quarta-feira, setembro 19, 2007

OS DIAS DA CRIAÇÃO

Artes de Trás-Os-Montes e León

22 e 23 Setembro 2007

As cadências de leva que os placards atordoam, perturbando e largamente castrando desejos próprios, podem ser pelo menos interrompidas este fim-de-semana em Vilar, Boticas, Trás-os-Montes. Os iónicos milhões de lugares de onde a imaginação emigrou, esperam, não pela intervenção sobre, mas pela quântica.

Estar n' Os Dias da Criação, em matriz transmontano-leonesa, pode constituir um avanço científico se as múltiplas identidades arbóreas forem abraçadas sem fumos de utilidade. Poderíamos usar outras caracterizações, mas as árvores – as tais que nem pelo fogo perdem a raiz – parecem estabelecer um diaporama onde podemos colher a sagesse, pedindo emprestado aos carvalhos e seus druidas. " Tengo Algo de Árbol / Tenho Qualquer Coisa de Árvore" é o belo verso que Silvia Zayas escolheu para título de uma selecta de poetas leoneses que será apresentada n' Os Dias da Criação, em edição bilingue castelhano/português. Aí se ramificam poetas de León, desde António Gamoneda a Gaspar Moisés Gomez e Silvia Zayas, passando por mito-fornecedores como José Luís Puerto ou Juan Carlos Mestre e sócio-desiludidos como Tomás Sánchez Santiago.

Poderíamos dizer que a criação é a seiva? Este antigo lugar de denominação expedido quando o ar livre ainda não estava condicionado pelos triliões de sinais, ondas, satélites e outras poluições, talvez resgate a alquimia necessária à sobrelotação emocional da interioridade. Aí talvez resida a impossível habitação dos eremitérios – transmontanos e leoneses – desafiando o olho ogival dos echelons controleiros. As performances de Rosário Granell, Nuria Antom ou Isabel Fernandes Pinto sulcam ares e desares na paleta dos instantes irrepetíveis.

Que pulverizam as nuvens que aleitam os rios, línguas de comunicação, do minho ao douro, numa sequência de actividades humanas talvez conhecida como história. Desse fluido, em português sedimentado a partir do século doze, comunicarão o dramaturgo Abel Neves, o pensador e ensaísta Alexandre Teixeira Mendes, o poeta mirandês Amadeu Ferreira, o cantor do douro António Cabral, o escritor Bento da Cruz e o historiador Carlos Llamazares. Um passado interrogado para que algum futuro seja nomeável.

E em imagens fixo. A presença videográfica de autores como Angélica Liddell, Pedro Sena Nunes, Jesus Dominguez ou Sara Jess, garante o movimento da perenidade. A eles se juntam 14 jovens cineastas que no correr de 2007 cheiraram terra de barroso para depois a plasmarem em curtos documentais que serão exibidos na manhã de dia 23 e onde os actuantes não foram sujeitos a castings e outras necessidades comerciais.

Na tarde de sábado, pintura, fotografia, escultura, artesanato e outras artes visuais, estender-se-ão pela Eira Longa, em espelho ou desafio à pedra, ao verde e ao castanho, instalações relacionais em mistura de psique, pelas mãos de Deborah Nofret, Gerardo Queipo, Carla Mota, Adriana Henriques, o grupo Ravar, entre dezenas de outros autores que assim se publicam nas paredes do vento.

O espectáculo de Música, Performance e Teatro, dia 23, às 21h30, é o único momento que decorre fora de Vilar. Realizar-se-á no Auditório de Boticas que conhecerá, então, a voz do bardo Aurelino Costa, a interpretação vivida em canto por Alexandra Bernardo, o cabaret de Pepa Yañez, o trio musical de música antiga Sirma, entre os diversos criadores presentes.

Como perfume de uma América Latina poeticamente poderosa, estará a jovem poeta venezuelana Estrella Gomes que assim inaugura a presença latino-americana em Os Dias da Criação.

A organização

Inf:

http://incomunidade.blogspot.com

Tm: 965817337

Tm: 960238922

Fixo: +351.276415979



--
incomunidade
http://incomunidade.blogspot.com
Tm: (00351) 965817337

Enviado por: Alberto Augusto Miranda

sexta-feira, setembro 14, 2007

Given To The Rising





Existem bandas que são impossíveis de catalogar.
Bandas imprevisíveis, em constante mutação e evolução. Bandas que nos surpreendem em cada lançamento.
O primeiro contacto que tive com uma banda assim foi quando um álbum chamado ‘Through Silver In Blood’ entrou na minha aparelhagem.
Comprei o álbum em segunda mão porque fiquei bastante curioso depois de ler um artigo sobre uma banda chamada Neurosis.
Quando o ouvi detestei. A música simplesmente não fazia sentido.

Alguns anos depois tive a sorte de comprar um número da Metal Hammer que trazia um cd com várias bandas. Cheguei a casa e, enquanto devorava a revista, os primeiros acordes do ‘The Doorway’ invadiaram os meus ouvidos! Peguei na caixa e procurei o nome da banda que tinha escrito esta canção genial – NEUROSIS!
Nunca tinha ouvido um som assim! Completamente diferente. Um som… monstruoso. Verdadeiramente ‘pesado’!

