quinta-feira, novembro 15, 2007

Corvus Corax + The Moon And The Nightspirit


Estas duas bandas trazem ao nosso país uma sonoridade que infelizmente não é muito divulgada por cá. Praticantes de um som folk/medieval, são na actualidade, a par dos Ataraxia, os "deuses" deste género musical no velho continente. Ficam aqui as três datas:


15 de Novembro -
BRAGA

Local: Auditório Adelina Caravana do conservatório de música Calouste Gulbenkian
Preço: 15€
Horário de início: 21h


16 de Novembro - CORROIOS - SEIXAL

Local: Cine-teatro de Corroios
Preço: 20€ (venda antecipada) 23€ (próprio dia)
Horário de início: 21h


17 de Novembro - COIMBRA

Local:
Centro Norton de Matos
Preço: 17€ (venda antecipada) 20€ (próprio dia)
Horário de início: 21h

Bilhetes à venda nos locais habituais.

Mais informações:

Festivais PT
http://forum.festivaispt.org/showthread.php?t=3007

Corvus Corax
Homepage: http://www.corvuscorax.de/
MySpace: http://www.myspace.com/spielleute

The Moon And The Night Spirit
Homepage: http://www.themoon.equilibriummusic.com/
MySpace: http://www.myspace.com/themoonandthenightspirit




quinta-feira, novembro 08, 2007

quarta-feira, outubro 24, 2007

18 de Novembro Carcavelos


no ano em que comemora 10 anos de actividade, a Xuxa Jurássica Produções montou uma grande festa, encabeçada por uma das mais importantes e respeitadas bandas do circuito, os grandes NOFX, que regressam assim a terras lusitanas depois de em 2003 terem esgotado o Pavilhão do Restelo.

Com lugar a 18 de Novembro no Pavilhão Desportivo da Quinta dos Lombos, em Carcavelos, aos já anunciados cabeças de cartaz NOFX, juntam-se os também norte-americanos The Loved Ones, os britanicos TAT e os portugueses Easyway, Humble e Sexy Sundays .

O inicio está agendado para as 18 horas e as entradas são de 25€.

Vem connosco celebrar os 10 anos de dedicação da Xuxa Jurássica ao punk/hardcore nacional e internacional.
É a tua presença que faz com que sejam possíveis outros 10, ao fim ao cabo, o movimento somos todos nós!!.

Mais do que um género musical, um estilo de vida.

Bilhetes à venda nas Lojas FNAC, Lojas Bliss, Livrarias Bulhosa, Ticketline (reservas nº 707234234 e www.ticketline.sapo.pt), Lojas Viagens ABREU, Carbono, Bana Surf Shop (Carcavelos), Boca do Inferno (Bar – Bairro Alto) e no dia e local do evento a partir das 17h00.

JAZZ & CASTANHAS - PRAGANÇA/CADAVAL

JAZZ & CASTANHAS
(é sempre a estalar !!)

COTTAS CLUB JAZZ BAND em PRAGANÇA (Cadaval)

10 de Novembro – sábado – 18h
MEGA Jantar com PORCO no ESPETO
Salão da Filarmónica 1º Dezembro

Urge por isso fazer as reservas de mesa para o JAZZ & CASTANHAS.
Email mnunes2000@sapo.pt ou liga 965850750

10 euros para comer à fartazana ao som do DIXILEAND … é só mesmo para uma elite!!

quarta-feira, outubro 17, 2007

Danças Tradicionais


workshop e BAILE este sábado 20 com os FOL&AR na ESMAE!! http://www.myspace.com/folear



Corpos/Fnac Vila Nova de Gaia


apresentação do novo cd "Voyeur" de Ex-Ricardo dePinho Teixeira esta Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007, apartir das 21h30, no forum da Fnac do GaiaShopping. Esta apresentação contará com a participação especial de Cristina Bacelar, Pedro Romualdo, Nuno Saavedra e Ironic Salazar.

