segunda-feira, junho 18, 2007

Lisbon Village Festival


domingo, junho 17, 2007

Festas de Lisboa

Feira de S. João, Évora

sexta-feira, junho 15, 2007

EXPOSIÇÃO SIG MOSAICS

Convite EXPOSIÇÃO SIG MOSAICS

Temos o prazer de convidar para a Exposição de SiG Mosaics na Quinta do Ermo sábado 30 de Junho entre às 10h e 17h

Todas as peças são feitas à mão pela artista Kerrin Forster Lobato de Faria

Peças à venda incluem mesas, vasos, pratos, espelhos e peças decorativas entre outros

Preços a partir dos € 15

Contamos consigo para desfrutar de uma experiência única na beleza envolvente da Quinta do Ermo.

A entrada é gratuita e o Vinho Verde da Quinta do Ermo será servido

Para maiores informações acerca da artista e o seu trabalho visite www.sigmosaics.com ou contacte a Kerrin no nº telemóvel 919516600

Para maiores informações acerca da Quinta do Ermo e como chegar visite www.quintadoermo.blogspot.com ou contacte a Daniella no nº telemóvel 936077561

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Como chegar à Quinta do Ermo

Percurso aconselhado 70KM do Porto:
- Saída do Porto pela A3
- Entrada na A7 em direcção a Guimarães
- Antes de Guimarães, continuar na A7 em direcção a Fafe
- Após a portagem em Fafe, surge uma série de 3 rotundas:
- na primeira rotunda sair na direcção de Fafe-este
- na segunda rotunda sair na direcção de Fafe-sul
- na terceira rotunda sair na direcção da Póvoa de Lanhoso
- Continuar na direcção da Póvoa de Lanhoso
- Atravessar o rio Vizela e virar à esquerda na direcção de Paços - A 1 Km de distância aparece a Quinta do Ermo sobre a esquerda
Morada: Quinta do Ermo, Rua José Cardoso Vieira de Castro 491, São Vicente de Paços 4820-550, Fafe


quarta-feira, junho 13, 2007

Pedro Chagas Freitas














Site do Autor

Blogue Pessoal

Pequena Biografia

Pedro Chagas Freitas é licenciado em Linguística pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e tem já, entre outras obras de ficção, biografias e textos de especialidade em diversas áreas. Venceu vários prémios literários, entre eles a Bolsa Jovens Criadores 2006 e o Prémio Paul Harris 2000.
Como jornalista já trabalhou em "A Bola", "DN Jovem" e "Inside". Escreve guiões para cinema e banda desenhada e escreveu obras biográficas para os grupos Impala e Mediapromo. É revisor linguístico e consultor criativo para empresas e particulares. É, ainda, cronista de humor na publicação Rede 2020 e no site "Empreender" e de ficção no jornal "Notícias de Guimarães". Coordena, também, sessões de escrita criativa. Mas vamos conhecê-lo um pouco melhor...

Livros Editados

Mata-me da Corpos Editores
O Evangelho da Alucinação da Corpos Editores
Já Alguma Vez Usaste o Sexo sem Necessitares de Usar o Corpo da Corpos Editores
Os Dias na Noite da INDIEbooks


Entrevista

sandra martins - Olá Pedro. É um imenso prazer poder contar com as suas palavras aqui no nosso Blogue. Noto que é bastante dedicado ao mundo da divulgação artística e à interacção com os leitores e futuros escritores do nosso país, posso perguntar-lhe como é a relação com os seus leitores e críticos?

Pedro Chagas Freitas – Agradeço-lhe, antes de mais, o convite que me expressou; é uma honra estar aqui neste espaço extremamente interessante no campo da divulgação artística. Depois, e respondendo à sua questão, só poderei afirmar que, de facto, procuro ter uma relação o mais próxima possível com os meus leitores. Recebo-os de braços abertos e tento, compreendendo o quão importante isso pode ser em dados momentos, auxiliá-los da melhor forma que consigo.

Por outro lado, e como o feedback é, sempre, algo de muito importante sob o meu ponto de vista, constituí, ao longo do tempo, aquilo que costumo chamar de “Conselho de leitores”, que mais não é do que um grupo de pessoas, das mais diversas áreas - e que, em muitos casos, nem sequer conheço pessoalmente -, que tem a seu cargo a tarefa de ler as obras que vou produzindo, ainda em bruto, e, depois, oferecerem-me as suas indicações – genéricas e também mais específicas. Isso é, efectivamente, decisivo para mim.