A partir daquele dia a minha opinião sobre esta banda mudou radicalmente.
O álbum ‘Times Of Grace’ é um dos meus álbuns favoritos de sempre, e Neurosis uma das minhas bandas favoritas.
E como todos precisamos de ter ídolos, eles são os meus.
Ser impossível de descrever é uma qualidade, mas se os tivesse que definir diria visionários.
Hoje, quando ouço álbuns como ‘Through Silver In Blood’ a música faz, agora, todo o sentido.

E tudo o escrevi é confirmado no novo álbum ‘Given To The Rising’.

Depois de um álbum calmo e depressivo como ‘The Eye Of Every Storm’, editam um álbum incrivelmente poderoso, com uma produção obscura.
Conseguiram, como sempre, surpreender-me e criar mais uma experiência sonora (sim porque não podemos apenas ouvir Neurosis, temos que sentir e perceber).
Além da genialidade de sempre, conseguiram criar um ambiente negro em torno de todo o álbum. Um autêntico labirinto de emoções.
Quando chegou ao fim, experimentei um estranho sentimento de felicidade, não pela música ser alegre, mas por ainda haver bandas assim.
Mais uma vez afirmo: “Neurosis, obrigado por existirem!”.

Muito Bom!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Morte em Viena



Depois de Luciano Pavarotti, mais uma baixa de peso no mundo da música.

Faleceu hoje, em Viena, o grande pianista de Jazz Joe Zawinul.

Ao lado de Miles Davis ajudou a criar o movimento hoje conhecido como Electric Jazz, tocando em discos controversos como “Bitches Brew” e “In A Silent Way”.
Posteriormente formou o grupo de Jazz-Rock Weather Report (onde tocou, entre outros, com o grande baixista Jaco Pastorius).

O seu talento foi sublinhado pela revista Down Beat que o escolheu por 28 vezes como pianista do ano!

terça-feira, setembro 11, 2007

A Arte Do Grito

Quando recebi o convite para escrever sobre a minha paixão pelo Metal, o meu primeiro instinto foi pegar numa folha de rascunho, numa caneta e escrever o texto mais elaborado possível. Afinal, para mim o Metal é mais que um estilo de música, é um estilo de vida.
Algum tempo depois deparei-me com uma mesa cheia de folhas amachucadas e percebi que não ia ser fácil transpor para o papel os sentimentos que se formam quando se fala neste estilo de musica.
Decidi então optar pela simplicidade. O meu objectivo não é convencer as pessoas a gostar, mas sim a compreender.

Quando se fala em Metal, as expressões “são só gritos” ou “ não sei como consegues ouvir isso” aparecem normalmente associadas.
Gritos... sim, são gritos. Mas gritos provenientes do coração, não da garganta. É uma forma de expressão, uma forma de arte (e como muitas outras por vezes incompreendida), mas uma forma de arte sincera.
Todos os dias ouvimos na radio vozes “lindas” de “cantores” que não conseguiam escrever uma canção se a sua vida dependesse disso. Não compõem, nem escrevem, apenas emprestam a sua voz. Isto é sinceridade?
Sinceridade é uma banda andar pelo mundo fora, a “gritar”, mas não pelo dinheiro e sim pela paixão.
Sinceridade é quando o coração bate aceleradamente enquanto esperamos que as horas passem para chegarmos a casa e ouvirmos um som novo.
Sinceridade são canções que, por minutos, nos fazem esquecer que existe um mundo lá fora, e o planeta é apenas um palco gigante condensado no nosso quarto. E depois do necessário egoísmo, partilhar com os amigos e envoltos em fumo de cigarros e refrescados por umas cervejas partilhar emoções e opiniões.
Grande parte do mistério por detrás da paixão que tenho pelo Metal provem desta sinceridade.
Resumindo, gostar de Metal é uma benção.

Mas o gostar é também um processo de aprendizagem, como uma paixão que vai crescendo com o tempo. Apenas temos que deixar a mente aberta para absorver e processar novas informações e sensações.
Ainda hoje, mais de 14 anos depois de começar a ouvir metal, necessito de ouvir um álbum várias vezes antes de formar uma opinião definitiva. O sentimento de gosto vai sendo moldado com certos pormenores que nos passaram despercebidos numa primeira audição.
Tudo conta, o ritual de pegar na caixa, observar a capa, colocar o cd na aparelhagem, dissecar cada segundo de cada musica, cada riff, cada solo, cada paragem... e sentir um arrepio na espinha e um sorriso nos lábios enquanto a musica invade os nossos ouvidos.
Gosto de chegar ao fim do dia e colocar um grande som e de gritar para me aliviar o stress. Ficar encharcado em suor depois de dar mais um concerto para um único espectador – o meu reflexo no espelho... e depois voltar á minha própria normalidade.

Afinal todos nós temos um pouco de génios e de loucos!!


