quarta-feira, maio 23, 2007

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

FORUM CULTURAL
A urgência da teoria

25 de Maio. Auditório 2. 18h30

Bernard Stiegler: Tomar cuidado

Esta conferência irá examinar as condições nas quais se estabelecem os sistemas assistencialistas e as razões pelas quais é um desafio para a espécie humana inventar um novo sistema, no momento em que as tecnologias transformacionais se desenvolvem exclusivamente segundo critérios de investimento estabelecidos por um capitalismo financeiro, que não parecem ser capazes de constituírem um sistema de cuidados para a sociedade.

Bernard Stiegler nasceu em 1952, em Paris. É o Director do Departamento Cultural do Centro Georges Pompidou, em Paris, onde acaba de criar o Instituto de Pesquisa e de Investigação. Ocupou vários cargos de chefia de organizações políticas, culturais e de investigação, de entre os quais se pode destacar o de Director de Programas no Colégio Internacional de Filosofia. Como filósofo, é autor de uma extensa obra sistematicamente traduzida, onde se podem destacar “La technique et le temps“, em seis volumes, “Passer à l’acte“ (2003), “Aimer, s’aimer, nous aimer“, “Du 11 septembre au 21 avril“ (2003), "Constituer l’Europe 1 et 2" (2005), "La télécratie contre la démocratie" e "Lettre ouverte aux représentants politiques" (2006). "Philosophe par accident" (2004) é uma obra de iniciação ao seu pensamento.

Seminário Comunismos - ISCTE

COMUNISMO E SACOS DE BATATA
com Paula Godinho e Fernando Oliveira Baptista


24 de Maio de 2007 às 17H30
ISCTE - Auditório B203 (Edifício II)
Seminário Comunismos
Organização: CEHCP-ISCT


Em "O 18 de Brumário de Louis Bonaparte", Karl Marx descrevia as
famílias camponesas à imagem de sacos de batatas, expressão que marcaria uma relação
sempre complexa entre marxismo, comunismos e camponeses. Nesta sessão do
Seminário Comunismos é justamente esta relação que vai ser objecto de
discussão, da célebre "Questão Agrária" debatida por Kautsky, Lenine e
outros, até à forma como as populações camponesas lidaram com a ideia
comunista em Portugal.


A sessão estará a cargo de FERNANDO OLIVEIRA BAPTISTA, ministro da
Agricultura e Pescas no IV e V governos provisórios em 1975 e hoje professor
catedrático do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de
Lisboa, e de PAULA GODINHO, professora de Antropologia na Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e, entre outros,
autora de "Memórias da resistência rural no Sul - Couço (1958-1962)".

terça-feira, maio 22, 2007

FESTA IBÉRICA DA OLARIA E DO BARRO em Reguengos de Monsaraz


A FESTA IBÉRICA DA OLARIA E DO BARRO é uma iniciativa de promoção cultural e turística de uma importante manifestação artística e artesanal: a Olaria.
Com um significativo número de centros oleiros no Alentejo e na Extremadura Espanhola, pretende-se com esta iniciativa valorizar a olaria, chamar a atenção para a sua importância e existência, para o seu valor artesanal e artístico, para a sua importância e significado na economia da região, promover o turismo e o património cultural, concentrando em torno de S. Pedro do Corval e de Salvatierra de los Barros - maiores centros oleiros da Península Ibérica - os vários centros destas duas regiões e, eventualmente, de outras regiões.
Exposições temáticas sobre a olaria, os artesãos e os centros oleiros em Portugal e Espanha; conferências temáticas sobre a vertente artística, a olaria, o barro, a cerâmica; o papel do mercado e o do associativismo; evolução e perspectivas; animação cultural; circuito de S. Pedro do Corval; Festival Ibérico de Música Popular e Tradicional; são alguns dos pontos que integram o programa da Festa Ibérica da Olaria e do Barro.
A FESTA IBÉRICA DA OLARIA E DO BARRO, que terá a sua 13ª edição em 2007 no Concelho de Reguengos de Monsaraz, é uma iniciativa do Município de Reguengos de Monsaraz e do Ayuntamiento de Salvatierra de los Barros (Espanha).

Organização
MUNICÍPIO DE REGUENGOS DE MONSARAZ
AYUNTAMIENTO DE SALVATIERRA DE LOS BARROS

Mais Informação

Oeiras Alive!07

Foram hoje avançados mais detalhes sobre o Oeiras Alive!07. Os horários de actuação das bandas, a confirmação da existência de dois palcos e quatro novos nomes são as novidades anunciadas pela Everything is New, promotora do evento.