Nesta mesma noite também serão apresentados mais 2 novidades Corpos -

"Reticências..." de Paulo Alcoforado "Amores (Im)perfeitos" de Carla Veiga Ribeiro

terça-feira, outubro 16, 2007

Knojo! A Ciência Indiscreta do Corpo Humano


Knojo! A Ciência Indiscreta do Corpo Humano, a nova exposição interactiva do Pavilhão do Conhecimento, mostra as respostas que a ciência dá a estas perguntas e promete explicar tudo aquilo que é desagradável no nosso corpo.

A inauguração vai ter lugar na próxima quinta-feira, dia 18 de Outubro, às 11h00, e contará com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago.

Como o dia é mesmo reservado a coisas nojentas, preparámos vários ateliês onde os mais atrevidos vão poder fabricar uma substância muito parecida com o seu próprio ranho e descobrir porque é que a digestão começa com cuspo.

Numa sessão particularmente desagradável de A Cozinha é um Laboratório, a química e a culinária vão juntar-se para fabricar uma terra comestível, servida em vasos e acompanhada de ovos de insectos e aracnídeos com sabor a groselha.

Convidámos uma equipa de médicos do Hospital D. Estefânia e em conjunto desenvolvemos os ateliês Fungadelas e Lavandaria de Mãos, nos quais os mais pequenos vão aprender a assoar-se e a lavar correctamente as mãos, através de uma coreografia. No ateliê Bombas Calóricas ficaremos a saber quantas viagens na Bicicleta Voadora do Pavilhão do Conhecimento seriam necessárias para queimar um apetitoso pão com chocolate.

Sabia que engole mais de um litro de muco por dia? E que o ranho evita que fiquemos doentes porque impede que as "porcarias" cheguem aos nossos pulmões? Espirros, mucos e alergias são a especialidade do professor Narigudo Sá Betudo, uma torneira em formato gigante que vai desvendar tudo o que se passa no interior do nosso nariz.

Na nova exposição do Pavilhão do Conhecimento as indiscrições do corpo humano não ficam por aqui. É também possível cheirar axilas, bocas, pés e ânus malcheirosos, ouvir arrotos bem sonoros e perceber porque é que eles acontecem, escutar o barulho que fazemos a deglutir, o bater do coração, o respirar e o estômago a roncar.

Depois de tudo isto só faltava mesmo uma inesquecível máquina de gases intestinais, que nos elucidará sobre a razão do seu som mais grave ou agudo.

As conversas sobre o corpo humano nunca mais serão as mesmas depois de visitar esta exposição.

Mais informações em www.pavconhecimento.pt

Knojo! A Ciência Indiscreta do Corpo Humano tem legendas em Braille e informação adicional em Braille e ampliado.

sábado, outubro 06, 2007

Convite - Lançamento PASSIONE de Pedro Lopes

Convite

A Câmara Municipal de Ponte de Sor, a Magna Editora e o autor, têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para o Lançamento do Livro “PASSIONE” de Pedro Lopes, a realizar no dia 13 (Sábado) de Outubro pelas 16 horas em:

Biblioteca Municipal de Ponte de Sor
Praça da Republica nº1 - Ponte de Sor



Gratos pela honra da comparência

Com o patrocinio : Camara Municipal de Ponte Sor e Junta de Freguesia de Montargil

sexta-feira, outubro 05, 2007


O “Tordesilhas – Festival Ibero-Americano de Poesia Contemporânea” é um evento literário que pretende apresentar e discutir a produção recente de poesia na América Latina e Península Ibérica. A proposta do festival, “Desconstruindo a Linha de Tordesilhas”, expressa a busca de novos diálogos e acordos entre poetas de língua portuguesa e espanhola nestes países.
O TORDESILHAS reunirá poetas de diversas partes do Brasil, América Latina, Portugal e Espanha, cujo trabalho é representativo e de destaque internacional, além de académicos, críticos e editores de poesia interessados na temática íbero-americana. De Portugal viajarão Luís Serguilha e João Miguel Henriques.

O festival acontecerá no período de 30 de outubro a 4 de Novembro de 2007, em São Paulo, na Caixa Cultural, e também no Instituto Cervantes e no Espaço Parlapatões da Praça Roosevelt.

Enviado por: João Miguel Henriques

www.quartosescuros.blogspot.com
www.festivaltordesilhas.net (em breve)

A novidade deste mês é o lançamento do terceiro livro de Luís Filipe Cristóvão, E como ficou chato ser moderno, pela Livrododia Editores.

