quarta-feira, maio 16, 2007

Um Amor Perfeito Numa Vida Imperfeita - Romance de Pedro Lopes

Obra: Um Amor Perfeito Numa Vida Imperfeita
Autor: Pedro Lopes - Blog do Autor
Género: Romance
Editora: CorposEditora


Sinopse de “UM AMOR PERFEITO NUMA VIDA IMPERFEITA”

Um Romance histórico para quem acredita no Amor para além da morte…
O enredo desenvolve-se no início do séc. XIX entre a Régua no Douro vinhateiro e a velha Coimbra, cidade de Amores platónicos e paixões proibidas, numa altura conturbada da sociedade por conflitos entre monárquicos e republicanos.
Um história apaixonante sobre um Amor Imortal, chegando até aos nossos dias em forma de lenda.
Narrado agora de forma sublime pela genialidade de Pedro Lopes.

Locais de Venda:

Livraria Sa Costa Editora (Chiado - Lisboa)
Rua Garrett, 100
Telefone: 213 460 721

*********************

Livraria Poetria (Porto)
Rua da Oliveira, 70, r/c lojas 5/13 (Em frente ao Teatro Carlos Alberto)
Centro Comercial Lumier
www.poetria.pt
Telefone: 222 000 436

*********************

Livraria Almedina (Arrabida Shopping) loja 158 A/B - Vila Nova de Gaia)
www.almedina.net
Telefone: 223 701 898

*********************

FNAC's
Poderá nao estar fisicamente em todas a venda mas pode ser encomendado em qualquer balcão FNAC do Pais, indicando o nome do livro, do autor e da editora

*******************

No site da Corpos Editora:

www.corposeditora.com (colecção o espelho desta hora)
ou por mail para info@corposeditora.com (portes pagos)

terça-feira, maio 15, 2007

Luís Brito Pedroso














Luís Brito Pedroso nasceu em Lisboa em 1977, numa véspera de Natal invulgarmente quente. Cresceu em Barcarena, onde vive, e licenciou-se em arquitectura em 2002, já a escrita e a leitura se tinham tornado partes importantes da sua vida. Escreve essencialmente poesia, mas gosta de se aventurar, tendo terminado recentemente o primeiro romance e estando a trabalhar num dicionário de novas palavras a que chama de Lucidário. Só publicou o primeiro livro em 2005, mas garante que tem muitos mais já prontos, esperando apenas o tempo certo para a publicação. A arquitectura vai permitindo a subsistência.

Livros publicados:

- Poema seis (poesia) Papiro editora, Dez. 2005

- O meu nome e a noite (poesia) Papiro editora Fev. 2007

Blog do autor:

Eterna Figura de Corpo Presente


Breve Entrevista:

s.m. Sei que és arquitecto. Muitos projectos? É difícil conciliar a escrita com a arquitectura?

L.P. Alguns projectos pessoais, àparte a actividade como colaborador em ateliers que é o que me dá, ainda que pouco, dinheiro. A conciliação é fácil, pois a escrita está sempre comigo. E se alguma ficar prejudicada não será decerto a escrita. Para escrever, não é preciso muito.


s.m. "O meu nome e a Noite" é o teu 2º livro publicado, novamente de poesia. De certeza que tens diferentes projectos na gaveta, queres falar um pouco sobre eles?

L.P. Tenho sempre vários projectos, mais do que aqueles a que me posso dedicar, já que não vivo da escrita. A poesia continua a ser a minha área, mas terminei agora um romance (não sei se lhe posso chamar isso), ou narrativa, ou... qualquer coisa. Uma história em prosa. Tenho também outro projecto ainda em embrião em que um fio comum une vários contos muito curtos e ainda um novo dicionário, constituído por palavras que (ainda) não existem. Este último projecto dará em breve origem a uma exposição de imagens, feitas por vários jovens artistas, sugeridas por essas palavras. E também te revelo que em princípio, em 2007 será lançado um disco de música ambiental baseado no Poema seis. Eu já tenho uma cópia em fase final de masterização. É uma óptima sensação sentir a minha escrita cruzar-se com outras artes. Quem sabe no futuro o teatro e o vídeo.


s.m. Uma vez que já "experimentaste" poesia e prosa (ainda que esta última esteja ainda por publicar) posso arriscar perguntar: é mais difícil escrever (se é que escrever pode ser considerado difícil para um escritor) qual dos géneros?

