| Elas Sou Eu (O que a gente não faz para pagar a renda) Interpretação: Eduardo Gaspar Encenaçao: Hugo Sovelas Espaço Cénico: LDC Interiores Figurinos: Eduardo Gaspar Acessórios: Anna Ludmilla Peruca e Maquilhagem: Moreno Cabeleireiros Banda Sonora: Eduardo Gaspar e Hugo Sovelas Arranjos Musicais: Marco Pombinho Sonoplastia: Maria João Castanheira Desenho de Luz: Eduardo Gaspar Criação Gráfica: Helena Percheiro Fotografias e Pós-Produção em Vídeo: Cristina Novo e Adriano Silva Operação de Som e Luz: Companhia Teatral do Chiado Operação de Vídeo: Tiago Silva Produção: Teatro Novo |
| ||||
| Local: Teatro-Estúdio Mário Viegas Em cena de 2007-05-31 a 2007-06-28 Horário: Quintas-Feiras às 21h30 Classificação: M/16 uma produção Teatro Novo do Brasil |
domingo, junho 10, 2007
Companhia Teatral do Chiado
Teatro da Cornucópia, Lisboa
Tradução Fiama Hasse Pais Brandão
Encenação
Cenário e figurinos
Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção
Distribuição Dinis Gomes, Duarte Guimarães,
Teatro do Bairro Alto, Lisboa
De 31 de Maio a 24 de Junho de 2007
De 3ª a sábado às 21:00
domingo às 16:00
sexta-feira, junho 08, 2007
Reflexos do gozo escópico do macabro no espelho da Sociedade de Consumo - Sobre a exposição "O corpo humano como nunca o viu"
Lembremos que, por exemplo, para Marx a feiticização da mercadoria, no qual as coisas são transformadas em objectos de consumo, é o sintoma do capitalismo, ou que a psicanálise considera "que o feitiço é de certa maneira uma imagem" (Lacan), acrescentemos, uma imagem especial, porque investida com um determinado poder, valor, atributo ou estatuto, investimento que tem a importância de fazer desmentir (Verleugnung) algo que no Real adveio como traumatizante. Tentarei esboçar ao longo do texto a relação entre o feitiço, a imagem e o trauma em função do mais-além do gozo.
Começarei, por ora, por abordar a questão do gozo. Cabe dizer que a relação do sujeito com o seu gozo se assemelha à de alguém arremessado no interior nave espacial numa aventura mortal rumo ao desconhecido, à aposta de um planeta in-visível, a um gozo que se supõe existir mesmo sem se saber como existe (temos como exemplo, a aventura dos Descobrimentos marítimos portugueses).
Sem dúvida que neste 'algo' que no sujeito procura ir sempre mais além, a ciência ocupa hoje um papel fulcral. Um dos imperativos existenciais que a move é a injunção de ultrapassar decrépitos e aborrecidos gozos na descoberta de novos, atingir o mais-além futuro do descoberto mais-além recente. O certeiro enunciado de Merleau-Ponty que aqui se aplica, "o achado é o que clama por novas buscas", traduziria-o ao modo de um aforisma lacaniano: "o gozo é o que clama por novas buscas".
Noutras palavras, é o caos, no sentido do que está fora da lógica, que, na verdade, ordena a ordem. Logo que o caos deixe de o ser, submetido seja à ordem filosófica, religiosa, matemática ou outra qualquer, inevitávelmente se arrasta em direcção a um novo caos que se gerou ao domesticar o anterior. Talvez tenha sido este movimento produtor de um sempre renovado mal-estar na civilização que Freud como ninguém soube analisar.
A ciência não é excepção a esse movimento: ao mesmo tempo que introduz uma nova ordem, introduz um novo caos, um novo Fora, como diria Deleuze, à sua lógica. O que coincide pelo avesso, sem que os teóricos que concebem existência do Desejo como uma harmonia fundamental estejam de acordo, com o sujeito: ele, no seu íntimo como irreconhecivelmente exterior, procura o caos, a desordem, a des-harmonia a serem experimentados. Ou seja, a experiência de um gozo desconhecido que gravita num lugar além do visível, mas que, contudo, só poderá ser pensado como pertença ao mais íntimo do sujeito. Como diria Deleuze, "nesse fora mais longínquo do que qualquer mundo exterior, pois é um dentro mais profundo do que qualquer mundo interior", é esse gozo que surge pelo lado da inquietante estranheza, do Unheimlich de Freud, como o lugar do inabitante ek-sistente, onde a des-harmonia é o acorde principal que, mesmo fora de tom, organiza a partitura sem que nela esteja incluída. Não é essa des-harmonia que o Zaratustra de Nietzsche visa quando afirma que - "o que se pode amar no Homem é ser ele de transição e perdição"?
É do lugar do inabitante que urge falar, na medida em que lhe preside hoje com a ciência a captura numa vontade de gozo inédita, de ultrassagem de tudo o que foi dito e feito em direcção ao radicalmente autêntico novo, um novo que, para parafrasear Lacan, se apresenta "menos inabitável que inabitante, menos inabitual do que inabitado" por sua virtualidade.