Trata-se de uma recolha de poemas que incidem, mais uma vez, no quotidiano, nas relações entre os círculos mais próximos, das relações e das famílias.O autor encara também este livro como "um ponto de chegada, de uma liberdade de discursiva e temática que sinto atingir a maturidade. É também o momento de olhar para trás e pensar o lugar daquilo que escrevo."
O lançamento do livro vai realizar-se no próximo sábado, 6 de Outubro, pelas 16 horas, na Livrododia - Centro Histórico, em Torres Vedras. Haverá ainda uma sessão de apresentação no dia 12 de Outubro, pelas 21h30, na Book House do Monumental, em Lisboa .
Sobre o autor:
Luís Filipe Cristóvão nasceu a 24 de Fevereiro de 1979 em Torres Vedras.
É pós-graduado em Teoria da Literatura, pela Universidade de Lisboa e frequentou a especialização em Edição de Livros na Universidade Católica de Lisboa.
Profissionalmente, é gestor editorial e livreiro.
É autor dos livros Registo de Nascimento (2005) e Pequeña Antología para el Cuerpo (Espanha, 2007).
Para ler alguns poemas do livro, consultem o blog.
Para saber como chegar à Livrododia, consultem o site da editora.

quinta-feira, outubro 04, 2007

quarta-feira, outubro 03, 2007

Espectáculo em Vila Franca de Xira

Dia 4 de Outubro espectaculo RAIZES, no Auditorio do Ateneu em Vila Franca de Xira pelas 21.30h.

Espectaculo com Fado, Flamenco e musica Cubana
Musica e Baile

Reservas 26 327 14 18

Festa de Arte na Lousã

FESTA DA ARTE NA LOUSÃ
12, 13 e 14 de Outubro de 2007

PROGRAMA :

SEXTA-FEIRA /dia 12
21-00 - Coro da Lousã
21-30 - Coro da Casa do Pessoal da HUC.
22-oo - Abertura do espaço de exposição dos artitas plásticos
24-00 - Encerramento

SÁBADO / dia 13
15-30 - Triforfaiclowns
17-00 - grupo de variedades "sómúsica" da Associação Cultural e Recriativa de coimbra
21-00 - Grupo cénico amador da Portela com a peça "D. Inês de Castro".
24-00 encerramento.

DOMINGO /dia 14
15-30 - Espectáculo de variedades da GEDEPA - Grupo Etnográficode Defesa do Património e Ambiente da Pampilhosa.
21-00 - Banda "Asédixie" e "Dixie Gringos"
23-00 Encerramento.

ESTE EVENTO TEM O APOIO:
Câmara Municipal da Lousã
40 anos do Jornal TREVIM
Inatel

Organização:
MAC - (Movimento Artístico de Coimbra)

domingo, setembro 30, 2007


como só agora reparo

a partir de Gaspar, de Peter Handke


11 a 28 de Outubro de 2007
5ª a Domingo, 21h30
Casa Conveniente, Lisboa

Encenação: David Pereira Bastos
Interpretação: Bruno Huca, Lucília Raimundo, Simon Frankel, Telmo Bento e Tiago Mateus

Bilhete: 10€ / 7,5€
(desconto menores de 30, sénior, profissionais do espectáculo)
*** Reservas: 93 605 39 90 ***


como só agora reparo é um espectáculo para cinco actores baseado na obra Gaspar, de Peter Handke.

Gaspar, um actor como uma marioneta que segue instruções que não pode ignorar, imposta por vozes reguladoras, como mãos de alguém que dirige, manipula. O actor como o fruto de um diálogo com um jugo ofensivo e constritivo. A liberdade do actor em cena em luta com esse jugo. Jogos de insubordinação e estilo. Como a luta entre a intuição e a razão.

como só agora reparo como o momento onde o actor opta entre constrição e liberdade. O texto de Handke como material oral para os actores e simbólico no espectáculo, onde se verificam as virtuais afinidades entre as palavras da obra baseada no caso de Kaspar Hauser e a temática do actor em cena como uma marioneta herege. Gaspar como a personagem branca, antes de o actor dar uso à sua paleta de escolhas, visões, paixões, para dar lugar a um ser que serve para ser visto, que serve quem vê, que serve o teatro.