L.P. Nem um nem outro são difíceis, apetecia-me responder. Mas escrever uma narrativa em prosa exigiu muito mais de mim. Pelo menos deu muito mais trabalho, demorou mais tempo... é um preguiçoso incorrigível a responder. Mas escrever não é assim tão difícil. Nem o escritor é aquele bicho do mato que muitas vezes dele querem fazer. Também pode ser como eu, alguém que sabe de cor todos os jogadores do campeonato da primeira divisão, fala mal frequentemente e farta-se de disparatar. Escrever não é difícil, trabalhar é que é.


s.m. Qual foi sensação de ver "Poema Seis", o teu primeiro livro, publicado?

L.P. A sensação foi óptima mas também te digo que foi breve, pois rapidamente pensei que queria publicar mais uma série de livros. Mas foi fantástico vê-lo nas estantes. A primeira livraria em que o encontrei foi a Sá da Costa, ao lado da Brasileira do Chiado. O momento do lançamento também foi especial, porque estava reunido numa sala grande parte do mundo humano que me rodeia mais proximamente.


s.m. Tiveste a mesma sensação com a publicação deste 2º livro?

L.P. Ainda foi melhor, porque a distribuição foi mais eficaz (risos). E enquanto objecto acho-o mais bonito. É um aspecto importante para mim, e tenho a sorte de poder ser eu a fazer as capas, nesta editora.


s.m. Tiveste formação em Escrita Criativa?

L.P. Zero.


s.m. Em termos literários, acreditas no termo "inspiração"?

L.P. De uma forma cautelosa. É verdade que há momentos em que existe uma sensação de clarividência a que poderia chamar de inspiração. Com o trabalhar contínuo ao longo de alguns anos acho que consigo chamar essa senhora mais vezes. Mas a transpiração ocupa mais espaço e tempo.


s.m. O que pensas das edições de autor?

L.P. Esforços louváveis, de quem veste a camisola do trabalho que faz e raramente recupera o dinheiro e o amor aplicados nisso. Não me estou a ver a enveredar por aí, nem que seja pela parafernália burocrática. Tinha um esgotamento.


s.m. Organizas o teu tempo para escrever?

L.P. Não, de todo. Talvez devesse fazê-lo. E desperdiçar menos tempo.

s.m. Como caracterizas o teu processo de escrita?

L.P. Qual processo (risos)? Julgo que escrevo, no caso da poesia, muito por impulso. Com o tempo, fui-me disciplinando, mas de forma espontânea, no sentido em que consigo guardar as ideias algum tempo antes de as passar ao papel. Aqui em sentido figurado, porque cada vez mais escrevo directamente no portátil. Um dia vamos todos desaprender a caligrafia. Mas o impulso aparece frequentemente. Chamemos a isto repentismo.

No caso da narrativa em prosa que escrevi, as coisas foram diferentes. Dediquei-lhe algum tempo de forma continuada, li e reli e corrigi muitas vezes até estar satisfeito. Não é que esteja, mas tinha que o dar por terminado, caso contrário estaria eternamente a corrigir.
A verdade é que sinto que devia dedicar-me muito mais tanto em tempo como em esforço.


s.m. Alguma vez te aventuraste no mundo dos Prémios Literários?

L.P. Muitas vezes. Como não ganhei nenhum, acho que é uma cabala contra mim. Se eu não ganhei, é porque os prémios não prestam (risos).


s.m. Ainda não tive oportunidade de ler "O meu nome e a Noite" mas li o teu primeiro livro. Está incrivelmente bem estruturado. Tens uma forma especialmente racional de colocar os sentimentos em palavras. Concordas? A tua mão é guiada pela razão, pelo sentimento ou pela simbiose quando escreves?

L.P. Fico contente por ouvir isso. Aliás, gosto bastante de receber feedback mais específico em relação à minha escrita, coisa que não acontece muitas vezes. Em princípio concordo, mas isso já dava tema para debate largo. Não sei responder à tua última pergunta. Será pelo ego?

A estruturação... será que a minha formação em arquitectura influencia isso? É possível.


s.m. Quando começaste a escrever?

