1) El hombre del siglo XIX. Versión española de: José Luís Gil Aristu. Madrid: Alianza Editorial, p. 337.
2) Idem. Ibidem, p. 17.
3) Idem. Ibidem, p. 18.
4) Idem. Ibidem, pp. 335-336.
Podem concorrer a este prémio, todos os escritores, nacionais e estrangeiros, desde que as obras a concurso sejam apresentadas em português ou espanhol.
Os originais em português serão dirigidos ao júri do “Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica
Os originais em espanhol deverão ser entregues na Casa de Cultura de Punta Umbría – Plaza de las Artes s/n – Punta Umbria – 21100 Huelva, España, podendo as respectivas disposições regulamentares ser consultadas em www.ayto-puntaumbria.es.
A participação no Prémio com originais em português implica o conhecimento do respectivo Programa de Concurso, que foi publicitado na imprensa e pode ser consultado em www.cm-vrsa.pt ou solicitado à Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Núcleo de Gestão dos Espaços Culturais, pelo telefone 281 510 045/7 ou fax nº 281 510 049.
Cada concorrente poderá participar apenas com um original, com um mínimo de trinta páginas e um máximo de quarenta, apresentado em triplicado,
Os originais deverão ser encerrados em invólucro opaco, fechado e lacrado, devendo constar no rosto, o título da obra e o pseudónimo do autor. Os elementos de identificação do autor deverão ser encerrados num segundo invólucro opaco, fechado e lacrado, em cujo rosto deve ser escrito o pseudónimo do seu autor. Por sua vez, os invólucros referidos nos números anteriores são guardados num outro invólucro opaco, fechado e lacrado, dirigido ao júri do concurso “Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica
O valor do Prémio em cada uma das modalidades, português e espanhol, é de 2.500,00€ (dois mil e quinhentos euros). As obras vencedoras serão editadas em livro, recebendo os autores cinquenta exemplares a título de direitos de autor.
O júri, constituído por três escritores de reconhecido prestígio, deliberá até 31 de Dezembro de 2007, em acta que conterá os fundamentos da sua decisão.
Entrevista:É um imenso prazer poder contar com as suas palavras aqui no nosso Blogue. Esperamos que com estas questões os nossos leitores o possam vir a conhecer melhor e, quem sabe, para quem ainda não o leu, despertar o interesse para o seu trabalho literário.
M.N. Tenho 21 anos. Fiz a escola secundaria até ao 9º ano, mas depois apercebi-me que precisava de algo diferente, uma área diferente que o ensino regular não me podia oferecer, e sendo assim estou neste momento no meu 3º ano, prestes a completar um curso profissional de nível III de Audiovisuais. Dado que o meu sonho é seguir cinema, mais concretamente realização, pretendo continuar os estudos depois de completar o curso. São estas as minhas duas paixões: escrever e cinema. Apenas e só estudante.
M.N. Comecei a escrever aos meus 15 anos, depois de uma típica desilusão amorosa à “teenager”. Primeiro poesia, e com o tempo fui alargando um pouco mais, chegando a escrever pequenos contos de fantasia, reflexões sobre a vida e a sociedade na qual nos inserimos. E agora com alguma experiência, por assim dizer, tento escrever o meu primeiro romance, e tento aliar a minha escrita a outras formas de arte.
M.N. Para já apenas podem encontrar o “Fragmentos de Ninguém” e o “Lua Morta”. Mas espero em breve poder me exprimir artisticamente de outras formas, tais como BD, e argumentos para curtas-metragens que eu próprio realizo e faço a sua edição/montagem. E procuro sempre não ter apenas só a palavra, mas sim algo mais.
M.N. A Internet é uma poderosa ferramenta para alcançar muitos meios, através dela partilhamos informações, partilhamos histórias, conhecemos pessoas de qualquer canto do mundo. Além de que podemos fazer mil e umas coisas comodamente em casa, não sei se isso será bom ou não, mas que nos torna um pouco mais sedentários e mais dependentes das novas tecnologias, também é uma verdade. Não podemos criticar muito porque tudo tem os seus lados positivos e negativos. Não existe qualquer razão especial para não ter criado um blogue, acho que nunca me dei ao trabalho de criar um, talvez depois desta entrevista…
M.N. É sempre bom receber elogios, mas prefiro receber críticas construtivas. Ouvir muitos elogios, penso que faz com que me acomode, faz-me parecer que cheguei a um patamar onde posso relaxar, e não quero isso. Gosto de discutir, ouvir novas ideias, formas de melhorar, e isso que me move, que me faz sempre querer mais e melhor quando escrevo. Encontrar uma maneira de chegar a um público mais vasto.
