos cobrados.


A solução deste problema não está, nem pode estar, na diabolização do papel das novas tecnologias. Mas também não pode residir numa visão idílica e ingénua da função que elas desempenham. A solução deve estar na combinação de dois factores: por um lado, a criação de um quadro legislativo que abarque as novas situações na perspectiva da efectiva protecção dos criadores e, por outro lado, num trabalho de índole pedagógica que leve as gerações mais jovens a perceberem o que se encontra verdadeiramente em jogo, ficando ao abrigo da visão egoísta que pode, grosseiramente, resumir-se numa frase como esta: "Desde que eu tenha o que quero, pagando pouco ou nada, tudo está no melhor dos mundos".


Vivemos numa sociedade de consumo e de consumidores, correspondendo, nos regimes democráticos, o universo dos consumidores ao dos eleitores. De uma forma geral, o poder político não deixa de ter esse facto em conta quando é chamado a legislar. Essa perspectiva costuma triunfar em detrimento dos criadores que, participando também nos actos de sufrágio, constituem uma frágil minoria.


Porém, é essa frágil minoria que mais contribui para a definição do que é mais estável e perene na identidade cultural de um país. Portugal dedica o seu dia nacional, o 10 de Junho, não a um herói militar ou a um líder político, mas a um poeta, Luís de Camões, que talvez não tivesse morrido na miséria se o estado evolutivo da sociedade do seu tempo já tivesse permitido a conceptualização e aplicação dos princípios do direito de autor. Este facto dá que pensar, e seria bom que houvesse cada vez mais cidadãos a pensarem nele, o que, infelizmente, não acontece.


Criando, na sua fascinante multiplicidade e diversidade, a cultura que fruímos e consumimos, os autores geram riqueza espiritual e material, desde logo porque contribuem para o progresso intelectual das comunidades que integram e porque, produzindo as suas obras, lançam as bases da indústria cultural que cria postos de trabalho. Quando a defesa dos autores e das suas obras claudica, assistimos, e essa é a triste realidade presente, ao eclodir de crises que se traduzem, por exemplo, na supressão de milhares de postos de trabalho na indústria discográfica e audiovisual, com todas as consequências de natureza social e económica que daí advêm.

O empobrecimento dos autores

Um estudo recente, promovido à escala europeia (comunitária e não comunitária) pela principal sociedade de autores francesa - SACEM -, demonstra que, em 2003, mais de 90 por cento dos autores deste continente auferiam rendimentos inferiores aos salários mínimos em vigor nos seus países. Estamos assim em presença de um processo de empobrecimento e de proletarização, que se traduz numa efectiva subalternização do trabalho de criação. Falando em concreto, poderá dizer-se que é cada vez maior o número daqueles que se vêem forçados a não encarar a sua actividade criadora como principal fonte de rendimento e como base efectiva de subsistência. Quando tal acontece, perdem os autores e perdem os países de cuja vida cultural eles são o mais relevante suporte. E quando existe uma economia paralela que se alimenta dos produtos culturais mais vergonhosamente pirateados, pior se torna ainda a situação.


Em Portugal, é elevado o número de jovens criadores que pretendem, não se integrando num quadro de profissões convencional, viver das músicas que compõem, dos livros que escrevem, dos filmes que realizam, dos quadros que pintam, dos livros que ilustram, das peças que escrevem ou das coreografias que criam. Trata-se de uma realidade nova que deve ser tida na devida conta.


Mas será que há condições efectivas para os jovens cumprirem esse desígnio, num mercado exíguo e num contexto de deficiente protecção dos seus direitos enquanto criadores? Sinceramente, penso que não.


Nesse sentido, pode dizer-se que a escolha do caminho da criatividade como saída profissional é uma opção precária e de risco. Mas serão apenas o ordenamento jurídico e a pouca eficácia das instituições fiscalizadoras a contribuírem para este estado de coisas? Entendo que não, sendo também necessário mencionar o peso de uma mentalidade dominante que tende a apresentar os autores como diletantes que, em horário tardio ou em fins-de-semana prolongados, escrevem os seus livros e as suas peças de teatro ou pintam os seus quadros, apenas pelo prazer irrenunciável de terem um "hobby" e de desejarem obter público reconhecimento e aplauso através dele.


Em síntese, poderá dizer-se que a sociedade em que vivemos, tão ciosa do respeito da propriedade privada, tende a ver a obra autoral como algo que é de todos, integrando-se num espécie de domínio público ilimitado ao qual todos podem ir buscar, sem nada pagarem por isso, o que muito bem entendem, para lhe darem depois o uso que mais lhes convém.


É certo que há muitos autores, para os quais, tendo outras profissões que lhes asseguram o sustento quotidiano, a única retribuição desejável e expectável é a ampla difusão da obra. Assiste-lhes esse direito, mas impõe-se esta pergunta: então e os outros, os que querem viver daquilo que criam, exigindo a justa remuneração pelas obras que fazem nascer? Se não a obtiverem sob a forma de direito de autor, dificilmente podem canalizar plenamente as suas energias para o trabalho de criação.