L.P. Aos quinze anos. Estaríamos em 1993 e eu “naquela fase”. No liceu. Mas mais a sério, só depois dos 18, já nos tempos de faculdade. Há coisas antigas que recuperei para publicar futuramente, algumas dessa fase dos 18 anos.


s.m. Qual é o teu livro preferido (dos que já escreveste)?

L.P. Só publiquei dois, mas a verdade é que já tenho mais seis prontos a publicar. Fora os que estão em processo de escrita agora, que são dois... o preferido talvez seja sempre o próximo... não te vou dizer agora os títulos dos outros, nem revelar mais nada sobre eles. Bom, deixa estar, vou mesmo:

O romance chama-se Oceano Um, e tenho outros de poesia com os títulos Um inexplicável desejo de; Eterna figura de corpo presente; Suidi-solstício (este é um único poema muito longo); Cortante; finalmente, fui,sou que espero conseguir publicar em finais de 2007.

Entre os dois que publiquei, não escolho. Um é melhor nuns aspectos, o outro noutros, e vice-versa com as fraquezas que lá vejo.


s.m. Que autores lês?

L.P. Aquilo que mais leio é poesia contemporânea portuguesa. Mas sou um devorador dos surrealistas portugueses, sobretudo o chamado grupo dos dissidentes de Cesariny e companhia. Al Berto e Herberto Helder serão os outros dois monstros.

s.m. Qual é o teu conselho para quem [tal como tu fizeste] deseja retirar da gaveta as suas palavras?

L.P. Perseverança. Continuar a ler e a escrever, para ter palavras cada vez melhores para tirar da gaveta. E ir tentando. Participar em concursos, enviar a editoras, mostrar às pessoas, não ter medo e muito menos vergonha, que já vi nalguns casos de pessoas que escrevem mesmo muito bem.


:) Agradeço a disponibilidade e a tua excelente boa disposição nas respostas ao meu torpe questionário e desejo que tudo corra da melhor forma nos teus projectos futuros.

Música


Está aí, “in sorte diaboli”, o sétimo de originais da (provavelmente) melhor banda de black metal, oriunda da Noruega - DIMMU BORGIR.
11 temas teatrais que nos transportam a uma Europa medieval, contando a estória de um padre que… duvidando da sua própria fé, toma o lugar do anti-cristo.
O resto do inferno lírico-musical, cabe-vos testemunhar espreitando o link por mim disponibilizado, com a certeza de que tal delícia continuará num futuro (oitavo).


"My decent is the story of everyman
I am hatred, darkness and despair
My decent is the story of everyman
I am hatred, darkness and despair

Evoked and entertained through centuries
Wrathful and sullen--dormant still
The ferocity pervades everywhere
Waiting to be released at last..."

segunda-feira, maio 14, 2007

Fernando Esteves Pinto
















Fernando Esteves Pinto nasceu em Cascais em 1961. Colaborou no DN Jovem e no Jornal de Letras. Em 1990 recebeu o Prémio Inasset Revelação de Poesia do Centro Nacional de Cultura. É publicado em Portugal e Espanha por revistas literárias e editores independentes. Em 1998 obteve uma bolsa de criação literária pelo Ministério da Cultura/Instituto Português do Livro e das Bibliotecas. Está representado na Antologia DN Jovem, 1990; Antologia "A cidade e o Mar na Poesia do Algarve", 2006; Antologia "Poema Poema" de poesia portuguesa actual. Edição bilingue. Punta Umbria, 2006.

Livros publicados:
- Na Escrita e no Rosto (poesia) Editora Europress
- Siete Planos Coreográficos (poesia, edição bilingue) Editora 1900, Huelva
- Ensaio Entre Portas (poesia) Editora Almargem
- Conversas Terminais (romance) Editora Campo das Letras
- Sexo Entre Mentiras (romance) Editora Leiturascom.Net


Breve Entrevista

1. Olá Fernando. Obrigado pela disponibilidade, desde já. Posso perguntar-te qual é a tua formação e experiência profissional? Que idade tens? Quantos livros já editaste até hoje?
R – Assumo-me como autodidacta. Não tenho formação académica nem profissional. E isso dá-me um certo gozo. Mas estudei até ao 9º ano. Desisti porque não consegui ultrapassar a barreira da matemática. Tenho uma grande paixão pela psicologia. Interessa-me tudo sobre essa matéria. Costumo dizer que sou formado em seres humanos. Desde criança que os observo de forma estranha. Quanto a empregos, acho que sempre fui mal-empregado. Tenho 46 anos e publiquei 5 livros.