As novas confirmações são os portugueses Oioai (dia 8) e Capitão Fantasma (dia 9), Shantel & Bucovina Club Orkestar (dia 8) e The Dead 60's (dia 9). Ficam a faltar dois nomes com actuação marcada para o palco principal no dia 9 e dois nomes para o palco secundário (um no dia 8 e outro no dia 10).

O Oeiras Alive!07 realiza-se entre os dias 8 e 10 de Junho no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras. Os ingressos estão à venda e custam entre €45 (1 dia) e €90 (3 dias).


Aqui fica o alinhamento e horários de actuação das bandas anunciadas até à data:

Dia 8 de Junho

Palco Optimus
Pearl Jam (23h40)
Linkin Park (21h40)
Blasted Mechanism (20h00)
The Used (18h30)

Palco Sagres Mini
Shantel & Bucovina Club Orkestar (01h50)
The Sounds (23h25)
The Rakes (21h50)
Unkle Bob (20h20)
Oioai (18h00)


Dia 9 de Junho

Palco Optimus
Smashing Pumpkins (23h45)
White Stripes (21h45)

Palco Sagres Mini
Dezperados (00h50)
The Go! Team (23h00)
The Dead 60's (21h20)
Capitão Fantasma (20h10)
Plastica (19h00)
Dapunksportif (18h00)


Dia 10 de Junho

Palco Optimus
Beastie Boys (23h00)
Da Weasel (21h15)
Matisyahu (19h35)
Sam The Kid (18h30)

Palco Sagres Mini
Buraka Som Sistema (00h30)
The (International) Noise Conspiracy (22h50)
WrayGunn (21h30)
Vicious Five (20h10)
Nigga Poison (19h00)

4.º Encontro de Poesia de Vila do Conde, 23, 24 e 25 de Maio

O mês de Maio é o mês dedicado à poesia em Vila do Conde e, tal como em anos anteriores, a Câmara Municipal, através da sua Biblioteca, preparou um conjunto de iniciativas que terão lugar nos próximos dias 23, 24 e 25.

Dia 23 de Maio, às 21:00h, na Alfândega Régio, Espectáculo "Musa ao Espelho", um espectáculo inovador que alia a poesia à música. Adoptando um repertório poderoso e eclético, constituído por temas originais e arranjos de composições de Astor Piazzolla e Jimi Hendrix, “Musa ao Espelho” percorre com virtuosismo um conjunto de autores que vão desde Jorge Luís Borges a Mário Cesariny passando por Luís Buñuel, Boris Vian, Ana Luísa Amaral, Rui Pires Cabral, Rui Lages, Helga Moreira, Herberto Hélder, José Luís Peixoto, Filipa Leal, António Maria Lisboa, e outros poetas contemporâneos portugueses e estrangeiros.

Dia 24 de Maio, às 17:30h, na Biblioteca Municipal José Régio, sob o tema "Eu, poeta, me apresento." Os convidados Maria Teresa Horta e José Rui Teixeira são convidados a partilharem, com o público aspectos que considerem relevantes da sua biografia e da sua obra. Cada um dos intervenientes dirá poemas de sua autoria.

Dia 25 de Maio, às 17.30h,na Biblioteca Municipal, "Miguel Torga 100 anos depois" - Palestra por Dr.ª Isabel Ponce de Leão
poemas ditos por Vítor de Sousa.

Apresentação do Livro "Murmurios Ventos"

Jorge Casimiro, dia 25 de Maio - Caldas da Rainha
Mais informações:
Martinsfontesportugal@gmail.com

segunda-feira, maio 21, 2007

Fernando M. Dinis

















Hoje o Cultura apresenta o escritor e pianista Fernando M. Dinis que nos deu o prazer de responder a algumas questões para que o possamos conhecer melhor.








Breve Biografia:



Fernando Dinis nasceu em Lisboa em Novembro de 1976. Estudou piano na Academia de Amadores de Música em Lisboa. Compôs bandas sonoras para teatro e foi actor. Editou em 2003 Dá-me-te, pela Hugin Editores, e em 2006 foi integrado na antologia bilingue de poesia actual portuguesa Poema Poema, editada por Uberto Stabile.

Blog do Autor


Breve Entrevista:

s.m. Olá Fernando. Em primeiro lugar quero agradecer a sua disponibilidade e simpatia para com o Cultura. Que idade tem? Qual é a sua formação e experiência profissional?