Dentro desse “Conselho” pode encontrar-se críticos literários, escritores e pessoas da área; mas também pode encontrar-se pessoas que em nada estão ligadas, profissionalmente, à escrita ou à arte, mas que podem, por serem leitores dedicados, ser de uma utilidade enorme para mim e para determinados pormenores – técnicos, temáticos e estilísticos.


s.m. Qual é/ foi o seu percurso académico? O que lhe ocupa a maior parte do tempo?

P.F. Depois de terminar o ensino secundário, estudei, em Lisboa, durante quatro anos, Linguística. Foi um curso extremamente útil, ensinando-me bastante sobre o funcionamento da língua e oferecendo-me, assim, uma base de sustentação sólida para o que haveria de ser – e então já o era, também – o meu trabalho.


s.m. Quando começou a escrever?

P.F. A língua portuguesa é – e sempre foi – o meu instrumento de trabalho, e, ao mesmo tempo, a minha paixão. Escrevo, profissionalmente, desde os dezassete anos, quando me iniciei – e logo como chefe de redacção. Desde então, nunca mais parei de estar ligado à produção escrita. Mas já antes dessa idade escrevinhava umas coisas – coisas de adolescente, que, orgulhoso, mostrava à família que, como é natural, dizia que eu iria ser o próximo Fernando Pessoa.

Na verdade, tenho a firme consciência de que só o treino fez com que pudesse estar a um nível que considero aceitável. E, para isso, foi fundamental, mesmo, o meu percurso profissional, que fez com que escrevesse desde livros sobre automóveis até biografias, passando por crónicas desportivas e de humor, não esquecendo os textos publicitários, o guionismo, etc. Enfim, todas estas formas de escrita, apesar de aparentemente desconexas entre si, foram – e são – pilares de trabalho que me forneceram pistas e moldes utilíssimos para conseguir produzir aquela que, para mim, é a arte derradeira, a arte que tudo pode aglutinar dentro de si: o romance.


s.m. Além dos livros Mata-me e o Evangelho da Alucinação sei que já publicou outros e/ ou publica, actualmente, noutros suportes. Poderá revelar aos nossos leitores quais?

P.F. Já publiquei, para além dos dois títulos que refere, mais duas obras – “Já Alguma Vez Usaste o Sexo sem Necessitares de Usar o Corpo” e, mais recentemente, “Os Dias na Noite”. Para além disso, escrevo, como referi na resposta anterior, em variados suportes. Na vertente literária propriamente dita, escrevo para publicações regionais e nacionais pequenas crónicas de ficção – que muitas das vezes se revestem de um cariz filosófico –, ao mesmo tempo em que colaboro, também, com a revista de micronarrativas “Minguante” e com algumas revistas e sites na área dos textos de humor – uma área que também me tem vindo a fascinar bastante.

Continuo, ainda, a dedicar-me ao guionismo – está para breve a estreia de uma curta-metragem – e à escrita jornalística e publicitária (o copywriting, que, confesso, me dá um prazer enorme).

A internet, por seu turno, está também bem presente na minha produção. Para além de alimentar os meus sites pessoais, vou colaborando com alguns outros – não sei dizer não a um convite e as coisas têm-se acumulando – e até tenho um site, bem conhecido na rede, em que assino sob pseudónimo. E tem sido extremamente profícuo escrever sem que saibam quem sou – sem que haja uma espécie de pré-leitura (derivada do conhecimento do autor). O feedback, assim, é mais puro – mais imaculado.


s.m. Actualmente a Internet é uma importante ferramenta na divulgação de todo o tipo de arte e o Pedro tem vários sítios online, um pessoal onde os seus leitores podem acompanhar a sua evolução e reconhecimento público e outros de divulgação de projectos e de inéditos. O que pensa deste mundo? A criação destes suportes foi posterior ou anterior à publicação dos seus livros?

P.F. É um mundo fascinante mas que pode, como todos os mundos – como o mundo em sentido lato –, ter, dentro de si, potencialidades eventualmente perversas. O importante é saber usá-lo e não deixar que seja ele a usar-nos. É isso que procuro fazer: colocá-lo ao meu dispor e não deixar que seja ele a ter-me ali, sempre, às suas ordens.