"Tem a música o poder
de tornar o homem feliz
nem há quem saiba dizer
tanto quanto ela nos diz."
António Aleixo

terça-feira, setembro 04, 2007

O TEATRO ALEMÃO NO EXÍLIO NOS EUA
(PT)
Exposição
Comissariada por Patricia-Laure Thivat (CNRS)

7 a 30 de Setembro

Teatro Garcia de Resende, Évora

7 de Setembro
Inauguração
18h
Teatro Garcia de Resende, Évora
22h
Recital Machine lyrique
Anabela Duarte canta Weil e Vian!


Sobre o Projecto
Exposição concebida por Patricia-Laure Thivat, investigadora do CNRS, especialista da emigração alemã nos Estados Unidos.

«Aquele que não viveu o exílio não compreende como ele tinge de cores fortes o nosso sofrimento, nem o quanto ele sobre nós lança de nocturno e venenoso». Quando Henrich Heine escreveu estas linhas, em 1840, antecipa a catástrofe que se iria abater sobre a intelligentsia alemã um século depois. Nos anos 30 e 40, mais de 4000 artistas de teatro alemão e austríaco abandonaram a Europa. Mil de entre esses refugiaram-se nos Estados Unidos. A sua história é-nos contada através desta exposição onde se reunem mais de 90 fotografias evocando Bertolt Brecht, Erwin Piscator, Max Reinhardt, Ernst Toller e tantos outros.

Sobre a exposição
Reúne fotos da colecção da autora, obtidas em arquivos durante as missões de investigação realizadas na Alemanha e nos Estados Unidos: um corpus de 95 fotos, com legendas e comentários que apresentam um olhar tão exaustivo quanto possível sobre o tema.

Primeira edição em Outubro de 2003, no Goethe Institut de Bordeaux, sob os auspícios da Mairie de Bordeaux e do Conseil Régional d’Aquitaine.

Segunda edição em Lyon, em Outubro-Novembro de 2004, no Goethe Institut de Lyon.

Terceira apresentação em 2006, em Dezembro de 2006, em Paris, na Maison Heinrich Heine (Cidade Universitária).

Catálogo
Thivat, Patricia-Laure, Culture et émigration. Le théâtre allemand en exil aux USA. 1933-1950, com prefácio de Michel Werner. Bordeaux, Art & Primo, 2003.

Programa Complementar
Conferência-apresentação, pela Prof. Doutora Patricia-Laure Thivat (CNRS)

Com o apoio do ARIAS (atelier de recherche sur l’intermédialité et les arts du spectacle)/ CNRS.

Fonte: Agenda Cultural de Évora

Évora


Jazz | Portugal | Noruega | Grécia

8 Set 23.00H

Workshop de música improvisada: 15h30

+ info » 96 266 79 14


INFO E BILHETEIRA: 266 703 112

DOCLisboa 2007

Para não esquecer........... Visite o Site.

Motelx - Festival de Cinema de Terror

No Instituto Franco-Português...

Cinema Jovem - IMAGO'07 (Fundão)

sábado, setembro 01, 2007

Entrevista a Paulo D.

Usando o Pseudónimo Paulo D., este autor (cujo nome verdadeiro não posso revelar) escreveu o Romance - “Esboço de Vida num Reencontro Inesperado" editado pela Corpos Editora. Vamos conhecê-lo melhor.

Deseja comprar o Livro de Paulo D.?


sandra martins – Que idade tem? Qual é/ foi o seu percurso académico? Qual é a sua profissão?

Vinte e sete. Licenciado em Biologia Marinha pela Universidade de Swansea do Reino Unido. Mestrado em Ciências do Mar – Recursos Marinhos pelo Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto. Neste momento trabalho como guia nas caves de Vinho do Porto Graham’s.

s.m. Quando começou a escrever?

Comecei a escrever já há algum tempo. Não me lembro bem quando... creio que por volta dos dezasseis anos, um pouco como toda a gente, comecei com poemas pueris de adolescência que utilizava depois como letras de canções, mas escrever a sério... bem eu ainda acho que não escrevo a sério (risos). Digamos que eu não me levo muito a sério, o que não quer dizer que o que faço não o faça com a maior seriedade.

s.m. Além do livro que apresentamos hoje aqui no Cultura já publicou e/ ou publica, actualmente, noutros suportes?

Não, que me lembre não.

s.m. Actualmente a Internet é uma importante ferramenta na divulgação de todo o tipo de arte. O que pensa deste mundo? Noto que não aderiu ao mundo dos blogues. Alguma razão em particular?

