sábado, abril 14, 2007
Terceira edição do World Press Cartoon
Magna Editora - Lançamento de Livro

Euclides não podia ser nenhum de vós, e não o podia ser porque Euclides não se deixa prender, não se deixa castrar nas sensações, não se deixa limitar por deveres morais. Euclides é assim, um pouco como todos lá no fundo desejam ser, um misto de moscardo, que chateia, um misto de verdade, que chateia e abre ao Mundo. Estas passeatas podiam acontecer num bairro perto do seu, numa intimidade assustadoramente próxima, mas descanse é só um livro, é só um aviso que neste Mundo há um Euclides, que pode aparecer-lhe e nada voltará a ser como antes. Quando se olhar ao espelho, não se assuste... é só você, mas se o susto acontecer, então Euclides apanhou-o! O Mundo passou a ser outro...
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quarta-feira, abril 11, 2007
domingo, abril 08, 2007
Apassionata “Hommage”
Dia 13 de Abril 21h30 e 14 de Abril – 15h30 e 21h30.
quinta-feira, abril 05, 2007
A XIV edição dos CAMINHOS DO CINEMA PORTUGUÊS decorrerá entre os dias 21 e 28 do mês de Abril. Cinema Fantástico - Cinema Quarteto 4 a 13 de Maio
Sáb. 5 21h30 "Ausentes" (Fantasporto '07 - Melhor Actriz Cinema Fantástico)00h00 "História de duas Irmãs" (Fantasporto ' 04 - Grande Prémio Cinema Fantástico, Screamfest '03 - Melhor Filme)
Dom. 6 21h30 "La Belle Bête" (Fantasporto '07 - Selecção Oficial Cinema Fantástico)
Sex. 11 21h30 "Re-Cycle" (Fantasporto '07 - Melhores Efeitos Especiais Cinema Fantástico)
00h00 "Cypher" (Fantasporto '07 - Melhor Actor/Efeitos Especiais/ Prémio do Júri Cinema Fantástico Brussels Inter. Festival of Fantasy Film '03 - Golden Raven)
Sáb. 12 21h30 "Slither - Os Invasores" (Fantasporto'07 - Selecção Oficial Cinema Fantástico/ Fangoria Chainsaw Awards '06 - Maior Contagem de Corpos)
00h00 "Suicídio Encomendado" (Fantasporto '07 - Prémio Especial do Jurí Semana Realizadores)
Dom. 13 21h30 "O Labirinto do Fauno" (Fantasporto '07 - Grande Prémio Cinema Fantástico)
Bilhetes à Venda no Cinema Quarteto a partir de 26 de Abril
Informações- Tel. 210 027 150
www.inatel.pt
cultura@inatel.pt
segunda-feira, abril 02, 2007

Pelo livro "Génese"
António Ramos Rosa recebe Grande Prémio de Poesia APE/CTT 2005
02.04.2007
Fonte: Lusa
António Ramos Rosa recebeu hoje, pelo seu livro "Génese", o Grande Prémio de Poesia APE/CTT 2005, que classificou como "um dos prémios mais valiosos" com que foi distinguida a sua obra.