Os suportes que refere são, todos, posteriores ao lançamento da primeira obra de ficção, e surgiram, em primeira análise, como resposta a esse desejo – meu e dos leitores – de criação de uma ponte entre quem escreve e quem lê. E penso que foi uma decisão acertada. A prova disso é que todos os locais – entretanto fui criando mais – estão vivos, são visitados e, mais importante do que isso, bem visitados.

s.m. Os seus livros são Ficção, o primeiro recebeu uma recensão bastante positiva por parte do “Expresso” e o segundo é considerado uma revolução literária. Como se sente perante este sucesso? Como foi a transição?

P.F. Terei de acrescentar, a essa questão, a recepção aos dois últimos que, sobretudo em relação a “Os Dias na Noite”, tem sido ainda melhor. Tive o prazer de ler, em jornais nacionais, pessoas que muito respeito a defenderem que eu poderia ser um dos grandes escritores deste país e que era, desde já, um grande escritor. É evidente que isso me envaidece bastante e que funciona, sobretudo, como um factor de motivação para não parar – não que eu, caso isto não acontecesse, fosse parar –, para seguir o meu percurso.

No que diz respeito à transição entre livros, não se poderá, sequer, falar nela. As obras que vou publicando estão, regra-geral, colocadas em pousio; isto é: já foram escritas há algum tempo e esperam, apenas, a hora de saírem da sombra e encontrarem o sol das livrarias. Tenho tentado, desde que iniciei a publicação das minhas obras ficcionais, manter uma distância, entre livros, de cerca de meio ano. Mas, feliz ou infelizmente, o meu ritmo de produção é superior ao meu ritmo de publicação, o que faz com que as obras se acumulem aqui em casa.


s.m. Qual foi a sensação de ver o seu primeiro livro publicado? Trouxe mudanças?

P.F. Foi uma sensação de justiça. E quando falo em justiça não falo em mérito qualitativo – que é sempre, para todos, altamente subjectivo; falo, isso sim, em mérito quantitativo – se assim lhe poderemos chamar. Quando lancei o primeiro livro tinha já escrito milhares de páginas e alguns romances. Foram, todos, treinos para a mão. E, nesse sentido, ter finalmente algo publicado foi a justiça de compensar todo esse labor incessante.


s.m. Conte-nos que tal é a experiência de ser um autor reconhecido no mercado livreiro do nosso país.

P.F. Não sou, de todo, um autor reconhecido no mercado livreiro. Isso é que irónico naquilo que apelida de mercado livreiro: os leitores conhecem-me mas o mercado não. Ou então sou eu que não conheço o mercado e estou a confundi-lo com outra coisa qualquer. Mas a opinião que tenho dele – do mercado – é a de que não é boa pessoa. Ou então, se calhar, é a de que ele nem sequer é uma pessoa.

s.m. Como surgiram os títulos Mata-me e Evangelho da Alucinação?

P.F. Os títulos são, para mim, uma das áreas mais fascinante de criação – ou não fosse eu, também, copywriter. Nos casos que refere, a escolha foi diferente: enquanto que em “Mata-me” se tratou, somente, de escolher uma das palavras que mais era repetida ao longo da obra; no caso de “O Evangelho” foi mais o encontrar de uma definição, genérica, do que na obra se poderia encontrar.


s.m. Fale-nos um pouco de cada uma das suas obras.

P.F. “Mata-me” é uma novela curta, dolorosa, cruel até. Viaja entre dois planos narrativos – e temporais – e está escrita numa prosa rendilhada, trabalhada, no limiar da prosa poética.

“O Evangelho da Alucinação” é um microdicionário, um género nunca visto até então. Está dividido por entradas lexicais, como um dicionário, e vai avançando de forma alfabética. Termina, depois, com um pequeno conto de ligação com o dicionário. É uma obra na fronteira do filosófico.

“Já Alguma Vez Usaste o Sexo sem Necessitares de Usar o Corpo” é uma junção de duas artes: o desenho, com trabalhos do Rui Laranjeiro (um artista de grande talento) e textos da minha autoria. É, este sim, um livro de aforismos filosóficos completamente assumidos enquanto tal.