Concordo consigo, penso que a Internet abriu imensas portas para muita gente seja em que área for. Não só na Arte, mas também no mundo empresarial e social. Nomeadamente em termos de emprego, criação de empresas ou no caso social com os sites de “chat” ou de encontros que se estão a tornar bastante significativos na criação de novos casais. Digamos que a Internet tornou mais acessível e também possível a expressão individual de cada um de uma forma que há algum tempo era apenas permitida a uma minoria quase de elite. Evidentemente que em tudo isso existe o reverso da medalha, por vezes com desenvolvimentos nefastos como todos conhecemos casos ou já ouvimos falar. Mas voltando concretamente à Arte... Julgo, como disse, que a Internet se tornou importantíssima para não dizer indispensável para a divulgação de uma obra, no entanto não creio que deva ser o único meio. Pois também na relação “divulgação da obra” – Internet existe o reverso da medalha, sobretudo no que diz respeito a autores pouco conhecidos ou mesmo estreantes. Existe o perigo da obra passar despercebida. A Internet é um universo tão vasto que quase infinito e onde se pode encontrar do melhor ao pior, há o risco para um autor que só confie nesse meio de a obra se perder nessa imensidão de informação e não ter o devido reconhecimento. A Internet é vastíssima e é preciso um certo grau de sorte para que alguém encontre a página de um autor desconhecido e fique absorto pela sua obra. A maioria das pessoas vai à Internet à procura de informações sobre assuntos que já conhece e quer aprofundar ou sobre temas que “ouviu falar”. E no caso da Arte existe uma grande diferença entre ver ou ouvir uma obra ao vivo e pelo computador. Se bem que no caso da música seja um pouco mais fácil e aceitável. Mas no caso da literatura existe uma grande diferença entre ler no monitor e segurar uma folha de papel. Eu pessoalmente prefiro o papel...

Não existe nenhuma razão especial pela qual não tenha aderido ao mundo dos blogues. Tempo..., paciência..., preguiça..., um pouco dos três, talvez. Não sei... Acho que não tenho jeito para blogues. Para o estilo de escrita quotidiana que parece tipificar a maioria deles. Confesso também que não sou grande leitor de blogues, mas o vosso é deveras interessante (risos). Tenho alguns amigos que têm blogues nos quais escrevi algumas coisas em género de comentário, eles dizem que gostam, que deveria escrever um, mas as suas posições são dúbias e eu continuo a achar que não tenho grande jeito para a coisa.

s.m. Com certeza já terá recebido boas críticas em relação ao seu trabalho literário. Como se sente perante as palavras dos seus leitores e críticos?

Sim, evidentemente que já recebi boas críticas em relação ao meu trabalho literário, mas foram sempre de pessoas conhecidas ou amigos. O que na minha óptica, como referi na resposta anterior, as torna... um pouco dúbias (risos). É claro que é sempre agradável ouvir elogios e também críticas construtivas, mas não se devem levar demasiado a sério. Creio que se deve aprender com toda a informação que se recebe. Filtrá-la e utilizá-la para na próxima vez fazer melhor e por inerência nos tornarmos também nós, enquanto pessoas, melhores.

s.m. Qual foi a sensação de ver o seu primeiro livro publicado? Trouxe mudanças na sua vida?

Foi extremamente esquisito. Lembro-me de não ter tido nenhuma consciencialização especial do momento ou qualquer sensação plena de realização. Recordo-me apenas de pensar e desejar que fosse o primeiro de vários.

A publicação do livro não trouxe grandes mudanças na minha vida, mas fiquei claramente com a sensação que mudou a forma como quem já me conhecia olhava para mim. Como se por geração espontânea, de um dia para o outro tivesse nascido um misto de surpresa, espanto, orgulho e... ouso dizê-lo admiração. Foi estranho no impacto inicial lidar com isso.

s.m. Conte-nos que tal é a experiência dentro da barriga do monstro livreiro do nosso país.

Olhe, não faço ideia. Sinceramente. Não me interessei muito por saber como é que o livro se deu nas várias livrarias onde esteve. Pode parecer um pouco estranho, mas tenho consciência que é muito difícil alguém pegar num livro de um autor que não conhece de lado nenhum e comprá-lo. Contra mim falo...

s.m. Como surgiu o título do seu livro - “Esboço de Vida num Reencontro Inesperado”?

O título surgiu... já não me lembro bem como foi. Acho que é uma interacção ou justaposição da história em si e do momento de vida em que me encontrava. É para mim impossível desligar um do outro. Criar algo a partir do nada (se é que isso nos é possível, a nós ser humano) conseguir criar sem colocar nada das nossas experiências pessoais.

s.m. Fale-nos um pouco dele, por favor.

Para responder a esta sua pergunta, um pouco no seguimento da anterior. Creio que a história em si, entre outras coisas, conta um reencontro. Um reencontro consigo próprio. Ao qual, julgo eu, podemos estar todos sujeitos a qualquer instante. Como se o livro estivesse dividido em pequenas “micro-histórias” que juntas fazem todo o enredo. Temos o romance entre as duas personagens principais. A ligeira crítica social na trama do local de trabalho através das personagens secundárias e o reencontro já mencionado. Mas... será preciso ler o livro para verificar se concordam ou não comigo.

s.m. Porquê o pseudónimo Paulo D.?