Fernando M. Dinis – Eu é que agradeço. Tenho 30 anos. A minha formação passou pela música. Estudei piano. Mas não o suficiente para poder viver disso.

s.m. Sei que publicou o livro Dá-me-te e tem alguns textos num outro com o título Poema Poema. Pode falar-nos acerca deles? (Trata-se de poesia, prosa ou ambos?)

F.m.D. – O Dá-me-te é um livro ambíguo, pois é uma colagem de poemas e textos de prosa-poética que fui escrevendo ao longo de variados anos. Quando surgiu a possibilidade de editar, o que aconteceu através da Hugin, limitei-me a reunir os trabalhos que eu julgava mais marcantes que tinha escrito até então. Hoje, talvez fizesse as coisas de uma forma diferente. No Poema Poema, sendo uma antologia, constam apenas cinco poemas novos.

s.m. O título do seu livro é bastante apelativo. Como surgiu?

F.m.D. – Surgiu quando eu tinha 17 anos e compus uma música com esse título para a minha banda de rock. Nunca me passaria pela cabeça que 10 anos mais tarde, editaria um livro com esse nome. É uma palavra que sintetiza muito a atmosfera das paixões fulminantes, e que serviu de fio condutor na reunião dos textos que fiz para o livro. Achei que seria a palavra indicada, até pela sonoridade estranha.

s.m. Uma vez que já escreveu poesia e prosa poderá dizer-me qual dos géneros considera mais complicado?

F.m.D. – Escrevo tanto poesia como prosa. Apenas editei em poesia, mas já passei por vários romances, todos eles que me serviram de método de aprendizagem. Em relação ao processo criativo, a poesia é um trabalho de provocação. Estamos sempre à procura de novas formas/fórmulas de dizer as coisas. É um processo complicado, que nem sempre resiste aos tempos. Sou incapaz de me rever em alguns poemas antigos, exemplificando. Mas a sua magia preside aí mesmo. A poesia é algo que cresce connosco. A prosa, mais propriamente o romance, é ainda mais difícil, pois há que viver a história todos os dias, e trabalhar todos os dias. Se passamos uma semana sem tocar no que escrevemos, perde-se a nossa interioridade na história. A questão é que, nem sempre, temos períodos da nossa vida que permitam essa entrega permanente. De qualquer modo, escrevo todos os dias. Nunca mais de 3 páginas. Mais do que isso é baralhar ideias. No dia seguinte, arrefecido, emendo o que escrevi e sigo em frente.

s.m.Será possível levantar um pouco o véu dos seus projectos futuros para os nossos leitores?

F.m.D. – Felizmente encontro-me com novos projectos, tendo a edição apalavrada com uma editora para um novo livro de poesia, a sair em breve. Trabalho afincadamente num romance.

s.m. Os seus livros foram editados em que condições?

F.m.D. – O Dá-me-te foi pela editora Hugin, e teve uma distribuição magnífica. O Poema Poema, é uma antologia, editada em Espanha, pelo Uberto Stabile, que muito me honrou fazer parte...

s.m. O que sentiu com a publicação do seu primeiro livro?

F.m.D. – É algo de grandioso, a princípio. E lá damos por nós a entrar nas livrarias para sondar a distribuição, e a sentirmo-nos bem quando encontramos o nosso livro. Mas não muda nada na nossa vida. É algo que se esquece rápido.

s.m. Teve algum tipo de formação em Escrita Criativa?

F.m.D.- Nada.

s.m. Em termos literários, acredita no termo "inspiração"?

F.m.D. – Acredito no trabalho e na maturidade que se alcança ao longo dos tempos.

s.m. O que pensa das edições de autor?

F.m.D. Há muitos anos, fiz a edição própria de dois livros, experiência que não quero voltar a repetir. Não somos vendedores, já o disse o Fernando Esteves Pinto e muito bem.

s.m. Qual é a sua opinião em relação ao mundo editorial?

F.m.D. – Eu acho formidável que pequenas editoras consigam editar novos autores, embora existam detalhes nessas edições que escapam às massas. Falo de editoras que não se importam de editar autores novos, desde que estes, patrocinem a edição. Isto para mim é fazer uma edição de autor mas com distribuição assegurada. Outras editoras não. Assumem o risco. Mas acho que há lugar para tudo e para todos. De qualquer forma, sabemos que raros são os livros que são realmente lidos.

s.m. Acha que existem mais leitores de poesia ou romance? E qual será o motivo?