“Os Dias na Noite” é um romance, escrito em três planos narrativos, muito movimentado – está sempre qualquer coisa a acontecer – mas que pode, também, ser alvo de uma leitura mais profunda. Costumo dizer que pode ser uma droga leve ou uma droga dura – dependendo do leitor que o encarar.


s.m. Dada a sua experiência como escritor, jornalista, linguista e coordenador da “Fábrica de Escrita” posso perguntar o que considera mais complexo - escrever poesia ou prosa?

P.F. São provas diferentes. Uma – a prosa – é uma prova de fundo, uma maratona. Exige capacidade de resistência e uma força de vontade inabalável. A outra – a poesia – é uma prova de velocidade, em que tudo se resolve em menos tempo e em que o estado de espírito do momento pode, apesar de a entrega e força de vontade serem também decisivas, fazer a diferença.

Pessoalmente não tenho preferências: escrevo. E é tudo.


s.m. Teve formação académica em Escrita Criativa? O que pensa desta disciplina?

P.F. Frequentei, no meu tempo universitário, diversos ateliers de Escrita Criativa. O que posso revelar é que me foram extremamente úteis e me permitiram escrever ainda mais. Penso que é isso que se deve esperar deles: que nos obriguem, ou motivem, ainda a escrever mais e mais, – obviamente com a aprendizagem, aqui e ali, de algumas noções ou dicas interessantes.

O importante, neste ponto, é fazer as pessoas entenderem que os ateliers de Escrita Criativa não vão ensinar ninguém a escrever; vão ser, isso sim, mais uma fonte de treino. Apenas isso. E, nesse sentido, são extremamente úteis – para principiantes e, também, pela partilha de conhecimentos entre os participantes, para consagrados.


s.m. Sei que iniciou um programa de Criação Literária denominado “Fábrica de Escrita” – poderá explicar aos nossos leitores do que se trata?

P.F. A “Fábrica de Escrita” é um projecto – já com mais de um ano de existência – em que se procura trabalhar sobre todas as áreas da escrita. Temos escolas de escritores – uma de jovens e outra de adultos – e vamos, um pouco por todo o país, realizando ateliers de escrita. Já estivemos em Aveiro, Porto, Amarante, Guimarães, etc. Vamos estar, ainda este ano, também nos Açores.

Já orientei mais de mil horas de sessões de escrita criativa e é algo que me dá um grande gozo. É fantástico observar a evolução que, com o correr do tempo, os operários da escrita, como lhes chamo, vão sofrendo. É mágico.

Mas a “Fábrica de Escrita” não trabalha, apenas, na organização de ateliers de escrita. Produzimos, também, textos para os mais diversos formatos: publicidade, guionismo, jornalismo, etc.

É, no fundo, aquilo que a sua denominação indica: uma fábrica de escrita.


s.m. Neste seu projecto podemos encontrar alunos das mais variadas idades. Como é trabalhar com um público tão diversificado? Qual é o feedback?

P.F. Como referia na resposta anterior, é mágico ver a evolução, em todos os operários – ou quase – de dia para dia. Recebemos pessoas das mais diversas áreas de formação e das mais diversas idades e é fascinante perceber o crescimento que vão tendo de sessão para sessão. É um trabalho altamente enriquecedor.


s.m. Em termos literários, acredita no termo "Inspiração", no termo "Transpiração" ou na sua simbiose?

P.F. A inspiração existe, de facto; é o momento que antecede a expiração. É só nessa inspiração que acredito. A outra é um mito.

Tudo é trabalho: e eu poderei ser a prova provada disso mesmo. Quando visito os meus escritos do tempo em que acreditava na inspiração e me deixava estar, quieto e introspectivo, à espera das ideias – à espera da inspiração -, chego a envergonhar-me daquilo que leio. Se tivesse continuado com essa perspectiva – romântica e irreal –, hoje não seria capaz de escrever nada que pudesse ser, no mínimo, fraco. Era péssimo. Mas – e essa é uma prova inexorável daquilo que afirmo –, mesmo sendo péssimo, consegui atingir um nível que considero, já, publicável. Logo: não acredito no dom; ou melhor: acredito no dom de ter força para trabalhar. Costumo dizer que só quando dói é que a literatura está a ser, realmente, boa.


s.m. Sente necessidade de organizar o seu tempo para escrever?