Timidez. Insegurança. As razões habituais, mas não só. Era algo que em certa altura da minha vida fazia muito sentido. Hoje não sei se ainda fará... O tempo e os sentimentos são algo que, em mim, não fazem muito sentido juntos. E depois eu gosto da criação de personagens. E o Paulo D. é para mim uma personagem. Uma das muitas personagens que existem dentro de mim. Para tudo o que já criei, usei nomes diferentes, em suma criei personagens. É verdade que nalgumas coisas que criei se encontra o meu nome, Miguel Lopo, mas nunca em destaque. Sempre em letras pequeninas. A criação de personagens dá-me mais liberdade, permite explorar lados que não saberia existir sem elas. Ao mesmo tempo obriga-me a pensar de um modo diferente do meu, diferente daquele que habitualmente faço.

s.m. Uma vez que já tem experiência posso perguntar: considera mais complexo - escrever poesia ou prosa?

Para mim a poesia é mais difícil. Os grandes poetas têm o dom de conseguir dizer muito com pouco. Isso por si só já é um feito. Consegui-lo de forma bela é... no mínimo admirável. Interessei-me há tempos por alguns poetas ingleses. Do domínio da poesia épica, pré-romântica e romântica como Milton, Blake que descobri ainda muito novo graças a um filme de ambiente extraordinário chamado Dead Man de Jim Jarmusch, e Shelley. As suas obras são de uma riqueza, uma complexidade, uma harmonia que é impossível não ficar estonteado pela sua inteligência. Paradise Lost (Paraíso Perdido) de Milton e de uma beleza e inteligência absurda. A obra de uma vida. Nunca seria capaz de escrever algo minimamente comparável. Sinceramente a poesia que tentei escrever, para além de letras de canções, é muito fraca. Não sei bem como a caracterizar em termos de estilo. É mesmo algo sobre o qual não sei o que dizer... (risos). Gosto bastante mais de prosa. Creio que tem mais a ver comigo. É-me mais fácil absorver e instantâneo escrever. Gosto de longas e pormenorizadas descrições na história e essas são um pouco impraticáveis em poesia.

s.m. Teve formação académica em Escrita Criativa? O que pensa desta disciplina?

Não tive qualquer formação académica em Escrita Criativa. Como não conheço a disciplina não vou opinar, mas o nome parece-me apelativo.

s.m. Em termos literários, acredita no termo "Inspiração", no termo "Transpiração" ou na sua simbiose?

Acredito evidentemente na sua simbiose, se bem que não saiba bem definir o que é inspiração. Do mesmo modo que é difícil descortinar o que é transpiração. As duas estão demasiado interligadas para as podermos separar. Onde acaba uma e começa a outra? A inspiração talvez seja, aparentemente, mas difícil de definir porque não é palpável, não se sente. Alguém que está inspirado não o nota no momento, não pensa sequer no assunto, concentra-se apenas no trabalho, em completar a sua visão e aí já entramos no domínio da transpiração. Claro que existem pessoas com mais talento que outras, se quiser, que têm “inspiração” mais vezes que as outras, mas não acredito que se consiga algo sem muito trabalho e... transpiração. Ouso dizer que esse tipo de termos: “Inspiração” e “Transpiração” foram inventados por críticos e apreciadores da obra de Arte, de modo a explicar a capacidade do autor que se distingue em conseguir algo que a maioria das pessoas não consegue.

O ser humano tem por hábito racionalizar tudo o que o rodeia, mas nem sempre é possível.

s.m. Sente necessidade de organizar o seu tempo para escrever?

Para ser sincero sinto, mas não o consigo lá muito bem. Neste momento o meu dia está bastante preenchido e deixa-me pouco tempo para a escrita. Para escrever preciso de estar mesmo dentro da história, de entrar num mundo diferente do “normal” em que me encontro. É preciso uma certa adaptação que por vezes demora horas. Não me considero alguém de “pluma fácil”. A minha actividade profissional neste momento é bastante exigente em termos de horário e nesta altura do ano também em disponibilidade, por isso para grande pena minha, o tempo para escrever é pouco.

s.m. Como caracteriza o seu processo de escrita?

Desorganizado e bastante anárquico. Depois lá vou compondo tudo e sai bastante ordenado e julgo eu, coerente.

s.m. O seu livro foi editado pela Corpos Editora. Como foi o processo?

Foi bastante simples. Enviei o meu manuscrito para a Corpos, como já o tinha feito para outras editoras. Eles foram os primeiros a responder e a proposta interessou-me. Para além que me agradava a ideia de lançar o livro através de uma pequena editora, pouco conhecida.

s.m. O que pensa das edições de autor?

Penso que são uma muito boa alternativa para todo o autor que não tenha conseguido despertar o interesse de nenhuma editora e que queira um marco físico da sua obra para a poder difundir para outras pessoas, nem que sejam só amigos e conhecidos. Pode-me dizer que existe a Internet para isso, mas como já disse anteriormente prefiro o papel

s.m. Qual é a sua opinião em relação ao mundo editorial?

Não tenho grande opinião, é um mundo que conheço muito mal, por isso prefiro não opinar. Só julgo é que talvez deveriam ser mais organizados. Eu ainda estou a receber respostas de editoras a quem enviei o meu manuscrito há mais de um ano. E pelo que me disseram o prazo de resposta médio para um manuscrito enviado é de um ano a ano e meio. Parece-me demasiado tempo. É verdade que também desconheço as dificuldades com que se deparam e o número de manuscritos que recebem, digamos por mês, mas mesmo assim... Parece-me muito. Contudo, friso uma vez mais que desconheço a sua realidade para emitir juízos de valor.

s.m. Acha que o público, em geral, é mais sensível à poesia ou ao romance? E qual será a razão?