"O poeta é aquele que sacrifica tudo pela sua obra", declarou, citando Karl Marx, para logo acrescentar que a poesia "não é uma proclamação e não é propriamente uma demonstração (...) - um poema não demonstra nada", mas que "a poeticidade não é secundária". "É 'dar a ver' qualquer coisa, como dizem os franceses", defendeu. Esta foi a segunda vez que o poeta recebeu este galardão. A primeira foi em 1989, ano em que foi criado, pela recolha "Acordes".O prémio, no valor de cinco mil euros, foi criado pela Associação Portuguesa de Escritores e é patrocinado pelos Correios de Portugal, para distinguir, anualmente, um livro de um autor português publicado integralmente e em primeira edição no ano a que respeita o concurso, não sendo admitidas obras póstumas. O galardão foi atribuído a Ramos Rosa por unanimidade de um júri composto por Ana Gabriela Macedo, Ana Paula Arnaut e Manuel Gusmão. Este destacou "a generosidade de António Ramos Rosa e a confiança que ele deposita na palavra". "O poeta Ramos Rosa é uma árvore que dá poemas como quem dá frutos", sublinhou. António Ramos Rosa, de 82 anos, um dos nomes maiores da poesia portuguesa contemporânea, é natural de Faro e autor de obras como "O Incêndio dos Aspectos", "Volante Verde", "O Ciclo do Cavalo", "Acordes" (1989, Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores) e "As Armas Imprecisas" (1992). Da sua obra ensaística, destacam-se "Poesia, Liberdade Livre" (1962), "A Poesia Moderna e a Interrogação do Real" (1979), "Incisões Oblíquas" (1987), "A Parede Azul" (1991) e "As Palavras" (2001). O seu livro "Génese" fora já anteriormente distinguido, em Portugal, com dois outros importantes galardões literários: o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Prémio PEN Clube de Poesia, ambos referentes a obras publicadas em 2005.
sábado, março 31, 2007
Projecto 52: Cenas Invisíveis (Município do Porto)
| Teatro | |
Data: Todas as quintas-feiras às 20h30 Local: Centro Comercial Parque Nascente; Rio Tinto; Gondomar |
No âmbito da programação idealizada pelo Parque Nascente intitulada ´365 dias de animação´, o primeiro projecto mundial de um centro comercial com animações diárias, o TEATRO ART´IMAGEM apresenta todas as quintas-feiras de 2007, pelas 20h30, na praça da alimentação do centro comercial Parque Nascente uma animação teatral.
Este ´projecto 52: cenas invisíveis´ é composto por um conjunto de oito novas criações:
SAFARI EXTRATERRESTRES CONSULTÓRIO MÓVEL UM QUARTO DE MEIA MARATONA MÚMIAS HOMO HABILIS A MENINA, O BALÃO E O VILÃO MAX, AGENTE SECRETO.
que, em rotatividade, são apresentadas semanalmente naquele dia.
Trata-se de um formato in door que utiliza as mais variadas técnicas teatrais que vão do teatro físico, à pantomima passando pelo teatro invisível ou pelo teatro móvel, aliadas às técnicas de clown ou ainda à performance e instalação. Com esta palete de linguagens e estéticas pretende-se cativar, surpreender e divertir desde os mais novos até aos mais velhos ou o mais distraído dos espectadores, apostando no inesperado e no insólito, no cómico ou no dramático, no belo e no grotesco, no real e no imaginário. Este projecto teve início em Janeiro de 2006 a convite do centro comercial Parque Nascente e repete pelo segundo ano consecutivo. Nele participam artistas de diversas áreas (actores, músicos, artistas plásticos e designers).
FICHA ARTÍSTICA: Concepção e direcção: Pedro de Carvalho Criativos e interpretes: Carlos Adolfo; Cláudia Silva; Joana Céu; Fátima Silva; Cristina Machado; Pedro Carvalho; Jorge Mendo; Nuno Preto; Micaela Barbosa; Valdemar Santos; Inácio Barroso; Paulo Martins. Execução plástica: Sandra Neves e José Lopes Fotografia e vídeo: Paulo Martins e Inácio Barroso Produção: Teatro Art´Imagem.
Grazie. Honrarei o convite!
quinta-feira, março 29, 2007
O escritor não prevê nem conjectura: projecta. Acontece por vezes que espera por si mesmo, que espera pela inspiração, como se diz. Mas não se espera por si mesmo como se espera pelos outros; se hesita, sabe que o futuro não está feito, que é ele próprio que o vai fazer, e, se não sabe ainda o que acontecerá ao herói, isto quer simplesmente dizer que não pensou nisso, que não decidiu nada; então, o futuro é uma página branca, ao passo que o futuro do leitor são as duzentas páginas sobrecarregadas de palavras que o separam do fim.