No fim, se todas as possibilidades cénicas sobre Gaspar tivessem sido esgotadas, o que restaria? O nosso acontecimento acaba aqui. O teatro falha. Subsiste Gaspar.
David Pereira Bastos


Uma co-produção David Pereira Bastos / Casa Conveniente
Espectáculo subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian

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Casa Conveniente
Rua Nova do Carvalho, 11 (ao Cais do Sodré)
1200-291 Lisboa
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Estrutura subsidiada pelo Instituto das Artes / Ministério da Cultura

Ana Ferreira


Entrevista à escritora Ana Ferreira (Livro de Prosa Poética - Coisas de Nada)

sandra martins - É um imenso prazer poder contar com as suas palavras aqui no nosso Blogue. Esperamos que com estas questões os nossos leitores a possam vir a conhecer melhor e, quem sabe, para quem ainda não a leu, despertar o interesse para o seu trabalho literário.

Que idade tem? Qual é/ foi o seu percurso académico? Qual é a sua profissão?

A.F. Olá a todos! Tenho 46 anos, actualmente trabalho na área de atendimento de um organismo privado de utilidade pública e acabo em Novembro deste ano o Curso Superior de Psicologia do Ismai, assim que entregar o projecto final de Curso.

s.m. Quando começou a escrever?

A.F. Penso que pouco depois de aprender a ler, isto é, quase desde sempre. A minha forma de expressão sempre passou pela escrita e pelo desenho.

s.m. Além do livro que apresentamos hoje aqui no Cultura já publicou e/ ou publica, actualmente, noutros suportes? (Quais?)

A.F. Em termos de livros publicados, Coisas de Nada é o primeiro.

Anteriormente publiquei contos e crónicas no Jornal de Notícias e em algumas revistas dispersas. Colaborei da mesma forma com a revista Saúdinha, editada em tempos pela Administração Regional de Saúde – Norte.

s.m. Actualmente a Internet é uma importante ferramenta na divulgação de todo o tipo de arte. O que pensa deste mundo? Aderiu ao mundo dos blogues. Alguma razão em particular?

A.F. É um mundo curioso e apetecível, na medida em que possibilita o livre acesso às mais diversas formas de pensar sem que nos obrigue a parar e aderir instantaneamente aqui ou ali. Alguns dizem que escrevem para o ciber espaço porque querem ser lidos e ouvidos por quem quer que passe, outros afirmam que o prazer está em escrever para si próprio, como se de outro se tratasse, um querido diário lançado livremente para o espaço, sempre com a possibilidade de resgatar os conteúdos, revisitar a publicação, barbeirar um ou outro adjectivo, de um modo não possível em qualquer outra publicação.

s.m. Com certeza já terá recebido boas críticas em relação ao seu trabalho literário. Como se sente perante as palavras dos seus leitores e críticos?

A.F. Tenho recebido críticas excelentes e confesso que não estava à espera, pelo menos em termos da quantidade de boas opiniões, bons sentimentos àcerca desta minha escrita. Como me sinto? Mais completa ;)

E particularmente feliz quando os leitores fazem a apreciação dos meus textos pelo lado que eu pretendi que apreendessem: uma escrita tornada simples de onde se libertem diversos níveis de leitura e expressão.

s.m. Qual foi a sensação de ver o seu primeiro livro publicado? Trouxe mudanças na sua vida?


A.F. :) O grande, enorme entusiasmo, foi durante a preparação: a concretização de um sonho de muito tempo, todos os preparativos que me aproximaram passo a passo de um desejo antigo... foi muito bom. Quanto a mudanças na minha vida, um maior reconhecimento da minha escrita e o reforço da vontade de seguir adiante, para novas incursões no universo literário.

s.m. Conte-nos que tal é a experiência dentro da barriga do monstro livreiro do nosso país.