2. Tens mais projectos na gaveta à espera de serem libertados para o mundo editorial? Prosa ou Poesia?
R – Tenho um romance inédito que já passou por quase todas as editoras portuguesas (uma das quais – Temas & Debates – rejeitou-o por excesso de qualidade, segundo as palavras da editora). Tenho de falar sempre disto. Um romance culto e sofisticado que não seria entendido pelo leitor comum de romances em Portugal, etc. etc… (ainda palavras da senhora). Tenho também inéditos um livro de poemas, um ensaio, uma novela e uma peça de teatro. Neste momento estou a trabalhar num livro de poemas.

3. O que consideras mais complicado? Escrever poesia ou prosa? Porquê?
R – Comecei pela poesia. Pensei que seria uma forma mais fácil de entrar no meio literário. E assim aconteceu. Mas estou muito à vontade nos dois géneros. Escrevo poesia como forma de intensificar a minha mente. O romance dá-me mais liberdade, apesar de me obrigar a uma disciplina diária.

4. Qual a sensação de ver um livro com o teu nome, publicado?
R – já experimentei várias sensações. O primeiro livro “ na escrita e no rosto” joguei-o ao chão e pisei-o. É um livro amaldiçoado. Quando li na capa o pseudónimo que utilizei no prémio revelação de poesia Inasset/Inapa, senti que me haviam roubado a identidade. É um livro que não me deu nada, só me tirou. Para complicar mais as coisas, esse livro foi alvo de plágio. Faz parte dum processo ainda na justiça.

5. Em termos literários, acreditas na inspiração?
R – Nunca. Para mim a escrita é uma obrigação. Eu provoco a escrita, faço-a acontecer. Sempre foi assim. É claro que posso estar mais ou menos preparado para atingir os meus objectivos.

6. O que pensas das edições de autor? Achas que estamos numa era em que qualquer um pode editar?
R – Tenho um princípio: sou incapaz de editar um livro meu com despesas por minha conta. Isso é uma forma de imposição, narcisismo face aos outros – os leitores. É estar a vender algo. Não sou vendedor. Cabe aos editores essa tarefa. Havendo dinheiro e vaidade, qualquer um poderá editar o que quer. Desconfio sempre desses autores.

7. Quanto tempo dedicas à escrita ou é um processo totalmente livre?
R – Estou sempre a escrever, embora não o faça fisicamente. Mas ocupo as manhãs a escrever e o resto do dia a pensar em escrever.

8. Como caracterizarias o teu processo de escrita?
R – Vou sempre zangado para a escrita. Penso que a escrita tem medo de mim. É como se fosse para um campo de batalha e lutasse permanentemente para não ser vencido. Às vezes vou mesmo desprotegido, mas acabo por utilizar as armas que o inimigo (a própria escrita) tem apontadas contra mim.

9. Já ganhaste alguns prémios literários, verdade? Quais?
R – O prémio revelação Inasset/Inapa – Centro Nacional de Cultura. E obtive uma bolsa de criação literária pelo Ministério da Cultura/Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, com a qual escrevi o romance “Conversas terminais”.

10. Interessam-te os temas mais angustiantes do ser humano e escreves todos os podres, as sombras e as luzes do ser humano de uma forma crua e bruta. Como é desencadeada a tua urgência em escrever?
R – A minha matéria de escrita são os outros. Abordo-os sempre pelo lado negativo. Desde criança que me interesso pelo pior das pessoas. Isso tem uma justificação. Quando tinha 9 anos, os meus pais foram esfaqueados na própria casa onde vivíamos. Assisti a tudo. Enfrentei o agressor. Escrevi muito sobre isso. Tento compreender esse lado escuro das pessoas.

