terça-feira, janeiro 01, 2008

Para quem estiver interessado, vou oferecer o meu Piano Works, a partir da próxima semana. Basta que me enviem o vosso mail (um que aguente 68 megas) a manifestar interesse para fernandodinis2004@hotmail.com, que terei todo o gosto em enviar de volta o cd em formato digital, composto por 9 temas, com capa e tudo, prontinho a imprimir.
O disco é intimista e não traz nada de novo. São apenas os registos das músicas de piano que tenho composto nos últimos meses (com um esforço imbecil e doentio, mas lá consegui), gravados neste mês de Dezembro.

Alinhamento:

1- Regeneração I
2- A Chuva
3- Regeneração II
4- Dias Vazios
5- A Walk With Elise
6- Almas Perfumadas
7- Nocturno nº1
8- Nocturno nº2
9- Sal

(As músicas estão registadas. Contactem-me se precisarem delas para alguma coisa. Dou preferência a companhias de teatro, com apoios. ;-))

Enviado por: Fernando Dinis

sexta-feira, dezembro 28, 2007

InterRail Musical

Uma viagem pela diversidade musical e instrumental dos 27 países da União Europeia? Não precisa comprar o InterRail, basta um bilhete de metro para o Alto dos Moinhos e mergulhar na exposição Culturas Musicais da UE - Uma viagem instrumental. Embarque à Sexta ou ao Sábado, para quando estão programados até ao final do ano os concertos e outras actividades dedicadas a cada um dos países europeus. A viagem que parte da guitarra portuguesa visita o bouzouki da Grécia ou a harpa da Irlanda entre outros...

Museu da Música até 29 de Dezembro

LINK

Sugestões Para Leitura - Dupla Personalidade

Editor: Assírio & Alvim
Colecção: Beltenebros
ISBN-13: 9789723712629
N.º de Páginas: 208
15 Euros

Recolhem-se neste volume três das mais terríveis e assombrosas narrativas de Robert Louis Stevenson, valoroso e arrojado escritor escocês que nascera a 13 de Novembro de 1850 em Edimburgo e viria a falecer no outro lado do mundo a 3 de Dezembro de 1894, quase nove anos após a publicação deste seu O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde. Nestas três narrativas — O Furta-Defuntos, Olalla e O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde —, escritas e publicadas no curto espaço de dois anos, o leitor adivinhará facilmente a evolução de um estilo, mesmo no interior do género designado por «literatura gótica».

Da memória do folclore urbano de Edimburgo à experiência inumana e traumática ocorrida num lugar ermo de um país distante e à ousadia científica de um até então ignoto médico londrino vai um passo de gigante, senão no tema, sobretudo na forma: o primeiro conto é-nos apresentado por um narrador anónimo como uma interpretação etílica, mas verosímil, do que poderia ter motivado uma tão estranha e conflituosa relação entre dois antigos estudantes de medicina, integrando-os numa história verdadeira e horrenda que, sessenta anos antes, se tornara tristemente célebre naquela cidade escocesa; a segunda história é-nos apresentada por um outro narrador anónimo, mas que neste caso é também a personagem central da narrativa e, se quisermos, o seu anti-herói; no terceiro e último caso, o tempo da narrativa é fragmentado e o narrador anónimo é, a certo ponto, nitidamente ultrapassado pelos acontecimentos — na verdade, o desenlace da história só é atingido nos dois últimos capítulos, que somente nos dão a conhecer outros tantos documentos redigidos para a posteridade pelos personagens principais, numa manobra sagaz que reforça o apelo ao carácter realista dos eventos descritos.

Fonte: Bad Books Don't Exist

"Se queres um amigo cativa-me..."