A.F. Nada boa, diga-se. Em Portugal tudo se publica e nada é publicável. É muito complicado conseguir abrir a brecha inicial na barrriga livreira: “neste momento não estamos a aceitar...”, “não se coaduna com a linha editorial”, são respostas correntes. Pior ainda, muitos editores nem se dignam responder, não sabem onde guardaram os originais, dão-se ao luxo de ignorarem a correspondência a solicitar informações sobre a apreciação das obras... depois aparecem na ribalta aqueles exemplares de boa literatura: - “Eu Carolina, blá, blá,blá” e outros que tais... é um bocado irritante!

s.m. Como surgiu o título do seu livro “Coisas de Nada”?

A.F. Surgiu por antítese às “grandes coisas” dos telejornais, das 1ªs páginas dos diários, de tudo aquilo que se ventila como se de vida a sério se tratasse. Quis fazer focagens rápidas sobre as vidas que se desenrolam todos os dias, sem anúncio e sem protagonismo.

s.m. Descreve-o como uma Colectânea de Retratos Escritos. Fale-nos um pouco de “Coisas de Nada”, por favor.

A.F. Por norma, gosto de passear entre as pessoas e interrogar-me sobre o que estará por trás de uns olhos, atitudes, gestos, posturas corporais. Acho curioso “dissecar” esses aspectos e, quando estes me chamam a atenção, observar e ouvir de todas as formas as vidas que se escondem (melhor ou pior) atrás desses traços oferecidos ao olhar exterior.

É um exercício de paciência sintetizar a essência dos sujeitos em meia dúzia de traços fulcrais, a planta e o alçado de cada pessoa, dados através de curtas descrições de um momento exacto onde os sujeitos se desfazem da máscara de todos os dias.

Ao invés de longas descrições, gosto de procurar, como se de fotografia se tratasse, o close-up, o zoom daquele momento exacto em que o ser humano se revela (mesmo que não queira).

s.m. Ana, considera mais complexo - escrever poesia ou prosa?

A.F. O nível de complexidade é semelhante: poesia e prosa são equações de termos diferentes, só isso.

s.m. Teve formação académica em Escrita Criativa? O que pensa desta disciplina?

A.F. A minha formação académica não passou pela escrita criativa. Acho uma disciplina interessante. A criatividade, como tantas outras coisas, é muitas vezes uma questão de prática e as oficinas deste tipo , se devidamente orientadas, podem revelar-se ferramentas excelentes para explorar o potencial criativo e motivar mudanças.

s.m. Em termos literários, acredita no termo "Inspiração", no termo "Transpiração" ou na sua simbiose?

A.F. Primeiro a inspiração, depois a simbiose de ambas. O texto perfeito nasce do verso perfeito e do posterior trabalho sobre esta inspiração.

s.m. Sente necessidade de organizar o seu tempo para escrever?

A.F. Sinto necessidade de um tempo para reflectir sobre a minha inspiração. Não tenho hábitos e horários rígidos de escrita, vou anotando aqui e ali. Quando o pensamento já se estrutura para além das pequenas linhas, parto então para a consistência dos grandes detalhes.

s.m. Como caracteriza o seu processo de escrita?

A.F. Constante. Como quem respira. Os dias servem inteiros para observar os sentimentos e sobretudo as pessoas. Faço muitos exercícios de escrita automática, agrada-me o processo. Depois exploro essa escrita, depurando excessos, procurando a melhor palavra, a expressão exacta, sem excesso, nem rateio. Escrever, mais do que um dom, é uma necessidade e um prazer. de quem vai recolhendo pequenos zooms. Gosto de começar pelo sorriso e continuar explorando a expressão do olhar...

s.m. O seu livro foi editado pela Corpos Editores. Como foi o processo?

A.F. Simples. Enviei o original, que foi lido e aceite com brevidade; acertamos pormenores de edição; pude participar na elaboração da capa, na qual optei por incluir a reprodução de uma gravura feita por uma amiga, muito de acordo com o espírito do livro. Foi tudo agradavelmente simples e claro.

s.m. O que pensa das edições de autor?

A.F. Num país onde a máquina editorial funciona da maneira que sabemos, as edições de autor são muitas vezes a única possibilidade de mostrar um escritor e uma escrita de qualidade, que de outro modo, ficariam no arquivo dos ilustres e incompetentes desconhecidos. Que o digam Saramago e tantos outros que assim começaram.

s.m. Qual é a sua opinião em relação ao mundo editorial?