F.m.D. – As edições de poesia rondam os 300 exemplares, e por aqui se pode adivinhar a quantidade de leitores de poesia. O romance é mais cativante ao leitor, pode agarrá-lo através de uma história. É mais abrangente. É compreensível que assim seja. Eu próprio compro poucos livros de poesia. Romances, leio um quase todas as semanas.

s.m. Organiza o seu tempo para escrever?

F.m.D. – Depende. Normalmente os poemas acontecem. Frases que me surgem e me acompanham mentalmente dias a fio, até que resolvo escrevê-las e depois arranco para o resto do poema. Na prosa é diferente. Escrevo todas as manhãs as costumeiras três páginas. Gosto muito de escrever de manhã. Caso não escreva, ando rezingão o dia inteiro.

s.m Como caracteriza o seu processo de escrita?

F.m.D.- Inconstante. Tenho fases de trabalho muito intenso, e outras de puro abandono. Mas porque também gosto de compor, e passo algum tempo ao piano. Não há tempo para tudo.

s.m. Alguma vez se aventurou no mundo dos Prémios Literários?

F.m.D. – Nunca.

s.m. Quando começou a escrever?

F.m.D – Aos 9 anos, quando o meu pai comprou uma máquina de escrever lá para casa. A primeira tentativa foi uma peça de teatro (porque também já fui actor). Depois vieram os pequenos textos diários e só depois a poesia. A pretensão de escrever um romance foi só mais tarde.

s.m. Que autores lê frequentemente?

F.m.D. – Ando viciado no Haruki Murakami. E a minha prosa tem sido muito influenciada por ele. De resto gosto de Milan Kundera, Hermann Hesse, Kafka, Dostoievski. Dos portugueses gosto de José Saramago, Al Berto, Herberto Hélder…

s.m. Qual é o seu livro e autor preferidos? Porquê?

F.m.D. – Há muitos livros e autores. Posso dizer que um livro que me marcou imenso foi o Siddhartha de Herman Hesse. É um livro único e perfeito.

s.m. Que conselho daria a quem sonha retirar da gaveta as suas palavras?

F.m.D. – Escrever muito. Acreditar sempre.

s.m. Escolha um poema, de um dos seus livros, para acompanhar a sua entrevista.

Poema do Engate

Atinge as palavras com fúria.
Avança na direcção
da rouquidão da noite.
Sabes que é assim
que se colhem paixões;
Com o cutelo do sonho empunhado,
os olhos esganados de desejo e o corpo a tremer,
numa ressaca de ternura.

in 'Dá-me-te', 2003, Hugin.

Mais uma vez tenho de lhe agradecer a disponibilidade e a simpatia e desejar que todos os seus projectos futuros corram da melhor forma.

Exposição



Titulo: "Keep it in the family"
Autor: Corvo Negro
Máquina: Canon EOS 350D
Lente: Sigma CD Macro 17-70mm
Exposição: 60/8

domingo, maio 20, 2007

Fundação de Serralves


TRANSFIGURAÇÕES EFÉMERAS

13 Jan - 30 Dez 2007 - PARQUE DE SERRALVES

A CRIAÇÃO DO MUNDO - Carla Cruz

O ciclo Transfigurações Efémeras sublinha o reconhecimento da diversidade de experiências do espaço de paisagem de Serralves, considerando necessárias activações que anulem uma percepção de lugar estática. Anualmente um jovem artista é convidado a intervir sobre o mesmo lugar: o pátio da Quinta.
A Criação do Mundo, projecto de Carla Cruz, parte da citação do Génesis “… e Fez o Homem à Sua imagem e semelhança” para questionar a noção de cidadania e a participação, activa ou passiva, de cada um de nós na construção da sociedade.

Comissários: Victor Beiramar Diniz e João Fernandes

Museu de Serralves


JORGE QUEIROZ

14 Abr - 01 Jul 2007 - MUSEU DE SERRALVES


Os desenhos, vídeos e aguarelas de Jorge Queiroz utilizam o fantástico e o grotesco como base de uma cosmogonia singular. Figuras e situações associam humor e tragédia, referências reconhecidas e narrativas extraordinárias, num uso surpreendente do desenho como suporte para as suas ficções visuais não narrativas. O confronto entre densidade e dispersão origina em cada desenho um caleidoscópio particular que filtra a realidade para um novo universo de transgressão humorística. Cria um efeito barroco na justaposição de motivos e referências.

Comissariado: João Fernandes
Produção: Fundação de Serralves

sábado, maio 19, 2007

Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas

FIMFA Lx7

Hotel Modern / The Great War - 31 de Maio e 01 de Junho

Teatro de Marionetas do Porto / Cabaret Molotov - 02 e 03 de Junho

de 5ªf. a Sábado às 22h00

Domingo às 17h00


A Grande Festa da Arte das Marionetas em Lisboa!