O Principezinho

Aliando a poesia, o imaginário e as imagens de Saint-Exupery com as novas tecnologias do vídeo, da luz e do som, Filipe La Féria tenciona com este espectáculo aproximar o mundo deste autor eterno com as crianças, o seu público de sempre.
Ligando-se às comemorações dos sessenta anos da publicação de «O Principezinho» e respeitando a obra de Saint-Exupery, o encenador irá tirar das páginas do livro e passar para a magia do palco as personagens e os episódios que durante anos e anos fazem sonhar adultos e crianças.
Numa altura em que o sonho se afasta cada vez mais do quotidiano de cada um, Filipe La Féria quer apelar à imaginação das crianças que visitam o Teatro Rivoli, para que o jovem público de hoje possa, em anos vindouros, ensinar os seus filhos os mesmo ideais e valores, para que as futuras gerações vivam num planeta mais solidário, mais sensível e mais feliz.


Classificação etária: M/6 anos

1ª Plateia - 12.50€
2ª Plateia - 10.00€
1º Balcão - 12.50€
2º Balcão - 10.00€
3º Balcão - 7.50€


Teatro Rivoli

223392200
Porto, Pç. D. João I
Autocarros: 3, 23, 35, 52.
Teatro Municipal do Porto. Dois auditórios (com lotações de 178 e 858 pessoas), um café concerto e um restaurante.

Coimbra realiza mostra sobre surrealismo

Centena e meia de obras de artistas plásticos, onde sobressai o catalão Joan Miró, integram uma exposição internacional de surrealismo que a Câmara de Coimbra realiza de 3 de Maio a 28 de Julho de 2008.

"O Reverso do Olhar - exposição internacional de Surrealismo" prestará também homenagem aos portugueses que integraram este movimento fundado nos anos 20 do século XX pelo poeta francês André Breton, que tem como figuras cimeiras Cruzeiro Seixas e Mário Cesariny, este último falecido há já um ano.

O surrealismo nas artes plásticas portuguesas estará ainda representado através das obras de Abrunheiro, Alfredo Cruz, Isabel Meyrelles, Santiago Ribeiro, Miguel de Carvalho, Raul Perez, António Pimentel e Carlos Calvet.

A mostra será exibida em três galerias de exposições do município no Museu da Cidade de Coimbra, no Edifício Chiado, e em duas da Casa Municipal da Cultura.Nesta exposição serão apresentadas obras de vários artistas contemporâneos pertencentes a este movimento, do Brasil, Santiago do Chile, Argentina, República Dominicana, México, EUA, Canadá, França, Holanda, Reino Unido, República Checa, Turquia, Grécia, entre outros países.

Filipe Carvalho, do Departamento de Cultura da Câmara de Coimbra, adiantou à agência Lusa que decorrem contactos com a filha de André Breton, Aube Elléouet-Breton, para estar representada na exposição com trabalhos seus, e para disponibilizar também alguns do seu pai, o fundador do movimento.

Actualmente o movimento surrealista mundial, de um modo geral, está organizado em pequenos grupos, ou "células", que vêm organizando eventos individuais e colectivos, nomeadamente exposições, evocações ou homenagens. Uma das formas de divulgação mais ampla das suas actividades é através de revistas independentes dessas células, de que são exemplo "Tortue Lievre", "Infosurr", "Pleine Marge", "Superieur Inconnu", "Brumes Blondes" ou "Styx".

Fonte: Jornal de Notícias

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Estadosd'alma/BazarCarolina

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Porque não custa nada....

AJUDEM!! :)



Administradores e Colaboradores do Cultura desejam aos seus leitores Boas Festas.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Entrevista ao escritor Hugo Villier

Hugo Villier ou Hugo Israel, 28 anos, TV producer da Euro RSCG, vai lançar amanhã o livro de poesia “Amor ah tona”. O lançamento irá decorrer num evento colectivo, com animação e apresentação de projectos musicais.” O coração da capa é uma obra da Joana Vasconcelos, que simboliza a tristeza que trespassa o coração”, explicou o autor ao M&P. O preço de capa do livro, editado pela Corpos Editora, é 16 euros.
Hugo Israel trabalha na Euro RSCG desde 2001. Antes disso foi produtor do Hora Viva um programa em directo na RTP 1, teve um atelier de pintura durante dois anos, e, paralelamente, entrou numa ópera no casino Estoril. “Com este livro espero abrir algumas portas também, para que consiga escrever critica de bailado, actividade que também tenho seguido de perto”, comenta Hugo Israel.

in Meios & Publicidade

Breve Entrevista:

sandra martins – Qual é/ foi o seu percurso académico? O que lhe ocupa, actualmente, a maior parte do tempo?