A.F. Frequentemente “outros interesses maiores se levantam”, além da qualidade. É triste!

s.m. Acha que o público, em geral, é mais sensível à poesia ou ao romance? E qual será a razão?

A.F. Há público para as duas vertentes. A poesia necessita de outra atenção, outra disponibilidade de recursos imagéticos e reflexivos de que o romance prescinde com mais facilidade.

s.m. Ana, já se aventurou no mundo dos concursos literários?

A.F. Ainda não. Terminei há pouco um livro de ficção juvenil (em parceria com uma amiga) e estamos a pensar seriamente em enveredar por aí, à procura de publicação. Veremos...

s.m. Que autores lê frequentemente?

A.F. Nos últimos três anos tenho lido essencialmente autores relacionados com Psicologia, Psicoterapias, Teorias da Comunicação.

O meu primeiro autor de referência foi talvez Charles Dickens, que comecei a ler por volta dos 12 anos.

s.m. Qual foi, até hoje, o(s) livro(s) e/ ou autor(es) que mais a marcaram? Porquê?

A.F. Oliver Twist, de Charles Dickens – lido pela 1ª vez aos 12 anos e relido várias vezes ao longo do tempo; O retrato de Dorian Gray – fabulosa, a ideia de possuir um retrato que envelhece enquanto o seu modelo se vai mantendo aparentemente jovem, interessante, num percurso contra natura ao longo dos anos; a Metamorfose, de Kafka (que faria qualquer um de nós se ao acordar se visse fisicamente transformado em insecto?)

s.m. Qual é, na sua opinião, o/a artista português(a) – das mais variadas vertentes artísticas - que merece, da sua parte, maior admiração pelo trabalho desenvolvido para a divulgação da Cultura Portuguesa?

A.F. Mário Cesariny, Herberto Helder, Almada Negreiros, Vieira da Silva, Cargaleiro, , João Paulo Seara Cardoso e o Teatro de Marionetas do Porto, António Lobo Antunes e muitos outros.

s.m. Qual é a sua opinião em relação à forma como a Arte é vista no nosso país? E considera que o povo português demonstra um grande interesse pelas diversas formas artísticas nacionais e internacionais?

A.F. Acredito que o povo português possui grande interesse nas diversas formas de arte, o que falta, talvez, é uma maior acessibilidade (nos seus diversos aspectos) a exposições, livros, teatro, cinema de qualidade. Se porventura reside por ex., na área de Lisboa ou mesmo até no Porto, experimente ir pelo menos uma vez por semana ao teatro, ao cinema, a uma exposição de qualidade. Depois passe pela livraria mais próxima e compre um livro. No final da semana faça as contas. Nada fácil para o geral da população, criar e manter o gosto pela cultura que se mostra tão dispendiosa no geral. Isto já para não falar das pessoas que estão fora dos grandes centros urbanos e que, por defeito, não têm acesso a nada, culturalmente falando.

s.m. O que nos reserva para um futuro próximo, em termos de criação literária?

A.F. A ficção juvenil, que espero concretizar/publicar em breve, novos livros de prosa poética e um romance sobre a solidão e os afectos reinventados. A ideia surgiu-me com mais intensidade depois de ver o filme “Punch Drunk Love”, que recomendo.

s.m. Que conselho daria a quem sonha melhorar o seu processo de escrita e, por fim, publicar?

A.F. Ainda que inicialmente só para ti, ainda que apenas apontamentos passados de mão em mão entre os amigos... não pares, não canses, não descanses.

s.m. Escolha, por favor, um poema da sua obra e transcreva-o para os leitores do Cultura poderem ter uma antevisão do seu livro.

A.F. Vou apenas transcrever um excerto de uma das obras de Jostein Gaarder, que serve de introdução ao meu livro:

“Recordo-me que costuma voar sobre a cidade.

Via todas as casas lá do alto e podia escolher livremente onde descer para observar à vontade os interiores...