Assim, o escritor só encontra por toda a parte o seu saber, a sua vontade, os seus projectos, em resumo, ele mesmo; atinge apenas a sua própria subjectividade; o objecto que cria está fora de alcance; não o cria para ele. Se relê o que escreveu, já é demasiado tarde; a sua frase nunca será a seus olhos exactamente uma coisa. Vai até aos limites do subjectivo, mas sem o transpor; aprecia o efeito dum traço, duma máxima, dum adjectivo bem colocado; mas é o efeito que produzirão nos outros; pode avaliá-lo, mas não senti-lo. Proust nunca descobriu a homossexualidade de Charlus, uma vez que a decidiu antes de ter começado o livro. E se a obra adquire um dia para o autor o aspecto de objectividade, é porque os anos passaram, porque a esqueceu, porque já não entra nela, e seria, sem dúvida, incapaz de a escrever. Aconteceu isto com Rousseau ao reler o Contrato Social no fim da vida.
Não é portanto verdade que se escreva para si mesmo: seria o pior fracasso; ao projectar as emoções no papel, a custo se conseguiria dar-lhes um prolongamento langoroso. O acto criador é apenas um momento incompleto e abstracto da produção duma obra; se o autor existisse sozinho, poderia escrever tanto quanto quisesse; nem a obra nem o objecto veriam o dia, e seria preciso que pousasse a caneta ou que desesperasse.
Mas a operação de escrever implica a de ler como seu correlativo dialético, e estes dois actos conexos precisam de dois agentes distintos. É o esforço conjugado do autor e do leitor que fará surgir o objecto concreto e imaginário que é a obra do espírito. Só há arte para os outros e pelos outros.
Jean-Paul Sartre, in 'Situações II'
Fonte: Citador
terça-feira, março 27, 2007
Daniel Blaufuks
Exposição de Fotografia de Daniel Blaufuks26 de Março a 22 de Abril de 2007
de 26 a 31 de Março, das 14h à 20h.
Abril de 2ª a 6ª das 14h às 18h.
Fim-de-semana e Feriados, das 18h às 20h
de livros, instalações e filmes. O seu documentário "Sob Céus Estranhos" foi recentemente apresentado no Lincoln Center em Nova Iorque. Algumas das suas últimas exposições aconteceram no Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Palazzo delle Papesse, Siena, LisboaPhoto, Centro Cultural de Belém, Lisboa, Elga Wimmer Gallery, New York, Photoespaña, Madrid.
Fonte: CCB
terça-feira, março 20, 2007
segunda-feira, março 19, 2007
Livraria Casa dos Livros - 266785265 - lcasadoslivros@sapo.pt
quarta-feira, março 07, 2007
Jean Baudrillard (1929 - 2007)

"Jean Baudrillard, o sociólogo e filósofo francês que tocou várias disciplinas do pensamento e da arte, morreu ontem em Paris aos 77 anos, depois de uma doença prolongada. Autor de mais de 50 obras, debruçou-se sobre a sociedade de consumo, o terrorismo, os média ou a arte contemporânea com a mesma ferocidade e capacidade de gerar polémica.
O pensador francês é classificado como inclassificável, apenas um dos paradoxos ou contradições que perfizeram a sua obra e as reacções que ela suscitou. Jean Baudrillard é “inclassificável porque não é muito fácil arrumá-lo em nenhuma escola, nem como pensador clássico”, comenta Paulo Varela Gomes, professor de Arquitectura e conhecedor do trabalho do filósofo francês. Era “sobretudo um pensador da vida quotidiana moderna” e um nome incontornável do pensamento pós-moderno.
Nascido a 29 de Julho em Reims, no norte de França, viveu o movimento do Maio de 1968 e começou a sua carreira como tradutor do trabalho de Karl Marx e Bertolt Brecht. Leccionou Sociologia na Universidade de Nanterre, em França, desde 1966, depois de uma formação em germânicas. Em 1968, próximo dos situacionistas de Guy Debord, publicou Le Système des objects, uma machadada num retrato já de si pouco favorável que desenhara da sociedade moderna de consumo, consumada com La société de consommation (1970).