Hugo Villier – Foi um percurso multidisciplinar, com formação na area da comunicação estratégica e comunicação multimédia, a minha principal ocupação é mesmo a publicidade, deixa-me com pouco tempo para outras actividades mas dá-me tanto tanto prazer que sem ela viveria concerteza com menos adrenalina, preciso do sal da publicidade para ter cristais à minha volta.

s.m. Quando começou a escrever?


H.V. Comecei a escrever com 13 anos, em retalhos de papel soltos, sobre a natureza e os elementos, era como...hum... com as palavras tudo é mais fácil.

s.m. “Amor Ah Tona” é o seu 1º livro de poesia, como surgiu este título? E a imagem de capa?

H.V. O titulo surgiu sob a influência do mar, manter o corpo sempre estável à superficie do mar, estar concentrado até sentir o momento certo, o impulso energético é brutal, daí mar ah tona, a paixão pela obra da Joana Vasconcelos foi surpreendentemente ah tona de um olhar, e as peças encaixaram na perfeição criando uma praia imaginária onde o coração é o sol e as palavras o mar.

s.m. Fale-nos um pouco deste livro para aguçar a curiosidade aos nossos leitores.

H.V. É um livro que transmite emoções de sufoco em forma de fogo de artifício libertando amor. É o amor e a gratidão eterna.

s.m. Qual é a sensação de ver o seu primeiro livro publicado? Trouxe mudanças? Quais as suas expectativas?

H.V.É uma sensação corrosiva (risos), mas que me deixa muito feliz e tranquilo.

As expectativas são sempre sinal de mudança, mudar é aprender de novo, re aprender, re criar, é a fenix renascida, renasce-se sempre mais forte.

s.m. Em termos literários, acredita no termo "Inspiração", no termo "Transpiração" ou na sua simbiose?

H.V. Bem...é uma fusão virtual, é como a saudade e o coração, como canta Caetano Veloso “ ...saudade até que é bom...melhor do que caminhar sozinho...”

s.m. Teve formação em Escrita Criativa? O que pensa desta disciplina?

H.V. Em publicidade a escrita criativa é permanente, é uma das disciplinas mais importantes do mundo actual, vivemos num país com uma taxa elevada de iletracia, a taxa de abandono escolar é das mais altas da europa, é importante ensinar o pensamento criativo, mas saber escrever é fundamental.

s.m. Como caracteriza o seu processo de escrita?

H.V. É um processo biológico, que é provocado muitas vezes pela heresia social e relações humanas, não diria sazonal mas é uma actividade que exige uma concentração e criatividade que não aparecem quando se quer, é mais interior, sentido.

s.m. O seu livro foi editado pela Corpos Editora. Como está a decorrer o processo?

H.V. O processo está a decorrer desde Julho deste ano, tem dado para saborear cada momento, é uma editora que tem revelado um excelente trabalho na divulgação de jovens escritores na área da prosa e poesia, é uma editora cheia de energia que agita a cultura e promove projectos que se fundem e interligam, como a musica imagem e palavras.

s.m. Trabalha na Euro RSCG desde 2001, já foi produtor do “Hora Viva” na RTP1, teve um atelier de pintura durante dois anos, e participou numa ópera no Casino Estoril. Como consegue conciliar tantas paixões diferentes e existirá uma relação com a escrita, nomeadamente com o livro de poesia que vai ser lançado dia 15?

H.V. Lembro-me desde miúdo gostar da polivalência cultural, sempre tive uma aptidão biológica para construir mundos paralelos , e com eles criar uma vibração muito própria.