De uma forma geral, o público é pouco sensível à importância do trabalho dos autores para o progresso da vida cultural de um país. Esta situação torna-se ainda mais grave e preocupante num país como Portugal onde a prática cidadã é quase inexistente.


De uma forma geral, ninguém discute a justa remuneração de um electricista, de um canalizador, de um dentista ou de um mecânico de automóveis, mas quase todos parecem estar interessados em discutir a remuneração devida aos autores e salvaguardada pela lei, talvez porque, de forma sistemática, tem vindo a ser incutida no público a enganadora ideia de que, afinal, somos todos autores e artistas. O grosso da programação televisiva tem contribuído amplamente para que se propague essa ilusão, com os resultados que se tornaram patentes.


Por tudo isto é imperioso apostar no lançamento de campanhas como as que se encontram em curso na Alemanha, em França ou nos Estados Unidos, cujo objectivo é implantar na escola o conceito de criatividade, levando as crianças, os jovens e os docentes a interiorizarem a ideia de que é ali, naquele espaço de transmissão e partilha de saberes, que urge lançar as bases do reconhecimento do autor, entendido e respeitado como alguém que, usando a imaginação criadora, é capaz de acrescentar beleza à nossa vida de todos os dias e de problematizar de forma desafiadora e crítica a própria visão do mundo.

Aos autores o que é dos autores

A Sociedade Portuguesa de Autores lançou esse desafio ao Ministério da Educação, sob a forma de uma campanha a desenvolver nas escolas com a designação genérica de "O Autor na Escola". É aí que se ganham ou se perdem as batalhas que envolvem os tempos por vir.


Um país que trata mal os seus criadores, desde a protecção dos seus direitos até aos benefícios fiscais que, levando em conta fenómenos como a sazonalidade, podem converter-se em incentivo à criação, é um país ainda mais pobre do que pode imaginar-se.


Uma boa parte da legislação que enquadra o trabalho criador dos autores é produzida em Bruxelas, onde tende a imperar uma visão neo-liberal e mercantilista destas matérias, evidenciando a tentação de confundir obra com mercadoria. A transposição para o ordenamento jurídico nacional das directivas provenientes da União Europeia nem sempre tem ido no sentido mais correcto, pela morosidade ou pelo excesso de situações de excepção contempladas. Também aí há passos importantes e urgentes a dar, embora se saiba que a harmonização da realidade comunitária com a nacional nem sempre é fácil e pacífica.


Por outro lado, devem os autores e aqueles que os representam usar estratégias e linguagens que ajudem os não iniciados a perceber onde está a razão, não os excluindo de um debate em que eles deverão ser parte activa. A retórica tecnicista e demasiado codificada, ainda que em defesa de posições justas e amplamente defensáveis, exclui muito mais do que integra.


De facto, nunca foi tão difícil ser autor, em Portugal e no estrangeiro, e se, por hipótese ainda que absurda, os autores de todo o mundo um dia decidissem fazer greve como legítima forma de protesto, talvez os fruidores das suas obras, genericamente identificados como consumidores, percebessem que ficavam infinitamente mais pobres com esse magoado silêncio. Esperemos que esse dia não chegue nunca, a não ser num puro cenário ficcional imaginado por um autor inspirado, talvez com o título "O Dia em Que Ninguém Criou Nada".

in Revista Autores, Dezembro de 2006

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Maria Belo - Filhos da Mãe


"Os portugueses comportam-se como povo que teve mãe, mas é órfão de pai (...) E esta explicação poderia ter desenvolvimento psicanalítico."
(António José Saraiva)
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Este é o ponto de partida da tese de doutoramento de Maria Belo, publicado agora em livro pela Edeline, com o título Filhos da Mãe. A apresentação foi efectuada ontem, 6 de Fevereiro, pelo dr.º Mário Soares na Fundação Mário Soares.
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Maria Belo, entre várias actividades profissionais, foi deputada no Parlamento Europeu e é psicanalista co-fundadora do Centro Português de Psicanálise.
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A sua tese versa sobre uma marca estrutural do povo português, um cunho característico do que é a portuguesidade em si mesma, com as suas vantagens e desvantagens, algo que se poderia designar como sendo da ordem da "ausência do pai", ausência esta, diria eu, que nos atravessa transversalmente desde o nascimento da Portugal, com D. Afonso Henriques, passando pela partida dos homens para os "Descobrimentos" e pela emigração clandestina durante a ditadura salazarista. É sobre a singularidade desta ausência, sob o ponto de vista psicanalítico entre outros, que fica consignada uma tese com um valor absolutamente original e indelével e uma referência importantíssima para quem reflecte sobre a estrutura da cultura portuguesa.
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"A minha reflexão levou-me à convicção de que a cultura portuguesa apresenta dois aspectos sintomáticos, contraditórios na aparência, mas quão irmãos na lógica do inconsciente. Por um lado a presença, no imaginário colectivo, no simbólico, na obra cultural, nas falas sociais e políticas, do passado que eu chamaria 'patriótico': a história do país e da comunidade nacional, a sua antiguidade, os homens e os seus feitos. Como se se tratasse de um objecto primitivo que fosse necessário imaginar e simbolizar sem descanso, a cada instante, a fim de que o país e cada um de nós seja real, não se perca, não se desfaça. Objecto patriótico que existiu, que se conta sem cessar, que está nos livros, de que ninguém parece duvidar.
Por outro lado, agarramo-nos tenazmente a esse objecto da primeira infância (em Portugal especialmente marcante) perdido para sempre, que cada português sabe que nunca reencontrará, que nunca voltará para nos libertar da sua obsessão, que nos impede de viver (...)" - mas que - "por vezes, retorna. Mas não o reconhecemos. É irreconhecível para o consciente. (...)
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Como se quem tivesse partido não fossem os homens, mas algo de essencial com eles, esse objecto primitivo feito em seguida objecto patriótico. Como se a percepção inicial do pai real, o pai da estrutura, fosse a de um objecto perdido com o qual não temos relação, desde sempre e definitivamente Outro. Como se essa percepção da perda desse 'intimo-estranho', das Unheimlich que caracteriza para os humanos o pai real, fosse duplicado pela ausência física e simbólica do pai. E não restasse senão um pai imaginário e todo poderoso."
(Maria Belo - Filhos da Mãe)