A Tarumba - Teatro de Marionetas realiza em Lisboa, entre 31 de Maio e 10 de Junho, a 7ª edição do Festival de Marionetas e Formas Animadas - FIMFA Lx7, um projecto de dimensão internacional que pretende promover e divulgar uma área específica de expressão artística: o universo das formas animadas.

No Teatro Maria Matos terá lugar a abertura oficial, com a companhia holandesa Hotel Modern, o grande destaque do festival.

O Teatro de Marionetas do Porto, referência incontornável das marionetas em Portugal, apresentará a sua última produção - "Cabaret Molotov"- um trabalho de experimentação que juntas as marionetas e o circo.

Paralelamente, irão decorrer espectáculos de pequenas formas, que contaminarão os espaços do teatro e o seu público.


Programação

Sérgio Godinho no Teatro Maria de Matos

Música
SÉRGIO GODINHO
Sala Principal
Em cena de 16-05-2007 a 20-05-2007


Depois do êxito do mais recente trabalho discográfico “Ligação Directa”, que constou nas principais listas de discos do ano da crítica especializada, esta é a oportunidade para ver e ouvir um dos mais carismáticos cantores portugueses, na cidade de Lisboa.

Contactos

tel +351 218 438 800
bilheteira +351 218 438 801
fax +351 218 438 809

e-mail - teatromariamatos@egeac.pt

Teatro Municipal Maria Matos
Av. Frei Miguel Contreiras, Nº 52
1700-213 Lisboa

sexta-feira, maio 18, 2007

||| Maio 07 || Teatro TapaFuros || Liberdade, Liberdade || Kontunkonto

Inatel/Teatro da Trindade e Teatro TapaFuros

apresentam

LIBERDADE, LIBERDADE!

de Filomena Oliveira e Miguel Real



Liberdade, liberdade! pretende reflectir uma certa realidade portuguesa vivida entre os anos 40 e 60 do século XX – no país político do estado Novo salazarista e salazarento em que se desenrolam tensões e conflitos entre presos, guardas e familiares. Um comício relâmpago num café de Lisboa causa a prisão de um estudante católico e de um operário ingénuo. O assalto da Pide a uma tipografia clandestina conduz à prisão de um militante comunista. Reunidos na mesma cela, entre as visitas dos familiares e as desavenças com os guardas, as traições, as denúncias, as corrupções e as cumplicidades, os presos preparam uma fuga que conduzirá cada uma das personagens à liberdade ou à tragédia.

Teatro da Trindade

[Teatro Bar ]

de 10 de Maio a 2 Junho

Quinta a Sábado pelas 23h

texto: Filomena Oliveira e Miguel Real; encenação: Filomena Oliveira; orgânica sonora: David Martins, Pedro Hilário; vídeo: Laura Scheidecker, José Miguel Antunes, Dept. Multimédia do Teatro da Trindade; interpretação: Carla Guerreiro, Filipe Araújo, Flávio Tomé, João Mais, Paula Coelho, Rui Mário, Samuel Saraiva; voz off: Cláudia Faria, José Henrique Neto (vídeo), Paulo Campos do Reis, Sérgio Moura Afonso; design: Pedro Marques; fotografia: Agência Zero; luminotécnia: Laura Scheidecker, José Miguel Antunes; produção executiva: Marco Martin; produção: Filomena Oliveira, Teatro TapaFuros

Duração: 60 min (s/ intervalo) | M/12

Preço: 8€

Bilhetes à Venda: Teatro da Trindade 3ª 14h-18h e 4ª a Sábado 14h-20h | FNAC | www.ticketline.sapo.pt | Ag. Abreu | Ag. Alvalade | Bulhosa Livreiros | Bliss

Informações/Reservas: Teatro da Trindade 213 420 000 | Ticketline 707 234 234

Apoios: Europress || Câmara Municipal de Sintra

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O Teatro TapaFuros e a Junta de Freguesia de Algueirão Mem-Martins

apresentam

Kontunkonto

4ª mostra de teatro para a infância e juventude

«Na primavera, abrir a arca da fantasia! Máscaras coloridas que riem, brincam sonham... Teatro para os mais pequenos mas também para todos. Afinal “todos as pessoas grandes já foram crianças” como referia Antoine de Saint-Exupéry. Durante cinco semanas o Espaço TapaFuros será lugar de encontro e festa do teatro para a infância e juventude. Estórias serão contadas, objectos mágicos se vão revelar, o olhar para encantar. Kontunkonto: uma festa de fantasia! Eu kontunkonto. Sim conto. E acrescento um ponto!» Rui Mário




de 5 de Maio a 3 de Junho

A Festa do Sr. Bigodão Doce, pela Utopia Teatro nos dias 19 e 20 de Maio

Sábados às 16h e Domingos pelas 11h30

(à excepção do dia 26 de Maio em que a sessão será às 11h30)