11. Quando começaste a escrever? Alguma razão em particular?
R – Comecei a escrever porque é a arte mais barata que existe. Parece cómico, mas é a verdade. Eu tinha a paixão pela pintura. Queria ser pintor. Estive mesmo para frequentar a escola António Arroio. Não fui por causa dum selo fiscal. Senti os meus sonhos serem traídos por um selo fiscal, imagina. Um maldito selo fiscal que representava na altura um terço do ordenado do meu pai, e que ele teria de comprar como penalização pelo facto de a minha inscrição decorrer fora dos prazos estabelecidos pela escola. Nas contas do meu pai, um simples jardineiro da Câmara Municipal de Cascais, a somar ao selo vinham as despesas do transporte e da alimentação, livros, material de pintura; uma lista avassaladora cujo valor final ultrapassava escandalosamente o orçamento familiar.

12. Qual é o teu livro preferido (dos que já escreveste)?
R – “Conversas Terminais”. Está lá dentro a vida toda. Toda a infância. Toda a merda dos outros. Ficção e realidade: tudo misturado. Se me perguntam se isto é verdade, eu digo que é ficção. Se me perguntam se isto é ficção, eu digo que é verdade. Adoro isto.

13. Que autores lês?
R – Philip Roth. John Updike. Milan Kundera. Vergílio Ferreira. António Lobo Antunes.

14. Qual é o teu conselho para os jovens escritores?
R – Sejam verdadeiros a escrever. Se escreverem apenas para desabafar, então aconselho a fazerem amigos. Dá mais resultado e não atormenta.

Agradeço imenso a tua simpatia, rapidez e sinceridade. Em nome do Cultura desejo que os teus projectos futuros se concretizem da melhor forma.


ETIC_NOLOGY

35º Festival Internacional de Cinema do Algarve

Oficina de escrita de Guião para Banda Desenhada

Oficina incluída no Micro Festival de BD Aveiro


Enviado por: Teixeira Moita

LANÇAMENTO DE LIVRO

Pedro Chagas Freitas - Os Dias Na Noite



"Fascinação eu sinto por uns e outros. Arrebatamento (esta é a palavra) isto pouco escritores conseguiram de mim. Pedro Chagas Freitas é um deles.”
Paulo Polzonoff Jr., crítico literário brasileiro

“Pedro Chagas Freitas tem uma voz única no panorama literário português.”
Teixeira Moita, dramaturgo e escritor

“Pedro Chagas Freitas escreve maravilhosamente.”
Eduardo Brum, escritor

“Quem escreve assim (como Pedro Chagas Freitas) é um grande artista.”
Fernando Venâncio, crítico literário e escritor


Será já no próximo Sábado, dia 19 de Maio, que será apresentada, em Lisboa, a minha quarta obra de ficção, o romance "Os Dias na Noite".

Serão duas as sessões de lançamento:

----17:30 horas na Flagshipstore da Gant, na Avenida da Liberdade (com a apresentação do jornalista e escritor Carlos Castro)

----20:30 horas na FNAC do Chiado.

Posso contar com a sua presença?

Pedro Chagas Freitas
Escritor/Linguista/Jornalista
www.pedrochagasfreitas.pt.vu


Enviado por: Pedro Chagas Freitas

As palavras do poeta João Filipe Ferreira


Hoje vamos conhecer um pouco mais João Filipe Ferreira, 26 anos, autor do livro Estados d'Alma.

O livro dele já foi tema de um post aqui no Cultura e, uma vez que ele teve a amabilidade de me enviar um exemplar, [que li atentamente e, ainda assim, lhe troquei o título... (desculpa)] deixo-vos aqui, em jeito de entrevista - pouco crítica - algumas perguntas que lhe fiz e às quais ele respondeu com grande sentimento e limpidez de espírito.

1. O "Estados d' Alma" é o teu primeiro livro?
Sim, com muito incentivo e com muita amizade lá consegui passar textos soltos num livro físico.


2. Tens mais projectos na gaveta à espera de serem libertados para o mundo editorial? Prosa? Poesia de novo?
Ter até tenho…tenho o oposto de Estados d’Alma. No início tinha a ideia de colocar tudo num só livro. Depois repartir os textos por dois..um que falasse de Estados d’Alma mais tristes e outro com Estados d’alma de esperança e alegres. Quanto a editar…muito dificilmente, mas nunca se sabe…quem sabe um dia.