"O corpo humano como nunca o viu" é o nome do acontecimento em causa. Consiste numa exposição de corpos e orgãos humanos reais e sem vida, preservados através de um processo de polimerização desenvolvido pelo anatomista alemão Gunther von Hagens. Tal processo tem como propósito mostrar o corpo humano tal como ele é na realidade, como nunca visto, segundo é dito.
Pelo menos esta exposição tem o mérito de despertar algo comum em todos nós: curiosidade, uma curiosidade, porém, fugidia às palavras. Ora, tentemos, pois, capturar nas palavras o que aqui está em causa.
Parece-me que, sobretudo, o que se expressa por intermédio destes cadáveres em exposição, é possibilitar a massificação do gozo do olhar para a face da morte mas sem tudo aquilo que nela causa horror, o seu Real, o que torna o evento um autêntico espectáculo bizarro, um freak show denegadamente bizarro. Este é um exemplo ilustrativo do que Alain Badiou designou como a questão fulcral dos nossos tempos: a Paixão pelo Real. É também essa Paixão pelo Real que se alimenta da escopofilia na industria pornográfica, por exemplo.
Como indica Zizek, "é nesse ponto extremo que se produz a inversão: quando nos aproximamos mais do objecto do desejo, o confronto directo com o real da carne nua transforma o fascínio (...) em repulsa."
Neste sentido, é a ciência que permite ao discurso do capitalismo fazer funcionar um feitiço, não mais mágico mas científico, que desminta (Verleugnug) o confronto com o real da carne e que impeça a inversão pela qual surge a repulsa. O ponto de recalcamento onde ocorre uma 'parada da imagem' indutora do feitiço, é o ponto limite onde o sujeito poderá continuar olhar objecto mas sem ser afectado pelo que do Real promulgaria essa inversão.
Fundamental para se entender esse ponto de recalcamento, é o deslocamento do recalcamento que a ciência institui do Simbólico para o Real. É o Real que se trata de recalcar radicalmente e não mais o que no simbólico insiste. É deste modo que a Paixão pelo Real que o discurso do capitalismo introduz é, na verdade, um semblante, um espectáculo da aparência, que mais não faz do que des-governar o sujeito face a si próprio. O paradoxo é que a verdadeira paixão vai instituir-se como um acto de desespero face à Falta de Real. Temos os casos dos suicídios, do fenómenos das adolescentes que se cortam, da ingestão excessiva de alimentos, do consumo de drogas, do sexo promíscuo, da condução a alta velocidade, dos vários comportamentos inerentes ao que Ulrich Beck apelidou de Sociedade do Risco, etc, que são ilustrativos disso. Que melhor meio do que através do corpo, na medida em que afectado por uma inerente corporeidade passível da morte, do sexo, do traumatismo físico, da amputação, das cirroses hepáticas, das doenças cardiacas, da SIDA, etc, para atingir o Real que lhe é sub-traído. Essas são as verdadeiras e desesperadas paixões pelo Real, que caminham a par e passo com a virtualização do mundo no mundo do espectáculo. Quanto a isso, parece-me que as práticas pegadógicas e de incremento da percepção de risco arriscam-se a ser nada mais do que práticas higienizadoras meramente em função de estatísticas e alegremente desconhecedoras do que faz funcionar essa 'Sociedade do Risco'.
Curiosamente, como nos diz Guy Debord na 2ª tese da sua "Sociedade do Espectáculo", o "espectáculo em geral , como inversão concreta da vida, é o movimento autónomo do não vivo". Somos reenviados para o lugar do inabitante. O que está em causa nesta exposição, como algo representativo da forma como se olha a morte hoje, é que não é do morto que se trata nessa exposição: é de nós próprios como não-vivos, como de alguém que lentamente deixa de viver no real, para aderir de livre vontade a um sono dogmático-virtual. Somos nós que, na sociedade do espectáculo capitalista, vamos ocupando o lugar do inabitante sem que seja ele a habitar em nós como um Fora. O lugar do inabitante tende hoje a ser inabitável na 'Sociedade do Espectáculo': ele é o próprio lugar do espectador.
Consideremos o sonho, para avançar um pouco mais. No sonho, a função do despertar permite que o sujeito não se confronte com o horror que com ele se vai entrecruzar. O ponto onde no sonho se produz a inversão do fascínio para a repugnância, para o horror, para o pesadelo, é o ponto no qual o sujeito deveria ter acordado mas continuou a dormir, é o ponto onde 'algo' do Real se manifesta no sonho. No discurso do capitalismo o que está em questão é permitir que o sujeito continue a dormir acordado, que não encontre o Real que o faria despertar e ocupar o seu lugar como sujeito e não como subserviente de um feitiço.
No nosso caso, trata-se do Real da decomposição do cadáver que é desmentido, e com ele a própria morte como traumática, de forma a que possa ser presenciada como um espectáculo.
Interroguemo-nos: será que é uma mera curiosidade que move os visitantes a exposição? Será que o primado do "ver é saber", o princípio moral base defendido pelos organizadores da exposição, é, na verdade, o princípio da exposição? Será que podemos realmente subtrair o cadáver cientificamente esquartejado dessa equação?
