
sábado, abril 28, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
Citações brilhantes de António Lobo Antunes
Penso que as mulheres são mais ciumentas do trabalho que das outras mulheres. Mas eu entendo isso. Eu não gostaria de viver com uma mulher que escrevesse porque, se fosse como eu, estaria tão concentrada no trabalho que não existiria mais nada.
fonte: Conversas com António Lobo Antunes, de María Luisa Blanco, 2002
Só há grupos onde existem fraquezas individuais.
fonte: Diário de Notícias, 18.11.2003
Não gosto de ir a determinados ambientes, porque também me dou conta de que há um terror reverencial que impede a proximidade. Estão sempre à espera que diga coisas inteligentes e, por sua vez, protegem-se não falando.
fonte: Conversas com António Lobo Antunes, de María Luisa Blanco, 2002
Esquecer uma mulher inteligente custa um número incalculável de mulheres estúpidas.
fonte: Livro de Crónicas, 1998
O desgosto é a melhor forma de assassínio por nunca se encontrar a arma do crime.
fonte: Livro de Crónicas, 1998
Um amigo meu, o Daniel Sampaio, talvez o melhor psiquiatra português, costuma dizer que só os psicóticos são criadores. Você fala com um neurótico e são tipos que não são nada, que são chatos, repetitivos. Os psicóticos são espantosos, dizem frases espantosas, estou-me a lembrar de uma que era «aquele homem tem uma voz de sabonete embrulhado em papel furtacores». Isto é uma frase do caraças.
fonte: Expresso, 07.11.1992
Confesso que a curiosidade veio de algo que a administradora do blog me disse há tempos.
domingo, abril 22, 2007
Livraria LivrodoDia, Torres Vedras
Para começar, veja a nossa lista de livros do dia, títulos que beneficiam de descontos de 20% e estarão disponíveis nas nossas duas lojas:
23 de Abril: Um Combate pela Liberdade - Memórias, Edmundo Pedro, Âncora Editora
24 de Abril: O 25 de Abril contado às crianças e aos outros, José Jorge Letria, Terramar
26 de Abril: Freddie Mercury - Auto-Retrato, Greg Brooks/Simon Lupton, Campo das Letras
27 de Abril: Método Persona de saúde, beleza e longevidade, Humberto Barbosa, Livros d'Hoje
28 de Abril: Uma História de Amor e Trevas, Amos Oz, Asa
30 de Abril: Eu Menti, Valérie Madeira/Brigitte Vital-Durand, Caderno
No dia 23 de Abril, segunda-feira, festejamos o Dia Mundial do Livro!
Todos os títulos terão desconto de 10% em livraria, durante todo o dia. Às 19 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Torres Vedras, faremos o lançamento do livro O Convento da Graça de Paula Correia da Silva, uma co-edição da Livrododia Editores e da Câmara Municipal de Torres Vedras.
Entre os dias 27 e 30 de Abril a Livrododia Editores estará representada no EDITA - XIV encontro internacional de editores independentes, que se realiza em Punta Umbría- Huelva -Espanha.
Numa das mesas de debate do encontro, o projecto Livrododia será apresentado por Luís Filipe Cristóvão. Neste encontro estarão representados editores de Espanha, Portugal, México, Chile, Cuba, Perú, Brasil e Porto Rico.
Saiba mais sobre todas as nossas actividades em www.livrododia.com.pt
Mais Livrododia, Mais Perto de Si.
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Luís Filipe Cristóvão
sócio gerente
Livraria Livrododia, Lda.
Livrododia Editores
Praça Machado Santos 1-4 R/C
2560-646 Torres Vedras
Sede: Av. General Humberto Delgado, n.º 6 A
2560-272 Torres Vedras
Portugal
sábado, abril 14, 2007
Fundão, Aqui Come-se Bem – Sabores do Azeite
De 12 a 15 de Abril - Festival Gastronómico integrado na Feira Nacional do AzeiteO intuito da iniciativa é, para além de promover o azeite e a azeitona de mesa, mobilizar e sensibilizar os empresários de restauração do Fundão para a importância e a excelência do Azeite na gastronomia. Os visitantes da Feira Nacional do Azeite terão, assim, oportunidade de degustarem delícias da gastronomia regional enriquecidas com a nobreza daquele produto.
Os restaurantes aderentes a este Festival são:
Fundão
A Cereja (Hotel Príncipe da Beira)
As Tílias
Alambique de Ouro
Bocage
Cantinho dos Grelhados
Eclipse
Hermínia
Mário`s
Alcaria
O Mário
Soalheira
Gardunha
Janeiro de Cima
O Fiado
Fonte e Informações
Terceira edição do World Press Cartoon
Magna Editora - Lançamento de Livro

Euclides não podia ser nenhum de vós, e não o podia ser porque Euclides não se deixa prender, não se deixa castrar nas sensações, não se deixa limitar por deveres morais. Euclides é assim, um pouco como todos lá no fundo desejam ser, um misto de moscardo, que chateia, um misto de verdade, que chateia e abre ao Mundo. Estas passeatas podiam acontecer num bairro perto do seu, numa intimidade assustadoramente próxima, mas descanse é só um livro, é só um aviso que neste Mundo há um Euclides, que pode aparecer-lhe e nada voltará a ser como antes. Quando se olhar ao espelho, não se assuste... é só você, mas se o susto acontecer, então Euclides apanhou-o! O Mundo passou a ser outro...