3. O que consideras mais complicado? Escrever poesia ou prosa? Porquê?

Penso que ambos os géneros. Escrever não deve ser algo programado, não deve ser algo planeado…deve somente ser algo no momento, algo verdadeiro e algo natural. O que é artificial por norma esconde e tira beleza ao natural e na escrita é a mesma coisa.

4. Qual a sensação de ver um livro com o teu nome, publicado?

É muito bom…reconfortante pelo menos. É um “mimo” para o espírito.Ter um livro publicado significa um marco na nossa vida. Mesmo que seja o maior fracasso, mesmo que seja esquecido numa prateleira continuará sempre a ser um conjunto de desabafos que o autor em certa fase da sua vida resolveu marcar. Mesmo após a morte quem quiser saber algo sobre quem foi o autor..poderá faze-lo consultando o livro.

5. Em termos literários, acreditas na inspiração?

Não acredito muito na inspiração…acredito que o resultado de algo resulta da força, coragem e do momento. Em termos literários defendo que a inspiração exista apenas na criação de uma ideia, mas o seu desenvolvimento não será (na minha opinião) visto como um acto de inspiração, mas sim um conjunto de emoções do autor com momentos que ele já conhece ou que já viveu. Se for uma história com um personagem, esse será algo que o autor viu misturado com o que já viveu.


6. Qual é a tua profissão?

Dedico-me à contabilidade…mas quando for grande gostava de ser tudo menos sonhador.


7. Quanto tempo dedicas à escrita ou é um processo totalmente livre?

É um processo totalmente livre…o que escrevi até hoje, foi algo momentâneo e que surgiu com a maior normalidade. Não gosto de “escrita a metro”, de coisas complicadas e que não demonstram o que se queria de facto dizer.

8. Como caracterizarias o teu processo de escrita?

A minha escrita é somente algo que qualquer pessoa pode e consegue escrever. São textos simples, naturais e que todos no final podem compreender o que realmente escrevi.


9. O teu livro é uma edição de autor, correcto? Como foi o processo? Foi moroso?

O meu livro foi editado por uma editora jovem e que procura o seu espaço no meio literário português. Uma editora que lança trabalhos de jovens e anónimos autores portugueses, muitos deles com imenso valor mas que infelizmente sem capacidade para verem o seu trabalho reconhecido.

10. Li, com atenção, o teu livro e deparei-me com uma escrita bastante preocupada a nível estrutural. Alguma razão em particular?

Por acaso é coisa com que não me preocupo. A minha escrita é realizada da forma mais simples possível, algo natural…ou seja, como sai no momento. Não me preocupo em colocar palavras “caras”, em complicar o sentido das coisas, procuro somente em ser o mais natural e o mais verdadeiro. E o simples é sempre o mais belo (para mim).

11. Interessam-te os temas com que o ser humano se depara, as angústias, as preocupações, os sentimentos e escreves tudo isso de uma forma bastante consciente de metapoesia. Como se desencadeia a escrita? É uma "urgência"?

Não sinto urgência em escrever, sinto apenas por vezes necessidade de passar algo que o meu coração sente, algo que a minha visão capta e algo que a minah mente idealiza para palavras e nelas dar a força e o sentido de todas essas fases.

Penso que por vezes os caracteres, uma simples palavra nos faz pensar, nos faz “ver” a realidade de uma outra forma…e quem sabe nos dar resposta a algo que nos intriga.

Como tal quando escrevo é porque somente me dá prazer e sei que vou ganhar ao faze-lo, pois vou marcar algo que estou a ver, sentir ou a idealizar.


12. Quando começaste a escrever? Alguma razão em particular?

Bem isso não sei…mas desde muito novo tentava escrever algumas coisas…frases soltas, letras de musica (para uma suposta banda que pensava um dia criar). Penso que o facto de gostar imenso de musica fez com que escrevesse mais, ou tentado escrever mais… acho que uma melodia encaixa na perfeição num conjunto de palavras….e se forem ritmadas ainda melhor. Como tal por vezes escrevo idealizando uma melodia para essas palavras…e fazendo isso a minha suposta obra escrita surge.


13. Escolhe um poema do teu livro.

É difícil…para quem escreve, para quem faz muita coisa é sempre difícil escolher algo. No entanto escolho o poema “Reflexão”. Porque? Não sei bem…talvez porque mistura saudade e dor, com esperança e alegria… é uma “super-Mistura” no mesmo texto.