Deixemo-nos de subtilezas, pois podemos imaginar os ganhos astronómicos que esta exposição gera. O que está em questão para uns, para quem organiza a exposição, é a questão monetária, à custa do que é colocado em jogo para os outros, os visitantes, o trauma e os fastasma imbricados no real da morte. Se fosse meramente o saber que proporciona a visão, com certeza que a ciência possibilitaria muitas formas de concretizar essa experiência, não fosse a incógnita excluída, o gozo escópico da morte.
O que este gozo dá a ver é também aquilo que Bernard Stiegler chamou a miséria do simbólico, a miséria pela qual o sujeito foge abandonado a um certo estilo de compulsão de repetição, a miséria onde o que está em causa não são representações mas o que Charles Melman chamou de uma "presentação do objecto: ele é o limite do que pode ser ofertado à visão".
Este limite, no qual é a coisa e não a sua representação que é ofertada, permite-nos fazer um ponto de situação sobre a nossa relação com o saber-viver, considerando-o pelo entrelaçamento entre o simbólico, o real e o imaginário, por onde se entranha um vinculo à morte, onde Heidegger fez advir o seu ser-para-a-morte, e ao sexo, do qual Lacan extrai a não existência da relação sexual. Ora, a morte tem lugar na economia subjectiva como uma consequência do recalcamento primordial, recalcamento primevo que consiste na forma pela qual a nossa natureza animal é subvertida ao sermos atravessados pela linguagem, e que se reifica no interior da própria ritualização que envolve o acto fúnebre. É o corpo morto o que fica recalcado, coberto pela terra enlaçada com as últimas palavras, com uma última despedida. É com essas palavras que é colocado um ponto final a esse corpo, com o real da sua corporeidade, no mundo dos vivos. São essas palavras que o fazem existir simbolicamente no mundo dos vivos, na medida em que selam num acto simbólico o seu lugar último, o seu destino.
A presentação do cadáver é o apanágio de uma época onde a miséria do simbólico condena à des-sacralização a própria morte, des-sacralização contra a qual Antígona pagou com a própria vida; é o próprio limíte do inumano, onde um feitiço tecnológico permite que se sustente uma imagem volatilizadora do traumático, supressão esta do traumático que poderá ser lida nos termos hegelianos, pois trata-se de uma supressão que conserva (Aufhebung), que afirma que alí existe um Real desmentido que retorna, doravante, sob a forma irreconhecível de uma paixão desesperada, excessiva, hiper, como é o apanágio da nossa contemporaneidade.
É o próprio morto que vive literalmente entre os vivos, não no simbólico ou no imaginário, mas no Real, de exposição em exposição, signo perfeito do desnorteamento do sujeito que já não sabe como olhar para morte, como se posicionar face ao Real da morte, como se situar face à tragédia do seu destino.
A época da miséria do simbólico, a hipermodernidade como é chamada, é isso mesmo: a higienização e estetização do gozo e a des-sacralização do simbólico. Quem sabe se a própria decomposição cadavérica não servirá no futuro para uns, como factor de lucro, e para outros, como fonte de gozo, de um gozo que já não é o do in-visível mais além mas o seu simulacro, por onde se limita o próprio mais-além intrínseco ao acto de gozar a uma massificação generalizada de um in-visível virtual.
quinta-feira, junho 07, 2007
Sessão de Autógrafos - José Luís Peixoto
Local: Feira do Livro de Lisboa - Bertrand Editora - Pavilhão Nº 125
Horário de abertura:
2ª a 6ª às 16h00
Sábados, Domingos e Feriados às 15h00
Horário de encerramento:
De Domingo a Quinta-Feira às 23h00
Sextas-Feiras, Sábados e Vésperas de Feriado às 24h00
terça-feira, junho 05, 2007
doclisboa 2007
18 a 28 de Outubro - Culturgest
segunda-feira, junho 04, 2007
50 Anos de Arte Portuguesa
Entre os dias 5 de Junho e 9 e Setembro vai decorrer uma exposição com uma selecção de 150 obras da colecção do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão. Estas obras foram escolhidas em articulação com a documentação existente sobre os artistas apoiados (com subsídios e bolsas) pela fundação, desde 1957 até à actualidade.Mais informações:
Endereço: Avenida de Berna, 45 A
Telefone: 217 823 000Fax: 217 823 021
Internet: www.gulbenkian.pt
E-Mail: info@gulbenkian.pt
Acessos: Autocarro: 6, 718, 726, 31, 42, 46, 51, 56
Metro: S.Sebastião, Praça de Espanha (Linha Azul)
sábado, junho 02, 2007
13º Super Bock Super Rock
1º ACTO - 28 JUNHO
16h00 - 16h30 Men-Eater
16h45 - 17h15 More Than a Thousand
17h30 - 18h00 The Blood Brothers
18h20 - 19h10 Mastodon
19h40 - 20h30 Stone Sour
20h50 - 22h05 Joe Satriani
22h45 - 01h30 Metallica
2º ACTO - 03 JULHO
17h00 - 17h15 Banda Pre-Loader
17h30 - 18h15 Bunnyranch
18h35 - 19h25 The Gift
19h45 - 20h45 Klaxons
21h05 - 22h05 Magic Numbers
22h25 - 23h40 Bloc Party
00h00 - 01h30 Arcade Fire
04 JULHO
17h00 - 17h30 Mundo Cão
17h45 - 18h25 Linda Martini
18h45 - 19h45 Clap Your Hands Say Yeah
20h05 - 21h05 The Rapture
21h25 - 22h25 Maximo Park
22h45 - 00h00 The Jesus & Mary Chain
00h20 - 01h35 LCD Soundsystem
05 JULHO
17h00 - 17h20 Anselmo Ralph
17h35 - 17h55 Micro Audio Waves
18h10 - 18h50 X-Wife
19h05 - 19h50 The Gossip
20h10 - 21h00 TV On The Radio
21h20 - 22h35 Scissor Sisters
23h05 - 00h25 Interpol
00h45 - 02h00 Underworld
Informações:
Local: Parque do Tejo - Parque das Nações (Lisboa)
Data:
1º Acto - 28 de Junho 2007
2º Acto - 3,4 e 5 de Julho 2007
Bilhetes: Passe de 4 Dias - 78 €
Bilhete Diário - 40€
*Campismo gratuito entre 27 de Junho e 6 de Julho no Campo de Futebol da Expo, a 500m do recinto, para portadores de passe de 4 dias
Abertura de Portas : 15:00H
Inicio de Espectáculo : 17:00H
Locais de Venda: Multibanco, Fnac, CTT, ABEP, Alvalade e Ticketline
(Reservas: +351 707234234 e www.ticketline.sapo.pt).