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quarta-feira, abril 11, 2007
domingo, abril 08, 2007
Apassionata “Hommage”
Dia 13 de Abril 21h30 e 14 de Abril – 15h30 e 21h30.
quinta-feira, abril 05, 2007
A XIV edição dos CAMINHOS DO CINEMA PORTUGUÊS decorrerá entre os dias 21 e 28 do mês de Abril. Cinema Fantástico - Cinema Quarteto 4 a 13 de Maio
Sáb. 5 21h30 "Ausentes" (Fantasporto '07 - Melhor Actriz Cinema Fantástico)00h00 "História de duas Irmãs" (Fantasporto ' 04 - Grande Prémio Cinema Fantástico, Screamfest '03 - Melhor Filme)
Dom. 6 21h30 "La Belle Bête" (Fantasporto '07 - Selecção Oficial Cinema Fantástico)
Sex. 11 21h30 "Re-Cycle" (Fantasporto '07 - Melhores Efeitos Especiais Cinema Fantástico)
00h00 "Cypher" (Fantasporto '07 - Melhor Actor/Efeitos Especiais/ Prémio do Júri Cinema Fantástico Brussels Inter. Festival of Fantasy Film '03 - Golden Raven)
Sáb. 12 21h30 "Slither - Os Invasores" (Fantasporto'07 - Selecção Oficial Cinema Fantástico/ Fangoria Chainsaw Awards '06 - Maior Contagem de Corpos)
00h00 "Suicídio Encomendado" (Fantasporto '07 - Prémio Especial do Jurí Semana Realizadores)
Dom. 13 21h30 "O Labirinto do Fauno" (Fantasporto '07 - Grande Prémio Cinema Fantástico)
Bilhetes à Venda no Cinema Quarteto a partir de 26 de Abril
Informações- Tel. 210 027 150
www.inatel.pt
cultura@inatel.pt
segunda-feira, abril 02, 2007

Pelo livro "Génese"
António Ramos Rosa recebe Grande Prémio de Poesia APE/CTT 2005
02.04.2007
Fonte: Lusa
António Ramos Rosa recebeu hoje, pelo seu livro "Génese", o Grande Prémio de Poesia APE/CTT 2005, que classificou como "um dos prémios mais valiosos" com que foi distinguida a sua obra.
"O poeta é aquele que sacrifica tudo pela sua obra", declarou, citando Karl Marx, para logo acrescentar que a poesia "não é uma proclamação e não é propriamente uma demonstração (...) - um poema não demonstra nada", mas que "a poeticidade não é secundária". "É 'dar a ver' qualquer coisa, como dizem os franceses", defendeu. Esta foi a segunda vez que o poeta recebeu este galardão. A primeira foi em 1989, ano em que foi criado, pela recolha "Acordes".O prémio, no valor de cinco mil euros, foi criado pela Associação Portuguesa de Escritores e é patrocinado pelos Correios de Portugal, para distinguir, anualmente, um livro de um autor português publicado integralmente e em primeira edição no ano a que respeita o concurso, não sendo admitidas obras póstumas. O galardão foi atribuído a Ramos Rosa por unanimidade de um júri composto por Ana Gabriela Macedo, Ana Paula Arnaut e Manuel Gusmão. Este destacou "a generosidade de António Ramos Rosa e a confiança que ele deposita na palavra". "O poeta Ramos Rosa é uma árvore que dá poemas como quem dá frutos", sublinhou. António Ramos Rosa, de 82 anos, um dos nomes maiores da poesia portuguesa contemporânea, é natural de Faro e autor de obras como "O Incêndio dos Aspectos", "Volante Verde", "O Ciclo do Cavalo", "Acordes" (1989, Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores) e "As Armas Imprecisas" (1992). Da sua obra ensaística, destacam-se "Poesia, Liberdade Livre" (1962), "A Poesia Moderna e a Interrogação do Real" (1979), "Incisões Oblíquas" (1987), "A Parede Azul" (1991) e "As Palavras" (2001). O seu livro "Génese" fora já anteriormente distinguido, em Portugal, com dois outros importantes galardões literários: o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Prémio PEN Clube de Poesia, ambos referentes a obras publicadas em 2005.
sábado, março 31, 2007
Projecto 52: Cenas Invisíveis (Município do Porto)
| Teatro | |
Data: Todas as quintas-feiras às 20h30 Local: Centro Comercial Parque Nascente; Rio Tinto; Gondomar |
No âmbito da programação idealizada pelo Parque Nascente intitulada ´365 dias de animação´, o primeiro projecto mundial de um centro comercial com animações diárias, o TEATRO ART´IMAGEM apresenta todas as quintas-feiras de 2007, pelas 20h30, na praça da alimentação do centro comercial Parque Nascente uma animação teatral.