... olhando pelas janelas, observava como viviam as pessoas...”



s.m. Agradeço, em nome do Cultura, a sua disponibilidade e interesse pelo trabalho que este blogue tenta fazer a nível da divulgação artística e desejo-lhe muito sucesso.

quinta-feira, setembro 27, 2007

segunda-feira, setembro 24, 2007

Meditação Katatonia

Mais uma noite...
Uma noite incrivelmente escura... Tão escura que a própria lua e estrelas desapareceram em busca de alguma luz.
Uma noite silenciosamente perturbadora…
Enquanto os meus olhos não se habituam á escuridão, fico nas trevas mais profundas.
Abro a tampa de uma das minhas caixas de meditação e retiro o disco mágico.
Uso a musica para moldar o silêncio que me incomoda.
O negro da noite mostra-se o cenário ideal para o som gótico que é cuspido das colunas. Uma espécie de luto externo que uso para uma introspecção interna.
Reparo no fumo do issenço a ganhar forma nos escassos pedaços de luz que atravessam a janela. Formas abstractas que forço a parecer algo.
Sento-me inquietantemente quieto enquanto esvazio a mente...
Por minutos, no meio da solidão e das trevas, sinto-me completamente em paz! Uma paz que me permite a lucidez necessária para sonhar com velhas memórias e memorizar novos sonhos.
O som começa a desaparecer e o silêncio ganha novamente forma.
Sinto o meu corpo voltar a si.
É altura de findar mais um dia.
Fecho os olhos e adormeço.





"O vaso dá uma forma ao vazio e a música ao silêncio."
Georges Braque

quinta-feira, setembro 20, 2007

"De Cuba, retenho na memória o calor humano de um povo que vive com tão pouco e ainda assim consegue sorrir porque não perdeu a capacidade de sonhar. Guardo comigo a multiplicidade de raças que convivem sem problemas, os sorrisos que nos brindam, o som da música sempre presente, a beleza natural de alguns olhares, a magia do museu vivo de carros antigos, os cheiros da fruta nos mercados, as sombras das arcadas corroídas pelo tempo e as cores bem vivas que teimam em contrariar o desânimo.
Trouxe também muitas fotografias que representam o meu olhar sobre Cuba e especialmente sobre as Cores de Cuba. Aceitei agora o desafio de as partilhar e vou realizar uma exposição pública."

Exposição patente no café Kappuccino em Matosinhos, disponível todos os dias entre as 9:00 e as 23:00 até dia 12 de Outubro .

Enviado por: Nelson Silva
A instalação "Venha a nós o Vosso Reino",
patente desde segunda-feira (dia 3 de Setembro) na Galeria Karnart, propõe, nas palavras do seu autor, Nuno Moreira, "uma reflexão sobre os ritos", convocando para tanto fotografias e objectos diversos.
"O título da exposição poderá parecer - e é, mas num bom sentido - provocativo. Não há nela nada de ofensivo. O que mostro aponta mesmo num sentido bastante construtivo", disse hoje o artista à Lusa.
Na opinião de Nuno Moreira, as pessoas envolvem-se por vezes mecanicamente, e sem reflectirem, nos ritos, qualquer que seja a sua índole, mas principalmente os religiosos.
Contou, a propósito, ter tido a ideia desta exposição depois de ver, numa igreja de Lisboa, um grande número de caixas de donativos (esmolas).
"Isto causou-se uma impressão extraordinária, negativa", confessou.
Além de fotografias, a instalação, patente até ao dia 21 de Setembro, inclui objectos diversos articulados, precisou o artista, no sentido de induzir à reflexão sobre a "ideia do rito".
Um desses objectos é uma caixa em acrílico em forma de urna. Para que um rito se cumpra, pede-se ao visitante que, numa folha de papel, a colocar na urna, formule um desejo...