Bem, João, agradeço a tua paciência, boa disposição e extrema simpatia. ;-)

Vou então transcrever o poema que escolheste para que os leitores do Cultura sintam um "cheirinho" do perfume que o teu livro encerra.

Reflexão

Sonhos que sonhei
Pensamentos que pensei
E que para trás tudo deixei.
E que para sempre recordarei.

Novos sonhos sonharei
Bem como novos pensamentos pensarei
Que pela vida frente terei
Iguais aos que sempre desejei.

Lindos dias vivi
Misturados com sentimentos que senti
Muitas vezes neles sorri
E ainda hoje não os esqueci.

Novos dias viverei
Bem como novos sentimentos sentirei
Certamente neles sorrirei
E depois nunca os esquecerei...

Muitos momentos vivi
E muitos momentos viverei.

in "Estados d' Alma" de João Filipe Ferreira [Corpos Editora, pág. 29]

sábado, maio 12, 2007

A Cantora Careca, Eugène Ionesco

Espectáculo "A Cantora Careca", de Eugène Ionesco, encenação de Susana Oliveira, pelo Máscara Solta - Teatro de Letras.

dias 18 e 19 de Maio às 21.30, no café-teatro da ESMAE, Porto;
dia 20 de Maio às 17.00,
no café-teatro da ESMAE, Porto;

dia 24 de Maio às 21.30, Teatro da Politécnica (antiga cantina da Fac. Ciências da Un. Lisboa), FATAL, Lisboa;

dia 31 de Maio às 21.30, no Estúdio Latino, Teatro Sá da Bandeira, Porto.

LOVERS & STRANGERS e REAL FAKE/ FAKE REAL

De Teresa Ranieri
Preço único: 4 euros

Björk


Björk Guðmundsdóttir (Reykjavík, 21 de novembro de 1965) é uma cantora islandesa famosa no meio da música alternativa. É aclamada pelo seu experimentalismo musical e mundialmente reconhecida pela sua excentricidade. Chama a si várias referências, desde a música clássica até à electrónica mais extrema.
A sua carreira começou aos onze anos de idade, quando começou a estudar piano no Ensino Fundamental. Aos catorze anos, Björk começa a receber influências musicais da cena punk de Reykjavik, e forma a sua primeira banda Spit and Shot, formada exclusivamente por meninas. Depois disto, canta numa rádio de Reykjavik a canção I love to love. Essa banda dura pouco tempo, e logo em seguida forma a banda Exodus, com alguma influência do Jazz. Aos quinze anos, forma-se em música, e cria em 1981 juntamente com o baixista do Exodus, Jakob Magnússon a banda Tappi Tíkarrass, e lança o single Bitið fast í vitid. Em 1983 forma a banda punk anarcopunk Kukl, e viaja pela Europa no ano seguinte. Pela primeira vez Björk passa a ser conhecida na cena underground europeia. Em 1986 juntamente com elementos das famosas bandas islandesas Þeyr e Purrkur Pillnikk, cria a banda avant-garde Sugarcubes, e torna-se conhecida fora da Europa. A banda grava o single Ammæli, que se torna o primeiro sucesso dos Sugarcubes. O resultado comercial é aquém do esperado, e desentendimentos com Einar Örn, acabaram por dissolver a banda em 1992. Björk muda-se para Londres e inicia a sua carreira a solo. A partir de então, torna-se uma das grandes estrelas da música pop. Ganha assim o reconhecimento unânime da crítica. Actua como actriz principal do filme Dançando no Escuro, do director Lars von Trier, com a actriz francesa Catherine Deneuve, em 1999. Este trabalho rende-lhe a Palma de Ouro no Festival de Cinema em Cannes.