Este ´projecto 52: cenas invisíveis´ é composto por um conjunto de oito novas criações:
SAFARI EXTRATERRESTRES CONSULTÓRIO MÓVEL UM QUARTO DE MEIA MARATONA MÚMIAS HOMO HABILIS A MENINA, O BALÃO E O VILÃO MAX, AGENTE SECRETO.
que, em rotatividade, são apresentadas semanalmente naquele dia.
Trata-se de um formato in door que utiliza as mais variadas técnicas teatrais que vão do teatro físico, à pantomima passando pelo teatro invisível ou pelo teatro móvel, aliadas às técnicas de clown ou ainda à performance e instalação. Com esta palete de linguagens e estéticas pretende-se cativar, surpreender e divertir desde os mais novos até aos mais velhos ou o mais distraído dos espectadores, apostando no inesperado e no insólito, no cómico ou no dramático, no belo e no grotesco, no real e no imaginário. Este projecto teve início em Janeiro de 2006 a convite do centro comercial Parque Nascente e repete pelo segundo ano consecutivo. Nele participam artistas de diversas áreas (actores, músicos, artistas plásticos e designers).
FICHA ARTÍSTICA: Concepção e direcção: Pedro de Carvalho Criativos e interpretes: Carlos Adolfo; Cláudia Silva; Joana Céu; Fátima Silva; Cristina Machado; Pedro Carvalho; Jorge Mendo; Nuno Preto; Micaela Barbosa; Valdemar Santos; Inácio Barroso; Paulo Martins. Execução plástica: Sandra Neves e José Lopes Fotografia e vídeo: Paulo Martins e Inácio Barroso Produção: Teatro Art´Imagem.
Grazie. Honrarei o convite!
quinta-feira, março 29, 2007

O escritor não prevê nem conjectura: projecta. Acontece por vezes que espera por si mesmo, que espera pela inspiração, como se diz. Mas não se espera por si mesmo como se espera pelos outros; se hesita, sabe que o futuro não está feito, que é ele próprio que o vai fazer, e, se não sabe ainda o que acontecerá ao herói, isto quer simplesmente dizer que não pensou nisso, que não decidiu nada; então, o futuro é uma página branca, ao passo que o futuro do leitor são as duzentas páginas sobrecarregadas de palavras que o separam do fim.
Assim, o escritor só encontra por toda a parte o seu saber, a sua vontade, os seus projectos, em resumo, ele mesmo; atinge apenas a sua própria subjectividade; o objecto que cria está fora de alcance; não o cria para ele. Se relê o que escreveu, já é demasiado tarde; a sua frase nunca será a seus olhos exactamente uma coisa. Vai até aos limites do subjectivo, mas sem o transpor; aprecia o efeito dum traço, duma máxima, dum adjectivo bem colocado; mas é o efeito que produzirão nos outros; pode avaliá-lo, mas não senti-lo. Proust nunca descobriu a homossexualidade de Charlus, uma vez que a decidiu antes de ter começado o livro. E se a obra adquire um dia para o autor o aspecto de objectividade, é porque os anos passaram, porque a esqueceu, porque já não entra nela, e seria, sem dúvida, incapaz de a escrever. Aconteceu isto com Rousseau ao reler o Contrato Social no fim da vida.
Não é portanto verdade que se escreva para si mesmo: seria o pior fracasso; ao projectar as emoções no papel, a custo se conseguiria dar-lhes um prolongamento langoroso. O acto criador é apenas um momento incompleto e abstracto da produção duma obra; se o autor existisse sozinho, poderia escrever tanto quanto quisesse; nem a obra nem o objecto veriam o dia, e seria preciso que pousasse a caneta ou que desesperasse.
Mas a operação de escrever implica a de ler como seu correlativo dialético, e estes dois actos conexos precisam de dois agentes distintos. É o esforço conjugado do autor e do leitor que fará surgir o objecto concreto e imaginário que é a obra do espírito. Só há arte para os outros e pelos outros.
Jean-Paul Sartre, in 'Situações II'
Fonte: Citador
terça-feira, março 27, 2007
Daniel Blaufuks
Exposição de Fotografia de Daniel Blaufuks26 de Março a 22 de Abril de 2007
de 26 a 31 de Março, das 14h à 20h.
Abril de 2ª a 6ª das 14h às 18h.
Fim-de-semana e Feriados, das 18h às 20h
de livros, instalações e filmes. O seu documentário "Sob Céus Estranhos" foi recentemente apresentado no Lincoln Center em Nova Iorque. Algumas das suas últimas exposições aconteceram no Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Palazzo delle Papesse, Siena, LisboaPhoto, Centro Cultural de Belém, Lisboa, Elga Wimmer Gallery, New York, Photoespaña, Madrid.
Fonte: CCB