Diria o romance. Mais fácil de ler na minha opinião. Mais fácil a sua assimilação. O ser humano é por natureza preguiçoso (e contra mim falo) e ler grande poesia dá trabalho. A sua compreensão não é imediata, é preciso analisá-la e digeri-la. Eu próprio acho que ainda não sei ler poesia. Talvez o adquira com a idade... espero eu.

s.m. Já se aventurou no mundo dos concursos literários?

Não por acaso nunca... Espere, sim uma vez. Enviei o meu manuscrito para um concurso da FNAC. Telefonou-me uma senhora a dizer que não o podiam considerar porque tinha chegado um dia depois do prazo. Compreendo, que podia eu dizer, são regras.

s.m. Que autores lê frequentemente?

Não costumo ler autores, mas sim obras. Não tenho por norma ler tudo de um autor só porque gostei de um dos seu livros, julgo já o ter feito, mas agora prefiro abranger o maior número possível de autores diferentes e portanto opiniões, pontos de vista e estilos diferentes. Tenho também a sorte de falar e compreender praticamente tão bem como o português mais duas outras línguas (francês e inglês) o que me permite ler na sua versão original um número assinalável de obras. O que, por muito respeito que tenha às traduções, é sempre mais interessante.

s.m. Qual foi, até hoje, o(s) livro(s) e/ ou autor(es) que mais o marcaram? Porquê?

Vários: Eça, Pessoa, Virgílio Ferreira, Saramago, Chateaubriand, Camus, Proust, Céline, Borges, Eco, Kafka, Kundera, Joyce, Orwell, Burton...

Entre muitos outros. Porque é que me marcaram? Porque me alargaram os horizontes.

s.m. Qual é, na sua opinião, o/a artista português(a) – das mais variadas vertentes artísticas - que merece, da sua parte, maior admiração pelo trabalho desenvolvido para a divulgação da Cultura Portuguesa?

Pergunta difícil... Sinceramente não sei. Se falarmos em termo mediáticos há evidentemente José Saramago por ter recebido o Nobel e claro pela qualidade da obra. Em termos de música temos os Madredeus que são, julgo eu, o nosso maior sucesso musical além fronteiras. Mas sinceramente não sei. Não quero dar opinião porque posso ser injusto e não me estar a lembrar de alguém.

s.m. Qual é a sua opinião em relação à forma como a Arte é vista no nosso país? E considera que o povo português demonstra um grande interesse pelas diversas formas artísticas nacionais e internacionais?

Creio que a Arte, infelizmente ainda é vista com alguma desconfiança. Muita gente a considera uma perda de tempo porque não é algo que à primeira vista seja de rentabilidade imediata. Quantos pais saltarão de alegria ao ouvirem que os seus filhos querem ser pintores, escultores, músicos, bailarinos em vez de médicos, advogados ou engenheiros? Uma minoria de certeza. Existe uma pressão da sociedade em que vivemos para o sucesso e lucro imediato – produtividade imediata, seja lá o que isso for. E a Arte é sabido, não dá dinheiro. O problema é que existem domínios do ser humano que são necessários à sua existência e nem sempre podem ser vistos de um ponto de vista económico. Penso que a Arte é um deles e a saúde também. A saúde das pessoas não pode ser um negócio.

É uma mudança de mentalidades que tem de ser fomentada e incentivada de cima para baixo. De quem tem poder de decisão ou ambiciona tê-lo para quem não tem.

s.m. O que nos reserva para um futuro próximo, em termos de criação literária?

Tenho várias coisas pendentes. Espero poder acabá-las brevemente.

s.m. Que conselho daria a quem sonha melhorar o seu processo de escrita e, por fim, publicar?

Praticar, acreditar e arriscar.

Agradeço, em nome do Cultura, a sua disponibilidade e interesse pelo trabalho que este blogue tenta fazer a nível da divulgação artística e desejo-lhe muito sucesso e inspiração.

Festival CALE no Fundão


Festival Cale
De 1 a 8 de Setembro no Fundão

Trata-se de um festival pluridisciplinar centrado na celebração da cultura urbana e da arte contemporânea, desenvolvendo diversas tipologias de intervenção na Zona Antiga da Cidade do Fundão, que contará com diversas acções artísticas de criadores com ligação a este território, potencializando interacções mútuas e comunhão de experiências.

Programa:

Exposições

1 a 8 de Setembro
15.00h-22.00h
Rua da Cale

“Percursos”-Rita Garcia
Artes Plásticas

“Rua da Cale – Uma breve história”- Marta Amaro
Instalação Sonora

“kohl;Temptation;See what I see… - Caroline Borges
Joalharia

Espectáculos

01 de Setembro
“Sem titulo até hoje” - João Bento / Ana Trincão
Dança
21.45h
Auditório da Moagem

Sem titulo até hoje” é um trabalho de carácter performativo que cruza a linguagem da dança com a música e as artes plásticas. A peça apresenta-se como um espaço em transformação constante onde os intérpretes / músicos, manobram, transformando o espaço cénico e sonoro. O som vive no corpo e do corpo, a música vive dos objectos e os objectos são insígnias de um espaço que potencia ligações.