Em Espanha:BreakPoint (Reservas: +34 986205588 e www.breakpoint.es) e Ticktackticket (Reservas: +34 902150025 www.ticktackticket.com)
sexta-feira, junho 01, 2007
Recanto Oriental no Porto
quinta-feira, maio 31, 2007
1de Junho... Dia Mundial da Criança
Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950? Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945. Muitos países da Europa, do Médio Oriente e da China entraram em crise. As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Algumas nem pais tinham!
Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes, durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.
Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.
Clica aqui para leres sobre esta organização.
Mesmo assim, era difícil ajudar as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos seus direitos.
Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.
Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:
- afecto, amor e compreensão;
- alimentação adequada;
- cuidados médicos;
- educação gratuita;
- protecção contra todas as formas de exploração;
- crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
Sabias que só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?
A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança".
Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz. Quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!).
Clica aqui para os leres. Estão escritos de uma forma mais simples para tu os perceberes melhor.
Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!
Fonte: Clube Júnior
Centro Nacional de Cultura

TRÊS NOVAS PUBLICAÇÕES APRESENTADAS POR JOÃO BÉNARD DA COSTA
NO DIA 31 DE MAIO NO CNC
Hoje pelas 18h00 terá lugar na Galeria Fernando Pessoa do Centro Nacional de Cultura o lançamento do livro ANTÓNIO ALÇADA BAPTISTA - TEMPO AFECTUOSO: HOMENAGEM AO ESCRITOR E AMIGO DE TODOS NÓS, publicado pela editorial Presença com a colaboração do CNC. Nesta ocasião, João Bénard da Costa fará uma apresentação das revistas O TEMPO E O MODO – 1ª série, lançada em DVD-ROM pelo Centro Nacional de Cultura com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação Mário Soares, do Seminário Livre de História das Ideias da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Biblioteca Nacional, e da revista RAIZ E UTOPIA, cuja antologia foi recentemente editada pelo Centro Nacional de Cultura com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
quarta-feira, maio 30, 2007
Conceição Bernardino
Conceição Bernardino - Eu é que agradeço. Completei o 12º ano na área de Contabilidade. Ainda frequentei o instituto superior de contabilidade e administração do porto até ao 2º ano, mas por motivos pessoais tive que abandonar os estudos, sempre na qualidade de trabalhadora estudante. A nível profissional a mais relevante foi aos 18 anos, quando tirei um curso de monitora para dar aulas de formação profissional dentro da empresa que trabalhava na área do calçado.
s.m. Para além da escrita tem mais alguma paixão artística que queira partilhar connosco?
C.B. Sim, a minha segunda paixão é o desenho, a pintura mas sem ousadia para seguir esse caminho fico-me pelos rabiscos.
s.m. Noto-a como uma pessoa extremamente sensível e preocupada com o mundo. Aliás, o seu livro é prova disso mesmo. Deseja comentar?
C.B. Não sei se serei mal interpretada, desde muito jovem que os problemas sociais e humanos sempre fizeram parte da minha personalidade. São factores que me chocam muito a desumanidade, o egocentrismo. Embora no meu livro surjam muitos poemas representativos, também procuro que eles sejam esclarecedores para quem os lê.
s.m. Como surgiu o título "Alma Poética"?
C.B. Da entrega com que me dedico à escrita e como se trata de poesia da cumplicidade de escrever com alma.
s.m. Já escreveu prosa/ romance? Considera mais difícil escrever poesia ou prosa?
C.B. Nunca escrevi romance mas penso um dia escrever. Quanto a escrever prosa ou poesia não se trata de graus diferenciados entre dificuldades. Penso que escrever, seja qual for o estilo, não é fácil.
s.m.Será possível levantar um pouco o véu dos seus projectos futuros para os nossos leitores?