M.N. Para ser sincero fiquei muito mais entusiasmado com a publicação do meu segundo livro. Com o primeiro foi um pouco do género “ok consegui, agora tenho de fazer melhor”, fiquei contente como é óbvio, porque apesar de tudo para a Corpos ter apostado em mim e porque algum talento haveria de ter. Com o segundo, senti-me mais realizado, mais orgulhoso, envolvi-me mais no desenvolvimento e sua apresentação. E também por motivos pessoais e desenvolvimento artístico, sinto-me mais “preso” ao “Lua Morta”. Em termos de mudanças, é sempre bom irmos a uma livraria, ver um livro nosso na estante. Tudo continua igual, os mesmos objectivos, o mesmo Miguel.
M.N. É um pouco complicado, dado que as editoras normalmente apostam já em nomes conhecidos, nomes que podem trazer pelo menos algum lucro. Torna-se uma luta conseguir levar as palavras a pessoas que desejam ler, desejam algo novo e diferente. Penso que o grande problema é que Portugal e o seu atraso de mentalidades, vive ainda muito agarrado ao passado. Primeiro que algo mude e evolua é um longo caminho a percorrer. Então o “Português” complica sempre o que é tão fácil de fazer. Para novos talentos é muito difícil alcançar algum reconhecimento, porque simplesmente não se aposta, prefere-se sempre jogar pelo seguro das velhas glórias.
M.N. O título do primeiro livro “Fragmentos de Ninguém”, apareceu de forma simples, como foi o meu primeiro livro quis um título que ilustrasse cada poema nele inserido. Como eu sinto que cada leitor se pode identificar com pelo menos um ou dois poemas, quis um titulo que não agarrasse o livro apenas a mim, mas sim a todos que o lessem, ou seja, cada poema é um momento, uma pequena história resumida, são fragmentos de situações e pensamentos meus, mas também desejo que cada leitor sinta as minhas palavras e as possa tomar, como sendo deles. Assim nasceu “Fragmentos de Ninguém”, não são só meus, não são de ninguém, são de toda a gente que queira tomar como seus. O título “Lua Morta” é um pouco mais pessoal, e também reflecte o caminho que tomei para a minha escrita, que se tornou um pouco mais mórbida e gótica, mas mantendo sempre o corpo do livro anterior, mas mais negro.
M.N. Os dois livros são bastante similares, vario sempre os assuntos e o objecto poético. O primeiro foi um agrupamento de momentos e reflexões que passei para o papel desde os meus 15 anos, e escolhi aqueles que achei que me davam melhor a conhecer ao público. O segundo tornou-se mais pessoal e pude brincar um pouco mais, arrisquei um pouco mais enveredando por uma escrita mais negra e “decadente”, com toques do surreal e abstracto, e criticas sociais. Os dois mostram o meu “Eu”, os meus sentimentos e forma de pensar, são muito pessoais, mas não tive medo de os revelar já que tenho a certeza que muita gente sente o mesmo, e mesmo que não sinta o importante é que entenda, que passe a sentir algo.
M.N. Para mim nem uma nem outra, depende do que sinto, daquilo que pretendo transmitir. De como quero expor as minhas palavras, o resto sai naturalmente e no fim ou tenho uma poesia ou prosa. Não me preocupo muito com regras ou linhas a seguir, o importante é a palavra.
M.N. Não, nunca tive formação nessa área. Acho que é uma disciplina que pode ajudar bastante o escritor a desenvolver as suas técnicas e formas de contar as histórias que deseja. Acho que a Escrita Criativa ajuda a mexer com a imaginação, a criar, a desenvolver, pode nos ajudar a libertar para conceitos e tramas que pensávamos nunca sermos capazes de visionar e passar para o papel.
M.N. Acredito na “Inspiração”, depois tudo surge naturalmente, a escrita flúi e lá vamos nós criar “pessoas”, “locais”, “sentimentos” etc… Quando um escritor escreve carrega dentro dele várias personalidades, e quando acaba torna-se quase que um nascimento, o escritor volta ao seu “Eu”. Mas antes disso surge a “Inspiração”, a ideia principal, aquele “Bang” que despoleta tudo o resto.