02 de Setembro
Concerto de Piano- Ana José Carrolo
Música Clássica
21.45h
Auditório da Moagem

03 de Setembro
TOR-Pedro Lindeza – Bouzouki, Marco Fonseca – Violino, Bruno Fonseca – Flautas, Bodhrau, Sara – Contrabaixo
Música Irlandesa
21.30h
Praça Velha

04 de Setembro
Palácio Crew
Hip Hop
21.30h
Praça Velha

05 de Setembro
Trio Marrucho- Miguel Moreira -guitarra, Pedro Barreiros -contrabaixo e José Marrucho -Bateria.
Jazz
21.30h
Praça Velha

6 a 8 de Setembro
Incrível Tasca Móvel -espaço social e cultural, uma plataforma viajante para espectáculos e convívio.
21.00h
Centro Cívico
Dj set´s

01 de Setembro

Dj Gabi
00.00h-04.00h
Lounge Moagem

08 de Setembro

Dj João Marrucho
00.00h-04.00h
Lounge Moagem

Actividades Paralelas

1 a 8 de Setembro
“Estado da Translocalidade”*
Alexandra Ferreira e Bettina Wind
“Introduções “ – Visitas Guiadas (2 e 3 de Setembro)
16.00h às 18h
Rua da Cale

A geografia da região e a própria estrutura da população podem ser comparadas a outras regiões europeias. O alvo do projecto é “encontrar traços do Fundão fora do Fundão”, mostrar ligações translocais que já existem entre a região e outros locais da Europa.

25 de Agosto a 8 de Setembro
Reaktor – Residência Artística – Hungria
Um grupo de jovens artistas húngaros vem ocupar a Antiga Praça, transformando-a num espaço de criação, onde as novas tendências artísticas se vão envolver com a história do local.

Câmara Municipal do Fundão

Teatro da Guarda apresenta:

SETEMBRO • SEX 7 • 21h30 • Grande Auditório
FANFARE CIOCARLIA [ROMÉNIA]
Música • 10€ • 90m • M/4

A Fanfare Ciocarlia é uma orquestra de metais constituída por onze elementos, originária da pequena aldeia de Zece Prajini, na Roménia. Trata-se de uma espectacular fanfarra cigana de tradição balcânica. É uma das bandas mais requisitadas para actuar em todo o mundo em festivais de world music, e já foi objecto de um documentário do cineasta alemão Ralf Marscalleck que mostra o paradoxo entre a vida na aldeia e o alarido de um espectáculo em Tóquio ou em Londres. A Fanfare Ciocarlia orgulha-se de ser “a mais rápida do mundo”, interpretando solos de clarinete, saxofone e trompete que chegam a ter mais de 200 batidas por minuto.

Costicã Trifan trompete, voz • Paul Marian Bulgaru trompete • Radulescu Lazar trompete, voz • Oprica Ivancea clarinete soprano, saxofone soprano • Dan Ionel Ivancea saxofone alto • Constantin Cantea tuba • Monel Trifan tuba • Constantin Calin corneta tenor, voz, danças • Laurentiu Ivancea corneta baritono • Costel Ursu bombo • Nicolae Ionita percussão

http://www.tmg.com.pt/

quinta-feira, agosto 30, 2007

PH2OTO

"Dei-lhe este nome por ter sido inspirada na água, nas paisagens que a rodeiam e por se tratar da minha 2ª exposição de fotografia!" - Pedro Moreira



2ª exposição de fotografia de Pedro Moreira.

Vai ter lugar na casa de chã - bar "ACTOS"
Rua Sá de Noronha, 76 - 1º - Porto
(junto ao Teatro Carlos Alberto).

Inauguração a 7 de Setembro,
pelas 22h00 e em exposição até meados de Outubro.
(Todos os dias das 22h00 às 02h00)


Espaço do Fotógrafo Pedro Moreira no hi5: www.pedromxm.hi5.com

Espaço de Fotografias: www.olhares.com/PEDROXM


NO TEATRO DA GUARDA...

SETEMBRO • SÁB 1 • 21h30 • PEQUENO AUDITÓRIO

ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA
Minetti
de Thomas Bernhard
CamaleÓn y Ernesto Calvo Producciones [Espanha]
Teatro • 5€ [Assinatura do festival: 17€] • 70m • M/16

Em Ostende (Bélgica), na noite de passagem de ano, no hall de um velho Hotel, aparece Minetti, actor convocado pelo director do Teatro da cidade para interpretar o Rei Lear. Ele próprio foi director de um teatro numa pequena cidade que fazia fronteira com a Dinamarca. Mas, o director não chega e Minetti fala sem parar, fazendo o balanço de si mesmo, da sua vida, da vida. Conta como foi retirado do cargo no teatro por ter renegado a literatura clássica. Ele traz a sua própria máscara de Rei Lear, feita por Ensor nesta mesma cidade, fabricada especialmente para si. A noite avança, o dia termina. O director não chega e ele não interpretará jamais o Rei Lear. Sozinho, retira da mala a máscara de Lear que Ensor fez para ele, coloca-a na cabeça e, superando as suas obsessões em frente ao mar de Ostende, toma um comprimido e espera a morte. Entretanto, no Hotel, celebra-se a entrada no Ano Novo.