C.B. Apesar de escrever já há alguns anos, só no ano passado é que eu comecei a retirar a escrita da gaveta, como se costuma dizer. Não me considero uma escritora, ainda tenho muito que aprender, é claro que tenho projectos mas por vezes falta o fundo de maneio e as conjunturas. Resta-me, continuar a lutar como tenho feito até hoje.
s.m. O seu livro foi editado em que condições?
C.B. O meu livro foi editado pela “Corpos Editora” que investe em novos autores, enviei para lá os meus poemas via mail como faço, para outras editoras, e obtive uma resposta favorável perante a minha situação financeira. Porque é preciso lembrar quem nos lê e quem está inserido no mundo da escrita, que para além do talento, não basta. Conheço imensas pessoas com talento fenomenal que continuam a escrever para a gaveta porque para editar um livro aparecem-nos muitas restrições e uma delas é o autor não ter quem o ajude financeiramente.
s.m. O que pensa das edições de autor?
C.B. Esta pergunta está um pouco relacionada com a anterior, visto que o poder financeiro está sempre em primeiro lugar apesar de, muitas vezes, também termos falta de informação, porque somos novatos nestas caminhadas quer sejamos autores, editores e/ou livreiros. Procurar livrarias que exponham os nossos livros à venda não é nada fácil para quem não tem nome no mercado.
s.m. Qual é a sua opinião em relação ao mundo editorial?
C.B. Muito sinceramente este é um mundo de que ainda não tenho grande conhecimento para poder opinar, mas do pouco que conheço, salve-se quem puder...
s.m. Acha que existem mais leitores de poesia ou romance? E qual será o motivo?
C.B. De romance com toda a certeza, porque as pessoas ainda têm a ideia de que a poesia é muito complexa em termos literários, não existe grande divulgação a nível educacional das partes competentes que elucidem as massas a lerem mais poesia. O romance é mais cativante para os leitores, existe uma história que se vai desenvolvendo com seguimento até atingir a compreensão e o entusiasmo dos leitores.
s.m. O que sentiu com a publicação do seu livro?
C.B. Foi exactamente isto que senti... Essa noite ficará eternamente na minha alma... Os sentimentos misturaram-se em emoções, que a minha mente recorda em cada pedacinho retratado de toda aquela envolvência. O calor humano, a amizade, a afinidade e os abraços que surgiam calorosos de carinho. Estremeci entre a emoção e o nervosismo que me afagava, as palavras que dizia com todo o amor a todos os que se dirigiam a mim. Por momentos sonhei, mas ao desfolhar uma das páginas do meu livro, tive a certeza que ele não me pertencia só a mim, mas sim a todos que fizeram dele uma realidade. Foi então que me apercebi... que o mais importante naquela noite não era o facto de estar a lançar o meu primeiro livrinho... mas sim a ternura que se recebe entre a igualdade das diferenças que se constroem, em amizades.
s.m. Teve algum tipo de formação em Literatura Portuguesa ou Escrita Criativa?
C.B. Não.
s.m. Em termos literários, acredita no termo "inspiração", "transpiração " ou na simbiose?
C.B. Para mim a inspiração tem um elo muito forte com a poesia, se escrevo poesia sobre momentos que já vivi, representativos da minha vida é claro que a vou apresentar como se estivesse a falar de alguém, mas quando a poesia é volúvel sobre vários temas, a fome, guerra, miséria, paisagem, etc. a inspiração está constantemente na minha mente através de factos verídicos com que me deparo, um simples gesto, um olhar para o lado e reparar em pequenas grandes coisas que escapam ao olhar de muita gente. A própria música na maioria das vezes é a minha fonte de inspiração. Quando escrevo outro tipo de literatura, por exemplo, crónicas, aí entra a investigação, a leitura, a metamorfose, tento colocar-me no lugar de quem escrevo. A prosa surge voluntariamente, sim com alguma transpiração e simbiose. Mas sem trabalho nada feito.
s.m. Organiza o seu tempo para escrever?
C.B. Nos tempos livres que me sobram entre as tarefas múltiplas que ocupam os meus dias.
s.m Como caracteriza o seu processo de escrita?
C.B. Simples, humilde para que todos os que lêem possam compreender a mensagem que tento transmitir. Que possam reflectir.
s.m. Noto no seu livro uma grande disciplina em termos de estruturação dos poemas. Qual a razão?
C.B. Talvez porque, saem da forma mais elementar, ingénua da alma que me alimenta as palavras.
s.m. Alguma vez se aventurou no mundo dos Prémios Literários? (Em caso afirmativo, indique aqueles que ganhou.)
C.B. Já, em concursos de poesia mas nunca ganhei nenhum prémio.
s.m. Quando começou a escrever?
C.B. Os tempos levam-me a memória, mas sei que foi na minha adolescência quando precisei de confidenciar com alguém, tudo aquilo que o nosso pensamento constrói sufocado dentro de quatro paredes. É fácil falar, ser um bom ouvinte é complicado... Quando o silêncio nos cala a dor, as palavras são as nossas mais fiéis companheiras.
s.m. Que autores lê frequentemente?