M.N.Todos os dias arranjo tempo para escrever, ando sempre com uma caderno de rascunhos para todo o lado, não saio de casa sem ele, sabe-se lá quando é que a inspiração se vai esbarrar contra nós. Mas normalmente tenho quase um ritual, todos os dias durante a tarde, pelo menos duas horas, vou para um cafezinho calmo e fico lá com os meus livros e caderno, depois à noite na janela ou no quarto.
M.N. Para a poesia é algo natural, sinto a necessidade de escrever, e escrevo. E a poesia, para mim, é a escrita que consegue contar histórias com pequenas palavras e significar tanto. Em relação a tudo o resto que escrevo, baseio-me sempre em algo antigo, filmes, contos, um quadro, procuro algo, nem que seja uma palavra, uma frase que me faça pensar e de repente aquela frase que mexeu comigo, já parece uma árvore com várias ramificações. Depois vou tentando conjugar as várias ideias e supostas soluções. No final muitas das vezes não tem nada a ver com a ideia original, mas todo o caminho que a ideia percorreu até eu ter finalmente terminado, foi o que a tornou coesa e que me deu entusiasmo ao escrever.
M.N. Foi simples, rápido e eficaz. Acho que a forma mais crua que consigo encontrar para descrever.
M.N. São edições para amigos. Ganhamos algum reconhecimento, mas basicamente não passa disso. Todos os dias temos que batalhar para o nosso nome não desvanecer.
M.N. Muita quantidade e pouca qualidade. Parece que anda tudo atrás de dinheiro fácil.
Também a verdade é que ninguém se preocupa, o que importa é ter lá o livrinho.
M.N. O público está muito mais aberto a romances, também porque têm muita mais visibilidade, e em termos de marketing estão em clara vantagem. A poesia fica encostada a um canto, no qual poucos se aventuram. É o que a tradição manda, os grandes poetas estão todos mortos.
M.N. Para já ainda não. Quando tiver algo diferente para mostrar talvez arrisque.
M.N. O meu autor favorito sem sombras de dúvidas é Stephen King, acho divinal o livro “Misery”, mas também considero todas as suas obras geniais. A psicologia, o enredo, a maneira como escreve e que nos faz “espumar” pela próxima página é algo soberbo. Mas também gosto bastante de Anne Rice, Nicholas Sparks, John Steinback, Ingmar Bergman, Eça de Queirós, Miguel Torga, Agatha Christie, Paul Auster, Sophia de Mello Breyner Andresen, Antero de Quental, Fernando Pessoa, Howard Phillips Lovecraft, Umberto Eco, Gabriel Garcia Marquez, entre muitos outros.
M.N. Stephen King – Misery. Simplesmente apaixonei-me, foi o primeiro livro que li deste autor, e acabei por devorar cada página. A psicologia, a dor, as situações, a demência humana que ele descreveu, acabam por tocar no leitor.
M.N. É uma questão complicada, mas já que tenho de eleger alguém, será então José Saramago, por variados motivos mas o de grande peso é o Prémio Nobel. Apesar de as suas obras não serem exactamente do meu agrado.
M.N. Já tenho material para outro livro de poesia. Também estou a terminar de escrever o meu primeiro romance, e depois disso quero me concentrar na escrita de pequenos contos de fantasia. E entre a escrita, vou-me dividindo a criar BD com argumentos meus e também curtas-metragens.
M.N. Primeiro de tudo, ler muito e muito e muito e muito…E inconscientemente vamos absorvendo o que se lemos, acabamos por utilizar técnicas e maneiras mais inteligentes de desenvolvimento, de forma a tornar a leitura mais agradável para o leitor. Mas claro que para tudo é necessário também talento, é preciso saber exprimir-se através das palavras. Publicar é que já se torna mais complicado, acho que tendo talento e com alguma perseverança acabamos sempre por alcançar o que desejamos.
Louco Social
Entusiasticamente, corres e tropeças, gritas e berras, levantas-te e cais. Atravessas ruas sem medo, um carro passa, quase te desfaz
Incendeias vidas, queimas verdades e extingues mentiras com um bafo gelado.
“ Um Louco Social!” – Chamam-te eles.
Mas tu és tu, és um ser certo na tua ideia, do que deve ser a eterna juventude do espírito. Um freguês que consome a morte, olha à sua volta e degenera os elementos.