P.F. A minha vida é escrever. Assim sendo, toda a minha agenda é organizada em função da escrita. O que faço é segmentar os tipos de escrita: humor, ficção, biografias, etc.


s.m. Como caracteriza o seu processo de escrita?

P.F. Intensivo. Obsessivo. Escrevo, em média, oito horas por dia.


s.m. Os seus livros foram todos editados pela Corpos Editores? Como foi o processo?

P.F. O último foi editado pela INDIEbooks. No caso da Corpos foi um processo simples: enviei os textos, gostaram e avançámos.


s.m. O que pensa das edições de autor?

P.F. Acredito que as edições de autor são um refúgio que pode, e deve, ser melhorado e melhor acolhido no mercado. Há grandes obras publicadas em edição de autor. E haverá, tenho a certeza, muitas por publicar.


s.m. Qual é a sua opinião em relação ao mundo editorial?

P.F. Maquiavélico. Canibal. Come, sem misericórdia, quem não tiver uma carapaça de aço.


s.m. Acha que o público, em geral, é mais sensível à poesia ou ao romance? E qual será a razão?

P.F. O romance é inequivocamente mais vendável. Tem movimento, tem acção, tem enredo – tem, no fundo, a vida mais vida; mais palpável. Entendo perfeitamente que assim seja.


s.m. Que autores lê frequentemente? E que autores aconselha aos seus alunos da “Fábrica de Escrita”?

P.F. Sou adepto das drogas pesadas. Mas costumo dizer que mais vale consumir das leves que nenhuma. Em relação a nomes, gosto de fragmentos, apenas, de muitos autores: Camus, Lobo Antunes, Fiódor Dostoiévski, Marguerite Duras, Gonçalo M. Tavares, Haruki Murakami, entre muitos outros. E são esses mesmo que procuro recomendar aos operários da fábrica.


s.m. Qual foi, até hoje, o(s) livro(s) e/ ou autor(es) que mais o marcaram? Porquê?

P.F. Não houve um autor ou um livro, em específico, que me tivessem marcado. Sou um leitor analítico e, nesse sentido, delicio-me com pedaços, com fragmentos de obras. Fragmentos de verdadeira magia – etéreos mesmo. E encontrei momentos desses em obras de todos os autores que referi na questão anterior.


s.m. O que nos reserva para um futuro próximo, em termos de criação literária?

P.F. Está em agenda o lançamento de mais uma obra de ficção até ao final do ano. Estou, ainda, em processo de selecção de entre as muitas que tenho em pousio.

Por outro lado, estará, em muito breve, no mercado uma colecção de biografias de grandes nomes da história mundial, que também foi – e ainda está a ser – redigida por mim.

Vai ser filmada, também em breve, uma curta-metragem da minha autoria.

Há, ainda, outros projectos; mas estão em fase embrionária e seria demasiado precoce expô-los neste momento.


s.m. Pedro, que conselho daria a quem sonha melhorar o seu processo de escrita e, por fim, publicar as suas palavras?

P.F. Nunca parar; nunca ceder à tentação de um programa de televisão ali ao lado quando se tem tempo – e vontade – para escrever. Alguém, um dia, terá dito que é necessário, para se ser, mesmo, escritor, optar entre viver e escrever o viver. É essa a opção que têm de tomar. Eu já tomei a minha.

Em nome do Cultura agradeço a disponibilidade, a extrema simpatia e vejo-me forçada a referir, neste espaço, a elevada modéstia que encontrei no seu carácter. Por tudo isto parabéns e muito sucesso. Estaremos aqui para o ler.


A ÚLTIMA GRAVAÇÃO
um filme de Patrícia Saramago
ATÉ 25 DE JUNHO NA CASA CONVENIENTE

PROJECÇÕES DE SEGUNDA A SÁBADO, A PARTIR DAS 20H30
(antes do espectáculo "Fragmentos em letra pequena para duas vozes").