terça-feira, fevereiro 06, 2007

"The Burning Halo"

Já lhe fiz menção no "Corvus Café" e hoje repito a intenção aqui:
"The Burning Halo" é o mais recente título dos Suecos “Draconian”, o qual viu o seu lançamento na maior parte dos países da Europa em Outubro e que infelizmente (e como vem sendo hábito), Portugal apenas o abraçou já em Dezembro.
8 temas do mais apurado Doom Metal, dos quais apenas 3 são realmente originais. Destaco as curiosidades de duas covers em particular: tema original de 1970 - “On Sunday They Will Kill the World” dos “Ekseption” e “Forever My Queen” datado de 1972, pertencente aos “of Pentagram”.
O álbum inicia-se com “She Dies”, um dos temas mais bonitos que já ouvi no género Doom, evidenciando este de alguma forma a continuidade da obra-prima anterior “Arcane Rain Fell”, ressurgindo-nos o poeta e vocalista Anders Jacobsson e a fantástica Lisa Johansson, no seu melhor.
Este é obrigatoriamente um álbum musical para fãs de Doom-Metal, apesar de o considerar uma obra poética, demarcada por muita melancolia e profunda emoção fatalista.
Em suma, é quanto a mim, uma das melhores obras musicais do género, sendo por isso mesmo e muito naturalmente a minha mais efusiva recomendação.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Fundação de Serralves

ANOS 80: UMA TOPOLOGIA

11 Nov 2006 - 25 Mar 2007 - Museu

Parte do interesse em revisitar os anos 80 resulta de que muita da arte de hoje reflecte esse legado, embora negando ou ignorando esse passado. Reconsiderar os anos 80 pode servir como ferramenta para destacar e reflectir sobre alguma da arte do presente. Esta será uma exposição de grandes dimensões que utilizará todos os espaços do Museu, reunindo pela primeira vez em Portugal um conjunto muito significativo de obras fundamentais de uma década que também enquadrou a abertura internacional da arte portuguesa, se bem que essas mesmas obras só agora sejam vistas pela primeira vez no país.

Comissariado: Ulrich Loock, Sandra Guimarães
Produção: Fundação de Serralves

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Tell Tale Heart Animation



The Tell-Tale Heart is a wonderful animated short film of 1953 based on Edgar Allan Poe short-story. The story told by a mad man has a dark visual with a perfect work of narration by James Mason. It is a UPA Production and was the first cartoon to be X-rated (adults only) in Great Britain under the British Board of Film Censors classification system. Really great - you have to see it.

sábado, janeiro 27, 2007

Exposição, na Galeria de S. Bento, de litografias de Paula Rego



Exposição de gravuras e de litografias, algumas intervencionadas, da artista Paula Rego. Trata-se de um poderoso e expressivo conjunto inspirado no mais célebre romance, Jane Eyre (1847), da escritora inglesa Charlotte Bronte (1816-1855).


«No trabalho de Paula Rego, na sua terra de sonhos, artística, o estranho e o onírico evoluem e mudam de forma com uma vitalidade rebelde que lhes é comum. E fazem-no pela mesma razão que o faziam com Jane Eyre, reflectindo o trabalho de Charlotte Bronte mais de cento e cinquenta anos depois. Numa miríade de diferentes sequências de imagens, Rego explorou as condições da sua própria educação em Portugal, a sua formação como rapariga e mulher e a oscilação entre as sufocantes exigências sociais e os estratagemas libertadores femininos». Marina Warner

De: 22-01-2007 a 02-03-2007
Preço Entrada: Entrada Livre
Horários: 2ª,3ª,4ª,5ª,6ª
Artista(s): Paula Rego
Endereço: Rua do Machadinho 1, 1249-023 LISBOA
Concelho: Lisboa
Distrito: Lisboa
Telefone: 213974325