Espaço TapaFuros

(C.C. Bela Vista, Av. Vitorino Nemésio, Nº 24 – Mem Martins)

Informações: geral@tapafuros.com | 919 053 476

Bilhetes: 5€

Apoios: Junta de Freguesia de Algueirão Mem-Martins, Teatro TapaFuros

Câmara Municipal de Sintra

Enviado por: Produção Tapa Furos

http://www.tapafuros.blogspot.com/

www.tapafuros.com
BLOG de Opinião

AQUI


"... pretende ser mais um espaço de discussão em busca de uma cidadania mais activa."

Enviado por: José Carreira

Grupo de Leitura na Biblioteca de Évora - Reunião dia 29 de Maio, às 21h30

PEIXOTO, José Luís

Cemitério de Pianos / José Luis Peixoto. - Lisboa : Bertrand Editora, 2006. - 315p.

ISBN - 9722515349



Sinopse

Numa Lisboa sem tempo, entre Benfica e o centro, nascem, vivem, sonham, amam, casam, trabalham e morrem as personagens deste livro. No ventre de uma oficina de carpintaria aninha-se o cemitério de pianos, instrumentos cujo mecanismo, à semelhança dos seres que os rodeiam, não está morto, encontrando-se antes suspenso entre vidas. Exílio voluntário onde se reflecte, se faz amor, lugar de leituras clandestinas, espaço recatado de adúlteros, pátio de brincadeiras infantis e confessionário de mortos, é o espaço onde se encadeiam gerações.

Os narradores – pai e filho –, em tempos diferentes, que se sobrepõem por vezes, desvendam a história da família, numa linguagem intercalada de sombras e luz, de silêncio e riso, de medo e esperança, de culpa e perdão. Contam-nos histórias de amor, urgentes e inevitáveis, pungentes, nas quais se lê abandono, violência doméstica e faltas nem sempre redimidas que, no entanto, acabam por ser resgatadas pelo poder esmagador da ternura e dos afectos. Falam-nos de morte, não para indicar o fim, mas a renovação, o elo entre as gerações e a continuação: o pai – relação entre dois Franciscos, iguais no nome e no destino, por um gerado, do outro genitor – nasce no dia da morte desse primeiro Lázaro; o filho, neto do seu homónimo, morre no dia em que a sua mulher dá à luz.


Links

http://www.joseluispeixoto.net/

http://www.joseluispeixoto.net/pianos/

http://www.webboom.pt/ficha.asp?ID=156147

http://www.cm-evora.pt/agendacultural/

Sessão de Poesia


Estimados Visitantes,


Dia 25 do corrente mês, 6ª feira, pelas 18,30 h. a Livraria Poetria realiza mais uma sessão de poesia no Centro Comercial das antigas Galerias Lumière (Ruas José Falcão e das Oliveiras) -PORTO, com poesia brasileira e acompanhamento musical a cargo dos artistas Tilike Coelho e Joaquim Carvalho.

Absolutamente A NÃO PERDER!

Re'Viver o Vinil 2007 - Cais de Gaia


Evento: Re'Viver o Vinil 2007

Data:
Dia 18 - Sexta -Feira 19h - 02h
Dia 19 - Sábado - 11h - 02h
Dia 20 - Domingo - 11h - 20h

Dj's Chibanga / Zequinha/ Tatá / Emmanuel /Patinhas / Chiquinho

Local: Cais de Gaia, Praça Super Bock

Info:

Festa do Vinil com animação turística e cultural. Discos em vinil para troca e muitos eventos relacionados. Expositores de vendedores e coleccionadores de vinil novo e usado. Diversos eventos relacionados com os diferentes estilos musicais (pop rock 60-70-80, música latina, reggae, blues, hip hop e outros). Presença de DJ's durante a tarde e noite e stands de vestuário dos anos 60, 70, 80 e 90. Organização a cabo do Pelouro da Cultura, Património e Turismo de Vila Nova de Gaia.

quinta-feira, maio 17, 2007

Convites WWW.POETRIA.PT

Caros Leitores do Cultura,

Informamos que poderão beneficiar de descontos nos espectáculos que estão a decorrer nas salas de teatro do Porto nomeadamente:

Teatro de Marionetas do Porto - "Bichos do Bosque", no Balleteatro Auditório, de 8 a 12 e 16 a 31 de Maio e de 8 a 17 de Junho.
Teatro Pé de Vento - "O Senhor Juarroz", no Teatro Vilarinha, até 27 de Maio.
Teatro Nacional de S. João e Teatro Carlos Alberto - Espectáculos em curso.