Pétalas Soltas de Vera Silva


Poeetisa - Vera Silva
Blog Da Poetisa: Palavras Soltas
Editora: CorposEditora
Género: Poesia


Onde pode ser comprado "Petalas Soltas":


www.corposeditora.com ou enviando mail para info@corposeditora.com

Livrarias:

Fnacs

SÁ DA COSTA (chiado- Lisboa) - Rua Garrett, 100 (perto da grande estátua de Fernando Pessoa)

POETRIA (Porto) também faz envios com portes pagos - www.poetria.pt - Rua da Oliveira, 70 – r/c - (Em frente ao Teatro Carlos Alberto)

ALMEDINA do Arrábida Shopping (Porto)

sexta-feira, maio 11, 2007

quinta-feira, maio 10, 2007

Livro de Ana Teresa Prata

Editora Corpos
Género: Prosa Poética

Blog da Autora


Recomendado por: Anita

Lançamento de Livros pela CORPOS EDITORA

O 7º Aniversário da editora CorposEditora será festejado no dia 18 de Maio de 2007 (Sexta Feira) no bar Blá Blá, em Matosinhos, pelas 22h30m

O evento contará com as seguintes actividades:

- "Um Café em Lugar Nenhum" Espectáculo poético de Ex-Ricardo dePinho Teixeira com a participação de Cristina Bacelar, Nuno Saavedra, Shirley, Paula Saavedra, Pedro Romualdo, Elisa Nair e Adriana Pereira.

Lançamento dos seguintes Livros :

-Miguel Nogueira “Lua Morta”
-Helena Fonseca “Corpos e Almas - o blog”
-Margarete da Silva “Leva-me”
-Isabel Nogueira “Retalhos”
-Daniela Pereira "Curiosamente obsessiva por afectos…”
-Jorge Machado “Nitidez”
-João Vasco “O Tempo das Coisas”
-A. Jorge Oliveira “Contos sem Moral”
-Ana Carvalho Ferreira “Coisas de Nada”
-Tânia Salgueiro "Pensamentos, Sentimentos E Desabafos..."
-Luís Ribeiro e Jonathan Ashworth “Vinil”
-José Cardoso “Falei com a Morte”

DJ´s: Miguel TT
Pedro Killer

Entrada 5€

quarta-feira, maio 09, 2007

Novo Blog sobre Crítica Literária

VER LINK

Recomendado por: João Filipe Ferreira

Recomendação Literária: "Reminiscência de Infinito Sentir" de Pedro Lopes


Género literário : POESIA

Locais de venda:

Livraria Leitura no Porto
Rua de Ceuta, Nº 88
Telefone 222 076 200

Livraria Buchholz em Lisboa
Rua Duque de Palmela, Nº 4
Telefone 213 170 580

Loja Ecopy - Faculdade de Economia do Porto
R. Dr. Roberto Frias, FEP
4200 Porto
Tlm: 919327756 - Tl: 225023031 - Fax: 225023032

Loja EcopyUniversidade Portucalense
R. S. Tomé
7204-200 Porto
Tlm: 916894583 - Tl: 225572722 - Fax: 225572031

Loja EcopyErmesinde
Avenida Primavera
2204-445 Ermesinde
Tlm: 916894586

Papelaria Papel Avis - Avis

MDS book store - Ponte de Sôr

Enviado por: João Filipe Ferreira

Estúdio Raposa - O Áudio-Blog

VER LINK

Enviado por: Luís Gaspar

Génese de um Mundo a haver
exposição de Pintura de
Luis Athouguia
Paços do Concelho de Torres Vedras
até 26 de Maio

A obra de Luís Athouguia dá forma a um universo intrincado e onírico que evade qualquer possibilidade de categorização ou inscrição estética.

A sua produção reúne diversos motivos, sistemas de referência, normalmente transferidos da sua vivência quotidiana, e soluções formais que obedecem a um movimento centrífugo, a uma pulsão de irradiação.

São surpreendentes estas pinturas de um simbolismo inquietante a que o tratamento da força cromática empresta uma dimensão nova e sugestiva, plena de matizes e leituras infinitas numa versatilidade que se move num território definido por trajectos nunca trilhados.

No seu processo de criação surgem elementos simbolizando firmamentos intemporais e transformismos matéricos que expressam uma relação com um léxico de dimensão fenomenológica de fontes alegóricas e atmosferas de magia fervente.


Uma exposição que merece ser vista, descodificada e fruída com todo o empenho e sentido crítico.

Galeria Municipal DoisPaços

Rua Roque Ferreira Lobo

(ao lado do Edifício dos Paços do Concelho)

TORRES VEDRAS


Horário:
Segunda a Sábado
Das 09h30 às 20h00
Telefone: 261 334 040


www.athouguia.com



Enviado por: Luis Athouguia