Texto Thomas Bernhard • Encenação e Dramaturgia Ernesto Calvo • Assistência de Encenação Mário Pérez / Javier Esteban • Desenho de luz German de Blas • Figurinos e máscara José Luis Cesteros • Interpretação Juan Carlos Moretti • Produção Camaleón y Ernesto Calvo Producciones

www.tmg.com.pt

quarta-feira, agosto 29, 2007


Chocalhos 2007 - Festival dos Caminhos da Transumância
De 15 a 23 de Setembro

Festival destinado à celebração da transumância, ancestral prática da pastorícia, enquanto valor patrimonial de excelência, cruzando a música pastoril, os produtos locais, as paisagens, a realidade e os sonhos.

Programa:

Dia 15
Moagem - Cidade do Engenho e das Artes - Fundão - 17h00
O Segredo da Lã - Exposição

Núcleo Museológico do Salgueiro
Chaves de Silvas e de Estrelas - Exposição

Esta exposição estará aberta até à Páscoa 2008 e terá actividades pedagógicas para todas as idades

De 17 a 23
Serra da Estrela - Guarda - Fundão
O Património da Memória, um Produto Turístico - Workshop

De 18 a 21
Núcleo Museológico do Salgueiro - 10h00
A Via Láctea é um Rebanho de Ovelhas Luminosas - Actividades Pedagógicas

De 19 a 21
Moagem - Cidade do Engenho e das Artes - Fundão
Sons em trânsumancia - Residência Artística

Dia 20
Lounge - Moagem - Cidade do Engenho e das Artes - Fundão - 21h30
Exibição do filme "Ainda há Pastores de Jorge Pelicano

Esposição de Fotografia de Rosa Teixeira da Silva
Últimos Guardadores de Rebanhos da Serra da Estrela

21 a 23 - Alpedrinha
Feira dos Chocalhos

Tasquinhas, Animação de Rua, Produtos Locais

Dia 21
Animação de rua

Zabunbas de Alpedrinha - 19h00

Concerto de Música Clássica
Capela do Leão - 21h30

Sons em Transumância - O Romance da Pastora (Concerto)
Pálacio do Picadeiro - 22h00

Dia 22
Animação de Rua

Chocalheiros de Vila Verde de Ficalho
11h00

Conversas Transumantes
Capela do Leão - 22h00

Harmónicas de Ponte de Sôr
Capela do Leão - 21h00

Savina Yannatou & Primavera en Salonico (Concerto)
Terreiro do Pálacio do Picadeiro - 22h00

Concerto de Música Clássica
Capela do Leão - 22h00

Concerto com Acordeonista Sertório
Capela do leão - 23h00

Dia 23
Animação de Rua

Passeio Pedestre com Rebanho pela Serra da Gardunha
Fundão - Alpedrinha - 8h30 ( Saída - Praça do Município)

Concerto de Música Clássica
Igreja Matriz - 22h00

IN CMF Webpage

Em Setembro, no CCB


21 e 22 de Setembro de 2007
às 21h | GRANDE AUDITÓRIO

Duração:1h40 minutos c/intervalo

Sob o título D’un soir un jour, a coreógrafa belga Anne Teresa de Keersmaeker concebeu, ao som de Debussy, George Benjamin e Stravinski, seis andamentos de excepcional riqueza; seis oportunidades de partilharmos com a coreógrafa a sua obsessão entre o puro movimento e a música.

In CCB web Page

segunda-feira, agosto 27, 2007

Curso Poesia

Na agenda dos próximos Cursos de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa, vai ter lugar um Curso de Poesia com a orientação de José Fanha.
O curso decorrerá entre 21 de Setembro e 7 de Dezembro, às sextas-feiras, das 19 às 21 horas.
A frequência do curso é gratuita e requer inscrição prévia (as vagas são limitadas).
As aulas decorrem na Sala de Âmbito Cultural, no Piso 7 do El Corte Inglés (Av. António Augusto de Aguiar, 31).
As inscrições podem ser feitas até 11 de Setembro.
Telefone: 213 711 700
E-Mail: servico_clientes@elcorteingles.pt

sábado, agosto 25, 2007

Evento Poetria

A Livraria Poetria realiza mais uma sessão de poesia no âmbito do ciclo "A Cidade Poética", desta vez sobre "A POESIA AFRICANA", no próximo dia 31/8, pelas 18,30h. no Centro Comercial Galerias Lumière (R. José Falcão/R. das Oliveiras).

Serão ditos poemas por Armindo Cerqueira e Adorado Mara, com acompanhamento musical por Chalo Correia.

A NÃO PERDER!

Local: Porto