C.B. Sinceramente, não tenho autores pré definidos, leio um pouco de tudo se falar de autores teria que mencionar imensos. Mas posso divulgar alguns: Florbela Espanca, Pablo Neruda, Paulo Coelho, Augusto Cury, Carlos Simão, Fernando Costa Soares, Sebastião Estácio da Veiga, Louise L. Hay, Isabel Allende, entre tantos outros, mas não posso deixar de mencionar os novos autores: Pedro Lopes, Maria Petronilho, Alexandra Caracol, Marita Ferreira, Bruno Pereira, Margarete da Silva, Paz Kardo, Lucia Ribeiro, Rosa Anselmo pois ajudam-nos a visualizar o futuro.
s.m. Qual é o seu livro e autor preferidos? Porquê?
C.B. Um dos meus livros preferidos e que me marcou muito foi: “Os filhos da Droga” da autora Christiane F. Pela complexidade e pela descrição que retrata a actualidade ao ler este livro, era eu ainda uma adolescente, fiquei estupefacta com uma realidade marcante que hoje se transformou num flagelo da nossa sociedade.
s.m. Que conselho daria a quem sonha retirar da gaveta as suas palavras?
C.B. Para ter coragem e expor os seus escritos, tendo noção que nada é fácil mas que vale sempre a pena lutar pelos nossos sonhos. A riqueza interior, ninguém nos tirará, será sempre o nosso maior presente.
s.m. Escolha um poema, do seu livro, para acompanhar a sua entrevista.
Insanidade perfeita
Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou, eu
A doce mulher
A insana, poeta...
in Alma Poética de Conceição Bernardino [pág. 24]
FMM SINES - Festival Músicas do Mundo 2007
Entre 20 e 28 de Julho de 2007, em Sines e Porto Covo, a nona edição do Festival Músicas do Mundo traz ao Litoral Alentejano 32 concertos com artistas dos cinco continentes.
Eleitos na última edição dos mais prestigiados prémios de "world music" do mundo - os BBC Radio 3 World Music Awards - como melhor grupo das Américas, melhor artista africano e revelação de 2006, Gogol Bordello (EUA/Ucrânia), Mahmoud Ahmed (Etiópia) e K'Naan (Somália) são três destaques do programa da nona edição do Festival Músicas do Mundo, uma organização da Câmara Municipal de Sines, que se realiza entre 20 e 28 de Julho, no concelho de Sines.
Bellowhead, o mais importante grupo da folk britânica do séc. XXI, Rachid Taha, uma das maiores figuras da música com raízes no Magrebe, e Darko Rundek, o grande cantautor croata, são outros três espectáculos em evidência entre 32 que fazem o programa mais extenso de sempre do maior festival português deste género.
Repartido por quatro palcos, um na aldeia de Porto Covo (junto ao Porto de Pesca) e três na cidade de Sines (Castelo, Avenida da Praia e Centro de Artes), o FMM 2007 será uma das maiores festas da diversidade da música alguma vez realizadas no nosso país.
SEXTA, 20 DE JULHO
O nono Festival Músicas do Mundo abre, sexta, 20 de Julho, às 21h30, em Porto Covo, com um dos mais interessantes projectos do folclore português. Partindo da música, dança e língua das Terras de Miranda, os Galandum Galundaina dão um espectáculo fiel à tradição e divertido.
Darko Rundek é o grande cantor e compositor da Croácia. No segundo concerto do dia, às 23h00, apresenta-se com os oito instrumentistas da Cargo Orkestar uma música doce e miscigenada, em canções que tratam as viagens e a solidão no mundo globalizado.
Às 00h30, uma das revelações da "world music" em 2006. Etran Finatawa reúne músicos de dois povos nómadas do Níger, tuaregues e "wodaabe", para um concerto em que vozes, guitarra eléctricas e percussões se unem para cantar a vida na savana.
SÁBADO, 21 DE JULHO
No segundo dia de música em Porto Covo, o americano Don Byron, um dos mais importantes clarinetistas do jazz do mundo, traz a Porto Covo o disco de 2006 "Do The Boomerang", onde visita a música de Junior Walker, pioneiro da música soul dos anos 60. Às 21h30.
Às 23h00, a música sempre surpreendente do Mali, com a cantora mandinga Mamani Keita, uma das melhores vozes africanas actuais, apoiada pelo guitarrista francês Nicolas Repac.
O Leste contemporâneo fecha a noite, às 00h30. Eleitos melhor nova banda da Rússia em 2002, os Deti Picasso fundem melodias de canções tradicionais da Arménia com rock russo.
DOMINGO, 22 DE JULHO
O último dia do festival na aldeia retoma a Europa Oriental.
Entre os grupos mais interessantes do jazz centro-europeu, os húngaros Djabe abrem a noite, às 21h30, com o seu encontro de música improvisada, tradição popular húngara, ritmos de todo o mundo e referências do rock progressivo.
Às 23h00, um espectáculo em estreia mundial. Karl Seglem é um dos melhores saxofonistas noruegueses. Rão Kyao foi o músico que levou o saxofone ao fado e trouxe a flauta oriental à música portuguesa. Juntam-se, pela primeira vez, no FMM 2007.
A música termina com o escaldante "Ska dos Cárpatos" dos ucranianos Haydamaky. Às 00h30, um cruzamento de reggae, punk e música tradicional vai pôr o público a dançar.