Em caso de interesse queiram contactar-nos por via mail (geral@poetria.pt) ou pelo telefone 222000436 a fim de efectuarmos as respectivas reservas.

As n/melhores saudações.
Livraria Poetria

WWW.POETRIA.PT

quarta-feira, maio 16, 2007

João Miguel Henriques

João Miguel Henriques nasceu em 1978. Estudou em Lisboa, Jena e Edimburgo. Vive e trabalha em Lisboa. Estreou-se em 2005 com O Sopro da Tartaruga. Mantém desde 2003 o blogue Quartos Escuros . Podem escrever-lhe para joaoh@mail.pt, onde, para além de declarações de amor ou ameaças de morte, poderão deixar uma morada postal à qual o autor fará chegar exemplares gratuitos da sua obra.

Breve Entrevista

s.m. Qual é a tua formação e experiência profissional? Que idade tens? Quantos livros já editaste até hoje?
J.H. Tenho vinte e nove anos e uma parte significativa da minha vida de responsabilidades passei-a na universidade. Estudei Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras de Lisboa, com um ano pelo meio na Alemanha, na pequena cidade de Jena. Fiz depois um mestrado na Universidade de Edimburgo, na Escócia, e presentemente estou inscrito em Doutoramento, de novo em Lisboa. Pelo meio fui tradutor e também trabalhei cerca de três anos na edição. Editei um livro de poesia, em 2005.

s.m. Tens mais projectos na gaveta?
J.H. Sim, claro. Tenho mais dois livros acabados, um dos quais tem publicação apalavrada com uma editora.

s.m. Como surgiu o título "O Sopro da Tartaruga"?
J.H. O título apareceu-me de maneira repentina como analogia ou imagem de um sentimento de algum desalento e resignação perante a inevitabilidade de certas coisas, a inevitabilidade do tempo, por exemplo. Eu imagino um sopro de tartaruga como algo de muito leve, muito lento, talvez como o último suspiro de um moribundo. Esse é o espírito que subjaz a muitos poemas do livro. O título em si aparece num deles. Para além disso, a tartaruga é um animal bem simpático.

s.m. O que consideras mais complicado? Escrever poesia ou prosa? Porquê?
J.H. Essa é uma pergunta terrível. Mas uma vez que escrevo poesia e não tanto prosa, apesar de alguma prosa curta que vou mostrando no meu blogue, diria que a prosa é um trabalho mais longo e por vezes ingrato. Claro que há poetas, entre os quais não me conto especialmente, que passam a vida a reescrever poemas, vezes sem conta, até à exaustão. Mas quando leio um romance de que gosto e penso na disciplina e empenho que presidiram à sua criação, fico muitas vezes perplexo.

s.m. Qual foi a sensação de ver um livro com o teu nome, publicado?
J.H. Foi um sentimento de alguma libertação. Eu tinha coisas que queria mostrar para que pudesse depois partir para outras. Este livro fechou uma fase da minha escrita e permitiu que as pessoas me lessem. Isso era uma coisa que não tinha acontecido antes do livro.

s.m. Foi difícil editar? Qual foi o processo?
J.H. Editar é sempre muito complicado. Por isso resolvi fazer uma edição de autor, o que em poesia, ao contrário do romance, é perfeitamente normal. Houve editoras que queriam fazer o desonesto negócio do “editamos o teu livro, ficas lá com a nossa chancela, mas tens de comprar um certo número de exemplares a preço de mercado e assim até fazemos dinheiro contigo antes até do livro sair para as livrarias”. Claro que isto dá uma certa vontade de vomitar. Já que era para investir o meu dinheiro, que pudesse então eu próprio imaginar e produzir o meu livro.

s.m. Em termos literários, acreditas no termo "inspiração"?
J.H. Acredito que há momentos de escrita. Eu não sou daqueles que dizem que vivem para a poesia. Não. A minha vida tem muitas outras coisas. A poesia é muito importante, claro. Mas eu não me sento em casa com a obrigação de escrever um poema. Por isso tenho de dizer que acredito na inspiração em termos de uma ideia ou imagem que possa chegar a mim como poética. Mas a materialização do poema em linguagem não depende só da inspiração.