Outra vez.
Os gestos repetidos, os textos revisitados, os objectos que transitam de um espectáculo para outro, carregando consigo as marcas do tempo. Como aquele gravador antigo que já então ocupava, mudo, o seu lugar na primeira Casa Conveniente e ao qual Mónica Calle deu voz na recente “Variação sobre a Última Gravação de Krapp”.
Outra vez. A repetição inerente ao processo de ensaios, a repetição nascida da necessidade de sempre regressar a Beckett.
Quando Patrícia Saramago registou estas imagens, Calle construía “Um Dia Virá” (com Amândio Pinheiro, Ana Ribeiro e Mónica Garnel), um espectáculo estreado no CCB em Outubro de 2003, “a partir de Samuel Beckett”. Decorriam então os últimos ensaios naquela sala da Rua dos Remolares, antes da mudança da Casa Conveniente para a morada actual.
Em “A Última Gravação”, primeiro filme da sua autoria, Patrícia Saramago tece memórias de um espaço outrora habitado e hoje entregue ao silêncio. E revela vozes e movimentos que permaneceram. Como construção de um discurso – por vezes falhado, sempre recomeçado. Como pesquisa incessante. E como uma eterna sequela, à qual “Krapp” (abril/maio 2007) e agora “Fragmentos em letra pequena para duas vozes” acabam de acrescentar mais dois capítulos.

Patrícia Saramago frequentou a Escola Superior de Teatro e Cinema. Trabalha em cinema desde 1997, essencialmente na área de montagem. Colaborou, entre outros, com os realizadores Pedro Costa, Luís Fonseca, Rita Azevedo Gomes, Alberto Seixas Santos e Pierre-Marie Goulet.
Informações:
Alexandra Gaspar - tel: 96 3511971
---
Casa Conveniente
Direcção artística: Mónica Calle
Rua Nova do Carvalho, n.º 11
(ao Cais do Sodré)
1200-291 Lisboa
teatro.casaconveniente@gmail.com
Enviado por: Casa Conveniente

O Micróbio


Novo espaço de tertúlia.

Nocivo, corrosivo, incisivo.

Com a colaboração dos Margem d'Arte.

Porque importa sobretudo não confundir Faixa de Gaza com faixa de gaze.

Visite-nos em www.microbiomegalomano.blogspot.com

p.s: Procuramos novos elementos com vontade de colaborar connosco no
laboratório de O MICRÓBIO Para tal basta enviar uns "micróbios" (texto,
imagem, etc.) para margemdarte@hotmail.com


Enviado por: Mário Lisboa Duarte

Sugestão de Leitura



Título: “Mataram o Chefe de Posto”
Autor: E. S. Tagino
Editora: Saída de Emergência