SEGUNDA, 23 DE JULHO
Segunda-feira, o festival transita para Sines.
Marcel Kanche e Ttukunak preenchem a primeira noite no Auditório do Centro de Artes de Sines.
O cantautor Marcel Kanche é uma figura especial da música de França. Entre a chanson française, o jazz e o rock experimental, tem recebido elogios entusiásticos da imprensa do seu país e internacional. Às 21h30.
Ttukunak são duas irmãs gémeas do País Basco exímias tocadoras da "txalaparta", instrumento de percussão com uma história de 2000 anos que tratam de uma forma ao mesmo tempo elegante e vigorosa, tradicional e inovadora. Às 23h00.
TERÇA, 24 DE JULHO
Dia 24, ainda no Auditório do Centro de Artes, Lula Pena e o Jacky Molard Acoustic Quartet.
Com uma carreira quase toda feita fora do nosso país, Lula Pena é uma das mais intensas e misteriosas artistas portuguesas. Entre o fado e a pop, entre a música brasileira e a música árabe, ouve-se, a partir das 21h30, a alma universal de uma cantora de voz única.
O violinista Jacky Molard é uma instituição da música da Bretanha. Regressa a Sines em 2007, pela primeira vez num grupo com o seu nome, onde aproxima a música bretã da música irlandesa, do jazz "manouche" e de sons orientais. Às 23h00.
QUARTA, 25 DE JULHO
Dia 25, um momento sempre esperado: a música arranca no Castelo, e, este ano, um dia mais cedo, logo na quarta-feira.
O maior percussionista do mundo, o indiano Trilok Gurtu, é o primeiro a subir ao palco, às 21h30, com o quarteto de cordas italiano Arkè String Quartet e a cantora Reena Bhardwaj. Uma fusão indo-mediterrânica, com o lirismo das cordas e o fogo das percussões.
Eleitos melhor grupo e espectáculo nos Folk Awards da BBC Radio 2, os Bellowhead são a maior revelação da folk britânica no século XXI, responsáveis por uma riqueza tímbrica e harmónica nunca antes ouvida na música tradicional inglesa. Às 23h00.
O último concerto do dia no Castelo (00h30) cabe aos Kasaï Allstars. Com mais de uma dezena de músicos e bailarinos de várias bandas e etnias congolesas, este é um espectáculo muito visual, sobre música tradicional com tratamento eléctrico artesanal.
Na Avenida da Praia, às 2h30, uma nova visão da tradição musical do mais antigo povo do Japão. A Oki Dub Ainu Band cruza a tradição acústica Ainu, o "dub-reggae", a electrónica e a música afro-americana num som de dança completamente inesperado.
QUINTA, 26 DE JULHO
É na praia que começa a música, quinta-feira, 26 de Julho. Harry Manx, britânico radicado no Canadá, é um bluesman singular. Com o seu instrumento híbrido de guitarra e "setar", a música que faz é um encontro entre a canção americana e as texturas musicais da Índia. Às 19h30.
Já no Castelo, lugar ao contrabaixista português Carlos Bica, um dos melhores músicos de jazz da Europa. Acompanhado dos americanos Frank Möbius e Jim Black e do DJ alemão Ill Vibe apresenta-se às 21h30 com o seu projecto mais emblemático, "Azul".
Oriundos de um raro matriarcado da África de influência árabe, os malianos Tartit são um dos mais comoventes grupos em actividade. Juntando homens e mulheres, canto e dança, eléctrico e acústico, os seus blues do deserto são absolutamente a não perder, às 23h00.
A fechar o Castelo, às 00h30, um mito. Melhor artista africano de 2006, eleito pela BBC, o etíope Mahmoud Ahmed é um dos mais extraordinários cantores do mundo. Os ritmos circulares da tradição etíope, pop e jazz, num dos concertos mais esperados do FMM.
A noite de quinta acaba, às 2h30, na Av. Praia. Considerado um dos cantores com mais soul do reggae actual, o britânico Bitty McLean actua no FMM com a secção rítmica mais importante da história do género, Sly & Robbie, os génios jamaicanos do drum n' bass.
SEXTA, 27 DE JULHO
Sexta-feira, 27, a Oceania estreia-se no festival. O pianista neo-zelandês Aron Ottignon está em Sines com o grupo Aronas para um concerto de jazz com um caldeirão de influências, entre elas os ritmos das ilhas da Polinésia. A ouvir na praia, às 19h30.
No Castelo, há Brasil, Estados Unidos e Argélia.
Com pouco mais de 30 anos, Hamilton de Holanda foi considerado pelo mestre Hermeto Pascoal "o maior bandolinista do mundo". Animal de palco, toca de forma vertiginosa um repertório de música popular, erudita e jazz. Às 21h30, com o seu quinteto.
Às 23h00, o mais famoso quarteto de saxofones do mundo, o World Saxophone Quartet, regressa a Sines com "Political Blues", jazz condimentado de blues e muito funk, com letras que criticam o clima político dos Estados Unidos contemporâneos.
Às 00h30, Rachid Taha. Porta-voz de uma geração de músicos árabes a viver na Europa, este cantor argelino cruza ritmos do Norte de África, música de dança e atitude punk para criticar as hipocrisias dos dois lados do Mediterrâneo.