Grande parte das minhas aspirações infantis têm revelado uma certeza no agora, porque as sigo passo e passo e trazem-me uma satisfação constante, a globalização revela isso mesmo abranger o mais possível, desfrutando da melhor maneira com o maximo conforto.

s.m. Que autores lê frequentemente?

H.V. Gosto de variar nos géneros e nos autores, gosto de dividir o ano por fases literárias, gosto bastante da E. Annie Proulx, tem o poder da transformação, cria imagens e bonecos lindos, as palavras valem ouro, acho-a incrível.

s.m. Qual foi, até hoje, o(s) livro(s) e/ ou autor(es) que mais o marcaram? Porquê?

H.V. Rilke e Virginia Wolf são dos autores que mais marcaram a minha experiência de vida, pela dignidade que empregam em cada palavra, viveram processos de escrita vizinhos ao amor e à psicanálise, Rilke iniciou um novo ciclo na literatura poética alemã, atraiu muitos novos escritores influenciando-os pelo seu lirismo à semelhança da V. Wolf que liderou o movimento modernista em Londres, influenciando muitos jovens escritores.

s.m. O que nos reserva para um futuro próximo, em termos de criação literária?

H.V. Amor ah tona será ouvido num formato audio cd, é um projecto criativo que irá reunir varios artistas no âmbito musical alternativo.

s.m. Que conselho daria a quem sonha melhorar o seu processo de escrita e, por fim, publicar as suas palavras?

H.V. Guardar tudo, compilar, ler e reler, dar a ler e procurar uma editora.

Para melhorar, escolher bem os autores e ler e ler.

s.m. Para finalizar esta breve entrevista informal peço-lhe que escolha um dos poemas do seu livro para que os nossos leitores tenham uma antevisão do que podem esperar ao adquirir “Amor Ah Tona” já a partir de dia 15.

A solidão lá vai no meio da escuridão efémera do destino.

Traz-me a imagem da hipérbole mais real dos meus sonhos.

A alvorada saúda-me com as gotas de orvalho que a tua boca

Docemente me oferece.

Eu levito, mas vou caminhando pelas pedras da vida à procura do pôr do sol.

E quando estou a chegar vejo sempre mil e uma montanhas

Para escalar.

As minhas mãos sangram, os pés não têm força

Mas a luta é conquista que se torna num respirar eterno.



Ouça alguns excertos do livro AQUI


Cartaz de Apresentação da Corpos Editora:


Depois de muitas tentativas para produzir o primeiro concerto, chegou o momento! É verdade, estou a organizar um concerto de Natal com músicas tradicionais de Natal, com temas variados, desde as mais conhecidas "Merry Christmas", "Silent Night", "Let it Snow", até músicas de Zeca Afonso, às "Janeiras" e até aos "Beatles"!

O concerto é dia 16 de Dezembro domingo, e está marcado para as 21h. O objectivo é proporcionar temas de Natal para as crianças em especial e para todos os que queiram comparecer, promovendo um ambiente familiar e relaxante. O preço é 2 €, e as/os pequenas/os até aos 12 anos terão entrada livre! A pensar neles, haverão rifas por um valor simbólico, onde serão sorteados alguns prémios!

Enviado por: Nuno D'Além com Apoio do G.I.P.A.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Gazeta

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Prémios Livrododia 2007

A Livraria Livrododia promove os prémios Livrododia 2007, para que em conjunto com os seus clientes e amigos dê destaque ao que de melhor foi feito no mundo dos livros em 2007. Assim, abrimos a concurso as seguintes categorias:

- Melhor Livro de Ficção
- Melhor Livro de Poesia
- Melhor Livro de Ilustração
- Melhor capa de Livro

Para participar, deverá enviar um email para livrododia@gmail.com, nomeando três livros para cada uma das categorias. Esta votação decorrerá até 31 de Dezembro. Feita a selecção dos cinco mais votados, esses livros voltarão a estar a votação até ao fim de Janeiro, para se escolher os vencedores de cada uma das categorias. Os vencedores terão destaque no site e nas livrarias Livrododia, e poderão ser adquiridos com descontos. Entre os participantes das votações, serão sorteados exemplares dos livros vencedores, prémio para o qual pediremos também a participação das editoras (quanto maior for a aceitação, mais livros poderemos oferecer, fica prometido) Agora, é começar a votar!