Jean Baudrillard escrevia com algum humor, negro, e acompanhava a ironia com aforismos, por vezes herméticos, que eram sua imagem de marca, escreveu ontem a edição on-line do diário francês Libération. Atento à actualidade, escreveu O Espírito do Terrorismo (Campo das Letras, 2002) e Requiem pour les Twins Towers (2002) sobre os atentados de 11 de Setembro. Neles tece o argumento de que há uma lógica subsequente ao terrorismo e descreve o ataque às Torres Gémeas como “a mãe de todos os acontecimentos”.
Assinou obras incontornáveis do pós-modernismo como Simulacros e Simulação (Relógio D’Água, 1981), Le Mirroir de la Production (1977), em que rompe com as suas bases marxistas, Pataphysique (2002)ou Amérique (1986), onde descreve os Estados Unidos como “a versão original da modernidade” e “utopia realizada”. Teve tempo de redigir as suas memórias em cinco actos, Cool Memories (desde 1987 a 2005)."
(excertos do artigo de Joana Amaral Cardoso no Público de 7/03/07)
"Partindo do princípio de uma realidade construída (hiper-realidade), o autor discute a estrutura do processo em que a cultura de massa produz esta realidade virtual.
Suas teorias, contradizem o discurso da "verdade absoluta" e contribuem para o questionamento da situação de dominação imposta pelos complexos e contemporâneos sistemas de signos. Os impactos do desenvolvimento da tecnologia e a abstração das representações dos discursos são outros fenómenos que servem de objecto para os seus estudos. Sua postura profética e apocalíptica é fundamentada através de teorias irónicas que têm como objectivo o desenvolvimento de hipóteses e polémicas sobre questões actuais e que refletem sobre a definição do papel que o homem ocupa neste ambiente.
Para Baudrillard, o sistema tecnológico desenvolvido deve estar inserido num plano capaz de suportar esta expansão contínua. Ressalta que as redes geram uma quantidade de informações que ultrapassam limites a ponto de influenciar na definição da massa crítica. Todo o ambiente está contaminado pela intoxicação midiática que sustenta este sistema. A dependência deste “feudalismo tecnológico” faz-se necessária para que a relação com dinheiro, os produtos e as idéias se estabeleça de forma plena. Esta é a servidão voluntária resultante de um sistema que se movimenta num processo espiral contínuo de auto-sustentação.
A interactividade permite a integração de elementos que antes se encontravam separados. Este fenómeno cria distúrbios na percepção da distância e na definição de um juízo de valor. As partes envolvidas encontram-se tão ligadas que inibem a representação das diferenças transmitida por elas. A máquina representa o homem que se torna um elemento virtual deste sistema. As representações são simuladas num ambiente de redes que fornecem uma ilusão de informações e descobertas. Tudo é previamente estabelecido: “O sistema gira deste modo, sem fim e sem finalidade”, diz o autor."
(excertos da Wikiédia)
Um homem do seu tempo. Esperemos que inspire os que se seguem.
sábado, março 03, 2007
Jason Moran and The BandwagonProdução: CCB
Incubadora d’Artes agenciamento
21h00 | Grande Auditório
Duração:1H30 (s/ intervalo)
Como líder do grupo The Bandwagon e como solista, Moran recebeu elogios dos principais críticos de música pelas suas actuações nos mais importantes clubes e festivais de jazz de todo o mundo.
O Washington Post considerou The Bandwagon como o grupo composto pelos “três melhores músicos de jazz da geração dos sub-35”, enquanto o The New York Times afirmou que Moran “provou ser um conceptualista hábil, encontrando inspiração no ritmo e na tonalidade da linguagem falada no cinema, na música jazz e pop, e no hip-hop”.
Fonte: CCB





