
O prémio para a obra vencedora é no valor de 7.500 euros (sete mil e quinhentos euros), cedendo o autor ao IPL todos os direitos sobre a primeira edição da obra.
Candidaturas à primeira edição encontram-se abertas até 15 de Setembro de 2009.

Sobre o Prémio
Depois de algumas décadas de projectos esporádicos, a situação da divulgação da Arte Contemporânea no Alentejo parece encontrar-se actualmente num ponto de viragem para um trabalho mais continuado, fundado em estruturas perenes. Depois da licenciatura em Artes Visuais a Universidade de Évora lançou outros cursos de pós-graduação e instalaram-se, ou estão em vias de instalação, centros de relevante importância e dimensão em Sines, Elvas e Ponte-de-Sôr, que se espera mudarão significativamente o panorama da região, quer na oferta cultural contemporânea, quer nas condições de produção e habitabilidade de jovens criadores no Alentejo.
O Prémio criado pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo e apoiado pela Universidade de Évora pretende incorporar o seu resultado na programação desses centros, criando entre eles um programa comum de itinerâncias que se espera possa em breve passar para a Extremadura espanhola, ampliando o impacto da iniciativa junto do público, e amplificando a visibilidade do conjunto de artistas escolhido em fases relativamente embrionárias das suas carreiras.
Pelo livro "Génese"
António Ramos Rosa recebe Grande Prémio de Poesia APE/CTT 2005
02.04.2007
Fonte: Lusa
António Ramos Rosa recebeu hoje, pelo seu livro "Génese", o Grande Prémio de Poesia APE/CTT 2005, que classificou como "um dos prémios mais valiosos" com que foi distinguida a sua obra.
"O poeta é aquele que sacrifica tudo pela sua obra", declarou, citando Karl Marx, para logo acrescentar que a poesia "não é uma proclamação e não é propriamente uma demonstração (...) - um poema não demonstra nada", mas que "a poeticidade não é secundária". "É 'dar a ver' qualquer coisa, como dizem os franceses", defendeu. Esta foi a segunda vez que o poeta recebeu este galardão. A primeira foi em 1989, ano em que foi criado, pela recolha "Acordes".O prémio, no valor de cinco mil euros, foi criado pela Associação Portuguesa de Escritores e é patrocinado pelos Correios de Portugal, para distinguir, anualmente, um livro de um autor português publicado integralmente e em primeira edição no ano a que respeita o concurso, não sendo admitidas obras póstumas. O galardão foi atribuído a Ramos Rosa por unanimidade de um júri composto por Ana Gabriela Macedo, Ana Paula Arnaut e Manuel Gusmão. Este destacou "a generosidade de António Ramos Rosa e a confiança que ele deposita na palavra". "O poeta Ramos Rosa é uma árvore que dá poemas como quem dá frutos", sublinhou. António Ramos Rosa, de 82 anos, um dos nomes maiores da poesia portuguesa contemporânea, é natural de Faro e autor de obras como "O Incêndio dos Aspectos", "Volante Verde", "O Ciclo do Cavalo", "Acordes" (1989, Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores) e "As Armas Imprecisas" (1992). Da sua obra ensaística, destacam-se "Poesia, Liberdade Livre" (1962), "A Poesia Moderna e a Interrogação do Real" (1979), "Incisões Oblíquas" (1987), "A Parede Azul" (1991) e "As Palavras" (2001). O seu livro "Génese" fora já anteriormente distinguido, em Portugal, com dois outros importantes galardões literários: o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Prémio PEN Clube de Poesia, ambos referentes a obras publicadas em 2005.