Livraria Livrododia www.livrododia.com.pt

Enviado por: Luís Filipe Cristóvão

3 estórias, 3 lições de vida



Steve Jobs Stanford Commencement Speech 2005

Wordsong ao vivo no Gande Auditório do CCB, sex 21 Dez, 21h, preço único 15€


Concerto no Grande Auditório do CCB, no dia 21 de Dezembro, sexta feira.

E ainda... Lula Pena (1ª Parte .. Voz), Gui (Xutos e Pontapés - Saxofone), Tom Chant (Cinematic-Orchestra - Saxofone), Nuno Rebelo (Guitarra), Vitor Rua (Clarinete/ Vários), Flak (Radio Macau-Guitarra) e Tó Trips (Dead Combo-Guitarra).

Fernando Pessoa e Al Berto são o mote deste concerto em que as imagens da Rita Sá e do Nuno Franco se complementam com a intervenção cenográfica criada por João Ramos Marques especialmente para esta noite..

Os bilhetes estão já à venda em www.ticketline.pt no CCB, e nas lojas FNAC.


Enviado por: Alexandre Cortez

terça-feira, dezembro 11, 2007

Hugo Villier lança «Amor ah Tona» dia 15

O TV producer da Euro RSCG, Hugo Villier, lançará, no próximo dia 15 de Dezembro, «Amor ah Tona». O livro de poesia será apresentado no Santiago Alquimista, em Lisboa, pelas 22:30, com animação e a presença de vários projectos musicais.

Editado pela Corpos Editora, o preço de capa da obra será de 16 euros. A primeira compilação poética de Hugo Villier surpreende pela maturidade que revela a estreia do autor de 28 anos.

«A dor contida ou não, a alma perdida numa busca contínua do seu corpo e a violência crua e cruel do desamor fundem-se no calor que irradia a esperança gritada e na força que revela quem verdadeiramente sente o Amor ah Tona, com uma intensidade que transborda as 80 páginas do livro», revela Villier.

A trabalhar na Euro RSCG desde 2001, o artista já foi produtor do «Hora Viva», na RTP1, teve um atelier de pintura durante dois anos, e, paralelamente, entrou numa ópera no Casino Estoril.

in Diário Digital

segunda-feira, dezembro 10, 2007

W

Uma ópera de José Júlio Lopes
PAISAGENS DO TEATRO CONTEMPORÂNEO




O interesse do tema decorre especialmente da obra de Walter Benjamin, o homem concreto que pensou o regime das imagens, da arte, da técnica, da literatura; o cinema; o das grandes cenografias públicas (as arcadas, as cidades); a ilusão (nomeadamente com as suas experiências com drogas), a modernidade, o estético e o político...
Walter Benjamin morreu na fronteira franco-espanhola, em Port Bou, depois de se juntar a um grupo de refugiados que tentam escapar à perseguição nazi. As circunstâncias e a data da sua morte não são claras. Terá acontecido quando Benjamin chega a Port Bou e é (ou supôs ter sido) ameaçado, pelos funcionários da fronteira espanhola, de ser reenviado para França onde seria entregue à Gestapo. Convencido que tinha falhado a sua tentativa de atingir Lisboa para chegar aos EUA (juntando-se a outros refugiados alemães famosos, como Adorno, Horkheimer, Schoenberg, Brecht, Thomas Mann, Kurt Weill), Benjamin, nessa noite, no Hotel De Francia, ter-se-á suicidado tomando vários comprimidos de morfina e terá falecido a 27 (ou 28) de Setembro de 1940.
O fio narrativo convocado para este projecto centra-se no essencial deste episódio: um homem (qualquer homem) foge para a liberdade, mas morre (suicida-se?) antes de o conseguir, literalmente a poucos quilómetros de ser livre, numa espécie de desistência existencial perante a possibilidade de ser entregue aos seus perseguidores:
Quase em Lisboa. Quase refugiado nos EUA. Quase livre. Uma decepção trágica da história concentrada num homem.
Seguimos o homem que protagonizou uma tal morte e que é transformado em W, personagem cujo destino o público conhece previamente. Destino que é acentuado na tragédia de um «quase», pela possibilidade não cumprida. Ora, este «quase» é, também, na leitura proposta por esta ópera, um traço biográfico da personagem real e do seu pensamento fragmentado.
Ciente da incompletude, o homem que pensou as «passagens» ficou do lado de fora da «porta», no seu «limiar», fazendo cair sobre a sua própria existência a coragem de uma hesitação.
Morreu. Abstendo o pensamento de mais pensar. Aceitando um caminho com um sentido único.