s.m. O que pensas das edições de autor?
J.H. Como disse anteriormente, acho uma óptima forma de editar, à falta de casas sérias que tenham disponibilidade ou interesse para publicar.

s.m. Quanto tempo dedicas à escrita ou é um processo natural?
J.H. Lá está, a escrita tem momentos. Poderia quantificá-los em tempo se os andasse a registar. Mas não ando. Alterando um pouco a formulação da pergunta, diria que a escrita é um processo com alguma naturalidade.

s.m. Como caracterizas o teu processo de escrita?
J.H. É uma pergunta muito importante para quem a responde. Os poetas, quaisquer criadores, deveriam fazê-la de vez em quando. Os poemas surgem muitas vezes quando não estou a escrever. Surgem na cabeça. Às vezes completo-os mentalmente. Assisto a um episódio, ou é-me relatado um acontecimento, e daí posso efabular o seu conteúdo e construir um poema. Por vezes ouço uma formulação verbal que me desperta algo por ser pouco comum, ou muitas vezes por ser extraordinária, e reproduzo-a, desenvolvo-a num poema. Acontece sempre assim mais ou menos como reacção interior, verdadeira ou puramente fictícia, a estímulos exteriores, verbais ou não. Como disse, estou muitas vezes na rua ou com pessoas quando isso sucede. Depois quando fico sozinho, escrevo.

s.m. Já ganhaste algum prémio literário?
J.H. Dois jogos florais na escola. Conta?

s.m. Ao ler o teu livro sinto nele uma fonte plena de onde brota uma serenidade de sentimentos racionalizados. Concordas?
J.H. A escrita pode ter o poder de ordenar as coisas. Pode nascer da confusão, mas quando escrevo e olho para o poema é às vezes possível dizer “pronto, isto é mais ou menos como as coisas se passam, isto é mais ou menos como aquilo aconteceu ou poderia ter acontecido”. Eu tenho uma grande obsessão pela linguagem. E também a respeito muito. Por isso julgo que as palavras podem ser a justa medida daquilo que ainda não está mediatizado pela linguagem. Talvez venha daí essa “serenidade de sentimentos racionalizados”. Nunca me tinham dito isso, e não sou uma pessoa exemplarmente racional. Mas julgo que pode haver alguma verdade nisso.

s.m. Quando começaste a escrever? Alguma razão em particular?
J.H. Comecei a escrever possivelmente com doze ou treze anos. Não consigo dizer porquê.

s.m. Qual é o teu livro preferido?
J.H. É difícil. Tu sabes. Por isso é que perguntas. Talvez O Náufrago de Thomas Bernhard ou O Pêndulo de Foucault de Umberto Eco.

s.m. Que autores lês?
J.H. Presentemente leio muito ensaio por motivos académicos. Bastante poesia neo-realista. Mas Thomas Bernhard e Seamus Heaney são seguramente dois dos autores mais lidos.

s.m. Qual é o teu conselho para quem queira editar?
J.H. Se não encontram editora que esteja interessada no vosso trabalho, façam uma edição de autor e distribuam-na. Não editem um primeiro livro muito grande e apostem no impacto do livro enquanto objecto.

s.m. Na tua opinião quem é ou foi o melhor poeta até aos dias de hoje?
J.H. Em português, apesar de tantas outras predilecções, Camões é o maior cultor da língua, e é um poeta incomensurável. É evidente que o século vinte em Portugal foi extraordinário, mas Camões deu tanto que é impossível fazer-lhe vista grossa. Agora o melhor poeta do mundo, não consigo dizer. Até a designação “o melhor poeta do mundo” soa fantasiosa.

s.m. Escolhe um poema do teu livro "O Sopro da Tartaruga" e explica a razão da tua escolha.
J.H.
Neste momento escolho o poema “Rendido” (pg. 52). É que nele tento descrever exactamente o que me está a apetecer agora.

Agradeço a disponibilidade e os sorrisos. Transcrevo, em seguida, o teu poema para que os leitores do Cultura possam ver o magnífico poeta que és... ;-) e... boa sorte para os teus projectos futuros!

Rendido

apenas o meu corpo
agarrado à tua pele
nada mais que os teus braços
atravessados sobre mim
quase transparentes

a vida sempre assim
a vida inteira sempre jovem
rendido apenas
rendido
nada mais

in O Sopro da Tartaruga de João Miguel Henriques [pág. 52]