“Um Louco Social!” – Chamam-te eles
Crias avenidas de liberdade na tua mente, onde entusiasticamente, corres e tropeças, gritas e berras, cais e não te levantas. Os teus joelhos sangram, arrastas os ossos pelo chão. Mas o que te dói mais são as lágrimas de sangue que choras, que te obrigam a chorar, por todos os muros que te erguem em forma de protesto.
“Um Louco Social!” – Chamam-te eles.
Vês o teu retrato quebrado pela idade. Já não corres nem tropeças, já não gritas e berras, agora cais e não te levantas. Um animal amestrado pelas palavras e imagens de hoje em dia.
“Olhem mais um de nós. Um animal feroz, sem dentes nem rugido.” – Dizem eles.
* Poema incluído no livro “Lua Morta”
s.m. Agradeço-lhe Miguel, em nome do Cultura, a sua disponibilidade e interesse pelo trabalho que este blogue tenta fazer a nível da divulgação artística e desejo-lhe muito sucesso nos seus projectos futuros.
Breve Biografia
Blogue da Autorasandra martins - Olá Inês. Em primeiro lugar quero dar-lhe os parabéns pelo blogue e pela publicação do seu livro “QuartoEscuro”. É um prazer imenso poder contar consigo aqui neste nosso cantinho. Esperamos que com estas questões os nossos leitores a possam vir a conhecer melhor e, quem sabe, para quem ainda não a leu, despertar o interesse para o seu trabalho literário.
s.m. Quando começou a escrever?
Escrevi num diário durante muitos anos…experimentei o jornal da escola que frequentei no 7º ano, ia escrevendo coisas para os amigos…sempre foi mais fácil para mim usar cartas, texto, para dizer às pessoas que gostava delas…essa era a minha primeira grande necessidade na escrita.
O blogue foi a forma que encontrei de escrever. Ele começou a crescer a sério há dois anos, quando voltei de Moçambique. E fez sentido que crescesse porque houve evolução. A Internet é, e continuará a ser, uma poderosa ferramenta de divulgação: dá visibilidade a autores jovens e aumenta a procura e o interesse.
O blogue foi muito anterior ao livro. Sinceramente quando o Bocados foi criado, não havia a ideia do livro.
s.m. Como se sente perante as críticas dos seus leitores e críticos?
É muito fácil recebermos críticas quando não há nada em jogo. Tive muita sorte, tive o apoio e o incentivo de professores e colegas na faculdade, tive a sorte de lançar o livro no Correntes d´Escrita 2007. Existiram reacções profundamente particulares, estranhas até, de leitores que se aproximaram de mim pelo livro…porque de alguma forma o livro mexeu com eles.
s.m. Qual foi a sensação de ver o seu primeiro livro publicado? Trouxe mudanças na sua vida?
Eu tenho um livro publicado. Através do livro ganhei amigos-leitores. Essa foi a grande mudança.
s.m. Conte-nos que tal é a experiência dentro da barriga do monstro livreiro do nosso país.
Profundamente angustiante (lol)
s.m. Como surgiu o título do seu livro “QuartoEscuro”?
Foi difícil pensar num título para este livro. O Luís Cristóvão, o meu editor, ajudou-me a pensar. Decidimos “Quarto Escuro” porque fazia sentido. O livro em si, é de facto, um quarto muito escuro.
É um livro particular, que fala de afectos, que faz pensar e que faz sentir. Um leitor disse-me que o fazia sentir frágil. Eu fiquei a pensar nisso muito tempo… Fazer alguém sentir, é uma coisa muito séria.
Quando falamos do “Quarto escuro”, estamos a falar de um livro pequeno, de leitura asfixiante, composto por micro narrativas.
s.m. Inês, considera mais complexo - escrever poesia ou prosa?
Eu sinto que o meu caminho é a prosa. Acho que ambos são caminhos muito pouco fáceis.
s.m. Teve formação académica em Escrita Criativa? O que pensa desta disciplina?
Não, não tive. Mas considero que seria interessante fazer um curso desse género…é bom conhecer e partilhar. E esses cursos têm habitualmente espaço para o conhecimento e para a partilha.
s.m. Em termos literários, acredita no termo "Inspiração", no termo "Transpiração" ou na sua simbiose?
Acredito profundamente na inspiração. Há coisas que se passam à minha volta que me fazem escrever. Sem elas, o bloqueio era profundo e não saberia dizer nada de novo.
E já sei distinguir perfeitamente um momento de inspiração: sei o que tenho a fazer quando o sinto.