Nuno Moreira tem 25 anos e é licenciado em audiovisuais e multimédia. Tem realizado trabalhos nas áreas performativas, design e fotografia.
Recentemente, teve patente em Lisboa na Galeria Goma 386 uma exposição de fotografia, Light Against Time, que em Outubro será apresentada no Porto, seguindo-se outras capitais de distrito.
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Estudo sobre o RITO.
de 3 a 21 de Setembro, das 21h às 23h
KARNART - Criação e Produção de Objectos Artísticos, Associação
Rua da Escola de Medicina Veterinária, 21, 1000-127 Lisboa
Tel. 213 152 192 | Fax. 213 152 192 | Tm. 914 150 935
www.karnart.org

Enviado por: Nuno Moreira

quarta-feira, setembro 19, 2007

OS DIAS DA CRIAÇÃO

Artes de Trás-Os-Montes e León

22 e 23 Setembro 2007

As cadências de leva que os placards atordoam, perturbando e largamente castrando desejos próprios, podem ser pelo menos interrompidas este fim-de-semana em Vilar, Boticas, Trás-os-Montes. Os iónicos milhões de lugares de onde a imaginação emigrou, esperam, não pela intervenção sobre, mas pela quântica.

Estar n' Os Dias da Criação, em matriz transmontano-leonesa, pode constituir um avanço científico se as múltiplas identidades arbóreas forem abraçadas sem fumos de utilidade. Poderíamos usar outras caracterizações, mas as árvores – as tais que nem pelo fogo perdem a raiz – parecem estabelecer um diaporama onde podemos colher a sagesse, pedindo emprestado aos carvalhos e seus druidas. " Tengo Algo de Árbol / Tenho Qualquer Coisa de Árvore" é o belo verso que Silvia Zayas escolheu para título de uma selecta de poetas leoneses que será apresentada n' Os Dias da Criação, em edição bilingue castelhano/português. Aí se ramificam poetas de León, desde António Gamoneda a Gaspar Moisés Gomez e Silvia Zayas, passando por mito-fornecedores como José Luís Puerto ou Juan Carlos Mestre e sócio-desiludidos como Tomás Sánchez Santiago.

Poderíamos dizer que a criação é a seiva? Este antigo lugar de denominação expedido quando o ar livre ainda não estava condicionado pelos triliões de sinais, ondas, satélites e outras poluições, talvez resgate a alquimia necessária à sobrelotação emocional da interioridade. Aí talvez resida a impossível habitação dos eremitérios – transmontanos e leoneses – desafiando o olho ogival dos echelons controleiros. As performances de Rosário Granell, Nuria Antom ou Isabel Fernandes Pinto sulcam ares e desares na paleta dos instantes irrepetíveis.

Que pulverizam as nuvens que aleitam os rios, línguas de comunicação, do minho ao douro, numa sequência de actividades humanas talvez conhecida como história. Desse fluido, em português sedimentado a partir do século doze, comunicarão o dramaturgo Abel Neves, o pensador e ensaísta Alexandre Teixeira Mendes, o poeta mirandês Amadeu Ferreira, o cantor do douro António Cabral, o escritor Bento da Cruz e o historiador Carlos Llamazares. Um passado interrogado para que algum futuro seja nomeável.

E em imagens fixo. A presença videográfica de autores como Angélica Liddell, Pedro Sena Nunes, Jesus Dominguez ou Sara Jess, garante o movimento da perenidade. A eles se juntam 14 jovens cineastas que no correr de 2007 cheiraram terra de barroso para depois a plasmarem em curtos documentais que serão exibidos na manhã de dia 23 e onde os actuantes não foram sujeitos a castings e outras necessidades comerciais.

Na tarde de sábado, pintura, fotografia, escultura, artesanato e outras artes visuais, estender-se-ão pela Eira Longa, em espelho ou desafio à pedra, ao verde e ao castanho, instalações relacionais em mistura de psique, pelas mãos de Deborah Nofret, Gerardo Queipo, Carla Mota, Adriana Henriques, o grupo Ravar, entre dezenas de outros autores que assim se publicam nas paredes do vento.

O espectáculo de Música, Performance e Teatro, dia 23, às 21h30, é o único momento que decorre fora de Vilar. Realizar-se-á no Auditório de Boticas que conhecerá, então, a voz do bardo Aurelino Costa, a interpretação vivida em canto por Alexandra Bernardo, o cabaret de Pepa Yañez, o trio musical de música antiga Sirma, entre os diversos criadores presentes.

Como perfume de uma América Latina poeticamente poderosa, estará a jovem poeta venezuelana Estrella Gomes que assim inaugura a presença latino-americana em Os Dias da Criação.

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Enviado por: Alberto Augusto Miranda