José Júlio Lopes

Classificação: M/6

Informações e reservas
21 790 51 55
mailto:culturgest.bilheteira@cgd.pt

Bilhetes à venda
Culturgest
Fnac
Bliss
Livrarias Bulhosa
lojas Abreu
http://www.ticketline.sapo.pt/
Reservas
707 234 234

IDA E VOLTA: FICÇÃO E REALIDADE no Centro de Arte Moderna José de Azevedo Perdigão

Procura-se com esta exposição reflectir sobre alguns dos modos da utilização da imagem em movimento na cena artística internacional contemporânea. A exposição organiza-se em torno de um conjunto de obras que perspectivam a cultura cinematográfica, seja ela narrativa ou documental.O projecto inclui uma selecção de artistas internacionais que utilizam o vídeo, influenciados pelo cinema, pelo filme de ficção científica, de ficção ou documentário, sem que as fronteiras sejam, no entanto, muito precisas, ou que os limites de género estejam definidos. Uma progressão do mais ficcional para o mais documental é constatada pelo público à medida que for avançando no espaço da exposição. No centro desta selecção, o filme “La Jetée” de Chris Marker é projectado em loop, na intercepção dessas duas tendências aparentemente opostas, assinalando um ritual de passagem conhecido do público.As obras têm uma relação com a natureza e com a cidade contemporânea, à imagem do que acontece com o próprio edifício do Centro de Arte Moderna, onde estão expostas. A cenografia terá em conta esses aspectos, assumindo por outro lado a especificidade da apresentação de trabalhos audio-visuais (obscuridade, acústica, conforto de visionamento).

Comissariado: Christine Van Assche
Cenografia: Didier Faustino
Lista de artistas: Laurent Grasso, Rachel Reupke, David Claerbout, Stan Douglas, Melik Ohanian, Chris Marker, Clemens von Wedemeyer, Jordi Colomer, Isaac Julien e Alexandre Estrela.

PROGRAMA EDUCATIVO VISITAS GERAIS
6 Janeiro (Dom) 12h00, por Sílvia Moreira
24 Fevereiro (Dom) 12h00, por Ana João Romana

VISITAS TEMÁTICAS
12 Janeiro (Sáb) 15h00, “O homem da camera de filmar”, por Sílvia Moreira
20 Janeiro (Dom) 12h00, A leitura das imagens – o princípio na montagem, por Sílvia Moreira
17 Fevereiro (Dom) 12h00, Videovigilância e o processo criativo, por Sílvia Moreira