Sinceramente não tenho tempo para escrever. O bocadosdecarne ajuda-me a sentir que tenho de arranjar tempo, dê por onde der.
Como lhe disse. Nasce sempre por inspiração. E a minha inspiração surge das coisas mais estranhas que possa enfrentar ou reconhecer na rua, em casa, com as pessoas que me rodeiam. Vem sempre de algo ou de alguém. E depois a história toma rumo próprio na minha cabeça, as personagens crescem e o enredo nasce.
Eu já conhecia o Luís Cristóvão da faculdade, ele era, e penso que ainda é, um leitor do blogue. Um dia ele disse-me que queria editar-me e eu gostei da ideia. (lol). Convidou-me a reunir alguns textos e a apresentar-lhos. Foi o que fiz, e em Fevereiro de 2007 o livro nasceu.
Eu penso, e continuarei a pensar, que é fundamental o nome de uma editora.
Poucos autores marginais publicados…devíamos ser mais. Deveríamos ser uma aposta constante.
Penso que será mais sensível ao Romance…mas também vejo muita gente que precisa de poesia para respirar.
Sim. Concorri a um concurso de peças de teatro. E com muita pena não ganhei (lol)
Tenho 3 peças por editar: “Quem tramou António Lobo Antunes”, “A última história de Werther” e “Amor em estado Morto”. Trata-se de uma trilogia.
António Lobo Antunes, Gonçalo M. Tavares, Henry Miller (um escritor que me é muito querido).
Sinto que me estou a apaixonar muito devagarinho por Lídia Jorge e por Ruben A.
Muitos. Acho que o livro que mais me marcou foi o “Retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde; Milan Kundera “A insustentável leveza do ser” é também uma referência.
Sou viciada em Lobo Antunes desde os 19.
Eu acho que existem tantos…é injusto dar só um nome….
Mas Paula Rêgo, talvez. Escolho-a porque ela é o grande rosto da pintura portuguesa no estrangeiro, e é uma autora que transforma o grotesco, como eu nunca imaginei ser possível. Acho que ver uma pintura de Paula Rêgo, é ver cultura Portuguesa moderna no seu melhor.
Acho que o sistema esquece a educação para a cultura. Aprende-se a gostar e a aprende-se a compreender. No ensino pré-escolar e primário não existe qualquer preocupação em explicar arte e mostrar arte às crianças. Indivíduos que não são expostos a movimentações culturais em criança, não o serão certamente em adultos. E isso é uma falhar gravíssima no nosso sistema. Espero que mude.
A nossa grande arma é a educação.
Gostava de publicar um conto infantil. Escrevi um conto quando vim de Moçambique, sobre a experiência que tive numa missão com crianças e adultos infectados com Sida na casa das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. Foram possivelmente os meses mais completos e mais felizes que vivi. As ilustrações do conto estão quase prontas.
Escrever muito, sempre, até se atingir um estilo único e uma forma própria.
É disso que se precisa.

Entrevista:Caro Paulo, é um enorme prazer poder contar consigo aqui no nosso Blogue. Esperamos que com estas questões os nossos leitores o possam vir a conhecer melhor e, quem sabe, para quem ainda não o leu, despertar o interesse pelo seu trabalho literário.
P.C. É estranho ver um livro meu na estante de uma livraria. Imaginava-o, mas não esperava que me sentisse assim, com uma estranheza, com uma sensação difícil de descrever, nem boa nem má. Não trouxe qualquer mudança na minha vida, pelo menos ao nível do que é visível. Na minha vida “íntima” fiquei com a sensação de ter arrumado aquilo, aqueles textos, uma parte da minha vida, com uma estrutura que fica. É como se tivesse deixado de ter responsabilidade sobre os textos. Já não preciso de não os perder, de os compilar, de os tentar editar. Estão arrumados!
No próximo dia 20 de Julho, na Biblioteca Municipal de Santo Tirso será apresentado pelo escritor e poeta Albino Santos, às 21h30, o livro “Cabo do Mundo” da autoria de Laura Costa.
Enviado por: Laura Costa

No álbum já disponível no iTunes (em arquivos de música digital), poderá ouvir 10 canções – extra - de John Lennon revisitadas por Gavin Rossdale, The Deftones, Ben Jelen, Meshell Ndegeocello, Rocky Dawuni, OAR, Widespread Panic, Emmanuel Jal, Fab Faux e Yellowcard.