SOBRE O LIVRO

“Mataram o Chefe de Posto” é um romance sobre a guerra colonial: uma guerra psicológica, quase sem tiros, mas tão mortífera e brutal como qualquer outra. Mas, acima de tudo, uma guerra adversa, e condenada à partida, contra as forças mais perenes e inexpugnáveis da natureza.
Romance de descoberta do amor e de crescimento pessoal do alferes Ferreira e dos seus homens. Tudo numa caminhada iniciática de iluminação espiritual que trará os sobreviventes da idade das trevas até ao limiar da claridade mais auspiciosa. Porque o alferes Ferreira, o furriel Geraldes e o furriel Carmo, o cabo Bacalhau e o condutor Piruças, são, afinal, apenas versões do mesmo jovem português, subitamente retirado do seu ambiente familiar, feito soldado para se ver, aos vinte anos, a milhares de quilómetros de distância, confrontado com a irracionalidade, a defender interesses coloniais que não sabe quais são, nem sequer se lhe dizem respeito.
É por isso que o alferes Ferreira, filho dessa elite que suporta e beneficia com o regime, mal chega ao Kimbali, começa, de imediato, a entender as contradições existentes no seio da sua própria classe. Quer seja nas comparações que, mentalmente, vai fazendo sobre os hábitos e os comportamentos dos colonos; quer seja no tipo de conversas, sem freio nem censura, que vai escutando entre os mesmos, durante as suas visitas à cantina do China. Mas é, acima de tudo, no convívio com Fred Bower e Eibi que a perplexidade do alferes Ferreira atinge o seu ponto mais elevado quando, a certa altura, deseja e teme “partilhar a frivolidade libertina daquele casal especial”. Frivolidade que se catapulta na proposta que Eibi lhe faz de partilha impudica com Maria…
Maria que, com Eibi e Marta, forma o trio feminino que gravita à volta do alferes Ferreira. Mulheres que, cada uma a seu modo, arriscarão sempre alguma coisa para o salvar: seja a vida, a honra ou a reputação.
“Mataram o Chefe de Posto” é uma obra com inúmeras possibilidades de leitura onde se procura fazer o retrato de um tempo de fim de Império, de um tempo de transição onde os sentimentos explodem no sangue quente de uma juventude amordaçada, subitamente entregue a si própria. Desse tempo cínico mas contraditório, vivido na Metrópole e nas colónias, afinal, a ritmos tão diferentes.
Mas é também o retrato do paternalismo cínico dessa elite colonial, feita de funcionários administrativos, grandes fazendeiros, agentes comerciais, técnicos, capatazes e aventureiros, que caracterizou o tipo de sociedade colonial que soubemos criar. Gente apenas interessada na manutenção do seu estilo de vida e na prosperidade dos seus negócios, tecendo, quase sempre, sem qualquer pudor, ligações ambíguas de interesse comum com o “inimigo”. Gente para quem, muitas vezes, a tropa era apenas um empecilho ao desenvolvimentos das suas actividades mais lucrativas.
Apesar de tudo, o alferes Ferreira consegue, ainda assim, manter intacta a sua integridade, malgrado os complexos de culpa que o vão afligindo. E depois, felizmente, tal como na vida, nem tudo o que parece é. Nem Eibi nem Marta nem Maria são, afinal, apenas aquilo que parecem.
Por fim, restará, ainda e sempre, as crianças que vão nascendo: Ricardo e Ana – os irmãos de leite – como verdadeiras sementes de esperança capazes de manterem em aberto as pontes do futuro.
Como essa ponte – real e simbólica – que o alferes Ferreira teimou em deixar reconstruída, antes de sair do Kimbali, e se fazer, pela última e derradeira vez, à picada.

Porque a ficção é apenas a realidade contada de outra maneira.
Enviado por: Bárbara Vale-Frias
25º Festival de Música em Leiria 2007
até 24 de Julho

Programação

Enviado por: C.F.

Último colóquio " Matemática das Coisas"


Será que a Matemática nos pode ajudar a ganhar um jogo de basquetebol?

Nos últimos anos, muitas têm sido as tentativas de aplicar a Matemática ao desporto em geral e ao basquetebol, em particular. Venha conhecer algumas delas no último colóquio do ciclo "A Matemática das Coisas", no próximo sábado, dia 16 de Junho, às 15h30, no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva.

A entrada é gratuita.

Para o colóquio "Matemática ao cesto - A Matemática do Basquetebol" convidámos José Carlos Santos, da Universidade do Porto, e Luís Magalhães, treinador de basquetebol do Ovarense.

"A Matemática das Coisas" resulta de uma parceria, iniciada em 2001, entre o Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva e a Sociedade Portuguesa de Matemática. Nos últimos meses, matemáticos, engenheiros, elementos da PSP e da Protecção Civil mostraram como a Matemática está presente no nosso dia-a-dia.

O debate será alargado ao público. Verá como é interessante conversar sobre Matemática.

terça-feira, junho 12, 2007

Apresentação - Câmara Escura [revelação]

Este livro, o "Câmara Escura [revelação]" de Joaquim Amândio Santos, é prefaciado por António Lobo Xavier e tem fotografia de Júlio Sousa e concepção gráfica de Fausto Rodrigues.
dizem-me que a felicidade sussurrou por ai que me esperava mesmo debaixo de um lençol de chuva. num daqueles dias em que cada gota transporta um favo de mel. será seiva de vida para decorar a gula feliz dos meus lábios, em cada segundo da aventura erguida no calcorrear dos teus.
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Dia 14 Junho - Fnac Norteshopping (Matosinhos/Porto)
21h:30

Coimbra, dia 5 de Julho, Forum Coimbra
21h30

segunda-feira, junho 11, 2007

Festa da Cereja



Concertos, exposições, animação de rua, passeios pelos pomares, venda de cerejas e produtos complementares, venda de Artesanato, tasquinhas.