Na praia, a partir das 2h30, uma "big band" empenhada em encontrar novos caminhos para a música tradicional italiana. La Etruria Criminale Banda une, sem chocar, estilos tão diferentes quanto a tarantela, música de circo, tango, ska e swing.
SÁBADO, 28 DE JULHO
O último dia de música tem a Bretanha como ponto de partida. Liderada por Erik Marchand, a orquestra Norkst parte em busca da recuperação da riqueza modal da música bretã, reencontrando parentescos com o Oriente e os Balcãs. Na Av. Praia, às 19h30.
Às 21h30, já no Castelo, uma cantora desconcertante, Erika Stucky. Tradição suíça, rock, pop alternativa e jazz vanguardista desaguam num imaginário muito pessoal. Acompanha-a para a estreia em Portugal o grupo Roots of Communication.
Eleito pela BBC Radio 3 revelação das músicas do mundo de 2006, o rapper somali K'Naan volta a Sines para a entrada decisiva do género no coração histórico do festival, o Castelo. "Hip hop" com sabor acústico e africano, num concerto fundamental, a ouvir, às 23h00.
Também premiado pela BBC, neste caso como melhor grupo das Américas, os Gogol Bordello estreiam-se em Portugal para um espectáculo efervescente. Entre os Estados Unidos e a Ucrânia, o festival encerra no Castelo, às 00h30, com punk cigano e fogo-de-artifício. Mais uma estreia absoluta no nosso país.
Para gastar as últimas energias, às 02h30, uma descida à praia, para ouvir e dançar com um dos grupos mais originais do momento. Partindo de referências da pop alemã e japonesa, Señor Coconut and His Orchestra feat. Argenis Brito constrói com arranjos latinos um espectáculo contagiante.
INICIATIVAS PARALELAS
Além da programação musical, o FMM prolonga-se num conjunto de iniciativas paralelas.
No Centro de Artes, dia 1 de Julho, é inaugurada a exposição "N'Gola", do fotógrafo angolano Kiluanji, patente até 30 de Setembro.
Também no Centro, tem lugar um ciclo de cinema com o tema "Música e Trabalho", um conjunto de conversas com artistas do festival e "workshops" para os mais novos.
Depois dos concertos nocturnos no palco da Avenida da Praia, a música continua, até ao sol nascer, em quatro sessões de DJ.
Todas as informações
www.fmm.com.pt
terça-feira, maio 29, 2007
Poetas e filmes portugueses - festival em Pisa
Catarina Nunes de Almeida é uma jovem poetisa distinguida em 2006 com o Prémio Daniel Faria 2006 com o original «Prefloração», entretanto publicado pela editora Quasi.
Laura Moniz, natural da Madeira, reside em Trieste e, entre outras actividades, tem traduzido poesia portuguesa para italiano.
Os restantes quatro autores são nomes firmados na escrita poética portuguesa, com trabalhos traduzidos no estrangeiro, e nomeadamente em Itália. Em declarações à Lusa, Casimiro de Brito informou que o organizador do festival, o italiano Manuele Mansini, esteve para o realizar em Portugal, o que não aconteceu devido a «dificuldades logísticas». Brito enalteceu o trabalho desenvolvido por Mansini, um jovem intelectual interessado no estudo e divulgação da cultura portuguesa e, em particular, da poesia. O festival propõe-se «difundir a pluralidade da palavra poética, através de leituras públicas, projecção de documentários sobre poesia, o confronto e o encontro com poetas, ficcionistas, críticos, filósofos, leitores de várias culturas e línguas diferentes». A edição de poesia estará em foco dia 01, num fórum que reunirá autores italianos como Giancarlo Pontiggia, Michelangelo Camilliti e Alessandro Agostinelli e os portugueses Casimiro de Brito e Gastão Cruz. No dia 02, o português José Tolentino Mendonça e o galego Miguel Anxo Fernan-Vello participarão num debate com Mansini sobre a crítica literária em Portugal. De acordo com a organização, apoiam a iniciativa entidades italianas e portuguesas, estando entre estas o ministério da Cultura português, o Instituto Camões, a Fundação Gulbenkian e embaixada portuguesa em Itália.
Fonte: Diário Digital / Lusa
Belmonte promove vinhos da Beira Interior

A iniciativa da União das Adegas Cooperativas da Beira Interior (Unacobi) decorre no primeiro fim-de-semana de Junho (1 a 3) no Museu do Azeite, em Belmonte, e pretende promover os vinhos das cinco adegas cooperativas beirãs (Covilhã, Fundão, Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Franca das Naves).
O programa inclui prova de vinhos, visita às adegas e uma festa de promoção vinícola no domingo, na Covilhã.
Para António Bidarra Andrade, presidente da Unacobi «o objectivo é ganhar competitividade no mercado, centralizar a gestão, reduzir custos administrativos e congregar esforços para encontrar soluções para aumentar a penetração nos mercados internacionais».
Recorde-se que está em cima da mesa a constituição de uma sociedade anónima que, até agora, recebeu a adesão de três cooperativas mas com a Covilhã e o Fundão a ficarem de fora.