OFICINAS PARA CRIANÇAS
*Caixas mágicas - entre a ficção e a realidade – Oficina Criativa, por Sílvia Moreira e Susana Anágua
26 Janeiro, 15h30-17h30, dos 6 aos 10 anos
23 Fevereiro, 15h30-17h30, dos 6 aos 10 anos
Desenhos de luz (videoarte) – Oficina de Natal, por Lígia Afonso e Sílvia Moreira
17 a 21 Dezembro, 10h00-13h00, dos 4 aos 6 anos
17 a 21 Dezembro, 14h30-17h30, dos 7 aos 11 anos
Máquinas de projectar ideias – Oficina de Natal, por Dora Batalim e Margarida Botelho
26 a 28 Dezembro, 10h00-13h00, dos 4 aos 6 anos
26 a 28 Dezembro, 14h30-17h30, dos 7 aos 11 anos
OFICINAS PARA FAMÍLIAS
*Caixas mágicas - entre a ficção e a realidade – Oficina Criativa, por Sílvia Moreira e Susana Anágua
27 Janeiro, 10h30-12h30, dos 4 aos 6 anos + adulto
24 Fevereiro, 10h30-12h30, dos 4 aos 6 anos + adulto
GRUPOS ORGANIZADOS
Marcações e informações Sector de Educação e Animação Artística
cam-visitas@gulbenkian.pt
* Requer marcação prévia (Tel. 21 782 3477)

Museus do Século XXI

EXPOSIÇÃO e ciclo de conferências na Culturgest, Lisboa:

8 de Dezembro de 2007 a 3 de Fevereiro de 2008 · Galeria 2 CULTURGEST

Museus do Século XXI
Conceitos, projectos, edifícios

Nos últimos anos, por todo o mundo têm sido construídos numerosos museus ou tem-se procedido a renovações ou expansões de outros. As tentativas de muitas instituições de integrarem a arquitectura contemporânea no programa dos seus museus coloca mais uma vez a questão sobre a forma e a função de um museu e, simultaneamente, a discussão sobre as relações entre a arquitectura (o espaço) e a arte (a exposição).

Em 2000 Suzanne Greub, directora do Art Centre Basel organizou a exposição Museus para um Novo Milénio, que até 2005 foi apresentada em 17 museus ou centros culturais por todo o mundo (incluindo o CCB, em Lisboa).

A presente exposição vem no seguimento da anterior e apresenta 27 dos mais interessantes e seminais projectos de edifícios museológicos desenhados, acabados ou em construção, entre os anos 2000 e 2014. São projectos muito diversos que revelam diferentes pontos de vista sobre o conceito de museu, o seu papel na sociedade contemporânea e as suas traduções arquitectónicas.

Os projectos são apresentados através de modelos cuidadosamente escolhidos, fotografias, simulações por computador, plantas, desenhos, animações em DVD e vídeos. O Art Centre Basel concebeu cada uma destas apresentações em estreita colaboração com o respectivo arquitecto mas consistentes com as directrizes por si definidas de modo a obter-se uma unidade e coerência expositivas.

A exposição não só procura contribuir para o debate sobre a forma exterior dos museus mas também para chamar a atenção para os diferentes programas que as instituições concebem tendo em vista a satisfação dos seus públicos.

Concepção e coordenação:
Art Centre Basel, Basel, Suíça

Ciclo de conversas em torno da exposição
Ás quintas-feiras, de 3 a 31 de Janeiro de 2008

O que é um museu dos (e nos) dias de hoje?
Passaram mais de dois séculos sobre a abertura dos museus como forma de disponibilizar os tesouros patrimoniais ao povo. Ultrapassada está também a ideia de museu como espaço de confinamento (Foucault) e legitimação dos objectos. Aquilo que amenizou a crítica à deificação deste espaço trouxe também a nostalgia da universalidade da arte (Michaud) e abriu espaço para a sua adaptação em hipermercado da Cultura (Baudrillard).

Da negação à apologia, os artistas estabelecem hoje uma ligação consciente e voluntária, são alvo de encomendas e criam objectos especificamente para o espaço museal. É o museu um espaço expositivo neutro?

O museu tornou-se também mais próximo do visitante, conceberam-se na própria estrutura arquitectónica espaços para alimentação, compras ou investigação. É a experiência do objecto o principal motivo da visita?