Dia 15 de Junho
Abertura: 15h
Encerramento: 02h

Tarde:Concerto Grupo música e dança Tradicional de Dakar “Ase Niarrytally”
Noite: Espectáculo Itinerante “De tasca em tasca”

Dia 16 de Junho
Abertura: 10h
Encerramento: 02h
9h00 - 1ª Rota da Cereja em Btt (Praça do Municipio)

Tarde:Concerto Grupo música e dança Tradicional de Dakar “Ase Niarrytally”
Animação de Rua
21h30 - XI Marcha Nocturna da Gardunha Viva (Junta de Freguesia do Fundão)
22h30:Concerto com o grupo “O’Questrada”

Dia 17 de Junho
Abertura: 10h
Encerramento: 21h

Tarde:Animação de Rua

Pianofortíssimo


A exposição de pianos que inaugura o Museu Municipal de Alvaiázere chega a Portugal através de um protocolo com o Museu Vostell-Malpartida, de Cáceres, Espanha. "Pianofortíssimo" reúne pianos que foram intervencionados por artistas de 16 países europeus, americanos e asiáticos, integrados no movimento Fluxus. Patente até 9 de Setembro, a exposição pretende fazer crítica social, utilizando o piano, uma peça elitista, em circunstâncias inusitadas.


Exposição de 13 de Junho a 9 de Setembro.


Mais Informações:


[Clicar na Imagem para Visualizar Correctamente]

Enviado por: Isabel Rosas

domingo, junho 10, 2007

Teatro Tivoli


Dias 14, 15 e 16 de Junho de 2007 às 21h30 (abertura de portas às 21h00)

A Senhora Macbeth inventa um novo olhar, um novo texto, sobre uma das obras mais ricas da literatura dramática onde todas as indagações são possíveis.
Neste novo texto, o motor que movimenta Lady Macbeth, não é tanto a ambição de poder, mas sim o amor. Um amor tão absoluto por Macbeth que ela não pode conhecer-se a si mesma, nem ter palavras próprias.
Por amor a Macbeth, recusa ver a realidade do crime, apenas percebe um pouco essa realidade e a impugna num tumulto constante do sentimento e da razão, da conveniência e da culpa.
A construção e ao mesmo tempo a negação do crime, marcam os limites perversos do conflito - centrado em cinco personagens dentro de um cenário e que - de um modo tangencial, colocam a peça no mundo de hoje, onde o poder segue ignorando as mortes que ocasiona, dizendo que são imaginadas e por isso o poder não perde o sono.
Griselda Gambaro

Produção: Espelho de Cultura


Companhia Teatral do Chiado

Elas Sou Eu (O que a gente não faz para pagar a renda)

Interpretação: Eduardo Gaspar
Encenaçao: Hugo Sovelas
Espaço Cénico: LDC Interiores
Figurinos: Eduardo Gaspar
Acessórios: Anna Ludmilla
Peruca e Maquilhagem: Moreno Cabeleireiros
Banda Sonora: Eduardo Gaspar e Hugo Sovelas
Arranjos Musicais: Marco Pombinho
Sonoplastia: Maria João Castanheira
Desenho de Luz: Eduardo Gaspar
Criação Gráfica: Helena Percheiro
Fotografias e Pós-Produção em Vídeo: Cristina Novo e Adriano Silva
Operação de Som e Luz: Companhia Teatral do Chiado
Operação de Vídeo: Tiago Silva
Produção: Teatro Novo
Elas Sou Eu (O que a gente não faz para pagar a renda)
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Local: Teatro-Estúdio Mário Viegas
Em cena de 2007-05-31 a 2007-06-28
Horário: Quintas-Feiras às 21h30

Classificação: M/16

uma produção Teatro Novo do Brasil

Teatro da Cornucópia, Lisboa

A GAIVOTA de Anton Tchekov

Tradução Fiama Hasse Pais Brandão

Encenação Luis Miguel Cintra

Cenário e figurinos Cristina Reis

Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção

Distribuição Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Luis Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, José Manuel Mendes, Márcia Breia, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Teresa Sobral e Tiago Matias.

Teatro do Bairro Alto, Lisboa

De 31 de Maio a 24 de Junho de 2007

De 3ª a sábado às 21:00

domingo às 16:00


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O primeiro trabalho em stop-motion de Tim Burton. Conta a história de Vincent Malloy, um rapaz de 7 anos que quer ser como Vincent Price. A narração é do próprio Price. (1982)