Considerada um dos maiores desafios arquitectónicos, a concepção de um museu pode invocar o espaço envolvente, estar condicionada a um edifício pré-existente ou constituir oportunidade para a criação de espaços alternativos e surpreendentes merecedores de maior atenção por parte dos públicos do que o próprio conteúdo acolhido. Pode o conceito arquitectónico sobrepor-se à funcionalidade do museu?

Qual a função dos museus na actualidade? Como olhamos para eles? Como os utilizamos?
Neste ciclo, esperamos pensar estas e outras questões, na companhia de arquitectos, comissários, jornalistas, críticos e outros frequentadores de museus.

3 de janeiro
Para onde vai o museu de arte contemporânea?
Raquel Henriques da Silva, João Pinharanda, Ricardo Nicolau (moderador)

17 de janeiro
O museu visto por quem o desenha
Arquitectos Aires Mateus, Arquitecto Pedro Pacheco, Margarida Veiga (moderadora)

24 de janeiro
Conceito arquitectónico e conceito expositivo. Harmonia ou conflito?
João Fernandes, Jean-François Chougnet, Delfim Sardo (moderador)

31 de janeiro
O museu visto por quem o usa
Anísio Franco, Ana Ruivo, Sara Barriga (moderadora)

* Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início da sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo: 2 senhas por pessoa.)

Mais Informações:
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt

Fonte: Mailing List Culturgest

No Teatro da Trindade...

Concerto de Mafalda Arnauth

Sala Principal - 14, 15 e 16 de Dezembro


voz Mafalda Arnauth
guitarra portuguesa
Paulo Parreira
guitarra clássica Luís Pontes
viola baixo Fernando Júdice
guitarra clássica Ramon Maschio
direcção artística António Miguel Guimarães
iluminação Pedro Leston e Anabela Gaspar para a Fundição
vídeo João Carrilho e Miguel Osório para Dub Vídeo Connection
som Nuno Oliveira
road manager Luís Rodrigues

produção Magic Music

Duração:120m c/intervalo | p/todos

Preços
12€ a 20€

Descontos
20% - Sócios INATEL

Bilheteira do Teatro da Trindade 3ª-feira das 14h00 às 18h00 | 4ª-feira a sábado das 14h00 às 20h00 e nos dias de espectáculo até 30 minutos depois do inicio do mesmo.

Informações | Vendas | Reservas
Teatro da Trindade Bilheteiras: 213420000 | Grupos + 10 pax: 2134205938
TicketLine 21 00 36 300 | www.ticketline.pt
FNAC | FNAC service (V. Gama) | ABREU | Ag. Alvalade

Só se aceitam reservas e levantamento de bilhetes reservados até 48 horas antes do espectáculo

No Museu Colecção Berardo...


UM TEATRO SEM TEATRO
Até 17 de Fevereiro - (Piso 2)
Comissários: Bernard Blistène e Yann Chateigné

Em co-produção com o MACBA – Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, a exposição Um Teatro Sem Teatro será apresentada em 4 núcleos; o “Anti-teatro” (de Dada a Fluxus); o “Homem-actor” (Artaud, Tadeus Kantor e a arte californiana dos anos 60-70); “Para além do minimalismo” (futuristas e situacionistas) e um epílogo com obras de Dan Graham e James Coleman. Esta exposição propõe fazer uma leitura complementar à Colecção Berardo, da arte do século XX: happening, de Antonin Artaud até ao Fluxus.

Colecção Berardo - Escritório Central de Lisboa

Rua Rosa Araújo, 2 - 5º Andar
1250-195 Lisboa
Portugal

T. (+351) 21 319 23 00
F. (+351) 21 353 50 76
E. info@berardocollection.com

Horário de Funcionamento
09.00 ~ 13.00 / 14.00 ~ 19.00
Contos Fantásticos, de Terry Jones
Sala Principal do Teatro S. Luiz

Até 15 DEZ



Os Contos Fantásticos do lendário Monty Python, musicados por Luís Tinoco e narrados pelo próprio Terry Jones e por João Reis.



Mais Informação